Dark Moon
33 Capítulo 33
Renesmee Capítulo 33
Maio
Eu nunca deveria ter feito Jacob sofrer por mim, afinal, eu que sofri por ele, sei como é doloroso, e como nos sentimos mal, mas não, eu tinha que ter sido egoísta e ter magoado ele exatamente como eu sempre faço. Eu sempre magôo ele, primeiro com Zack, e tem coisa que ele nem sabe ainda, e eu pretendo não contar tão cedo.
Acabei com o meu terceiro humano, e joguei ele no chão, ele estava seco já. Depois eu resolvi ficar um pouco na cidade onde eu estava, sei lá, para passear, acho que eu estava em Port Angeles. Já estava escurecendo e eu andava pelas ruas escuras de lá. Algumas lojas ainda estavam abertas, e tinham bem poucas pessoas na rua ainda.
Eu virei em uma rua que não tinha nenhuma iluminação, mas eu conseguia enxergar, claro. Então segui por ela sem hesitar nem um segundo. Tinham um grupo de adolescentes em um bar, acho que bebendo mesmo sem terem idade o suficiente. Seus cheiros eram deliciosos, mas eu tinha acabado de caçar então, eles não me interessaram muito.
Um deles eu reconheci, era da minha escola, acho que da aula de trigonometria. Ele não tinha idade para beber, mas estava bebendo e muito, lá no bar, e eles nem se importavam. Eu passava devagar, tanto que eles me viram passando, eu tentei escutar a conversa deles, com muito sucesso.
“Olha lá, uma menina, duvido você pegar ela, assim, do jeito que está” um deles disse, para o menino da minha sala, batendo no ombro dele com sua mão, e logo após apontando para mim.
“Tá, é fácil” ele aceitou a aposta já vindo em minha direção, mas ele parou no caminho, acho que ele me reconheceu, vi um fleche rápido em seus olhos, ele parecia me reconhecer, mas depois ele logo já sumiu, aparecer e desapareceu em questão de segundos.
“Nem pense” eu disse, com uma voz de autoridade. Tentando impor uma meta para ele. Parei no meio do caminho, quando ele voltou a andar.
“Vem aqui docinho” aquele menino me disse, agora cambaleando mais rápido. Sua voz era melosa.
Eu não disse nada, apenas fiquei parada, e me controlando para não atacá-lo na frente de todos os outros, mesmo que eles esqueçam logo após de acabar de beber, na ressaca. Mas ao contrario das outras pessoas, eu não fugi. Eu andei para mais perto dele. Pequei ele pela cintura e o levei para perto do bar, ele cheirava forte a bebida.
Se ele é da minha idade e estava bebendo, por que eu também não podia? Eu queria esquecer de tudo mesmo, queria esquecer da minha vida. Esquecer principalmente de Jacob. Em geral esquecer de mim, e acho que a bebida me proporcionava isso. Então eu penso, por que não?
Sentei em uma das cadeiras que sobravam naquele bar, estava quase de madrugada ainda. Eu nem precisei pedir, um dos homens que trabalhava lá colocou um copo de algum tipo de bebida que eu não reconheci na mesa, bem em minha frente. Eu nem encostei naquela bebida, afinal, se eu quero ficar bêbada que isso aconteça rápido, ou seja, eu vou pedir uma bebida mais forte que aquela, eu conheço bem poucos tipos de bebidas, então vou pedir uma que eu sei o nome.
“Não” eu disse empurrando o copo de bebida para longe de mim “eu quero vodka por favor” eu terminei pedindo para ele, causando uma expressão de surpresa.
“Ui” alguns homens e o menino de minha sala falaram em coro. Me olhando e sorrindo, todos bêbados, do jeito que eu vou estar em cerca de minutos.
O homem que trabalha lá, logo me deu um copo pequenininho com vodka, olhei bem dentro de seus olhos, mas mesmo assim aceitei e pequei aquele copo em minhas mãos r coloquei tudo em minha boca de uma vez, eu nunca tinha experimentado nenhum tipo de bebida. Então a vodka passou queimando pela minha garganta, me fazendo tossir um pouco. Mas logo parei e mesmo eu não gostando desse gosto amargo, que fez minha garganta arder, eu pedi mais.
Todos ainda me encaravam enquanto o mesmo homem me deu outro copo minúsculo com vodka. Era muito pouco, e como a ultima vez eu coloquei tudo na boca e engoli de uma vez, afinal, minha garganta iria se acostumar alguma hora. E tornei a pedir mais duas vezes, e em todas elas ele vinha com aquele pequeno copo, eu já estava ficando com ódio disso. E a bebida me deixava mais solta. Eu escutava os murmúrios dos homens que estavam de olho em mim.
