Darcanjo

40 Round 36 – Rastreamento


Notas iniciais
Desculpem o atraso, mas infelizmente vou continuar num ritmo lento. Estou trabalhando em um cosplay pra um evento no final de maio. Vou tentar escrever mais rápido, mas não prometo nada.

– Agora que estamos todos reunidos, por onde começamos? – Perguntou Klaus.

– Ele deve estar na floresta – Comentou Elizabeth.

– Mas em que parte da floresta. Ela é enorme! – Resmungou David.

– Que tal nos separarmos? — Indagou Klaus.

– Me deixa procurar um pouco, se não conseguir achá-lo a gente se separa – Comentou Karla.

Os quatro saíram do dormitório. Bastaram apenas 10 minutos para Karla afirmar:

– Ali! É por ali!

– Como você sabe? — Perguntou David.

– Depois que Eric encontrou as pedrinhas – Explicou Karla – Tive vontade de ter a visão da mana que ele tinha usado. Aprendi o conceito sozinha e treinei bastante. Aquela é a única área que tem mana em um único ponto. Há outros, mas sempre estão perto de um ou outro ponto, então são pessoas que estão treinando.

– Incrível! — Admirou-se Klaus.

– Sou uma atiradora – Afirmou Karla – Qualquer habilidade ligada a visão é importante para mim.

Depois de descerem a montanha e caminharem pela floresta eles relembraram alguns dos locais onde haviam encontrado as pedrinhas ou se perdido ou até mesmo batido a cabeça num galho, mas nenhum sinal de Eric.

– Por onde, Karla? – Perguntou Klaus

– Eu não sei... – Respondeu Karla olhando a sua volta – Uma visão panorâmica de cima é bem mais fácil que pela horizontal. Sei que é por aqui, mas não sei exatamente onde.

– E agora? – Perguntou David – A floresta é enorme, só agora me lembro do quanto eu demorei só para lembrar o caminho de volta pro acampamento. Imagine o tempo que vai demorar para achar uma pessoa.

– Por aqui – Afirmou Elizabeth.

– Achou alguma coisa? – Perguntou Karla.

– Essa trilha de galhos quebrados – Mostrou Elizabeth.

– Mas ela pode ter sido feita por qualquer pessoa ou animal – Reclamou Klaus.

– Não. É ao mesmo tempo alta e baixa demais – Explicou Elizabeth – É alta demais para ter sido feita por um anão ou animal e baixa para uma pessoa de altura normal. O que indica que a pessoa que a fez estava se sentindo mal. Quando nos sentimos mal inconsciente curvamos um pouco nosso corpo e não há nenhum galho grande por perto para indicar que a pessoa apenas se abaixou para passar por debaixo dele.

– Vocês duas andam levando o trabalho a sério – Admirou-se David.

– Rastreamento era o básico para um cavaleiro medieval – Comentou Elizabeth – Ele não precisava somente saber lutar, precisava também encontrar seu próprio alimento e seus inimigos se quisesse ser reconhecido pelos seus feitos.

– Klaus, me diga, por favor, que eu não sou o único que não aprendeu um habilidade nova depois de ter ganho os poderes – Comentou David em um tom assustado.

– Ufaa! Achei que você já ia dar uma de sabichão, dizer que aprendeu a invocar Eric e acabar com a nossa busca – Comentou Klaus rindo – O que não seria uma má ideia.

– É que os homens da equipe são mais descansados, não nos prendemos à dependência de habilidades extras – Riu David em resposta.

– Eric aprendeu a ver a mana em objetos, se teletransportar e ainda de quebra, um segundo elemento e ele é uma das pessoas mais preguiçosas do grupo – Comentou Karla.

– Bom, vamos seguir a trilha e encontrar Eric logo – Falou David desconversando.

Algum tempo depois a floresta começou a ganhar uma tonalidade mais escura e murcha. A cada passo tudo ao redor ganhava um aspecto de filme de terror. Klaus tropeçou em algo que parecia uma pedra, mas ao olhar se deparou com um coelho morto, deixando Elizabeth e Karla nauseadas.

No ponto onde a floresta parecia ter sido atacada por alguma praga que devastou todo e qualquer aspecto de vida, Elizabeth, que estava tomando a dianteira, declarou:

– As rastros acabam aqui.

– E agora, como vamos achá-lo? – Perguntou David.

– Quem está aí? Vão embora! – Disse uma voz vinda da gigantesca árvore enegrecida.

A voz pertencia a Eric, que estava deitado em um de seus galhos, ainda com a aparência desgastada de quando David o havia visto pela última vez.