Dark

2 O observador


Notas iniciais
bom, já sobrevivi o primeiro capítulo, o que significa que não sou tão ruim assim. Leiam e espero do fundo do coração que vocês gostem. Mas o que não gostarem, por favor, comentem. Críticas negativas são tão contrutivas quanto as positivas. Então comentem. Beijo, beijo!!!

Agora, estou morando na Pensilvânia com meus tios Richard e Amy Stone. Ah, e não posso esquecer da queda que o filho deles Joseph tem sobre mim. Vou explicar sobre cada um. Minha tia Amy, é irmã do meu pai, e teria ficado com metade da empresa para ela, se não tivesse conhecido tio Richard, que segundo ela, era um partidão. mas ele, por ser um homem muito orgulhoso, não aceitou ter uma mulher mais rica que ele, então, ela largou tudo e foi viver com ele em um apartamento minúsculo na Pensilvânia. Ele então, abriu uma pequena firma de seguros, e conseguiu enfim, sustentar a esposa, que na época, estava grávida do primeiro filho. Joseph nasceu, e eles decidiram que aquela não era mais um lugar apropriado para criar uma criança. venderam o apartamento, e se mudaram para uma casa simples. Tinham apenas dois andares, e um porão. Lá fora, tinha um pequeno quintal onde Joseph passava suas tardes brincando até o crepúsculo. Eles são o tipo da família feliz, um pai trabalhador, uma mãe cuidadosa e zelosa pelo bem estar da família, e um filho que, bem... É o orgulho deles.

Para a família feliz, não há maior desprazer, do que receber uma garota de 16 anos órfã em casa. Então me mantiam longe o máximo possível, geralmente, fazendo trabalhos como varrer a casa, lavar louça e carros. Bom, hoje este era o meu trabalho. Com a ajuda de Joseph, comecei a lavar o carro do tio Richard, até sentir um arrepio na espinha, como se alguém passasse dedos gelados nessa região. Olhei para os lados e me deparei com um jovem do outro lado da rua. Era alto, magro, tinha os cabelos castanhos lisos, que caíam delicados em sua cabeça. Como um pano de veludo, que o cobria, parecia tão doce, que queria tocar só para sentir sua maciez. Tinha olhos castanhos tão claros que pareciam dourados. Estava usando jeans, coturnos e jaqueta de couro. Reparei na sua calça, um pouco mais acima, tinha um cinto, havia uma fivela com um símbolo estranho. Era um V com uma cobra entrelaçada nele. Ele era lindo, e estava ali, parado. Do outro lado da rua Me observando. Espere aí! Ao perceber o olhar de volta, o tal garoto misterioso deu meia volta e foi andando, até sumir de vista. Me senti confusa. Fiquei olhando o lugar onde o rapaz uma vez esteve e só saí do transe com um estalar de dedos bem próximo da minha cara. Era Joseph:

- Terra chamando Katherine! — Ele disse agitando as mãos bem próximo do meu nariz.

- Ai, seu idiota! — reclamei. Ele seguiu meu olhar e disse:

- O que você tava olhando?

- Hum... Nada! — Respondi pensativa.

- Estava pensando em mim, não é? — Ele fez uma pose arrogante tombando a cabeça um pouco para trás e piscando pra mim.

Caí na gargalhada com aquela pergunta e acrescentei: — É claro que não! ninguém com juízo pensaria em você....

Ele abriu a boca, mas foi interrompido pelo grito de tia Amy:

- Querido! O almoço está na mesa! — Ela gritou acenando para ele. Quando entrou, apontou maldosa para mim e acrescentou: — Quanto à você, não saia daí até este carro estar brilhando.

- Está bem. — Assenti desanimada. Meu reinado havia chegado ao fim. Se Lanna, minha melhor amiga da escola em L.A. me visse agora, ficaria abismada de me ver com roupas simples, cabelo preso de qualquer jeito para trás e lavando carros.

Coloquei a mangueira em cima do carro e me sentei no chão. Comecei a pensar no tal rapaz. Por que ele me observava? Meus pensamentos foram interrompidos pela mudança repentina no clima. aquele sol razoável que vi à poucos minutos, haviam se transformado em uma massa escura a opaca de nuvens que projetaram na rua ma sombra escura, fazendo parecer mais um filme de terror. Um vento forte e gelado veio carregando folhas secas de outono por onde passava. Me arrepiei quando senti aquele ar frio tocar minha pele. Era impressão minha ou isso era o barulho de uma respiração pesada? por favor, que seja... Não sou uma pessoa fácil de sentir medo. Mas sentia que havia algo perigoso aqui, meio que... Sobrenatural.

Não! isso é bobagem! desde pequena, fui criada por uma família pouco voltada para a religião. O sobrenatural era uma coisa totalmente ilógica para mim, mas os instintos, tentavam me dizer outra coisa.

- Quem está aí? — Perguntei

Não obtive resposta. O vento soprou outra vez, ouvi algo como um sussurro baixo e suave que dizia "Kath..." Mas afugentei esse pensamento.

- Tem alguém aí? — Falei com a voz trêmula, quase falhando.

E o sussurro voltou, desta vez, um pouco mais alto. Formando a frase "Kath, meu anjo..." Aquela foi a gota d'água para correr. No momento em que a adrenalina sobe, a razão é deixada de lado. Entrei na casa pela porta dos fundos. Os Stone ainda almoçavam. Pararam para ver o que estava acontecendo. Fechei a porta com um estrondo e subi correndo a escada. Entrei em meu quarto e tranquei a porta e as janelas. Me joguei em minha cama e fiquei olhando pela janela de vidro que dava a vista para a rua. Nada além do clima maluco. Ouvi um barulho de batidas violentas na porta. Era tio Richard:

- Katherine! — Gritou — O que está acontecendo? Abra já esta porta! — Ordenou.

- Não! — Rebati — Só depois que a coisa for embora!

- Que coisa? — Ele perguntou, ainda com o tom de voz elevado.

- A coisa que está lá fora! — Respondi.

- Você está de castigo pelo seu mal comportamento! — Gritou, pude ouvir o barulho de passos na escada, ele já estava se afastando.

Minha respiração se acalmou lentamente, as nuvens já tinham sumido, dando lugar ao lindo sol. Como se nada tivesse acontecido. Lá fora, tudo voltava ao normal.

Notas finais
e aí? o que acharam? pura adrenalina, não é? comentem...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.