Notas iniciais
Bem, admito que estou meio (leia-se: muito) nervosa em relação a essa fic, em primeiro lugar porque o casal não deve ser dos mais conhecidos, infelizmente. Em segundo lugar, porque não sei bem como eles são, já que a história deles não foi muito aprofundada. E por último, por que eu to nervosa mesmo e tava meio depressiva quando escrevi essa fic, então estou com medo de ter ficado ruim :x
Mesmo assim, espero que gostem (e que leiam, claro) *=*

No final das contas, acabei vindo até a casa dele. Kirishima, o que ele quis dizer? Como eu seria a única pessoa que se encaixaria como mãe de Hiyo? Droga, aquele cara deve ter algum problema, e ainda me deu a chave do apartamento dele... Será que eu deveria entrar assim, normalmente? Ou seria melhor bater na porta? Bem, se ele me deu a chave, então significa que não preciso bater na porta... Resolvi abrir e entrar de uma vez.


– Okaeri! — Kirishima falou assim que entrei, eu ainda não havia me posicionado em relação a suposta declaração dele e ele não parecia que ia me perguntar nada por enquanto.


– Tadaima! — Falei, ainda sério, eu não entendia bem qual era a intenção de Kirishima ao me entregar a chave do apartamento dele...


– Okaeri! — Hiyori veio até mim, abraçando minhas pernas, já que era onde ela alcançava... Apenas afaguei-lhe os cabelos, nunca fui a pessoa mais carinhosa do mundo... Será que Kirishima disse a ela alguma coisa sobre essa história de procurar uma mãe para ela? Não sei e não iria perguntar, não é como se eu tivesse aceitado isso...


Quando entrei, Kirishima foi para a cozinha e eu sentei no sofá com Hiyo.


– Yokozawa, não quer vir me ajudar a terminar o jantar?


– Por que eu? — Perguntei, sem ânimo algum, às vezes eu tinha a impressão de que ele gostava de abusar da minha ajuda...


– Porque você cozinha melhor que eu. — Isso obviamente é uma mentira, não tem como isso ser verdade.


– Ah, tudo bem... — Levantei do sofá e fui até a cozinha, deixando Hiyo sozinha no sofá assistindo televisão.


Não faltava muita coisa para que o jantar ficasse pronto, então por que ele me chamou? Só pra me fazer levantar? Eu não posso acreditar em uma coisa dessas... Estava terminando de arrumar a mesa, quando senti dois braços envolverem minha cintura, só podia ser Kirishima, não havia mais ninguém além dele, de mim e de Hiyori ali e a filha dele não era tão alta e muito menos faria algo assim... Senti os lábios dele em meu pescoço, o que me fez estremecer um pouco.


– O que você pensa que está fazendo? — Falei, meio nervoso, afinal, Hiyo estava na sala e poderia entrar na cozinha a qualquer minuto.


– Nada demais... — Ele colou seus lábios em meu pescoço mais uma vez, dando um leve mordidinha ali, droga, não posso negar que gostei daquilo, mas... Fossem quais fossem suas intenções, aquilo não podia continuar, não ali e não naquele momento.


– Então pare, fazendo favor. — Disse de forma ríspida, desfazendo-me do seu abraço e terminando de fazer o que estava fazendo antes dele me atrapalhar.


Por fim, terminei de botar a mesa e Kirishima não tentou mais nada de estranho, o que sinceramente me deixou aliviado. Eu ainda estava confuso, não era como se eu realmente caísse de amores por ele, se eu dissesse algo assim, estaria mentindo barbaramente, eu ainda gostava do Masamune, eu não podia negar isso, da mesma forma que não posso negar que sinto algum tipo de atração por Kirishima, mas eu realmente não sei...


Eu sei, ou melhor, tenho a total certeza de que o Masamune ama aquele Onodera, ele mesmo já disse, e também disse para que eu não me envolvesse na vida amorosa dele, minha única escolha seria desistir, mas não é tão fácil quanto parece, não sei se vou conseguir voltar a agir normalmente com ele tão cedo...


– Yokozawa, em que tanto pensa? — Só agora percebi que fiquei um bom tempo parado, com o olhar fixo no chão. — Foi pelo que eu fiz?


– Um pouco... Se você não tivesse feito isso, eu não teria voltado a pensar em algumas coisas... — Eu fui meio grosseiro, talvez Kirishima não merecesse isso vindo de mim, mas eu simplesmente não consegui conter...


