Dark Moon
18 Capítulo 18 - PDV Bella
Notas iniciais
Boa leitura.
Nina
Bella capitulo 18
Eu tinha que proteger minha filha, eu não deixaria ela frágil do jeito que estava no meio da rua, deitada no chão, depois que Claire me ligou, falando que Renesmee tinha saído correndo da escola, eu imediatamente tinha saído a sua procura. E demorou um pouco, mas eu a achei, caída na calçada, não estava tão longe de casa.
Eu ficava me perguntando o que será que tinha acontecido? Quem teria feito mal a minha queria e amada filha, se ela estava lá na escola, junto com Jacob, Jacob deveria ter a protegido, afinal, é para isso que ele presta ao ficar perto da minha filha. E se for para ele não proteger, nem deixo ele mais chegar perto dela. Ele agora veio com essa de que ela finalmente aceitou ele com amante.
Eu ainda não acredito nisso, Jacob estava sendo muito superficial ao pensar que isso tinha acontecido, minha filha não iria se apaixonar nunca pelo Jacob, e eu acreditava plenamente nisso, já que foi ele que me ajudou a criar ela, juntamente de Edward. Será que ela tinha infelizmente gostado dele?
Eu não queria nem ficar pensando nisso, se não eu iria procurar Jacob, e não agüentaria de raiva dele, eu iria com certeza atacá-lo, e me arrepender depois, acho. Ele nem tinha o direito de ter o imprinting com ela, só para começar citando. Ela era minha, eu que quis ela desde o começo, desde quando eu coloquei a mão em minha barriga, me olhando no espelho, e sentindo minha pequena Renesmee que ainda estava em minha barriga, me chutando.
Ela era filha de Edward, a pessoas que eu mais amo no mundo, juntamente com Renesmee, ele mesmo no começo não gostando da idéia de que eu insistia a ter minha filha, me apoiou, e me ajudou a ser quem eu sou hoje, e a criar nossa pequena filha, quem nós amávamos e protegíamos mais que tudo em nossa ‘vida’.
Eu estava carregando Renesmee em meus braços, eu gostava de pronunciar seu nome inteiro, ele soava como um nome de alguém que fosse muito especial em minha ‘vida’, é realmente é. Eu queria desesperadamente ajudá-la, ela estava machucada, caída no chão, com os olhos inchados de tanto chorar. Afinal, por que ela estava chorando?
Será que é por causa da escola? Para começar ela não deveria ter ficado ali no chão, no meio do nada, sozinha. Alguém podia pegar ela. Quero dizer, roubá-la, minha pequenina. Que eu amei, desde o começo de sua vida, dentro de minha barriga. Quem eu criei com muito carinho. Que eu ‘quase’ morri para poder colocar ela no mundo, sacrifiquei minha vida por ela, e eu sempre soube que valia a pena, sempre valeu.
Eu iria levar ela para casa, e colocar ela em seu quarto, para acabar de dormir, e quando ela acordasse, eu falaria com ela, com calma. Eu não podia ficar com raiva dela, às vezes nem é culpa dela, pode ser alguma coisa que aconteceu na escola, não sei, podem ser várias coisas.
E fiz justamente o que eu pensei, coloquei ela na cama com cuidado, e ela nem acordou. Dei um beijo em sua testa, e desci as escadas, onde todos me esperavam com uma explicação. E eu iria falar a verdade.
“O que aconteceu?” Edward foi o primeiro a falar, como sempre, meu amor.
Olhava para ela, e se eu pudesse ainda ficar corada, acho que ficaria, acho que toda vez que olhasse para ele, eu ficaria corada, sempre. Ele realmente é tão lindo. Eu poderia ficar olhando para ela, o resto da eternidade, que eu não iria cansar. Ele é perfeito, o homem da minha vida. Meus olhos brilhavam quando iam de encontro aos dele.
