Dark Angel

6 Novos Caminhos


Notas iniciais
Oi gente, não atualizei capítulo novo ainda, mas percebi que postei esse incompleto sem querer, agora está completo, espero que esteja melhor e faça mais sentido rsrs

Scott não tinha mudado nada das fotos antigas que mamãe havia me mostrado, ele continuava extremamente atraente.

– Scott, como você está vivo? – Perguntei algo que não se calava dentro de mim.

– Bom, Ann. É uma longa história. – Respondeu aparentando cansaço, como se já tivesse explicado isso várias vezes. – Quando morri, pela grande quantidade de artes do mal que foram injetadas em mim, ocasionando minha morte, acabei parando no inferno, juntamente com Dante, meu assassino. Passamos muito tempo lá, dias incontáveis, queimando o tempo todo, com larvas nos comendo e mesmo assim continuávamos inteiros. Por incrível que pareça, encontrei muita gente conhecida lá, os dias foram tortuosos e por fim, há alguns meses atrás eu estava fazendo minhas tarefas, que foram destinadas assim que caímos lá, quando um arcanjo apareceu e disse que era minha hora de sair. Sem hesitar nem perguntar nada, eu só saí, logo após ele me disse que tinha uma missão e que na hora certa eu saberia, até agora estou esperando respostas. Mas assim que saí, decidi procurar por sua mãe, Vee e Patch, mas eu sentia que não devia me aproximar dos seus pais, e como Vee estava tão feliz, mesmo tendo jurado fidelidade a um anjo caído depois de alguns anos, ela continua compartilhando sua vida de casada, eu não queria chegar e estragar tudo. Chegamos. – Disse ele por fim.

– Uau, é muita coisa pra absorver. Que lugar é esse?

– É a antiga casa do seu pai, um estúdio no Delphic. Quero te mostrar onde minha espécie vive e te proteger, não quero que passe o mesmo que passei. Devo isso à Nora, à amizade dela. – Disse ele com um olhar sincero.

– Ok. – Nisso continuamos a nossa caminhada, a cada lugar que íamos, tinha mais gente me olhando estranho, Scott me conduziu e me apresentou aos seus colegas. As vezes eu sinto como se não estivesse em mim, como se fosse só uma pessoa assistindo a tudo isso. Eu estou tão atordoada que não consigo absorver quase nada de tudo isso. Scott morreu e foi pro inferno, agora está de volta e diz que quer me proteger porque é amigo de mamãe. Isso não me cheira bem, parece que tem alguma coisa errada.

Passamos horas andando por túneis com um tom fúnebre e assustador e ele me contando detalhes de sua estadia no inferno e de como saiu, parece que percebeu que o seu resumo só havia me confundido. Eu sentia tanta sinceridade em seu olhar e em seu sorriso amarelado, e me sentia bem ao lado dele, algo reconfortante, alguém que me entendia. Alguém que queria realmente me ajudar, mesmo que eu não conhecesse há muito tempo. Bom, ele era amigo de mamãe, então deve ser uma boa pessoa.

– Terminamos nossa caminhada por aqui, esses túneis já devem estar te assustando, mas quero te levar a um lugar. Você está com uma cara de dar pena, vou te mostrar o que é diversão. – Disse ele com o que percebi ser seu jeito brincalhão e deu uma piscadela sedutora.

– Ei, está me chamando pra um encontro? – Respondi no mesmo tom.

– Claro que não, é pedofilia sair com um bebê como você. Mas caso fosse mais velha, até pensaria no caso. – Disse rindo da minha reação desapontada e me dando um soco de leve no ombro.

Quando chegamos, parecia que estávamos em um parque, cassino, sinuca ou sei lá o que. Mas o lugar era lindo em sua simplicidade e riqueza de detalhes.

– Venha, Ann. Vamos jogar. – Ele já estava me arrastando com ele.

Passamos horas jogando sinuca, fliperama, entre outros jogos. O local era realmente incrível, ao mesmo tempo em que parecia pequeno, você se sentia em uma multidão. As sinucas estavam velhas, mas eram charmosas em sua essência. Os jogos de fliperama faziam com que eu me sentisse em Vegas, devido à quantidade de luzes e estampas de bicho. Acho que fazia tempo que eu não me divertia assim, Scott sabia exatamente o que fazer pra não me deixar entediada.

Scott e eu passamos bons momentos jogando, até um casal começar a brigar feio e vir pro nosso lado, quando vi a mulher já havia sacado uma arma, eu achei que ela fosse acertar o marido, porém ela veio pra cima de mim como uma louca, se não fosse por Scott, eu teria sido acertada com força, quem sabe a gravidade de meus ferimentos. Eu só o vi levando o casal para fora.

– Nossa, que briga louca né? – Disse um cara que estava nos cercando há horas.

– É. – Respondi me afastando dele.

– Você aceita uma bebida? Nossa, você é uma gracinha. – Ele disse já me abraçado e me apertando. Não vi da hora que dei um chute nele e saí correndo. Lá fora Scott me encontrou sem ar e descabelada.

– Está tudo bem com você? – Ele perguntou com um tom extremamente estranho e tenso.

– Está sim, era só um idiota.

– Ah, você já deve estar acostumada. Você é muito bonita, deve ter muitos pretendentes. – Ele disse isso de uma forma que me deixou sem fôlego e pra melhorar ainda colocou uma mecha de cabelo solta atrás da minha orelha. – Vamos sair daqui, temos mais uma parada antes de voltar pra casa. – Entramos no carro em silêncio e assim ficamos até ele parar no meio do nada.

– Que lugar é esse? – Perguntei tentando esconder a insegurança.

– É um lugar que costumava vir antes de morrer, vamos fazer o resto do caminho a pé. – Caminhamos por um bom pedaço de terra, mas eu não me importei, a vista do mar era tão linda e as estrelas no céu mais brilhantes que nunca. Paramos em um rochedo onde a água do mar batia com força e fazia com que gotículas de água nos atingissem.

– Nossa! Aqui é lindo. – Falei admirada.

– Sim, aqui é lindo e é o único lugar que sinto como se fosse eu mesmo, como se nada do que passei esses anos tivesse acontecido. – Eu não sabia o que responder no impulso o abracei e ele correspondeu.

– Obrigada por cofiar em mim para me trazer aqui. – Ele não respondeu, apenas continuou me olhando. Não sei ao certo como aconteceu, só sei que quando percebi já estávamos nos beijando e foi o beijo mais calmo e reconfortante da minha vida, descontei todas as minhas emoções nesse beijo. Scott parou e me olhou de uma forma estranha.

– O que foi? – Perguntei constrangida com a situação.

– Você está chorando, e eu não quero me aproveitar desse momento.

Notas finais
Oioi gente, tudo bem? Está aí mais um capítulo, espero que gostem haha Beijos ;**