“Ué, você não disse que era fácil pegar ela, quero ver agora” o mesmo homem que apostou com o outro puxou assunto novamente.
“Calma, deixa ela beber um pouco mais” o garoto que eu conhecia que eu já tinha visto em minha sala respondeu com calma, mas ele ainda aparentava estar bêbado.
Cansei daqueles pequenos copos de vidro que o homem me trazia, eu cambaleei, surpresa por já estar tonta, até onde tinham umas garrafas, pequei uma delas que estava escrito no rótulo vodka, e coloquei seu bico entre meus lábios, deixando o fluxo quente e ardente passar pela minha garganta queimando, e tirei a garrafa de meus lábios quando eu já estava ofegante. As vezes quando eu olhava rápido eu via as coisas em dobro, e ao andar quase bati em uma delas.
Eu tropecei ao voltar ao balcão e fui parar logo nos braços do mesmo garoto, que eu lembrei ser de minha sala. Ele se aproveitou do meu momento de fraqueza e eu não conseguia me mexer direito, a bebida já estava fazendo efeito e eu estava fraca e tonta. Ele levou seus lábios aos meus, eu aceitei sem pestanejar. Eu não conseguia recusá-lo, que era o que minha consciência pedia para mim fazer, mas eu não conseguia, estava cambaleante e tonta demais para isso. Então me entreguei mais ainda, mesmo contra a minha própria vontade.
Depois de um tempo que já nos beijávamos eu vi o rosto de Jacob no lugar daquele garoto, cujo eu nem sabia o nome e estava me atracando com ele. Eu tinha certeza que era Jacob e não ele, eu via Jacob em seu lugar, o que me deu vontade de beijá-lo mais ainda. Eu sentia o gosto de Jacob, os braços de Jacob. Era tão real, eu não conseguia separar mais o real da fantasia. Eu estava completamente bêbada, do jeito que eu nunca poderia ter imaginado antes.
Ele me pressionava contra a bancada do bar, me fazendo deitar nela, e eu via fleches do rosto real do garoto, mas era tão pouco que eu realmente achei que era Jacob, eu tinha certeza. Até que a fantasia era boa demais para ser verdade, o rosto de Jacob sumiu, e me deixou na dura realidade de que era mesmo o garoto que me beijava. Criei forças que eu nem sei de onde saíram, e tentei nos separar, já estava indo longe demais. Eu tentava empurrar ele, mas não funcionava. Agora ele tentava tirar minha blusa, eu não deixava, eu não podia deixar que nada acontecesse, mesmo eu vendo dois garotos a minha frente.
Ele rasgou o moletom que eu estava quase todo, dava para escutar o barulho do tecido rasgando que era alto, e não sei o motivo de que ninguém veio me ajudar a separar aquele beijo que estava quase dando em alguma coisa a mais. Pelo contrario todos queriam que acontecesse, ninguém me ajudava e ainda agora que eu percebi que eles gritavam e não era baixinho não.
“Tira” todos gritavam em uníssono e repetitivamente para mim, outros ajudavam a ele, tentado tirar as peças de roupa que ainda estavam inteiras no meu corpo, ou melhor, intactas.
Minha calça jeans estava cheia de fiapos pelo pouco que eu pude ver entre os beijos com aquele garoto que eu tinha vontade de bater, mas a minha quase inconsciência não deixava eu me mexer por mim própria. Eu estava envolvida pelo calor insistente e horrível de seu beijo. Até que ele se deu um tempo para descansar, ele estava ofegante, e eu também estava.
Foi quando eu finalmente consegui afastá-lo de perto de mim. E eu percebi que todos me olhavam como se quisessem me devorar, e eles mal sabem que quem pode fazer isso aqui era eu, mas eu acho que eles não queriam me devorar do jeito que eu acho ser possível para mim. Também, quando vi o estado que minhas roupas estavam, meu moletom estava todo rasgado na barriga, e aparecia um pouco de meu sutiã preto com rosa com alguns detalhes de renda preta, acho que os homens ajudaram a rasgar, porque é difícil rasgar moletom. Quanto às mangas, estavam quase inteiras tirando a parte perto do ombro que estava com buracos grandes e bem abertos, mostrando as alças e uma pequena parte de cada lado do sutiã, eu estava praticamente sem roupa.
