Dark Moon
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Boa leitura.
Renesmee capitulo 12
Depois de eu me certificar de que era ele mesmo, eu abri a porta do carro, e sentei no banco do carona. Eu estava nervosa, afinal, eu nunca tinha ficado sozinha no carro com um humano, tão próximo, e fazia tempo q eu não cassava. Mas isso não me impediu de ir. Eu estava confiante em mim mesma.
Zack me olhou de cima a baixo, e deu outro pequeno sorriso, como se eu tivesse vestida para ir a um baile, mas também não liguei para isso. E ele não tinha saído com o carro ainda, e eu tinha me esquecido completamente de cumprimentar ele.
“Oi” eu disse, meio sem graça.
“Oi, você está bonita.” Ele disse agora se concentrando em virar o carro, e começar a dirigir em direção a estrada novamente.
“Obrigada” eu disse, me esforçando para dar um pequeno sorriso.
O caminho até sua casa foi longo, eu olhava pela janela, com os livros no colo, enquanto ele dirigia rápido por sinal, já que as arvores viraram um borrão verde. Às vezes eu virava, para observá-lo, pelo menos nas vezes que eu virei, ele estava atento ao volante.
Quando eu percebi, finalmente tínhamos chegado em sua casa, que alias era bem grande, acho que não tanto quanto a minha, mas era grande sim. Ele parou o carro na frente da bela casa, e ele desceu, eu fiz o mesmo, repetindo suas ações.
“Bonita sua casa” eu deixei escapar, sem querer, isso era para ser um pensamento, acho que eu estava pensando alto de novo, bem alto.
“Obrigado” ele disse
“Vamos?” ele perguntou, em quanto eu observava a casa.
“Claro” eu disse
Eu segui ele até o interior da casa, que tinha uma escada bem grande, bem perto da entrada. A casa parecia ter dois andares, e tinha uma sala de estar, de cor vermelha, digo, toda vermelha. Uma sala de jantar com uma grande mesa de vidro, e um lindo lustre que iluminava ela. Assim que entramos, fomos subindo as escadas, bom, ele começou a subir e eu fiz o mesmo.
Fomos andando por um corredor, que dava acesso aos quartos, e até que paramos em uma porta de madeira clara. Ele parou em minha frente, e abriu a porta. Acho que aquele era seu quarto, era grande, e as paredes tinham uma cor azul bem disfarçada, uma cama, que não parecia ser nem de casal nem de solteiro, era media. Uma escrivaninha no canto. Com um notebook de lado, na mesinha que tinha no canto do quarto.
Ele me deu espaço para eu entrar, e depois atrás d mim fechou a porta. Deixando nós isolados de todos, nem sei ao certo se a gente estava sozinho ou não naquela casa. Só sei que ele fechou o quarto, acho que para ter mais privacidade. E muita, já que estávamos no quarto dele, sozinhos.
Eu estava parada, perto da porta de seu quarto, pensando no que tinha acabado de acontecer, enquanto ele vai andando, e senta em sua escrivaninha, que tinha duas cadeiras, ele sentou em uma, e acho que era para eu sentar na outra, e foi o que eu fiz.
Eu sentei em seu lado, e ele veio para mais perto de mim. Eu coloquei o livro na mesa, e ele me olhou, como se fosse para eu começar a explicar a matéria. E foi exatamente o que eu fiz de novo. Eu abri em uma pagina, e comecei a explicar como resolvia, comecei desde o comecinho da matéria dada, e fui indo para o mais difícil.
Mas, era com se ele não prestasse atenção em mim, não em mim, no que eu estava explicando, porque em mim ele prestava, e muito, era como se ele ficasse me encarando, mas pra que? Eu nem era tão bonita assim. A ponto de alguém querer ficar babando em cima de mim, ou era? Jacob falava que eu era sim, mas ele é Jacob, é claro que vai falar, já que sempre fomos como irmãos, menos agora, que ficou melhor ainda.
Eu nem vi que eu tinha parado de falar, e agora também encarava Zack, que pensava que eu estava gostando, mas na verdade meu olhar meigo, carinhoso foi de pensar em Jacob, e não de olhar para ele. Pronto, agora já foi, vi o que ele planejava fazer em seus olhos. Ele iria me beijar, mas eu não queria, de jeito nenhum, eu amava Jacob, e não ele.
Ele veio em minha direção, rápido de mais para eu pensar no que fazer para não ter que beijar ele. Não deu tempo, ele pressionou seus lábios contra a minha boca, seus lábios eram diferentes dos de Jacob, era gelados, mas macios ao mesmo tempo. E sua boca tinha gosto de morango. O que me faziam ver estrelinhas.
Eu surpreendentemente retribuo ao seu beijo, e ele estava gostando, eu não estava gostando nem odiando. Mas sabia que beijar Jacob, era melhor que beijar ele. Muito melhor. Mas mesmo assim, continuei. Mas me senti como se tivesse traindo Jacob, e isso me deixou preocupada, já que eu estava namorando com Jacob, e não com Zack.
Eu fui, continuei beijando ele, até que ele pressionou sua língua contra meus lábios, os fazendo abrir, e senti um gosto de morando tão forte, que era com se eu tivesse comendo essa fruta. Senti sua língua pressionando contra a minha. Ele foi me guiando, me fazendo levantar da cadeira que eu estava sentada. E foi fomos andando não sei para onde, eu continuava a lhe beijar, eu nem via onde estávamos.
