Darcanjo

17 Round 15 – Primeira batalha


Notas iniciais
Finalmente consegui escrever batalhas. Tava morrendo de ansiedade, XD.

Foi decidido que Elizabeth acompanharia a batalha de Karla e David e Eric a de Klaus. Quando chegaram a arena preparada, o adversário já estava lá. Os dois se examinaram para tentar descobrir a força um do outro. Eric era péssimo espião e não conseguiu nenhuma informação.

– Bom, vou explicar as regras básicas – disse o juiz – estamos com duas lutas, além dessa, acontecendo simultaneamente nesse horário. Quem não chegar no tempo indicado, perde. Não haverá mortes, assim que decidirmos que um lutador está incapacitado, a luta se encerra e o adversário vence e deve parar de atacar, certo? Sempre teremos um espaço limitado, estão vendo aqueles postes, vocês não conseguirão ultrapassar esses limites mesmo que queiram até que alguém desista ou seja decretado o término da batalha. O tema dessa luta é duas horas, no final deste tempo o lutador que for considerado mais capacitado vence. Vocês podem perder uma única vez, na segunda estarão fora do torneio. Caso haja empates os dois perdem.

– Hã, o certo não seria considerar vitória para os dois lados? – Perguntou Guilherme.

– Sim, mas numa luta real o empate significaria dois mortos, não queremos pessoas que morram propositalmente para conseguir vencer um adversário forte e nos dar um desfalque na equipe. Preparados?

– Sim – responderam Klaus e Guilherme.

– Entrem no campo. Após o sinal podem começar a lutar.

Assim que entraram, surgiram muralhas parecidas com vidro nos limites e acima do campo e um número 3 feito de energia. O 3 se transformou em um 2, depois em um 1 e finalmente sumiu.

– Water! – gritou Guilherme.

– Um mago? – Disse Klaus desviando facilmente da bolha d’água lançada.

– Klaus, preste atenção, ele é um invocador, está com um livro na mão e é proibido entrar no campo com armas – gritou Eric.

– Ei, o grupo pode ajudar? – gritou um aliado da equipe adversária.

– Claro, senão vocês nem mesmo poderiam estar aqui, mas somente dando dicas de fora do campo, é claro – Respondeu o juiz.

– Se é assim – Pensou David – Klaus, preste atenção no delay da magia, ele não poderá usá-la novamente até que ele acabe.

– Water! – gritou Guilherme novamente.

Klaus desviou e viu que era verdade, assim como os números de contagem regressiva do início da batalha, havia aparecido um número 3 em cima do livro, só que dessa vez dentro de um círculo. O número se desfez em 2, depois em 1 e sumiu.

– Water! – Gritou Guilherme.

Dessa vez Klaus se desviou e correu em direção ao seu inimigo, reuniu mana em volta de um dos punhos e atacou. Guilherme só conseguiu ter tempo de pular para o lado e usar o livro como escudo, o grimório defendeu uma parte do ataque e a outra atingiu a pedra que estava logo atrás dele, rachando-a e prendendo a mão de Klaus.

– Se o livro for destruído, sua equipe perderá muitos pontos! – avisou o juiz.

Guilherme, ainda no chão, levantou o braço para realizar a magia, mas demorou mais tempo, assim como reuniu uma maior quantidade de água.

– Water! – Ordenou Guilherme novamente soltando uma bolha, esta bem maior que as anteriores.

Klaus teve tempo somente de retirar sua mão, mas não de desviar, sendo atingido e atirado contra uma das paredes semi-invisíveis, soando um barulho vitral. O cronômetro regressivo do livro passou a ser de 10 segundos.

– Klaus, se levanta, quanto mais forte o ataque, maior o delay pro próximo – Gritou David.

– Você fala isso por que não foi contigo. Droga, entrou água no meu ouvido – Resmungou Klaus.

– Guilherme, essa é a hora! – Gritou um dos membros da equipe adversária.

– Surja das profundezas, Loch Ness monster! – Invocou Guilherme.