Dark Days

4 The Missing One


Notas iniciais
Gente, to doente e só consegui escrever isso :c Desculpem pela demora. Espero que vocês gostem, obrigada!

Um silêncio tomou conta do ambiente.

– Alguém tem problema de audição? – perguntou Carolina – Tem pessoas contando com comida, vocês sabem disso, não é mesmo? Alguém desce comigo lá, só preciso de uma pessoa.


– Eu vou. Mas dizem que é melhor descer em quarteto. – Wonka falou.



– Obrigada pelo ato corajoso. – disse, pra descontrair e os outros acabaram soltando um risinho.



– Eu. – Adrielly deu um passo à frente.



– Como disse anteriormente, não tenho medo de escuro. – falou Eduardo.



– Então, se já tenho meus companheiros, podemos ir?



– Não. É melhor ir de dia. Se agora são quatro horas da tarde, vocês só vão chegar lá por umas dez da noite e aí vai ser complicado sair.



– Tá e como vamos comer? Ou melhor, fornecer comida pros outros?



– A cantina tem um reservatório de comida que provavelmente vai render pra todos, mas só para o jantar.



– Eu, Ange e Lanys vamos dar um jeito. E digo mais: é preferível que vocês formem um trio e que uma quarta pessoa fique esperando do lado de fora. Se eles decidirem que vão libera-los, a quarta pessoa não precisa agir. Mas se eles decidirem o contrário, a quarta pessoa terá que entrar. Algum dos quatro sabe atirar?



– Eu sei, Deh. Meu pai era militar, por isso me ensinou a atirar. – Wonka disse.



– E eu nunca fiquei sabendo disso. – Desire revirou os olhos.



– Ah... Eu não gosto de falar sobre isso. – Wonka encarou o chão.



– Tá, tanto faz. Dizem que a professora Carla tem um revolver na quarta gaveta da sala de professores, peguem emprestado, tenho certeza que irão precisar.



– Quer que dizer que eu vou ser o guarda-costas desses imprestáveis? – A “atiradora” falou, rindo.



– Isso mesmo. Vão para o meu dormitório e lá durmam. Reponham suas forças, façam mochilas, peguem as três lanternas que eu tenho guardadas, a Dri sabe onde encontrar. Carreguem MUITA comidas leve e prática, como barrinhas de cereal.


Desceram os quatro (Carolina, Wonka, Adrielly e Eduardo) normais, sem medo, sem receios, e logo encontraram os dormitórios.

[..]

No grupo 2, enquanto levavam as crianças para o ginásio especulavam sobre o destino da escola depois daquele dia.

Algumas crianças ainda não entendiam o que estava acontecendo, e para essas, Luis falava que era apenas uma atividade extraescolar: “Treinamento anti-chuva” e os pequenos mantinham-se quietos. A água caia lá fora, o vento de duzentos quilômetros por hora arrancava árvores e deixava alguns alunos ainda mais aflitos.

– Como eu vou viver sem internet? Como eu vou viver sem twitter? Ah! – Berrou Thayná.


– Quem precisa de amigos virtuais quando tenho vocês? – Perguntou Emanoelle.



– Ah, certo. O amor está no ar. – Thayná debochou.



– Pelos meus queridos e lindos coleguinhas felizes! – Emanoelle riu. – Thay, avisa o pessoal que vou ao banheiro.



– Ok Manu, precisa de companhia?



– Não, eu ainda sei como andar.



As garotas riram, e Emanoelle saiu do grande ginásio.



– Como estou lindo hoje. – Falava Rodrigo, alterando a voz para soar engraçado e passando suas mãos por entre seus fios de cabelo, quando viu seu reflexo no espelho do ginásio.



A maioria das pessoas que ouviu aquilo, quase morreu de cócegas na boca do estômago.



– Homens não são nem um pouco convencidos. – Millena revirou os olhos.



O pessoal do grupo da lanterna sentou-se no chão do ginásio, quando Luis chegou com a última turma.



– Por que eles estão demorando tanto? – Perguntou Jade, preocupada com a demora do grupo das velas.



– Não se preocupe, eles sabem o que estão fazendo. – Luis falou.



– Espero que saibam mesmo. Você sabe onde Ema se meteu?



– Ela foi ao banheiro. – Respondeu Thayná.



– Vocês a deixaram ir sozinha? – Jade e Luis falaram juntos, aumentando o tom de voz.



– Jade, eu me ofereci pra ir junto, mas ela falava que sabia se virar sozinha, então, a deixei ir, ora bolas.



– Isso não se faz! Ela vai se perder nessa escuridão. Garanto que levou o celular, que provavelmente não ilumina nada! – Jade disse, impaciente. – Eu vou procurá-la!



– Não, Jade. Você vai ficar aqui com os outros, não queremos que mais ninguém se perca. Eu vou procurar o pessoal das velas e pedir ajuda pra procurar Emanoelle. — afirmou Luis.