Darcanjo
43 Round 39 – Loira gostosa, mas perigosa
Notas iniciais
Evento de anime hoje e amanhã, me desejem sorte, õ/
- Eaí, pessoal – Falou Eric ao entrar no dormitório – Aproveitei que vocês tavam treinando ontem e fui treinar também. Não o teletransporte, mas outras coisas, como foi que vocês...
Todos presentes, inclusive Elizabeth, olhavam para ele como se imaginassem arrancando sua cabeça ou coração. Eric parou seu pé ainda no ar e ficou imóvel por alguns segundos como um rato sendo acuado por um gato.
- Err... acho que vou garantir meu lugar na plateia, então... tchau – Disse fazendo seu teletransporte.
Como sempre a plateia estava meio escassa, os que faziam viagem astral normalmente estavam assistindo as lutas do seu grupo ou treinando. Elizabeth havia vencido a primeira luta, então esta deveria ser W.O.. Deveria ser, mas o desgraçado havia ido.
- Eu escolho coroa – Disse o adversário antes do juiz jogar a moeda.
- Não é assim que funciona – Respondeu o juiz – Eu jogo a moeda, se der cara o campo é aumentado e coroa ele é reduzido. Sua escolha não altera o resultado.
- Tanto faz, desde que comece logo.
- Não era para ser um W.O.? – Reclamou Karla – Elizabeth lutou na rodada passada. Vocês não deviam ter escolhido alguém que fosse faltar?
- E escolhemos – Comentou o juiz – Agora, por favor, saia do campo.
- Sabe o que é, gatas – Disse Renato enquanto piscava o olho – Esse negócio de caçar fantasmas é muito chato. Só que como eu ouvi falar que a luta dessa vez seria contra uma loirona gostosa, aí eu pensei: Quem sabe, talvez, eu pegasse na bunda ou nos seios dela, assim, sem querer.
Elizabeth semicerrou os olhos, endireitou a coluna e olhou para ele com um ar de superioridade e fúria antes de exclamar:
- Você perderá sua mão antes que consiga encostar um dedo sequer em mim!
- Coroa, será reduzido pela metade.
Karla voltou para o lugar na plateia enquanto o tamanho do campo de batalha era alterado.
- Esse cara é exatamente o exemplo de pessoa que Elizabeth odeia, se ele tentar qualquer gracinha ele tá lascado — Comentou.
- Como assim? O que ele fez? – Perguntou Klaus.
- Ele considera a mulher um objeto, que ele pode dizer e fazer o que bem entender. Um mimadinho pé-no-saco. Mas se ele continuar desse jeito, tá lascado.
- Ele é um tanto musculoso, acho que vai dar um pouco de trabalho a Elizabeth – Comentou David.
- Isso é por que você ainda não viu minha irmã irritada de verdade.
Assim que a contagem regressiva terminou Renato correu e tentou agarrar o braço de Elizabeth, tendo que recuar antes de ser ferido pela lâmina recém-criada.
Começou então a dar murros consecutivos aos quais foram aparados com dificuldade, não deixando espaço para um contra-ataque. A espada começou a rachar e Renato a debochar:
- Que foi, gata? Não tá conseguindo aguentar a pressão do garanhão aqui não.
Elizabeth deu um pulo para trás e regrediu mais um pouco enquanto corrigia as cicatrizes de sua arma. Renato avançou pelo lado direito e pulou para dar um chute em pleno ar.
- Pawn! — Disse Elizabeth enquanto atacava à sua diagonal.
Renato se contorceu em pleno ar para tentar desviar-se do ataque, mas ainda assim teve a coxa atingida e urrou de dor.
- O jogo só começa quando os peões ou cavalos começam a se mover – Afirmou Elizabeth – Eu nunca gostei de cavalos como você.
- Tá me chamando de cavalo?!?!
- Você mesmo se chamou de garanhão, mas não acredito que você seja um cavalo de raça.
- Sua vaca imunda!! – Gritou enquanto se colocava em pé.
- Rook! – Disse enquanto pegava impulso numa estocada em linha reta, prendendo o braço direito do rapaz contra o limite da arena – Não ouse me insultar!!
- Eu digo o que eu quiser, vadia – Respondeu enquanto chutava areia nos olhos da oponente, aproveitando o afrouxamento da espada para sair correndo.
- Bishop! – Exclamou Elizabeth enquanto usava a parede de vidro da arena como alavanca para um longo salto diagonal que feriu a perna íntegra de Renato.
Ele se virou assustado, olhando para Elizabeth como um cachorrinho indefeso. Mas já era tarde, ela estava irritada demais para demonstrar pena.
- Pawn! – Disse enquanto desferia um golpe mortal que arrancou a mão de Renato, rodopiando várias vezes no ar – Quando você vai aprender a respeitar as mulhe...
A mão que estava rodopiando caiu bem no meio dos seios de Elizabeth. Deixando-a com o rosto tão vermelho que a cor transparente da viagem astral quase ficou nítida, ficando logo em seguida feroz como um tigre e jogando a mão para bem longe.
- Agora sim, ela está irritada – Comentou Karla.
- Essa foi a última gota, seu desgraçado!!!
- Não, espera, eu não fiz nada! Você já se vingou, eu tô todo cortado e tá tudo ardendo que nem pimenta. Alguém me ajuda! Socorro!
- Queen!!! – Gritou sem nenhuma misericórdia.
Deu cinco estocadas seguidas, depois escalou o corpo de Renato para pular e atacar suas costas, deu mais três ataques diagonais e por último girou a lâmina sobre seu próprio eixo como um liquidificador, atacando rápido e brutalmente.
Após o terceiro giro, a espada ficou resvalando numa proteção vitral, parecida com os limites do campo enquanto o letreiro apareceu:
Winner
Elizabeth, a espada silenciosa
Abyss knights (11º)
- Tu me disse que o título de Elizabeth era espadachim silenciosa e não espada – Comentou Eric olhando em direção a David.
- Cala a boca, quer morrer!
O professor apareceu que nem um ninja atrás de Elizabeth, a segurou e arrastou para longe do adversário, mas ela já estava mais calma. Quando sentou-se em meio aos seus aliados, os homens se afastaram de mansinho até ficarem a uns três metros de distância dela.
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