Dark Angel

4 Capitulo O4 – Maddlyn E Sua Frescura.


Capitulo O4 – Maddlyn E Sua Frescura.

Depois de uma noite em claro o sorriso patético em meus lábios ainda não tinha desaparecida me deixando parecer ainda mais idiota do que já sou. O sono não deu sinal de vida essa noite e duvido que eu tenha piscado meus olhos alguma vez nessas horas. Se o padre me visse agora ele me jogaria água benta porque eu tô com cara de psicopata louco. Eu poderia estar chorando pelos cantos porque minha mãe acha que eu sou uma maluca qualquer e minha irmã é uma vadia, mas ao contrário disso eu estou com o sorriso mais idiota que alguma vez eu dei na vida, e olha que em minha vida eu fiz muita merda.

Depois de tomar uma ducha rápida eu vesti uns shorts jeans de cintura alta e uma blusa soltinha branca. Coloquei uma luva de cotovelo de malha destapando meus dedos ás tiras pretas e vermelhas no braço machucado. Ninguém iria estranhar, aquele tipo de luva era bem no meio do meu estilo desarrumado e não seria a primeira vez que eu vestiria isso. Estou sempre preparada para qualquer inconveniente! – na verdade, lê-se cortes ou rombos. Coloquei umas botas pretas surradas e coloquei um beanie negro torto em minha nuca, senti falta do meu boné.

A porta de meu quarto fui estuprada violentamente me dando um susto desgraçado.

– Ah, você já acordou. – Mad falou fechando a cara se escorando na porta, agora fechada. Tadinha da porta.

– E aí, beleza? – falei fazendo joinha. Ela revirou os olhos cruzando os braços.

– Não estou com paciência para suas palavras nada majestosas, Colbie. – falou suspirando.

– Então porque veio fuçar no meu quarto? – falei revirando os olhos, batucando o meu pé no chão cruzando os meus braços impacientemente.

– Só pra avisar que não vou lhe dar carona hoje. – deu de ombros.

– Tá de graça, né? – perguntei assustada e ela bufou. – Ah não! Não faz isso comigo Mad! – falei fazendo cara de cachorro pidão. Isso nunca falha!

– Se vira! – falou se irritando e bateu a porta com força.

NÃO CREIO! A melequenta não é humana! Ah bom, eu já desconfiava. Mesmo assim acho meio impossível um ser não humano não cair na minha cara de cachorro que caiu na mudança.

Mas sério, não me dar carona? Ela só pode estar tirando uma com minha cara. Bufei achando a minha mochila bem escondida debaixo da cama. Os monstros devem ter puxado ela. Mas sério, como ela pode ter feito algo assim com minha doce pessoa? Mulher do capeta!

Ia descer as escadas quando tropecei na primeira escada e voei dali, caíndo de cara no chão do andar debaixo. Eu e meus problemas de gravidade.

♠ ♠ ♠

Depois de quarenta minutos eu finalmente dei um jeito de chegar na escola. Claro, mamãe a papai tentaram convencer Mad a me dar carona mas ela estava decidida. Então eu apenas saí da casa sem eles dar conta e comecei o meu caminho. Claro, nada nessa porra de viagem deu certo. Eu estava meia hora atrasada para a aula, além de levar falta eu também não poderia entrar na sala nem mesmo para assistir. E mais uma vez eu me fudi.

Estava eu de boa desfilando pelos corredores do colégio quando o sinal decide tocar a estuprar os meus tímpanos. Doeu, claro que doeu, mas ninguém precisa saber então gritei, provando mais uma vez que nada nessa vida faz sentido. A garota mais louca, divertida e foda desse colégio, prazer eu. Saí correndo antes que os alunos maconheiros começassem correndo pelos corredores e me atropelaram e consequentemente, me matarem. Tava lá correndo quando alguém pega meu braço me fazendo capotar pra frente. Ninguém merece!

– Onde você pensa que vai? – a voz de Cathy entrou por meus ouvidos e eu bufei contra o chão que eu acabara de beijar.

– Eu ia sair correndo dos malucos, mas tudo bem. – falei me levantando, sacudindo as minhas roupas amassadas.

– Colbie, você é a mais maluca daqui. – revirou os olhos. – Eles são tipo, a sua família!

– Essa me machucou, Cathy! – esbravejei emburrada.

– Nossa, você está uma graça hoje. – fechou a cara, piscando lentamente.

– Não sabe brincar volta para o útero! – não resisti á tentação e lhe dei língua. Ela revirou os olhos dando um tapa forte em sua testa. Ela se queixa de mim mas ela é a mesma merda!

– Porque faltou á aula, Colbie? – perguntou cansada, olhando em meus olhos. Eu sabia o quanto ela odiava o fato que eu não estava nem aí para o colégio, e ela tem medo que meus pais me mudem de colégio, embora eu saiba que isso nunca vá acontecer.

– Maddlyn não me deu carona. – dei de ombros, com um sorriso torto.