– Sinto muito... — Ele pareceu sincero, cheguei até a me arrepender de estar sendo tão ignorante com ele, mas nada disse.


– Não se preocupe com isso. Vou chamar Hiyo para que jantemos... — Dito isto, levantei-me e fui chamar a pequena, que estava deitada no sofá e parecia estar cansada, talvez fosse sono... — Vamos, Hiyo, o jantar já está pronto...


– Certo, vamos! — Ela sorriu, sentando-se no sofá, descendo deste logo em seguida, indo praticamente correndo para a cozinha, Hiyori era realmente uma ótima criança...


Voltei para a cozinha, onde Hiyo já se encontrava sentada ao lado do pai, falando aos montes, sobre vários assuntos, quase todos ao mesmo tempo, e Kirishima apenas sorria, ouvindo atentamente todas as coisas que a filha falava, ele parecia ser realmente um bom pai... Eu não sei se conseguiria ser uma boa mãe para ela e... O que estou falando? Eu não tenho como ser uma mãe, eu sou um homem...


Fiquei um bom tempo parado, ali na porta da cozinha, apenas observando aquela cena, será que Kirishima realmente queria que eu fizesse parte daquela família? Eu não conseguia entender bem por que ele ira querer uma coisa dessas...


– Yokozawa, vai ficar parado ai pelo resto da vida? — Ele sorriu assim que me viu ali parado, senti uma leve palpitação no peito, não sei bem o porquê, mas ignorei aquilo e fui me sentar.


O jantar ocorreu de forma normal, a comida estava realmente boa, acho que o fato dele morar sozinho com a filha o fez aprender a lidar com tarefas domésticas, não sei bem...


– Vocês podem ir pra sala, deixa que eu lavo a louça... — Falei assim que terminamos de comer.


– Tem certeza? Eu posso fazer isso...


– Não, tudo bem, pode deixar que eu faço... — Kirishima não insistiu mais, indo para a sala com a filha. Bem, eu fiquei e lavei a louça, que, felizmente, não era muita, já que lavar louça não é uma das minha tarefas favoritas, nem sei bem por que insisti em fazer...


Assim que terminei fui até a sala, Kirishima estava sentado no sofá, acariciando calmamente a cabeça da filha, que estava sobre seu colo. Quando me viu, bateu levemente no sofá, em um sinal claro para que me sentasse ao seu lado, e assim o fiz. Porém, quando sentei, senti o braço dele em volta de minha cintura, puxando-me mais para ele, senti aquela estranha sensação de palpitação no peito novamente.


– Kirishima, a Hiyo... — Falei baixinho, tentando alertá-lo do que sua filha ainda estava ali e que ele não podia ficar fazendo esse tipo de coisa, mas ele me silenciou, antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Kirishima colou seus lábios nos meus impedindo-me de falar. O que ele pensa que tá fazendo? Empurrei-o rapidamente. — Kirishima, o que você...


– Shhh... — Ele fez, colocando o indicador em minha boca, para me fazer calar. — A Hiyo está dormindo... — Sussurrou em meu ouvido, o que me fez ficar um pouco arrepiado. Idiota, era isso o que eu estava tentando falar esse tempo todo! — Leva ela pro quarto dela por mim?


– Você é o pai dela, não eu.


– Você vai ser a mãe! — Idiota, é, ele sorria feito um idiota.


– Agora mesmo que não levo. — Disse, levemente irritado. A mão dele ainda se encontrava em minha cintura, e, por alguma força do além, eu não queria tirá-la de lá.


– Por favor... — Ele pediu de forma mimada, chegava até a ser engraçado vê-lo daquela forma.


Levantei, pegando Hiyori no colo, indo em direção ao quarto da garota, deitei-a na cama e a cobri, mas, antes que eu saísse do quarto, ouvi a voz da pequena me chamando.


– Yokozawa-san? — Ela ainda estava meio dormindo, apenas voltei a me aproximar da cama dela, sentando ali na beira. — Cuide bem do otou-san, ele gosta muito de você... — Ela adormeceu novamente assim que disse isso, o que será que ela quis dizer? Não seria possível que uma garotinha como ela soubesse sobre esse tipo de coisa...


Voltei para a sala, Kirishima ainda estava sentado no sofá, da mesma forma que estava quando saí de lá. Acho que é melhor eu ir para casa, não sei se é uma boa ideia ficar a sós com ele...


– A Hiyo já dormiu, acho melhor eu ir agora...


– Mas já? Ainda está cedo...


– São nove e meia, não está cedo...