Até que nós caímos, em algo macio, como se fosse minha cama. Minha cabeça cai em algum.. travesseiro? Bom, eu estava em baixo do corpo de Zack, que me beijava, e mexia em meu cabelo, mas depois eu tentei criar forças dentro de mim, para tentar parar Zack, já que ele estava com suas mãos em minhas costas, e estava acariciando-as, ele era preciso em seus movimentos, enquanto eu só puxava seu cabelo para aproximar meu rosto do seu, o que eu deveria estar parando de fazer.
Mas eu só criei coragem de parar, quando ele tinha tirado minha blusa, eu estava só com sutiã, em sua cama, abraçada com Zack? E minha calça jeans estava desabotoada, e eu nem tinha percebido. Até que eu crio coragem, e contra a minha vontade, empurro seus ombros largos para longe de mim, mas isso só me fez sentir seu tórax definido, com músculos a mostra.
O que me fez voltar a beijá-lo, com mais intensidade. Mas quando ele consegue desabotoar o fecho de meu sutiã, soltando um gemido agudo por ter conseguido, eu consigo finalmente me separar dele, correndo direto para a porta, que descubro que é um banheiro. Eu entro, e me tranco dentro dele.
Eu abotoei novamente meu sutiã, e eu estava sem blusa, que estava em sua cama. Me sentei atrás da porta, envolvendo meus joelhos com o braço, e quando vi, eu já estava chorando pensando em tudo o que tinha acabado de acontecer.
Nunca pensei que quando eu viesse na casa de Zack isso iria acontecer, de jeito nenhum. Estou com medo, medo do Zack, por isso acho que vou demorar a sair desse banheiro. E também estou com medo da tia Alice, de minha mãe, que se descobrir vai ficar brava comigo, já que ela não é tão calma como a vovó Esme. E principalmente do meu pai. Se tia Alice tiver prevendo as minhas ações, ela viu o que eu fiz, ou o que quase fiz, e se ela viu, meu pai viu também, e contou para minha mãe. Nossa, eu não quero nem pensar nessa hipótese.
Eu não queria nunca mais sair daquele banheiro. Escutei batidas na porta, varias e varias vezes. Ele se desculpava, mas eu ainda não tinha coragem de sair. O que ele acha que eu sou afinal? Um brinquedinho, que se pode usar, e depois jogar fora, como se fosse lixo? Pois é, eu não sou, e mesmo eu estando decidida disso, eu ainda tenho medo dele me agarrar à força.
Fui me levantando do chão, cobri minha barria com meus braços, o máximo que eu pude. E finalmente criei coragem de colocar a mão na maçaneta da porta, o que já é um grande avanço. E comecei a tirar a tranca com cuidado. Abri a porta de uma vez, não vendo ninguém ainda. E avistei minha blusa na cama de Zack, quando fui em direção da blusa, para colocá-la, escutei a voz dele.
“Me desculpe, e eu estou virado, não estou te vendo, fique calma.” Zack disse.
Eu procurava de onde vinha a voz, rodeava os cantos do quarto, procurando. E achei, no canto do quarto, ele estava virado para a parede, quase imperceptível, estava abraçado seus joelhos, sentado no chão, como se não tivesse mais nada para fazer. Nem sei quantos minutou, ou até mesmo horas eu passei trancada naquele banheiro, e estava surpresa por minha família, principalmente meu pai, não veio aqui ainda.
“Tá” eu disse.
Eu já estava colocando minha blusa, e ajeitei ela direitinho, fui devagar para perto da escrivaninha, peguei meus livros e cadernos, e decidi que já era hora de ir embora, nem sabia que horas eram, eu deveria ter saído de lá antes, mas acho que não conseguiria, afinal, eu tinha que acabar de me torturar com todas aquelas imagens primeiro.
Quando eu abri a porta, Zack se mexeu, me fazendo pular de tanto susto que eu levei, eu tinha esquecido de sua presença ali, de tanto quieto que ele estava. E escutei um grito agudo, e uma voz que me parecia bem familiar, eu conhecia muito bem ela, mas não sei de onde, não sei mesmo. Será que alguém de minha família veio me buscar? Bom, acho que não, já que não vieram até agora.
Só depois que fui perceber que esse fino e agudo grito tinha vindo de minha boca, enquanto Zack se virava de frente para mim. Me deixando ver sua expressão de agonia, como se alguém tivesse cortado ele com uma faca. Parecia que sentia uma dor insuportável. Será que eu gritei tão alto assim? A ponto de ele sentir dor de cabeça ou algo desse tipo?
“M-Me desculpe, eu não queria.. eu tenho que ir” eu disse, saindo correndo na escada.
“Não, não vá ainda, está muito escuro lá fora, e eu não quero te deixar voltar sozinha nesse frio” ele disse, e parecia realmente preocupado comigo.
O que ele me disse, me fez parar, e ficar paralisada no lugar. Eu fiquei tanto tempo assim presa no banheiro? Como eu não vi a hora passar? Por que passou tão rápido? Como ele me esperou até que escurecesse para eu sair do banheiro? Será que ele está realmente arrependido pelo o que fez?
Eu não sei a resposta de nenhuma pergunta dessas, só sei que eu não deveria ter demorado tanto aqui, meu pai vai brigar comigo, e minha mãe também, mas meu pai vai ser pior, por que ele vai ler minha mente, e eu tenho certeza que não vou conseguir esconder essas coisas dele, meu pai. Ele tinha que saber ler mentes. Mas como minha mãe tem sorte de ter o escudo, eu queria poder ter isso também, pelo menos um pouco mais de privacidade, uma coisa que eu nunca tive.
Notas finais
É, eu entendo vocês!
Mais reviews?
Obrigada!
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