Dark Days

8 Everything Will Be Alright


Notas iniciais
Gente, eu demorei um dia pra escrever esse capítulo e mais dois pra revisarem pra mim. Vocês poderiam perder cinco minutinhos e deixar um comentário pra mim? Desculpa a demora, a semana de provas está chegando e eu estou me preparando pra não ir mal. Amo vocês, boa leitura!

Horas de silêncio, horas de reflexão. Quem pensaria que estariam naquela situação? Atirados no chão, com pouco cobertor naquela terrível noite de menos um grau, dormindo em grupo, sujos, acabados, famintos. Era o turno de Emanoelle, que cambaleou ao se levantar, mas recuperou o andar e sentou no banquinho pra vigiar. Aquele grupo não comia nem bebia há um dia, o que você pode pensar que é pouco tempo sem se alimentar, isso porque você provavelmente não deve conhecer a verdadeira fome.



Luis tinha pensado em alguns jeitos de fugir, Millena teve ilusões com a fuga, Jade pensava que já estava em casa, Thayná prefiriu se adentrar ainda mais na ilusão: imaginava que estavam brincando de esconde-esconde. Até que ponto viveriam? O que os manteve conscientes foi a esperança de que o quarteto voltaria do quarto escuro com comidas, bebidas e cobertor.



Era a milésima vez que Rodrigo acordara aquela noite, então, para incomodar e se ver livre da solidão que o frio e a escuridão trazia, cutucou Angela.



– E que ideia péssima!



– Do que você está falando?



– Quem foi o maluco que mandou aquele bando de retardados pro quarto escuro?



– Ninguém mandou, eles quiseram ir. Você tinha uma sugestão melhor? É o único lugar capaz de ter luz na escola!



– É? Grande merda. Vamos todos morrer de fome porque esse tal de quarto-não-sei-do-que nem existe direito.



Angela perdeu a paciência e se deitou.



– Está me chamando de cega, Rodrigo?



– Não, Deh, não foi isso que eu quis dizer...



– Não, então o quê? Eu vi como é lá. Se você se diz tão homem, vá atrás deles e pare de discutir. Todo mundo fala e fala e não toma nenhuma atitude.



Com isso, Rodrigo calou-se e voltou a dormir. Na realidade todos estavam irritados, então os outros sabiam que não adiantava discutir.



– Finalmente alguma coisa sábia para se ouvir. – Luis completou e riu.



[..]



Dezesseis horas caminhando e nada de quarto escuro.



– Será que eles inventaram isso só pra morrermos mais rápido?



– Mas é claro que não, Edu, eu sei o caminho, eu já ouvi lendas sobre esse lugar.



– Seria muito conveniente eles matarem as última esperança deles. — Debochou Carolina.



– Então Drika, só não entendi uma coisa: Por que estamos caminhando tanto e não chegamos NUNCA?



Eduardo aumentou o tom de voz ao pronunciar a última palavra, o grito ecoou no corredor.



– O pessoal desse colégio ama me ignorar. — Carolina disse.



– Vocês estão ouvindo? Parecem pessoas batendo nas paredes.. O que será que é? — Indagou Carolini.



– Gente, acho que eu tô vendo uma portinha ali!



Disse Adrielly, que apontou para a portinha, sorriu, ficou animada e começou a correr em direção a tal porta.



– Ei, espera! Não vá muito rápido, podemos nos perder! – Wonka gritou.



E nada de resposta.



– Drika?



– DRIKA?



– Gente, fiquem aqui, eu vou atrás dela. – Wonka disse e saiu correndo.



– Espera! Eu vou com você. Eu consigo ver os cabelos dela, ela virou à esquerda. – Carolina falou.



– Certo. E você Edu, vai ficar aí? – Perguntou Wonka.



– Eu poderia segurar as mochilas enquanto vocês a procuram, né?



– Tá, vou te mandar a real: é melhor vir junto ou vai virar comida de monstro.



– Wonka, ele vai dizer que prefere virar comida de monstro.



As duas riram.



– Ok senhoritas, acho que sou muito novo pra morrer, preciso entrevistar o Skandar antes.



As duas ignoraram e já estavam longe quando ele começou a correr.



– DRIKAA!



Gritaram desesperadamente pelo nome da amiga, mas era tarde demais, já haviam perdido o contato visual.



Que ótimo! – Ironizou Carolina – Como vamos achá-la agora?



– Se alguém não tivesse com medo de ir procura-la, talvez ela estivesse conosco agora. – Bufou Carolini.



– Não adianta reclamar, precisamos ir atrás dela antes que seja tarde de mais.



Carolina continuou correndo e os outros pararam pra descansar um pouco.



– Ei, cadê a Carol? – Perguntou Eduardo.



– Não é ela abrindo a porta lá na frente?



– É melhor irmos junto, não acha?



– É. Pode ser que ela se machuque se estiver sozinha e entrar... Ai meu Deus!



– Entrar onde?



Os dois arregalaram os olhos.



– No quarto.... no quarto.. — Os dois se entreolharam e falaram juntos. No momento em que pararam pra pensar na gravidade do que estava acontecendo, largaram a mochila mais pesada (de suprimentos) no chão e começaram a correr desesperadamente.



– CAROL, NÃO ENTRA AÍ!



Mas já era tarde. A porta tinha sido fechada e a garota estava lá dentro. Os dois apressaram o passo e pararam na frente da porta.



– Por que não procuramos lá dentro?



– Certo.



Edu segurou o trinque.



– No três, certo? – Indagou Carolini.



– Certo.



Ela tirou a arma da mochila e segurou forte, enquanto entregava a arma de paintball a Eduardo.



– Wonka, se eu morrer fala pra a Georgie que eu era apaixonado por ela.



Carolini deu um tapa na testa de Edu.



– Para de frescura, a gente não vai morrer. – E riu baixinho.



– E se morrer?



– Ok, se você morrer eu danço em cima do teu caixão.



– E como você não sabe que vai morrer junto?



– Porque eu brilho e tenho uma arma de verdade.



Os dois riram.



– Vamos parar de enrolar, nós falamos besteiras até em momentos trágicos.



E respiraram fundo.



– 1.



– 2.



– 3.



E abriram a porta.



–CAROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL!!!!!!!!



Notas finais
E aí? O que acham que vai acontecer com a Carol R?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.