Danny

1 Meu Deus! Você estava menstruada?


Notas iniciais
não se assustem com o nome do capítulo! Ficou meio, meio não... muito pequeno porque é só uma introduçãozinha, sabem... espero que gostem, e se você for um leitor fantasma ao menos aconpanhe a fic... e se for leitor fiel comente o que achou. Lá vai:

Daniel é um nome de garoto? Bom, eu não sou um garoto. Meu nome é Daniel. Mas ninguém que me conhece me chama de Daniel. Todos me chamam de Danny. Meu pai quem me deu esse nome, ele é um alcoólatra que só atrapalha na minha vida. Minha mãe quase não liga para ele, ela é casada com um cara, muito careta. Eu acho que sou infeliz. Na sexta, ultimo dia de aula. Férias de verão. Eu estava deitada no quintal, como faço todos os dias. — Danny? — chamou minha mãe. Eu não respondi, mas ela veio até mim. — Quantas vezes eu já disse... (Para não deitar na grama) — O que foi, mãe? — Você vai passar as férias de verão com os sobrinhos do seu padrasto. Eles moram em Londres, você já sabia que ia e não adianta voltar atrás porque... — Mãe por favor eu estou tentando pensar, eu sei que meu vôo sai amanhã mas por deus, me deixe pensar. Ela apenas fez a cara de sempre e saiu. — Danny você vai se atrasar! — berrou minha mãe. — Tomara que o avião saia sem mim. — Eu paguei por ele... — retrucou ela. — Azar o seu. — Você não tem escolha. Vamos. Entra nesse raio de carro e vai. Eu me larguei no banco ao lado do motorista enquanto minha mãe colocava as malas no porta-malas. Adeus Malibu. Odeio Londres, mas também odeio Malibu. Londres tem apenas britânicos, e eu odeio eles e os sotaques. Odeio as pessoas de Malibu também, mas não por esse motivo. Quando já havia pegado as malas no despache, passado pelo portão, estava esperando alguém, talvez a mãe de alguma das crianças. Dei um giro de 360º haviam várias pessoas com placas e com... — Olá — disse alguém atrás de mim em um tom de entusiasmo. — O que...? — vi uma placa em branca em sua mão escrito "Daniel" em varias cores nela. Depois ergui os olhos para ver a cara da pessoa, que por acaso era um menino, de cabelos castanhos e olhos também. — Olá — repetiu ele com um sorriso no rosto e ainda mais entusiasmado. — Ninguém me chama de Daniel. — Eu pensei que você fosse um garoto. Mas depois vi o 'Daniel' escrito no seu café e... — Se você não se importa meu nome é Danny, ok? Onde estão seus pais? — Eu só tenho um pai, e ele me enviou aqui para te buscar. — Qual deles é você? — Fred. Quer que eu leve isso para você, Danny? — disse ele, apontando para minhas duas malas. — Por que? — disse eu, com sarcasmo. — Eu não sei... deve estar pesado. Pessoas educadas fazem isso não fazem? — Não importa. — Vamos para o carro — disse ele, andando em direção a porta do aeroporto. — Espera um minuto. Você tem carteira? Quantos anos é que você tem? — Claro. Tenho 16. Eu arregalei os olhos. Eu não sei como exatamente é o sistema da Inglaterra mas eu não estava muito a fim de entrar num carro com um garoto da minha idade dirigindo. Foi assim que alguns garotos da minha escola morreram. Apenas segui ele. Fred pegou minhas malas e tacou no porta-malas, depois entrou no banco de trás. Uma garota de seus 30 anos que estava sentada na direção se virou. — Olá! Sou irmã de seu padrasto, uma das tias de Fred. Eu a ignorei e olhei para ele com os olhos apertados de raiva enquanto ele sorria. Aquele desgraçado me enganou. — Quantas tias você tem? — cinco — disse ele, contando nos dedos. Ele olhou para os rasgos de minha calça jeans vermelha. — Por que você rasgou sua calça? — Você por acaso é idiota? — Não! Eu falo sério, Danie.. Danny. — Eu comprei-as assim. Todo o mundo usa em Malibu, e na Califórnia e tenho certeza de que aqui também. Chegando em sua casa, que era isolada da cidade, eu desci do carro e uma menininha ruiva de seus sete anos veio correndo em cima de mim. — Ela chegou! Ela chegou! Daniel chegou! — gritou ela, e agarrou na minha perna. Ela era do tamanho da mesma. — Você não era homem? — Ah. Miranda deixe ela em paz! Essa é minha irmã, Danny — murmurou Fred, levando a mão até a cabeça. — Meu nome é Danny, caral... — Palavrão perto dela, de preferencia não — interrompeu Fred. Depois de Fred apanhar minhas malas, eles dois me levaram até a cozinha. Havia um garoto encostado na bancada, aparentemente da mesma idade do que eu, tinha os olhos azuis e os cabelos pretos, um garotinho sentado na mesa de café, ruivo como Miranda, e um cão muito grande. — Esse é Victor — disse Fred apontando para o garoto encostado na bancada — É filho do