Dark Angel

11 Capitulo O11 – Minha Mãe É Trouxa.


Capitulo O11 – Minha Mãe É Trouxa.

Assim que bateu as quatro horas eu, os Ds e Blake descemos para jantar, já que Dean implorou para que Blake ficasse já que agora eles são namorados. Coisa mais fofa. Assim que descemos encontramos Maddlyn sentada na enorme mesa esperando Mandy acabar de cozinhar. Os olhares vieram para nós e revirei os olhos.

– Dormi por quanto tempo? – Mad falou emburrada.

– O suficiente. – falei irritada.

– Quem são eles? – Maddlyn perguntou se referindo a Drew, Dean e Blake. Claro, ela não se lembra de Dean.

– Valeu por lembrar de mim. – Dean bufou. – Sou Dean, o melhor amigo de sua irmã que você tentou fazer um boquete. – falou revirando os olhos e eu sorri de canto. Dá pra perceber de longe que ele é meu melhor amigo.

– Você cresceu. – Mad falou não se importante com a parte do boquete. Como sempre falei, vadia.

– Bom, esse é Blake. – Dean falou inseguro. – Meu… Namorado.

Maddlyn cuspiu o suco de laranja que bebia e eu revirei os olhos. Mandy se virou rapidamente com uma cara estranha e ofendida. Ah não, elas vão me deixar ficar mal.

– Como é que é? – Mandy falou, lê-se gritou, enquanto que Maddlyn tossia que nem uma vaca louca.

– Meu namorado. – Dean falou trincando os dentes entrelaçando sua mão com a de Blake, que escondeu seu rosto no ombro de Dean.

– Não permito gays em minha casa! – ela falou com raiva, fazendo eu grunhir ainda mais irritada que ela.

– Quem é você para julgar a criação de Deus? – Drew falou indignado, chamando as atenções para ele. Mandy ficou calada. – Amor é amor e isso nunca irá mudar. Em todas as espécies existe homossexualidade, mas homofobia só existe numa. Amor não é casar com uma pessoa porque ela é bonita ou tem dinheiro para assegurar a reprodução. Amor é quando você desiste de tudo pela pessoa que você ama, quando vai contra tudo e todos pela pessoa que ama. Quando sente as coisas mais lindas, quando faz tudo para ver um sorriso em seu rosto. Os gays enfrentam o julgamento das pessoas todos os dias mas ainda assim não desistem do seu amor. Não importa o sexo, o que importa é o sentimento. Se isso não é amor, então eu não sei o que é amor! – Drew respirou fundo. – É por causa de pessoas como você que o mundo está acabando.

– Olha o respeito, muleque. – Mandy falou colocando uma cara intimidadora, mal sabia ela que isso era motivo de piada para Drew.

– O respeito é conquistado, senhora. Se quer ser respeitada, respeite os outros. – Drew falou prendendo o maxilar. – Deus pode ser um idiota metido a hipócrita, mas tudo o que ele cria é perfeito. Se ele criou o amor, ele é perfeito.

– Isso não é amor. – ela falou decidida.

– Você não sabe o que é amor. – naquele momento todos estávamos chocados pelo confronto entre eles. Mesmo Drew odiando Deus, ele ainda o protegia.

– Sei sim. – bufou. – As pessoas apenas julgam o que não é normal, o que não é normal é crime. Se as pessoas julgam, é porque têm motivos. Isso não é amor, o que não é amor entre um homem e uma mulher não é amor. – eu queria rodar minha mão na cara dela mas eu não podia, ela era minha mãe. Infelizmente.

