Dark Love

3 Colégio


Notas iniciais
Eu avia dito que só voltaria segunda né ? mas não me aquentei queria dar uma olhada por aqui então la vai mais um capitulo, espero que gostem.

2º capitulo

Acordei cedo e fui ate a padaria comprar meu café da manha, já que minha despensa se encontrava vazia. Mas, como todo bom fim de mundo, não havia nada aberto ainda.

Sendo assim decidi caminhar ate escola seguindo minha rotina de exercícios matinais, meu carro só chegaria amanhã, e eu precisava fazer minha matricula. Na volta eu veria se encontrava algum lugar aberto pra poder comprar alguma coisa para comer.

O barulho de um carro parando bruscamente do meu lado, fez com que eu saísse dos meus pensamentos, mas antes que eu tivesse a chance de me virar para ver quem era o louco que estava dirigindo escuto uma voz familiar, que faz com que um sorriso apareça no meu rosto. Sem conseguir me controlar começo a ter um ataque de risos. Era tão estranho, eu nunca fui muito de rir, e de repente só de ouvi-lo me sinto bem. Deve ter alguma coisa estranha no ar dessa cidade que está me fazendo ficar assim.

Me virei para encarar o dono da voz, que me olhava com um sorriso enorme do rosto, e foi impossível não me sentir feliz também.

—Acordou cedo, hein, Bella?! — disse Jacob

—Pois é, eu decidi ir na padaria comprar o meu café da manhã, mas como estava fechada resolvi fazer a minha matricula na escola de uma vez.

— E você está pretendendo ir a pé até lá?

A pergunta me irritou, será que ele não tinha percebido que eu estava andando até lá antes de ele me parar e que nos encontrávamos no meio do nada praticamente, sem nenhum meio de transporte a vista, a não sei o seu carro?!

— Não, não, vou pegar um avião ali na próxima esquina. – respondi.

— Engraçadinha você. Tem certeza que não quer uma carona? Eu estou indo para lá mesmo, não me custa nada.

— Não é incomodo? – Perguntei só pra parecer educada, pois já estava dentro do carro afinal tinha começado a chover e não gosto nenhum pouco de me molhar.

— Claro que não, afinal se atrapalhasse eu nem teria parado. – disse rindo.

Chegava a ser incomodo tanta alegria, e eu acabei fechando a cara, mas ele nem ligou e continuou a tentar conversar comigo, recebendo apenas respostas monossilábicas da minha parte.

— Você não é muito de falar, não é mesmo?

— Eu não gosto de conversar nem falar da minha vida. Não me entenda mal, não é nada pessoal, eu apenas não gosto.–Respondi, tentando me explicar, mas eu não entendia por que afinal, eu nunca me preocupei em me explicar pra ninguém nem no que eles pensariam sobre isso.

— Não se preocupe com isso. Eu te entendo, também não sou de falar muito, só me solto mesmo com meus amigos.

Estranhei, afinal, não era uma coisa que se podia acreditar com facilidade.

— Serio?! Então devo supor que você já me considera sua amiga, porque você não parou de falar um minuto.

— Obvio, eu não saio dando carona pra qualquer um.

Disse o que pensava, mas preferia que ele não confirmasse

Tinha que ser brincadeira, ele não poderia me considerar amiga dele, nós tínhamos nos conhecidos ontem, ele só estava sendo gentil.

— Eu estou sendo sincero, desde que te vi ontem na cafeteria, tão sozinha e perdida em pensamentos, senti vontade de estar com você, de ser seu amigo.

Eu fiquei em silencio. Com certeza Jacob estava tentando dar em cima de mim, quem ele pensava que era?! eu amo a minha solidão e amigos só servem para te deixar vulnerável. Ele não serviria nem que quisesse para ser meu amigo, muito menos para ficar comigo.

— E eu não estou dando em cima de você, tenho uma namorada e gosto muito dela.

Que droga! Parecia que ele lia os meus pensamentos! Mas isso era impossível, ou não?

—Você me conheceu ontem, não pode querer ser meu amigo.

— Eu sei que é meio cedo, mas você parece ser uma pessoa boa e muito especial, e eu não quero perder essa chance. E então, você quer ser minha amiga?

Ele me considerava uma boa pessoa? Isso não podia ser verdade, ele era bem burrinho.

— Ta bom, mas somos só amigos. – eu disse e ele riu.

— Fico feliz com isso. Você quer que eu te acompanhe ate a secretaria ou você acha o caminho sozinha? – perguntou parando o carro no estacionamento.

Eu nem tinha percebido que já havíamos chegado.

— Não, tudo bem, eu me acho sozinha.

— Ok, então eu já vou indo pois estou atrasado.

— Até segunda e boa aula.

— Até Bells. – disse dando um beijo na minha bochecha, antes de sair correndo.

Eu fui andando na direção contraria, procurando a secretaria, que não foi muito difícil de achar.

