Daphne, A Filha De?
4 Capítulo 4 - Mãe, Mães e Fim
Notas iniciais
Esse capítulo, é aquela cena do Refeitório pelo POV da Daphne, porque é realmente importante mostrar como ela está se sentindo e tudo mais. Eu sempre odiei isso nas fics, mas é extremamente necessário, então me perdoem ok?
Vejo vocês lá embaixo :D
POV Daphne
Estava no lugar onde eles comem; era algo meio engraçado porque aparecia o que você quisesse comer. Então pedi salada de tomate, alface, um pouco de rúcula, beterraba, 3 couve-flor e um filé de frango grelhado, e minha comida apareceu, no copo vazio eu pedi suco de laranja, e do nada apareceu ali.
-Legal né, essa coisa de comida o tempo todo de graça, o que você quiser. – Um garoto meio ruivo e magrelinho falou comigo.
-Sim sim, achei muito bom. – Sorri.
-Bem vinda ao chalé 11 Daphne, eu sou Connor. – O menino disse sorrindo.
-Prazer, Daphne – Sorri e resolvi olhar pelo lugar.
Quando eu percebi que Hikari — a menina que eu conhecera há minutos atrás — e mais algumas pessoas estavam indo para um tipo de fogueirinha, lembrei daquelas histórias que eles sempre ofereciam um pouco da sua comida aos deuses. Fui atrás dela.
-Oi. É, eu entendi seu lado e não quero que você fique mal comigo — Eu falei preocupada, não queria problemas com ninguém já que ali seria meu novo “lar”.
-Ah tudo bem, é tão difícil ver Clarisse sendo simpática que eu tive que fazer uma brincadeirinha- Ela falou olhando fixamente para o meu prato e depois retornou sua atenção a fogueira. Jogou um pouco do macarrão do seu prato e depois inspirou o ar de leve como se gostasse do cheiro. Ela se voltou novamente a mim — Aliás, vai oferecer sua comida pra quem?
-Ah — Eu não esperava essa pergunta, eu realmente não sabia bem para quem oferecer; fiquei triste por ser assim, mas Hera disse que minha mãe responderia algumas de minhas perguntas hoje, então lhe disse — A minha mãe, seja ela quem for.
Ela sorriu, se virou para sua mesa e se foi.
Virei para aquela fogueira, joguei um dos meus frangos e um pouco de alface e beterraba e pensei: “Mãe, aonde quer que você esteja, quem quer que você seja, por favor, não me deixe sozinha, eu estou precisando muito de você” Senti um cheiro engraçado, como se fosse um perfume francês com sabor canela. Sorri e voltei para a minha mesa.
Quando sentei ali aquele menino, Connor, veio em minha direção com outro garoto que parecia ser bem mais novo que ele.
- Acho que seria legal os novatos se conhecerem, né? – Ele olhou para o garoto. – Bom, Josh essa é Daphne. Daphne esse é Josh divirtam-se. — Ele falou e saiu para falar com uma menina.
- Prazer Josh, chegou aqui hoje? – Falei dando espaço para ele sentar ao meu lado.
-Prazer Daphne, é sim é tudo tão estranho e diferente; o bom é que meu melhor amigo está aqui comigo — Ele sorriu feliz. — Você tem um amigo sátiro também?
- Não, na verdade eu não tenho nenhum amigo, só umas meninas que conheci aqui. — Falei comendo um pedaço do meu frango.
- Puxa, desculpe... Você deve ter um motivo bem sério pra estar aqui então. — Ele falou comendo um pouco de uma coisa branca que parecia grãos grandes, acreditei que o nome era arroz.
- Bom isso não vem ao caso. — Eu dei uma risada de leve. — E você sabe se é seu pai ou sua mãe que é olimpiano?
- Ah, é meu pai! Não tenho a menor ideia de quem ele seja e você, Daphne?
- É minha mãe e também não sei quem ela é...
-Caham, bom como sempre vou apresentar pra vocês nossos novos semideuses: Daphne e Josh. Falou Quíron, aquele cara metade homem metade cavalo.
Olhamos um para o outro, e seguimos para frente de todos. Eu estava morrendo de vergonha, ele olhou para mim e sorriu, até que sobre a cabeça dele apareceu um caduceu branco e a mesa onde estávamos gritou eufórica.
-Salve Josh, filho de Hermes, o deus dos viajantes! Falou novamente o Quíron.
Eu sorri para ele que me olhou todo alegre e voltou para nossa mesa, abaixei a cabeça.
Acho que meu pai sempre teve razão, nem ao menos minha mãe teve orgulho de mim. Estou ali na frente de todo mundo, de pessoas que eu não conhecia. Alguns começaram a rir e olhar pra mim, era vergonhoso demais, dava pra perceber que isso não era normal. Será que minha mãe me odiava também? Porque eu tive que nascer? Porque esse mundo? Porque tinha que ser tudo tão difícil? Não resisti e deixei uma lágrima cair do meu rosto, me segurava para não começar a chorar desesperadamente.
- Hey, isso é normal, algumas pessoas demoram alguns dias para serem reclamadas pelos pais Daphne. — Ele deu uma palmadinha nas minhas costas.
Eu sorri para ele e comecei a caminhar cabisbaixa para a minha mesa — a dos idiotas que não sabiam nem quem era a mãe. Josh me olhava triste, acho que ele me entendeu e creio que ele seria um bom amigo pra mim aqui. Até que de repente seu rosto de tristeza se virou em susto, todos começaram a me olhar assustados e um silêncio tomou o lugar. Olhei para minhas mãos e uma leve áurea branca me cobria; assim como Hera me abençoou. Decidi, então, olhar sobre minha cabeça; havia duas imagens: um pombo amarelo e uma coruja com um rosa muito vibrante, eles rodavam sobre minha cabeça até aos poucos sumirem. As pessoas começaram a falar muitas coisas e eu não entendia nada, não sabia o que aquilo significava. Minha mãe é quem? Porque 2 imagens?