– Jesus era perfeito, mesmo não sendo normal. Ele foi julgado e depois morto. As coisas normais são isso mesmo. Normais. Mas as coisas que não são normais, é o que fazem a vida ter sentido. Amor é amor, e você não é nada, nada para falar o contrário. Pois Deus não precisa da sua opinião pra nada, então enfia ela bem forte no seu cú e cale a boca. Porque todo mundo vai morrer algum dia, você vai morrer, os gays vão morrer. E aí ninguém será melhor que ninguém, ninguém será diferente, e você vai perceber que os seus critérios não vão mudar o mundo. É por causa de pessoas como você que eu hesitei, e depois paguei as consequências por seus erros. Então apenas cale a boca, e deixe as pessoas serem felizes. Você não é importante, aceite que dói menos.

OU MAI GÓDI. Quê isso produção? É isso mesmo? Drew acabou de cortar a língua de Mandy? Ele acabou de queimar cada pedaço da alma dela? Eu e ele precisamos casar urgente. Não basta ser lindo, perfeito e um anjo, o cara ainda tem a voz da razão e a coragem e força para calar todo mundo. E provou que anjos também falam palavrão, rs. Anjos são fodas.

– De onde ele veio? – Maddlyn perguntou maravilhada cortando o silêncio mais estranho do mundo.

– Do céu. – Drew falou como que se não fosse nada demais fazendo todo mundo ali rir menos Mandy que foi chorar para fora de casa. Que se foda véi.

– Ai que lindinho. – Mad falou se levantando.

– Sinto muito, mas eu sou namorado da Colbie. Não venha com palavras dóceis e não tente dar em cima de mim. – respirou fundo. – Não quero brigas, ok?

– Ah, tá. – falou se sentando novamente. Toma essa Mad. – Qual o seu nome, então?

– Drew. – falou seco.

– Sinto muito por minha mãe, ela não é acostumada com pessoas gays. Desculpem. – revirei os olhos. Ela tava mentindo, Maddlyn odeia pessoas gays do mesmo jeito e ela iria começar a gritar junto se Drew não tivesse metido corte na Mandy. – De qualquer forma, você tem as bolas no sitio.

E depois eu sou a deselegante. Apaputaquepariu!

– Obrigado, eu acho. – Drew falou confuso, claro ele não entende esse assunto.

Mandy voltou ignorando tudo e todos e voltou a fazer a comida. Ela tava brava, mas nem sempre ela é a dona da razão e ela precisa saber disso. Nos sentamos na mesa, o mais afastado de Maddlyn e Mandy possível. O Drew do meu lado, Dean na minha frente e Blake na frente de Drew no lado de Dean. Era esparguete, o que era demais porque Mandy era uma boa cozinheira e a esparguete dela era de outro mundo. Saudades de quando eu tinha vontade de aprender a cozinhar. Comemos lentamente, não espera, eu estou brincando. Comemos que nem elefantes esfomeados, fiquei até surpresa com Drew se lambuzando todo, mas ele sussurrou de volta que nunca tinha comido em toda sua vida, pois anjos não precisam comer. Só depois disso eu entendi porque ele comia desse jeito. Afinal comida é vida.

Depois de comer Mandy e Maddlyn foram para os seus quartos, já estava anoitecendo. Joguei os pratos na pia para eu lavar, posso estar brava com elas duas mas eu sou boazinha demais.

– Acho que isso é um tchau. – Blake falou tímido como sempre, bagunçando o próprio cabelo. Assentimos. Ele veio na minha direção me lascando um abraço apertando. Ai, gostei dele. – Tchau marrentinha, vou ter saudades. – falou divertido. Ri fraco.

– Isso é mentira, eu sou chata. Ninguém nunca tem saudades minhas. – fiz biquinho, e ele riu.

– Você é chata, mas legal. – sorriu.

– Valeu pirralho. – dei de ombros, inventando um toque com ele naquele momento. Já viramos amigos, nossa.

Blake caminhou para Drew e abraçou ele. Só vi Dean revirando os olhos, ele sabe que Drew é perigo, rs.

– Obrigado cara, por nos defender. – Blake falou animado.

– Não foi nada, sério. – coçou a nuca. – As pessoas precisam ver que não tem nada errado em vocês.

