Dark Light - As Sete Chaves
4 Capítulo 1 - Um pesadelo que se tornou realidade
Notas iniciais
Espero que gostem :)
Lima, Ohio — Oito anos atrás.
— Está na hora de abrir os presentes… — Disse minha mãe, caminhando até a mim e meu irmão com dois pacotes nas mãos.Era natal e lá fora a neve tomava conta das ruas. Mas estávamos aquecidos dentro de casa, a lareira e mais nossos agasalhos estava nos aquecendo. A casa estava toda decorada com as luzinhas, tanto dentro como fora. Um pinheiro de um tamanho médio, todo decorado no canto da lareira. Duas meias natalinas em cima da lareira para ganharmos alguns doces do papai noel, sei que ele não existe mas minha mãe ainda insiste em nos dar a intenção de sua existência. Mas eu acho que ela ainda não percebeu que já temos onze anos. Sim, eu e meu irmão somos gêmeos porém, não idênticos. Somos bivitelinos, não temos a mesma cara que o outro. Sorte, porque assim não precisamos usar roupas de uma só cor para os nossos pais nos identificar.Eu fui o primeiro a abrir o presente, era alguns carros de miniatura da coleção do meu pai. Nunca pensei que ele iria me dar isso, ele é tão apegado a eles.— Mas pai…— Mike, eu quero que fique com eles. — Ele se aproxima e apoia sua mão direita em meu ombro.— Esses aqui são os que você mais gosta… — Ainda tento compreender o motivo dele ter dado os carrinhos.— Você merece, você é meu herói. — Ele olha no fundo dos meus olhos e solta um sorriso.— E o que você ganhou, Max? — Pergunto.— Roupas, como sempre. — Ele parece ter ficado chateado. Mas eu entendo, nenhuma criança gosta de ficar ganhando roupas. E ainda mais depois de ele ter visto meu presente.— Eu tenho um presente pra você. — Corro até o nosso quarto e pego um pacote pequeno no criado mudo, próximo a minha cama e depois volto para a sala. — Aqui está… — Estico o pacote para ele.Ele pega, fica examinando o embrulho, olhara várias vezes para minha cara e depois, finalmente, decide abri-lo.— O que é isto?— É um colar…— Eu sei, mas… o que esse pingente significa? E cade a outra parte?O pingente era uma espécie de máscara, dividia em duas partes. Uma era um rosto com a boca aberta, como se tivesse assustado. E o outro lado era uma caveira.
— MAX!! — Grito, mas já era tarde demais.Meu pai acorda e corre até a mim, que estava tremendo de desespero. Ele me abraça, e depois olha para minha mãe que começa a gritar desesperadamente, mas ela ainda estava pairando no ar. Quando do nada ela começa a emitir uma luz de seu corpo. Meu pai corre para perto dela, gritando seu nome, mas para no meio do caminho quando a imagem que a luz emite nos cega momentaneamente. A luz some, junto com minha mãe. Meu pai fica parado sem reação, me levanto e corro ao seu encontro.— O que aconteceu aqui? — Começo a chorar.Ele continua em silêncio, se abaixa, me abraça e diz.— Vamos embora daqui, agora.
Notas finais
Espero que gostem. Críticas, comentários, elegios, alerta de erros... serão sempre bem recebidos :D
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