vizinho, e praticamente faz parte da família, e esse é Zack. Ele é dois anos mais velho que a Miranda. Como ela tem 7 anos é o bebê da família. — EU NÃO SOU BEBÊ! — gritou ela. — Ótimo será que alguém aqui pode me mostrar o meu quarto? — Eu! Eu mostro! — disse Miranda. Ela puxou a minha mão e correu para uma escada, depois passamos por um corredor e no final dele havia uma porta entreaberta. — Prontinho! Seu quarto! — disse ela, assim entrando lá comigo e sentado na cama. Eu deixei minhas coisas em um canto e depois percebi que Miranda ainda estava lá. — Olha, gosto de ter privacidade — disse eu, em tom alto e claro. — então, se não se importa... saia! Ela se levantou da cama com uma cara muito abalada e logo depois entrou Fred no meu quarto. Será que eles não conhecem essa palavra? P-R-I-V-A-C-I-D-A-D-E. — Olha, Danny, é o seguinte... sua mãe nos falou sobre você: arrogante, egoísta, anti-social, sarcástica, maldosa, gross... — Eu já sei! Eu queria trocar de roupa então se não se importa... — Eu. Não. Terminei. Você, por favor, pela minha mãe, faça um esforço para ser legal com nós todos! Principalmente Miranda, ela estava tão empolgada com você! — Ótimo. (Idiota) — murmurei. — Eu ouvi — disse ele saindo do quarto. Depois de arrumar meu quarto, tomei banho e me larguei cama. Acabei dormindo, é claro. Acordei com a porra de latido do maldito cão deles. Coloquei minha outra calça, mas dessa vez jeans, minha ugg e uma camisa de alguma banda qualquer que eu tinha. Desci para tomar café. Haviam muitos queijos na mesa, leite, panquecas e coisas assim. Me sentei na ponta da mesma. — Bom dia Danny. Você quer queijo? — disse Fred com entusiasmo — Não como queijo. — Por que? — perguntou Zack, sem entusiasmo nenhum — Sou alérgica á leite de vaca. — Tem queijo de cabra! — disse Fred. — Queijo de cabra são simplesmente os mucos da cabra comprimidos e embalados — disse. Fred, que estava comendo um, fez cara de nojo. Depois de comer uma panqueca fui novamente para o meu quarto e tentar ficar longe daquela gente estranha. Mas como eu disse... eles não conhecem a privacidade. — Posso entrar? — disse Victor. — Na verdade eu não queria mas vai. — Nós estamos indo nadar então... se talvez por algum motivo você quiser ir... — Eu não nado. — Certeza? Você devia... ah esquece, se Fred não consegue falar com você eu não vou conseguir. Se você quiser estaremos ali na frente arrumando as coisas. — Eu não quero. Depois de algum tempo decidi ir junto, mas apenas iria mesmo. Apenas troquei a calça por uma bermuda e a bota por um chinelo, porque ambas eram realmente caras e teria muita bosta de vaca pelo caminho. Quando apareci pela porta, os quatro (Fred, Victor, Miranda e Zack) olharam para mim. — Ela não! Ela vai estragar tudo — choramingou Miranda. — Eu volto então. — Não! Miranda, isso pode ser bom para ela deixar de ser grossa. — murmurou Fred. — Pode vir, Danny. Quando chegamos, eu, idiota, pensando que era uma piscina, Era um lago cercado por pedras. Até era bonitinho o lugar mas a água era suja. Primeiro Zack tirou sua camisa, sua bermuda e ficou de sunga, ele era gordinho, e pulou. Depois foi Miranda. Depois Victor tirou sua camisa e eu fiquei realmente envergonhada com cena. Sabe, ele tinha os músculos bem definidos e... o que eu estou dizendo? Enfim, depois foi Fred, e eu fiquei mais envergonhada ainda e eu tenho que parar de dizer essas coisas. Todos já estavam no rio, menos Fred, e eu é claro. — Danny, vem ver isso aqui! — gritou ele, apontando para o rio. — O que? — Você tem que ver! Me levantei e fui. Me curvei sobre a ponta da pedra. — Não há na... O infeliz me empurrou. Ele me empurrou. Eu bati minha canela em algo afiado, uma pedra provavelmente. Quando consegui chegar a superfície havia um pouco de sangue me rodeando. — Meu deus você estava menstruada? — gritou Danny. — Cala essa merda de boca! Eu rasguei minha canela. Por culpa sua — disse eu, me debatendo para conseguir sair daquele rio. Depois de todos me ajudarem a sair, Victor ligou para o pai dele, que era médico, e nós fomos para casa. — OITO PONTOS?! — gritei — Vamos manter a calma, eu vou costurar e se você tiver nojo de sangue... — Eu tenho. — Certo. Vai doer um pouco, ta? — Quer... talvez, segurar na minha mão? — perguntou Victor. — Cala a boca, vai em frente, pai do Victor... — Brian. — Tanto faz, costura isso. — Ok. Nunca senti tanta dor. Na vida.

Notas finais
Viram? Ficou minúsculo! Mereço reviews? Por favor comentem se está ficando bom...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.