– Como assim?! – arregalou os olhos. – Ela tá virando mais vadia ainda? – revirei os olhos.

– Não, só que brigamos ontem e é isso! – ri fraco.

– Porque brigaram? – perguntou juntando as sobrancelhas. Mina curiosa hein.

– Drew deu o ar de sua graça quando ela me empurrou contra o vidro do carro. – ri alto. – Sabe, postes explodindo, barulho ensurcedor, gritos histéricos da Mad. – dei de ombros. – Aquele tipo de coisa que aparece nos filmes de Terror. Sem falar que minha mãe quer me internar num hospício! – cruzei os braços. – Mas eu tô feliz.

– Isso não faz sentido. – fez careta.

– Faz sim, surpreendentemente. – ri boba. – É que… O Drew deu de caras. – suspirei, totalmente abobada fazendo ela pular em mim.

– Quê? Como assim? Quando? Onde? Cadê ele? – falou com os olhinhos brilhando. A empurrei rindo.

– Eu tava embaixo, aí ele veio pedir desculpas e… Ele é lindo. – suspirei, novamente. Preferia omitir a cena em que ele tomou os meus lábios pra ele antes que Cathy resolve-se fazer escândalo. – Ele é definitivamente um anjo. – respirei fundo.

– Você vai me contar tudo! – ela falou e eu ri assentindo.

♠ ♠ ♠

O sinal tocou e eu dei graças a Deus, pegando na minha mochila e abandonei a cadeira saindo da sala rapidamente já que Cathy não teve essa aula comigo. Assim que cheguei no refeitório mudei de direção porque a fila para entrar estava enorme e eu não iria esperar meia hora por um prato de sopa e um prato de comida de merda. Fui para o bar dali, me escorando sobre a recepção e uma tiazinha apareceu sorrindo simpática.

– Oi querida, o que vai querer? – perguntou doce, fazendo com que eu sorri-se junto. Ah cara, só eu que acho que essas tiazinhas são demais?

– Um pedaço de torta de chocolate e nata! – pedi eufórica, com um sorriso que enchia meu rosto enquanto que sentia meu estômago embrulhar só de imaginar aquela torta suculenta. A tia apareceu com um pedação enorme de chocolate fazendo com que os meus olhos brilhassem e entrei o dinheiro para ela, pegando a coisa mais deliciosa do mundo. – Obrigada!

Me afastei dali saindo dos corredores, me sentando no gramado de um pequeno jardim que tinha ali. Dei uma dentada na torta e revirei os meus olhos de prazer, logo de seguida enchendo a boca com aquele pedaço de Paraíso. Eu amo chocolate, amo todos os tipos de gordiçe e encho a barriga mesmo quando não tenho fome. Comer pra mim é uma dádiva de Deus que eu concerteza sei aproveitar. Passo o dia comendo mas como sou abençoada eu não ganho quilinho nenhum. Acho que o estresse e os meus passeios de skate não deixam isso acontecer.

Cathy apareceu do meu lado assim que eu decidi enfiar o bolo todo em minha boca e eu sorri de boca cheia, fazendo ela revirar os olhos.

– Vadia, eu ia pedir um bocadito pra você. – falou se sentando do meu lado.

– Ué, porquê? Não gostou da comida do refeitório? – sorri sacana.

– Infelizmente, eles não sabem cozinhar. – balançou a cabeça negativamente. – Compra um bolinho pra mim?

– Não, você tá gorda! – ri engolindo o resto da torta.

– Olha pra você, puxa! – fez biquinho. – Você que tá gorda, já se viu no espelho? – perguntou irónica.

– Nossa, depois dessa vou me jogar da ponte. Já volto! – falei indo me levantar mas ela segurou o meu braço fazendo com que eu caísse de bunda no gramado. – Ai!

– Compra. Um. Bolinho. Pra. Mim. – falou pousadamente, revelando que aquilo não era um pedido e sim uma ordem.

– E ainda fala que nem é folgada. – murmurei me levantando e caminhando até o bar com ela do meu lado. – Pode me dar um bolinho para a feia do meu lado? Eu pago! – sorri amarelo.

– Claro querida. – a mesma tia de antes falou, abrindo as caixas dos bolinhos. – Qual você quer? – perguntou para Cathy que devorava os bolos com o olhar.

– O de limão! – ela é viciada em limão.

Ela pegou e eu paguei, porque eu sou escrava dela. Me processe. Saímos dali e o sinal tocou novamente. Parei de andar e ela me olhou confusa.

– Pra onde você vai, hein? – ela perguntou carrancuda.

– Se esqueceu que minha mãe me colocou no psicólogo? – revirei os olhos. – Te vejo na última aula! – falei acenando enquanto que ela se lambuzava com o bolinho que eu comprei. Aff, dinheiro jogado no lixo!

Psicóloga, se prepara para o meu brilho! Pega nos óculo antes que ele cegue você!