Era como se ele completasse parte de mim, e sem ele, faltava alguma coisa em mim, como se eu estivesse sem um braço ou alguma coisa assim, acho que eu nunca vou conseguir explicar isso para mim mesma. Sempre que eu estou separada dele, é como se meu coração estivesse com ele, e eu sei, que ele sempre vai cuidar bem dele, sempre.
“Eu encontrei ela caída na rua” eu disse, tentando não assustar todos.
“E como ela está?” Edward disse.
Eu fui andando em sua direção, todos já estavam mais tranqüilos, já que eu sua mãe, estava calma, ]acho que eles não tinham muitos motivos para se preocupar se eu não estiver preocupada.
“Carlisle, você pode ir lá no quarto dela, dar uma olhada nela? Ela se machucou um pouco. Mas por favor, não a acorde, está dormindo como um anjo” eu disse enquanto andava em direção a Edward.
“Claro” ele disse já subindo as escadas.
“Obrigada” eu disse.
Eu fui chegando mais perto de Edward, e ele estava hipnotizado pelo meu andar, seus olhos queimavam, mas parecia que ele ainda estava preocupado com nossa filha. Ela está crescendo tão rápido, nossa pequena. Agora, eu andava bem devagar, mesmo sabendo que eu podia chegar rapidinho nele.
Quando cheguei perto dele, ele colocou suas mãos em minha cintura, nesse ponto, todos já tinham saído da sala, nós estávamos a sós, mas eu sabia que eles estavam nos ouvindo, sempre estavam. Coloquei meu rosto em seu ombro, eu queria acalmá-lo, ele não precisava ficar tão preocupado assim.
“Está tudo bem, não se preocupe” eu sussurrei em seu ouvido, me surpreendendo de como minha voz fica extremamente doce quando eu quero que fique.
E ele fez o que eu disse, sua expressão de preocupação sumiu, ela ficou tranqüila, eu sei que ele controlava suas expressões. Já era de tarde, mas nem eram quatro horas da tarde ainda. Não sei nem que horas Renesmee iria acordar. Mas acho que iria demorar muito.
Tirei uma de minhas mãos, que estavam no pescoço de Edward, e pequei em sua mão, puxando ele, para um lugar de onde nós demoraríamos a sair, um lugar que tire minhas preocupações, e tire minhas inseguranças, e meus medos, por um tempo, pelo menos. O quarto. Estávamos indo rapidamente para o chalé, como se nossa vida dependesse disso, e só não depende, porque eu não sei se posso chamar de vida.
Edward, parece que não espera chegarmos no quarto, ele vem atrás de mim, com a outra mão em minha cintura, e seus lábios mordiscavam a ponta de minha orelha, me fazendo sorrir, ele me deixa tranqüila, e dessa vez, nem foi o Jasper, todos estavam em seus quartos, exceto Carlisle, que acho que foi ver Renesmee, e depois para seu escritório, dava para ouvir ele indo para lá.
Nós estávamos a caminho do quarto. E Edward continuava a beijar meu pescoço, me fazendo estremecer. Finalmente chegamos no quarto, ultimamente nós estamos quase caindo no chão, nem dava tempo as vezes de chegar na cama, igual nossa primeira pós-lua de mel, aqui, no chalé. E cada vez que acontece novamente, eu me lembro de nossa primeira noite, no Brasil, onde eu tive minha pequena e querida Renesmee, meu anjo.
Ficamos no quarto por um bom tempo, mas mesmo assim, as horas para mim pareciam ter passado rápido, mas na verdade, falta pouco para ser quatro horas da tarde ainda, e temos que voltar para a casa, às vezes a Renesmee já está acordando. E nós temos que estar lá quando ela acordar.
Chegamos lá bem rápido, trocamos de roupa antes, e corremos de mãos dadas, até lá. Estávamos sentados na sala, sem nada o que fazer. Até que Edward se levantou, olhou para mim, e começou a subir as escadas, parecia que Renesmee tinha acordado, eu iria ficar ali na sala mesmo, esperando ele voltar, e espero que não demore muito, eu quero entender o que está acontecendo com minha filha, meu bebê.