E a minha calça jeans estava toda desfiada, com buracos, alguns pequenos outros maiores, e os maiores eram logo em minhas coxas e na parte superior de minhas pernas. Tinha até uma parte que aparecia minha calcinha que era da cor exata do meu sutiã, bem do lado do meu corpo, onde a calça também estava rasgada. A barra da minha calça estava toda no chão, rasgada. Depois que eu percebi o tanto de tecido que estava rasgado meu no chão. Era muito, muito mesmo.
Todos me olhavam e alguns começaram a vir em minha direção enquanto aquele garoto ainda estava bem perto de mim, meio que colado. Eu tinha que sair daqui, mas para onde eu iria? Para casa agora nem pensar, meu pai se me visse assim iria pensar outra coisa, e não seria boa, eu nem sei se eu vou poder ficar grávida, e não faço a menor idéia se ele sabe. Porque se ele souber, ai vai ser pior, bem pior, se a resposta for sim, que eu posso, será que é por isso que ele desconfia tanto de mim, e minha mãe é tão brava? Mas eu acho que ele nãos abe de nada, acho ninguém sabe, senão eu seria a primeira a ficar sabendo, certo? Acho que quando Carlisle descobrir irá me contar.
Eu tinha que sair desse lugar, todos me olhavam e pareciam me desejar, eu não podia deixar que nada de ruim acontecesse comigo, mas eu estava cambaleando e mal conseguia andar direito, eu poderia desmaiar em qualquer lugar enquanto eu estiver andando. Então eu não pensei nas conseqüências e saí correndo para fora daquele lugar horroroso. Corria, e às vezes caia no chão, rasgando mais a minha calça e sujando minhas roupas um pouco. Eu não sabia para onde eu iria agora que consegui sair daquele bar, todos ficaram me olhando de lá, e alguns até gritaram, outros correram atrás de mim, já que perto de humanos eu não podia correr em uma velocidade maior.
Mas depois eu consegui despistá-los e combater todas as minhas idéias tolas de tentar me alimentar deles. Algumas de atraí-los para algum lugar escuro que só eu enxergasse, mas eu lembrava que eu não podia fazer isso, porque eu também não estava com a visão nem o andar muito bom para isso no momento. Eu combatia todas as minhas vontades e planos indesejados.
Voltei a prestar atenção em minha corrida, até que eu tropecei em uma pequena pedra que eu vi em dobro e pensei que era a terra. Caí no chão, e me machuquei mais, minha perna estava ralada, minhas mãos também. Meu cabelo está sujo de terra. E quando eu menos esperava eu sentia as lágrimas brotarem em meus olhos, enquanto minha cabeça doía muito. Em todo lugar de meu corpo que está ralado começou a arder. Mesmo assim, eu me levantei e voltei a correr. Eu cheguei finalmente em Forks e o único lugar que vinha em minha mente para eu ir era o chalé, mas eu não podia ir lá, porque meus pais sentiriam minha presença e escutariam meus passos, iriam correndo para lá.
Eu não podia correr o risco de ser vista por minha família nessa situação. Continuei correndo enquanto eu pensava desesperadamente em algum lugar que eu podia ir sem me estressar. Ou sem levar uma bronca de alguém. Eu estava desistindo e estava a caminho do chalé, quando eu finalmente tive uma idéia. Que era muito melhor do que ir ao chalé. Onde eu posso ficar despreocupada que meus pais não iriam me achar se eles não quisessem muito mesmo. Era bem longe de casa eu corria enquanto sentia as lágrimas caírem de méis olhos e com o vento forte e frio que batia em meu rosto rapidamente se desmancharem pelos canto de meu rosto.
Eu bati a campainha da casa de Zack, quando eu consegui chegar em sua casa, bem rápido por sinal, mesmo com alguns tombos pelo caminho. Fiquei esperando até que de repente a porta se abre e Zack está de pijama, eu tinha esquecido que era só minha família que não dormia. Eu tinha acordado ele. Ele estava bocejando até que sua boca formou um ‘O’ perfeito quando ele me olhou de cima a baixo. Meus olhos estavam cheios de água de pensar no que eu tinha passado agora e de pensar em Jacob. E eu podia sentir as lágrimas que secaram em minha bochecha com aquele vento forte e frio. Eu via dois Zack em minha frente. Eu estava muito tonta, enquanto ele ainda me encarava com surpresa. Seus olhos estavam arregalados enquanto desciam e subiam me olhando, e com certeza olhando o estado lastimável em que minhas roupas se encontravam, mas eu não estava nem aí,l e nem sentia vergonha, eu estava apenas com frio, e muita dor de cabeça, afinal ele era Zack, é muito meu amigo, eu não sentia vergonha nenhuma diante dele.
Notas finais
Beijos.
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