– Está sim! — E finalizou a discussão me jogando contra a parede, colando seus lábios nos meus. Ele ainda tentou adentrar com sua língua em minha boca, mas não permiti, o que ele pensa que está fazendo ao me agarrar desse jeito? Por fim, ele desistiu, parou de me beijar, mas ainda manteve meu corpo prensado contra a parede. — Yokozawa, quando eu disse que estava me declarando, não era brincadeira, eu realmente gosto de você.


– Kirishima, eu... — Tentei argumentar, mas ele me calou com um selinho.


– Eu sei que você ainda deve sentir algo pelo Takano... — Arregalei os olhos, não pude conter a surpresa, como ele sabia disso? Não me lembro de ter contado para alguém que não fosse o próprio Masamune... Ele pareceu ler a pergunta escondida em minha mente, pois a respondeu perfeitamente. — Dava para perceber, apesar de você ser um cara muito sério, sempre era super protetor com Takano, eu pensava que era coisa da minha cabeça, mas agora tenho certeza, você o ama...


– Mas ele não me ama... — Eu disse, sério, mas meu coração doía ao ter que admitir tal fato, eu odiava isso, mas ele amava o Onodera, e não a mim...


– Mas eu te amo! — Por que ele insiste nisso? Mesmo sabendo que eu amo outra pessoa... Mas... Pensando dessa forma, eu fiz quase a mesma coisa... Ou talvez pior, eu afastava a pessoa que eu amo da pessoa que ela ama. Mesmo que Kirishima diga que me ama, ele nunca tentou me afastar do Masamune, mesmo sabendo o que eu sentia por ele...


– Sinto muito, mas eu não... — Fui impedido de continuar mais uma vez.


– Só tente, quem sabe eu não te faça esquecer dele? — Falou, beijando-me mais uma vez, mas dessa vez eu não tentei resistir. Deixei que a língua dele adentrasse minha boca, encontrando-se com a minha. Não nego que aquele contato me agradou, passei a retribuir o beijo na mesma intensidade, ele pressionou mais meu corpo contra o seu, colocando uma de suas pernas entre as minhas. Antes eu estava com medo das intenções de Kirishima, mas agora que as conheço, não quero mais resistir a elas...


– Kirishima... A Hiyo... Se ela aparecer... — Tentei falar, enquanto ele se ocupava em beijar e morder meu pescoço.


– Vamos para o quarto então... — Ele falou, parando um pouco com o que fazia, levando-me até seu quarto.


Assim que entramos, ele trancou a porta, logo em seguida me jogando na cama, ficando por cima de mim, voltando a me beijar. Eu ainda não tinha certeza sobre meus sentimentos em relação ao Kirishima, mas sejam eles quais forem, eu me sinto mal em pensar que o estou usando para esquecer do Masamune, ele é um louco por propor algo assim...


Senti suas mãos adentrarem minha camisa, arranhando levemente meu abdômen, não pude conter um leve gemido que saiu dos meus lábios, mas me amaldiçoei por ter deixado escapar no segundo seguinte.


– Assim eu não consigo acreditar que você não queria isso... — Disse de forma pervertida, rente ao meu ouvido, eu devo ter ficado vermelho, já que ele riu.


Minha camisa foi retirada do meu corpo, e senti a boca de Kirishima começar a passear pelo meu tórax, passando a língua por ali, até chegar em um dos meus mamilos, massando a morder, chupar e lamber aquela região, aquilo estava ótimo, por isso mesmo mordi os lábios, para evitar que os gemidos deixassem minha boca, seria constrangedor demais mostrar o quanto estou gostando de cada toque dele.


Senti a mão pervertida dele em minha calça, apertando meu membro escondido ali, eu já estava extremamente excitado e ele percebeu isso ao me tocar daquela forma. Desceu minha calça, libertando minha ereção, começou a fazer movimento com a mão, masturbando-me lentamente, não pude conter o gemido que sai de minha boca, aquilo estava realmente bom. Meus olhos se fecharam inconscientemente, foi quando senti a mão de Kirishima me abandonar, abri os olhos bem a tempo de vê-lo colocar meu membro por inteiro na boca.


– Ahh... — Não pude conter o gemido, fechei os olhos novamente, jogando minha cabeça para trás, nossa, ele tinha uma boca magnífica.


Continuou com aqueles movimentos, eu já estava sentindo a pouca sanidade que me restava ir embora, eu estava quase chegando ao ápice quando Kirishima tirou meu membro de sua boca, eu soltei um gemido de desaprovação, que, infelizmente, saiu antes que eu pudesse pensar a respeito, fazendo com que Kirishima risse.