Eles inventaram outro toque, só que mais engraçado porque Drew não tinha a mínima ideia do que era aquilo. Blake se afastou e olhou Dean sorrindo. Se preparem para a fofura. Dean passou seus braços pela cintura dele e juntou seus lábios num beijo lento e apaixonante. AI MEUS SENTIMENTOS, QUE FOFO. Não, eu não me vou fartar de falar que casal Dlake é fofo.

– Tchau Dean. – Blake falou rouco.

– Tchau baby. – Dean lhe deu um selinho rápido e o levou até a porta, fazendo com que eu fizesse parceria com o chão. Demasiada fofura para um dia.

– Você tá bem? – Drew falou divertido. Assenti.

– Bom, vou subir. Boa noite gente. – Dean falou animado. Olhei para ele com cara de assassina e ele riu, chegando em mim e me deu um selinho muito rápido. É isso mesmo, nós vamos continuar com os selinhos. Olhei Justin e ele estava confuso e atónico.

– Por vezes amigos muito próximos dão selinho, é algo normal entre a gente. – ele me encarou franzindo as sobrancelhas e eu ri. – Desde crianças que fazemos isso, porque é um ato entre irmãos, entende? E ele é meio que meu irmão. – falei vendo Dean subir as escadas. – É tipo um beijo na bochecha, sem sentimentos. – ele assentiu.

– Mas eu sou possessivo. – ele bufou. Ri. – Quando eu te dou um selinho também é assim, sem sentimentos?

– Não, você não é meu irmão. – sorri sapeca. – Você é meu anjo.

Ele ficou me olhando envergonhado. Pude jurar ver as bochechas dele esquentar e ele encarar o chão com o maior sorriso.

– Larga de me deixar sem jeito, CoCo. – falou olhando a loiça, que em segundos ficou lavada só por causa de ele olhar ela. Senti o frio na barriga e ri. Teria de me habituar com ele, poxa. – E para de me chamar anjo, eu tô mais pra Diabo. – bufou.

– Não. Você é um anjo, o mais lindo, o mais perfeito, o mais doce e… só meu. – sorri sapeca. Ele riu me puxando para ele e antes que eu pudesse fazer alguma coisa ele me beijou fazendo com que eu leva-se com choques. Ele me prensou contra seu corpo, exigindo o calor de meu corpo e arfou enquanto movia os seus lábios contra os meus, lentamente. O beijo dele era cósmico, me fazia flutuar, esquecendo as forças da gravidade. Senti uma aregem e quebrei o beijo com um selinho, vendo que ele tinha nos teletransportado para o quarto. Olhei o calendário e sorri vendo que amanhã era feriado. Ô vida boa.

– Drew. – ele me olhou. – Você está gostando de levar uma vida meio humana? – perguntei receosa.

– Claro. É calma, divertida. – sorriu, se aproximando de mim. – E se tiver você nela, é perfeita. – AWN.

– Não me deixa sem graça. – ri. – Amanhã é feriado, sem escola. Eu e você poderíamos sair. – sorri torto.

– Como num encontro? – ele deu um sorriso que arrasa corações, Deus me ajuda.

– É. – minhas bochechas esquentaram. – E por favor, não me deixa sem graça. – ele riu.

– Ok.

– Drew. – chamei e ele riu. – Como você sabia tudo aquilo sobre amor? – perguntei receosa e ele sorriu terno.

– Você não sabe? – neguei e ele riu fraco. – Você me ensinou, boba. – fiquei olhando para ele toda coradinha até cair na risada.

– Você é muito boiola, Drew.

– Tá, agora dorme. – ele apontou para a cama.

– Você pensa que é meu pai?! – ele fechou a cara. – Eu não quero dormir, eu quero passar a noite com você!

Ele revirou os olhos, bufando e colocou dois dedos sobre minha testa e depois tudo apagou. Malditos anjos e seus poderes celestiais.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.