Dark Light - As Sete Chaves
1 Fragmento #1 - Antes de tudo
Notas iniciais
Este é um fragmento, mostrando como tudo começou.
— Meu senhor, meu senhor! — Um garoto de uma aparência celestial, com cabelos negros, vestido com camisa e short brancos de bordas douradas e uma sandália marrom, abre as grandes portas e adentra apressadamente ao palácio feito de mármore branco. Dando passos grandes e corridos, ele vai em direção a um homem, que aparenta ter cinquenta anos de idade, cabelos grisalhos, olhos azuis como o Céu, camisa e calça sociais, terno branco e sapato branco. Onde se encontrava sentado em um trono dourado, em cima de um pequeno palco branco.
— O que houve? — O homem pergunta.O garoto toma fôlego, ajoelha-se sobre o joelho direito na frente do homem e diz:— Depois de tantos anos… aconteceu de novo…— O que você está querendo dizer, mensageiro?— Uma de nós teve gêmeos… Nigrums Lux…O homem arregala os olhos, se levanta do trono e atravessa, com passos rápidos, o grande palácio branco. Quando ele abre as grandes portas outro homem estava parado em sua frente, com uma capa negra e um capuz cobrindo seu rosto que estava abaixado.— Lúcifer…Ele levanta o rosto e tira o capuz. Em sua forma humana, Lucifer aparenta ter trinta e dois anos, cabelo castanho, a pele pálida e olhos vermelhos como a Lua de Sangue.— Ardoos… — Ele passa por Ardoos, esbarrando no ombro dele propositalmente — pelo visto já esta sabendo… onde ela está?— Mensageiro… traga-a aqui.— Sim, senhor. – O garoto sai dando passos duros e apressados.— Se você permitir que esses gêmeos continuem vivos, o mundo vai estar acabado.— Da ultima vez você conseguiu manter tudo em seu equilíbrio normal.— E você me atrapalhou, como sempre. Você e esse seu gene de defensor dos pobres e oprimidos. — Ele remeda Ardoos com uma voz fina. — A garota ainda está viva. E você deve muito bem saber onde ela está. — Ele o fuzila.— Desculpe-me, mas, eu não sei onde é que ela possa estar…— Hum. — Ele pigarreou. — O começo disso tudo deve ter vindo de um dos seus anjinhos.— Desculpe-me de novo, mas, quem comete pecados são seus servos.— Aham! — Debochou-se. — Se lembra de Balthazar? Acho que sim… — ele rodeava Ardoos e sussurrava as frases em seus ouvidos. — Um dos seus adorados anjos… Você o considerava como seu braço direito… — ele se aproximou do ouvido direito do mesmo e disse bem lentamente. — Se lembra?— PARE!! — Ele o empurra para longe, com tamanha força fazendo com que o baque ecoe pelo palácio inteiro. Lucifer se levanta do chão, arruma suas roupas, limpa os braços e começa a caminhar lentamente em direção a Ardoos.— Parece que ficou bravo… — Ele ri.— Balthazar caiu em uma de suas armadilhas!— Minhas armadilhas? Foi ele que não resistiu aos encantos do mundo proibido. Eu não tive culpa nesta história.De repente, a conversa é interrompida pelo anjo mensageiro vindo em direção a eles.— Meu senhor — ele toma fôlego e continua -, ela sumiu.— Como assim sumiu?— Não sei… ela não está aqui, nem os bebês…— Vocês não vão matar Angela!! — Um homem aparece.— Ora, ora… parece que temos o pai das coisas… — Disse Lucifer, com seu tom sarcástico.— Não os zombe, Lucifer. — O homem parecia estressado, respirava rapidamente, como se procurasse ar. — Eles são só bebês, como todos os outros Nephilins foram!!Rapidamente, Lucifer some em meio a nuvens negras e nos mesmos segundos que desaparece ele reaparece em frente ao homem. — A única diferença — ele o levanta pelo pescoço —, inseto, é que você é um demônio e ela uma anjo. Os bebês tem mais poderes que qualquer Nephilim. Se eles se revoltarem e quiser nos matar, o mundo estará perdido. — Desde quando você se importa com a humanidade, Lucifer? — Disse com uma voz embargada.— Desde que eu tenho sã consciência de que tudo está perfeito como está.— E continuará.— Da ultima vez, quase que não continuou.— Solte ele, Lucifer. Lucifer olha por cima do ombro a cara séria de Ardoos, em seguida rosna para o homem e o solta. O rapaz cai no chão, fraco e a procura de fôlego.Ardoos caminha calmamente em direção ao homem deitado no chão.— Qual é o seu nome, meu rapaz?— Hank… — Você é muito protetor pra ser um servo dele…Lucifer revirou os olhos.— Obrigado… Eu sempre amei Angela, sempre…— Da pra ver… — Ele sorri.— Por favor, não faça nada com ela e com meus filhos. Eu lhe suplico!— Sinto muito, meu filho. Mas, nós temos regras…Hank fecha os olhos, respira fundo e uma lagrima escorre de seu olho esquerdo.— Levante-se. — Ordenou Lucifer. — Terei um presentinho pra você no inferno.Hank se levanta, se aproxima dele e cospe em seu rosto. — Insolente!! — Ele rosnou. — Você vai ter o que merece.De repente, os dois somem em meio a nuvens negras.— O que faremos com Angela, senhor? — Perguntou o mensageiro.— Não há outro jeito… Teremos que renega-la.
Notas finais
Espero que gostem. Críticas, comentários, elegios, alerta de erros... serão sempre bem recebidos :D
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