– Calma, eu ainda quero aproveitar você mais um pouco essa noite... — Levantou-se e tomou meus lábios mais uma vez, eu estava começando a me sentir um pouco nervoso, sabia o que viria agora.


Senti um dedo começar a se forçar para dentro de mim, aquilo incomodava um pouco, afinal, já fazia um bom tempo desde a última vez que dormi com alguém... Mas logo me acostumei com aquela sensação, enquanto ele continuava a adicionar outros dedos em meu interior, que totalizavam três, e ficou movendo-os, preparando-me para o que viria a seguir.


Os dedos de Kirishima saíram de dentro de mim e ele se levantou da cama, deixando-me completamente confuso. O que ele iria fazer? Ele apenas riu da confusão estampada em meu rosto, pegou alguma coisa dentro de uma gaveta e voltou para a cama, eu não consegui ver o que era, ele não deixou.


– O que é isso?


– Lubrificante... — Ele respondeu, rente ao meu ouvi, isso provavelmente me fez corar, o que não era a coisa mais fácil do mundo, mas ele vinha conseguindo fazer isso bem naquela noite.


– Que tipo de pervertido você é?


– Do tipo eficiente... — Sussurrou em meu ouvido, fazendo com que eu me arrepiasse ainda mais, desisti de tentar discutir com ele.


Senti ele derramar aquilo em minha entrada, começando a colocar os dedos naquela região, droga, aquilo estava realmente ficando melhor, mordi ainda mais meu lábio inferior, para impedir que os gemidos saíssem da minha boca, não cederia assim tão facilmente.


Até que Kirishima parou com aquilo, logo senti o membro dele começar a se forçar para dentro de mim, aquilo doía bastante, mesmo que seja uma perversão sem tamanho ele manter lubrificante guardado em casa, isso facilitou muito, a dor era menor que o de costume... Assim que estava totalmente dentro, deitou seu corpo sobre o meu, ele não disse nada, mas acho que estava esperando minha dor passar um pouco...


Senti os beijos dele subindo por meu pescoço, passando por meu queixo até chegar em minha boca, beijando-me de forma calma, nossas línguas se encontraram e ficaram brincando juntas, até que o ar se fez necessário e nos separamos. Ele começou a se mover em meu interior, retirando-se lentamente, apenas para entrar mais uma vez.


– Hm... Me deixe ouvir seus gemidos, Yokozawa... — Sussurrou em meu ouvido, ele certamente é um cara bem pervertido...


– Me... Me dê um bom motivo para isso... — Falei, usando todo meu autocontrole para não fazer a vontade dele.


Kirishima não disse mais nada, apenas passou a dar mais intensidade nas estocadas que dava em mim, ao que acabei não conseguindo conter e acabei deixando que um gemido alto deixasse meus lábios, por mais constrangedor que isso fosse, isso parecia incentivá-lo a ir ainda mais fundo, era bom, mas não motivo suficiente para que eu me submetesse àquilo...


Alguns gemidos ainda chegaram a escapar, mas eu continha todos que conseguia, enquanto Kirishima ia cada vez mais rápido, deixando que seus gemidos roucos saíssem de sua boca, que se encontrava perto do meu ouvido, o que só me excitava ainda mais. Quando ambos já estávamos próximos ao clímax, ele voltou a me masturbar.


Eu já tinha perdido parte da consciência, deixava que os gemidos saíssem naturalmente pela minha boca aberta, até que, numa estocada ainda mais funda, Kirishima despejou seu líquido dentro de mim, fazendo liberar o meu entre nossas barrigas. Ele saiu de cima de mim, deitando ao meu lado, puxou-me para os seus braços, cobrindo-nos com o cobertor.


– Eu amo você! — Ele disse, dando-me um selinho. Eu apenas fechei os olhos, escondendo minha cabeça em seu peito, sentindo ele afagar meus cabelos, eu estava gostando de sentir aquela carícias, até que, de uma forma ou de outra, era bom estar nos braços dele...


Quem sabe eu não consiga amá-lo da forma que ele merece algum dia?


Notas finais
Bem, foi isso *u*
Gostou? Não gostou? Deixe um review dizendo, ficarei imensamente feliz de saber o que acharam, e também de saber em que posso melhorar *u*
Qualquer erro, perdoem-me, o capítulo não foi betado :/
Kissus ;*
Espero que tenham gostado ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!