-SILÊNCIO! — Exigiu Quíron — Annabeth, Drew e Daphne, por favor, me acompanhem e não haverá fogueira hoje, todos para seus chalés – Ele falou se virando. Pude ouvir todos se queixando e saindo do lugar. Somente uma pessoa veio no sentido contrário, Sugi, a outra menina que conheci, ela veio e me abraçou.
- Daphne, vai dar tudo certo, não se assuste ok? Eu e a Hikari estamos aqui pra ser sua nova família, qualquer coisa que te aconteça eu vou te ajudar! Ela olhou fixamente nos meus olhos, suas íris cor do céu, como um relâmpago passando pelo ar me deixaram realmente melhor. Agradeci pelo carinho dela que me sorriu e voltou a acompanhar a multidão, segui duas meninas loiras até a “casa grande”.
[...]
- Isso é um acontecimento raro. Você tem minha mãe, Atena, e Afrodite, como parentes de primeiro grau. — Falou Annabeth, elas se apresentaram há pouco.
-Mas quem é minha mãe? – Perguntei.
- Aff! Garota, a gente não sabe, as duas resolveram te trollar e você não vai saber tão cedo quem é sua mãe... – Falou Drew, uma menina muito chata.
-Ela não tem necessidade de saber disso Drew, não a trate como qualquer uma! Porque Piper tinha que ir numa missão logo agora? — Ela sussurrou. – Então ela falou para que eu escutasse — Eu ainda não tenho certeza Daphne, mas vamos ver aonde você vai se adaptar melhor.
- Vamos começar pelo meu chalé?- Drew perguntou.
Annabeth olhou para Quíron e ele disse — Acho que seria muito útil ela começar pelo 10.
Annabeth olhou incrédula e respondeu — Ok, se precisar de qualquer coisa, o chalé 6 estará sempre de portas abertas, você sendo ou não minha irmã — Porque eu não ia com ela? Ela parecia tão mais simpática.
-Ok, vamos Daphne, tenho que te apresentar o MEU chalé: o chalé 10 — Ela falou e saiu como se tivesse ganhado uma batalha; fui em sua direção.
Quando chegamos ao chalé era todo muito bem enfeitado com detalhes em rosa, e todas as garotas esperavam sentadas em suas camas, até Drew abrir a porta, e todas se afastarem.
-Entre querida Daphne. — Senti ironia em sua voz
Entrei meio nervosa e olhei em volta, todas as meninas pareciam estar assustadas e amedrontadas.
- Você vai usar essa cama — Ela apontou para uma toda bagunçada, a única do lugar, e parecia que coisas se mexiam em baixo do cobertor. — Ali embaixo tem só algumas minhocas, mas se quiser ficar nesse chalé vai ter que obedecer as minhas ordens!
Fiquei paralisada, aquilo estava sendo pior do que minha vida em casa; preferia meu pai falando que eu era uma aberração.
- Não, eu não vou me deitar aqui. — Falei olhando para ela.
- Pois então saia, vai dormir lá fora! E cuidado! Há harpias a todo lado, vai ser tão triste contar que a menina estranha com sangue de duas deusas morreu porque fugiu do quarto pra se encontrar com Josh! Ah ele vai ser bem punido — Fiquei paralisada, como ela podia ser assim? — E VOCÊ GAROTA! JAMAIS SERÁ FILHA DE AFRODITE! –Ela gritou- OLHA ESSE CABELO- Ela levantou meu cabelo todo e começou a puxá-lo — OLHA ESSA CARINHA HORROROSA — Ela bateu no meu rosto. — E ESSE CORPO? CHEIO DE ESTRIAS! — Ela me empurrou no chão, todas as meninas olhavam com medo, parecia que ela fazia isso com todas, comecei a chorar, levantei devagar.
-Vai fugir mesmo garotinha mimada? Seu pai te odeia, sua mãe te odeia, todos te odeiam! MORRE GAROTA! – Foi a última coisa que escutei antes de sair correndo para qualquer direção. Cheguei num lugar aberto e vi que algo brilhava a distância, fui até o objeto verificar. Era uma adaga, engraçado ela estar assim jogada, até que tive um pensamento.
Matar-me não seria má ideia.
Estava cansada de sofrer, estava cansada de sempre ser a rebaixada, de ser a humilhada, a fraca. Quem sabe morta eu servisse pra alguma coisa, talvez comida de monstro. Olhei para aquela adaga com curiosidade e imaginei qual o lugar que seria mais fácil para enfiá-la para que eu não sentisse muita dor... Cabeça seria difícil para fincá-la, coração tem ossos na frente, talvez o estômago? Achei ser a melhor opção.
Levantei a adaga, a Lua estava linda naquele dia, que emocionante, uma cena perfeita para uma morte! Sozinha, com a Lua-cheia brilhando no céu formulando uma sombra de minha posição. Sentada na grama com uma adaga apontada para minha barriga. Fechei meus olhos.
Eu tinha que fazer isso.
Notas finais
Bom, Eu sou MUITO dependente de reviews, se mandarem só um " continue" pra mim já está ótimo, sério.
Se quiserem tem umas redes socias ai pra vocês virem falar comigo:
www.twitter.com/CaampHalfBlood
www.ask.fm/CaampHalfBlood ( pode xingar a vontade aqui que eu respondo rs)
http://www.facebook.com/louise.francoise.351
E bom, acho que é isso, mereço reviews? Quem sabe uma recomendação? Ia ser muito muito legal hihihi
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