Eu estava esperando, impacientemente, enquanto Edward estava lá, e eu aqui, no sofá, sem poder fazer nada para ajudá-la, eu estava quase me levantando para ir lá falar com ela, até que Jasper veio em minha direção, e eu fui atingida por uma maravilhosa onda de calma, o que eu não estava, estava tudo menos calma naquele momento, e nem queria ficar, já que é minha filha que estava em jogo.
Até que finalmente Edward aparece no topo da escada, com uma expressão de tristeza, de agonia, que eu sei se ele pudesse chorar, estaria chorando. Ele parecia com raiva ao mesmo tempo, uma expressão que mudava, uma atrás da outra, a partir do tempo que ele começava a entender o que tinha acontecido. Quando eu piso os olhos, ele está em meu lado, já me contando tudo o que aconteceu com meu anjinho.
Eu estava dominada pela raiva, que acho que nunca mais iria passar. Não posso acreditar que aquele cachorro vira-lata fez isso com o meu bebê. Minha coisa mais preciosa. Eu não acredito, eu vou confrontar ele, e vai ser agora. Eu não podia saber se aquilo era realmente possível, eu confiei nele para cuidar de meu coração, que estava com minha filha, e até isso ele não conseguiu fazer, ótimo, agora ele vai ter que se ver comigo.
Ele magoou minha filha, a única coisa que ele tinha que cuidar, a única coisa que eu falei para ele ter cuidado, se eu for lá agora, e é o que eu estou fazendo, acho que não vou me agüentar, e não vou querer que Edward me segure dessa vez. Não, dessa vez não.
Eu já estava correndo a caminho a casa de Jacob. Enquanto minha filha, meu coração, chorava em seu quarto, depois que Edward me contou tudo o que conseguiu tirar da mente de Renesmee, nem sei se aquilo foi tudo, mas já foi muito, para conseguir me irritar a ponto de querer conversar agora com ele. E só depois eu percebi que Edward me seguia, me acompanhando com destreza, ele era mais rápido que todos, ele sempre foi. Só de pensar nele, me fazia sorrir, e ele vendo meu sorriso, sorriu também. Mas isso não diminuía minha raiva, de jeito nenhum.
Finalmente chegamos na casa daquele cachorro, eu vou arrancar sua cabeça! Como ele pôde? Eu deixei ele cuidar de minha filha, eu confiei nele para namorar ela até, e ele faz isso comigo, e pior, com ela, eu pensei que o imprinting funcionava. A única razão para eu deixar foi que eu já confiei nele um dia, e essa confiança me iludiu, pensando que ele podia cuidar de minha filha também.
Quando cheguei na porta de sua casa, empurrei a porta com tanta que ela bateu contra a parede fazendo um barulho alto, que no meu ouvido, foi mais alto ainda, provocando ecos ao redor da pequena sala, onde Billy estava sentado em sua cadeira.
“Onde ele está?” eu gritei para ele, com o ódio em meus olhos, me fazendo quase entrar na casa, ver os quartos, e me certificar de que ele não estava lá.
“Na praia. Garota, o que aconteceu?” Billy dizia enquanto eu saia correndo em direção a praia, com Edward do meu lado, pronto para me defender se fosse preciso.
Eu deixei Billy falando sozinho, enquanto corria com toda a minha velocidade, na praia, a procura dele. Quando o avistei, de longe, corri mais ainda, com Edward me acompanhando facilmente, eu focava meu olhar em Jacob, que nem imaginava que eu estava chegando, e que não iria ser muito boa a ‘‘conversa’’ que eu iria ter com ele.
Quando eu cheguei mais perto, ele ouviu meus passos na areia, nem me incomodei de tirar meus sapatos, que agora estavam ensopados com a água do mar, que estava gelada. Ele me olhava, parecia triste, mas não o suficiente para me dar compaixão, parecia cansado, mas nem tanto, parecia assustado, e era exatamente o que eu queria.
