Dançando com o Mal
1 Prólogo
O dia estava cinza e nublado. Uma pequena chuva se aproximava e a ventania morna podia ser vista do outro lado da janela. Por dentro a casa se redobrada em tons pastéis, havia sido redecorada várias vezes, e se mantinha iluminada por luzes fracas. Joyce enrolava as pontas de seu rabo de cavalo. Estava sentada num poltrona preta, bem grande e gostosa, e observava com um olhar morto o trajeto do vento. Uma menininha chega na porta do cômodo e seu semblante era inocente.
_Mamãe, a senhora me chamou? — ela pergunta enquanto segura um ursinho no braço. A filha da senhora havia ganhado aquela pelúcia em seu aniversário de 1 ano e guardava ele como seu bem mais precioso.
_Sim, minha filha. Já está na hora do banho. — ela esboça um enorme sorriso para a garota, mas seus dedos tremiam.
Já no banheiro, Joyce imerge sua mão na água e verifica que está morna. Antes de chamar a garotinha ela se olha no espelho. Estava péssima. Adquiriu olheiras horrorosas, seus olhos estavam fundos e o cabelo desgrenhado. Quem a via na rua jamais pensava que tinha plenos 30 anos de idade. Ela chama a garotinha pelo nome. Seu corpo estremece. Joyce cerra os punhos enquanto sorri pra garotinha na sua frente. Ela entra na banheira. Joyce passa a esponja por seus bracinhos e a garota brinca com um barquinho preto. Ela leva o objeto no alto e depois imerge na água. Joyce respira um ar fúnebre. A água já havia esfriado e os pelos de seu corpo se eriçavam.
_Querida, precisamos enxaguar o seu cabelo. — Joyce diz, enquanto ajeitava as madeixas da garotinha. O coração dispara. Ela passa as mãos pela testa da menininha e puxa com força pra debaixo da água. Ela estremece e se debate, tentando escapar.
_VOCÊ NÃO É MINHA FILHA! — Joyce grita e empurra com mais força. O barulho do desespero se aumentava, mas ela não cambaleava. A força aumentava e a garota se debatia. Enfim, o corpo na banheira se aquieta.
_Você não é minha filha. — Joyce repete pela última vez.
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