A alguns metros de distancia havia uma porta com uma plaquinha escrita “Secretária” pregada em cima. Dento da salinha, só havia uma pequena mesa ao fundo onde uma senhora baixinha de cabelos longos e grisalhos estava sentada, me aproximei da mesa.

— Com licença – disse quando percebi que ela não havia percebido a minha presença muito distraída em seus afazeres.

— Sinto muito, eu nem vi você entrando. Em que posso ajudar?

— Eu gostaria de fazer minha matricula. Eu liguei semana passada avisando da minha chegada.

— Como se chama menina?

— Isabella Bertone.

— Ah sim, a sua documentação já esta pronta, você só precisa assinar. Um momentinho que eu vou pegar a sua ficha.

A mulher era bem atrapalhada, e levou pelo menos 15 minutos para encontrar a minha ficha.

— Aqui! – exclamou. – Você só precisa assinar aqui. – disse apontando o papel, que eu prontamente assinei.

— Pronto. Tudo certo. Você começa segunda-feira, seja bem-vinda a nossa escola e a nossa cidade Srta. Bertone.

Sem paciência para toda aquela ladainha, virei às costas e sai da sala sem me preocupar em responder. Sai da escola, e caminhei ate a minha casa, mas acabei passando direto por ela, indo ate o mercadinho que não ficava muito longe dali.

Ao entrar no estabelecimento, todos me encararam, o que não era nenhuma novidade, sendo assim os ignorei pegando um carrinho de compras e indo em direção as prateleiras.

Por obra de um milagre eu pude encontrar tudo que precisava, passei rapidamente no caixa, pagando tudo com o cartão e sai de lá antes que alguem viesse me encher a paciência e se meter na minha vida.

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Cheguei em casa e preparei meu café da manha, que estava mais para almoço do que café, pois já eram mais de onze horas da manha. Preparei uns ovos com bacon, um suco de laranja e peguei uma fatia de pão. Assim que terminei lavei a louça que sujei e fui até a sala. Precisava fazer algumas ligações.

Liguei primeiro para Vick, que me atendeu depois de dois toques.

— Oi Isa.

— Como vão as coisas por ai? – perguntei.

— Tudo igual.

— Qualquer movimentação suspeita, me ligue imediatamente.

— Fique tranquila, eu não sou nenhuma amadora, sabe que pode confiar em mim.

— Ok, Vou tentar. O seu estúpido namoradinho vai conseguir chegar com o meu carro amanha? – perguntei.

— Não fale assim dele. Você sabe que eu o amo, ele é o meu bebe e sim, antes que você perceba o seu carro vai estar ai.

— Se você diz. E avise-o, que é para ele deixar o carro e sumir daqui. Não quero ter o desprazer de me encontrar com ele.

—Não entendo sua implicância com ele. – disse.

— Não precisa entender nada. Eu só não gosto dele, fim da historia.

Desliguei logo, sem paciência para tudo aquilo.

Antes que eu pudesse pensar em discar outro numero, o meu celular começou a tocar e eu atendi pensando nessa capacidade que ele tinha de antecipar as minhas ações.

— Alô, Isabella falando.

—Como vai, minha querida?

— Ótima, e você?

— Melhor agora que estou falando com você.

Senti a bile me subindo a garganta e engoli a vontade de vomitar, aquela voz nojenta e extremamente falsa me dava náuseas.

— Vamos direto ao ponto, pois eu não tenho tempo a perder.

A minha vontade mesmo era de dizer que eu simplesmente não queria ter que escutar sua voz nojenta, mas era necessário ter paciência, pois querendo ou não eu trabalhava para ele.

— Sempre curta e grossa não é mesmo querida. – disse e vendo que não ia conseguir uma resposta prosseguiu.

— Como estão indo as coisas?

— Bem, tudo correndo na mais perfeita ordem, não se preocupe, assim que eu tiver alguma informação, eu ligo para te relatar.

— Eu aguardarei pela sua ligação. Tenha um bom fim de semana Isabella.

Desliguei o celular e fui dar uma ajeitada na casa. Quando terminei, peguei meu computador para checar meus e-mails, mas não havia nada de importante, somente algumas propostas de trabalho que eu recusei. Eu não devia ficar surpresa afinal eu não tinha ninguém no mundo e as poucas pessoas com quem eu mantenho relações o faço por telefone.

Desliguei o computador e sem nada para fazer acabei adormecendo.

Acordei mais tarde com o barulho irritante da campainha, olhei no relógio, já passavam das quatro da tarde, levantei e dei uma ajeitada no cabelo antes de atender a porta e ver quem era o infeliz que esqueceu de tirar o dedo da minha campainha.

— Já vai cassete.

Notas finais
espero mesmo que tenham gostado e se tiverem um tempinho deixem um comentário vai me fazer muito bem, ate mais e fiquem bem. bjus... Sol...