“O que você fez com ela?” eu gritava para ele, em posição de ataque, eu estava com tanta raiva que poderia acabar com sua inútil vidinha, agora mesmo. Mas Edward saberia que eu me arrependeria depois, mesmo que seja bem depois, e ele não me deixaria fazer isso, realmente uma pena.
“Eu? O que EU fiz?” ele gritava ao mesmo tom de minha voz, e deu ênfase na penúltima palavra, como se tivesse ironizando.
“É, você mesmo Jacob, você sabe muito bem do que eu estou falando, não finja que não sabe!” eu gritei mais alto, deixando escapar um rosnado no final.
Quando eu olhava para trás, eu via a expressão de Edward, ele parecia estar se divertindo com o acontecimento, ele me olhava, como se eu fosse a ultima bolacha do pacote. Ele me olhava maliciosamente.
“Eu sei, eu sei, mas a culpa não foi minha” ele disse, agora falava normalmente, parecia mais triste do que com raiva.
“Ah, não! Então foi de quem? Você está querendo culpar meu anjinho, JACOB!!!!!” eu gritava com ele, cada vez mais alto.
Ele já estava assustado, e dependendo do que ele vai dizer, não vou agüentar me segurar para ir atrás dele. E não vou gostar muito do que vou pretender fazer.
“Não, calma, Bella, calma, depois a gente conversa, você está muito nervosa” ele disse.
Enquanto ele falava, colocava as mãos para cima, com a palma virada para mim, e dava dois passos para trás. Não, eu queria acabar com isso logo, agora. Para não ter que voltar a ver o rosto de Jacob para falar sobre isso. Não se não for preciso.
“Eu. Quero. Falar. AGORA!!” eu disse, separadamente.
“Tá, que seja agora então! Olha, a culpa é toda da Renesmee, que..” ele falava, mas eu não podia deixar ele falando calunias de minhas filha, meu bebê.
“Cala a boca, não fale assim da minha filha!” eu o interrompi.
Ele me irritou demais, agora chega, estou farta de suas coisas erradas, de falar mal da minha filha, com ele fez isso, eu realmente não entendo ele, fui em direção a ele, e mal vi quando eu pulei em cima dele, queria acabar com sua infeliz vida, de uma vez por todas.
Quando eu estava a milímetros de distancia para mordê-lo, atacá-lo, Edward me puxa para trás, me fazendo cair junto com ele, na água gelada do mar, que para mim não estava tão gelada assim, mas ele me impediu de atacar Jacob, pó que ele fez isso? Eu sabia que ele não gostava do Jacob.
“Foge, Jacob” Edward gritava.
Mas minha raiva era inacabável, eu lutava agora com meu marido, minha paixão, e eu não conseguia parar de jeito nenhum. Eu tentava arranhar, bater, de nada adiantava, claro. Nós estávamos rolando na areia da praia. Depois de um tempo lutando, na verdade só eu lutava, Edward só se defendia, depois de um tempo estávamos nos beijando, como se nossa vida dependesse desse beijo inesperado, e desesperado.
Já estava ficando escuro, e nós ainda nos beijávamos com mais intensidade a cada minuto. Edward apertava minha cintura, me fazendo mover, eu estava com minhas mãos em seu cabelo, ficava bagunçando-o mais ainda. Eu o beijava ferozmente.
Depois de um tempo já se passado, eu estava mais calma, mas era como se eu guardasse minha raiva em uma gavetinha, com chave, e quando eu estivesse perto de Jacob, essa gaveta se abrisse, liberando toda a frustração e ódio que eu guardo dentro de mim.
Olhávamos as estrelas, tentando achar formas diferentes nelas, o que nos fazia sorrir cada vez que olhávamos um para o outro. Estávamos deitados na areia, com nossas cabeças viradas para cima, observando o céu, estava realmente uma linda noite.
Notas finais
Gostaram?
Reviews?
Beijos.
Fale com o autor