Daniel Alexander
17 Lágrimas, Suor, e Conquistas num Mundo em Transformação
Notas iniciais
Manhattan, Nova York.
Frank esperava ao lado do prédio onde algumas viaturas pararam. Era ali que tinha sido levado a estar, pelo funcionário do Empire State.
Seus irmãos estavam dentro do carro na rua de trás, e qualquer coisa era só Frank correr na direção deles. Phobos e Deimos ficaram um pouco apavorados com a presença das viaturas no lugar.
Acreditava estar perto de pegar o cara o cara que tinha matado sua mãe, ou melhor, destruído sua vida. Ia ajudar a polícia se fosse preciso, era só esperar por uma breca do criminoso que fez Nova York viver períodos de terror.
O jovem estava certo de que ia esbarrar com o Primordial, e por isso, resolveu subir a escada de incêndio do prédio indicado. De mau jeito, chegou na escadaria de metal, e rapidamente já estava chegando no andar indicado, quando escutou o grito da detetive Reyna.
Rapidamente, o descendente de asiáticos estava no lado de dentro do quarto que fora de Jason Grace, chocado com a cena que encontrara. A detetive carregava Nico para a cama, enquanto uma garota, que se parecia com Nico, era contida por Percy.
—Se acalme Bianca! Você não tá vendo que não podemos no exaltar agora? — Reyna gritava com a menina.
— Você quer que eu me acalme, sabendo que meu irmão tem um namorado? Como eu poderia estar calma num momento desses? — Bianca revidou verbalmente a mulher, enquanto tentava se soltar de Percy, que tinha um ferimento na cabeça. — Ele sabe que a castidade é o caminho para os que são como ele, e não se entregar aos atos, a esbórnia.
— Depois discutimos a Teologia do Corpo, antes temos coisas mais importantes para nos preocuparmos. — Percy tentou acalmar Bianca, que chorava e soluçava. — Jason está com a nossa prima, e logo ela poderá estar morta!
— E será horrível, tenha certeza. — Reyna terminou de ajeitar Nico, desmaiado, na cama. — Jason oficialmente não tem mais nada prendendo ele, então ele pode fazer qualquer coisa com Thalia, e se isso ocorrer, você tenha certeza, será adeus para a prima de vocês, e para uma das maiores estrelas da América.
— Então Jason é o tal bandido? — Frank assustou os outros, se fazendo notar. — Eu sabia que não havia algo de certo naquele cretino.
O sino-canadense deu um forte soco na parede e começou a chorar. Então urrou feito um urso, e desabou com os joelhos no chão.
— Frank Zhang, o filho de Emily. — A detetive se aproximava dele. — Nós vamos prender o facínora, tenha calma. — Ela apoiou as mãos nos ombros do menino. — Mas responda uma coisa: como você chegou aqui?
— Eu quero ajudar, eu quero pegar o maldito. — Ele mostrava a face avermelhada do choro. — Eu segui vocês, pra poder encará-lo, e acertar as minhas contas com ele. Eu o quero preso, mofando na cadeia pela morte da minha mãe. O maldito, o maldito! Ele não merece a vida, depois de tirar a vida de outra pessoa.
Reyna abraçou Frank, sendo encarada por Percy segurando uma Bianca silenciada pela chegada do descendente de chineses.
— Nós vamos resolver tudo isso, precisamos apenas de calma, calma e rapidez. — Reyna falou tirando o celular do bolso.
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Hazel estava confortável no puff de seu quarto, enquanto a mãe dormia no quarto ao lado. A menina estava com um lenço sobre a cabeça, com estampas tribais, e lia um livro de aventuras, passadas no Egito, escritas por um tal Carter Kane. Ela se divertia com os acontecidos, enquanto uma música soava pelo quarto, através do rádio.
Hazel gostava de escutar rádio de vez em quando, porque não se sentia bem com a televisão. Tinha o computador que também não fazia muito uso, e o celular, com listas infinitas pelos aplicativos de música. Mas nada lhe tirava o prazer do rádio.
Foi assim, que escutou a chamada de plantão. Eram raros os plantões, ainda mais na vinheta de urgência que foi tocada pelo DJ. Hazel então ficou sabendo.
A notícia era sobre a fuga do Primordial, e a revelação de sua identidade por parte da polícia. Jason Grace, o primo de Percy e de Nico, e que parecia muito chocado naquela ceia de Natal, era o criminoso que queria acabar com a vida do menino de olhos verdes, e pelo visto ainda tinha esse objetivo em mente.
Hazel estava chocada com essa e outras informações passadas pela voz do outro lado. Thalia, a cantora, tinha sido sequestrada pelo próprio irmão, e ninguém sabia para onde a menina tinha sido levada. As informações divulgadas eram para pedir o apoio da população com a caça, a busca, ao criminoso mais procurado de Nova York, desde o início do milênio.
A jovem estava chocada, e soltou algumas lágrimas pensando em como Nico reagiria a toda aquela situação. Hazel sabia que o amigo não era tão forte quanto aparentava, e que isso poderia causar muitos transtornos dentro da complicada mente de Nico di Angelo.
Sem pensar, a menina apanhou o casaco e se vestiu. Saiu com a neve atrás de Nico di Angelo.
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Sally não conseguia descansar sabendo que o filho corria mais perigo do que imaginava. Indo de um lado para o outro, mantinha as mãos unidas em prece para Deus. Queria que seu filho estivesse bem, e salvo de qualquer confusão em que Jason pudesse ter colocado seu filho.
— Meu Deus, onde foi que não percebemos isso? — A mulher chorava para cima e para baixo, angustiada, esperando que o rádio, a tevê, ou a internet desse a notícia da grande tragédia que se abateria sobre o país, e sobre o clã do qual fazia parte. — Por que justo conosco? Por que conosco, Senhor?
A mulher se lamentava murmurante e sofrida, com os olhos vermelhos e o rosto inchado. Seu marido, Poseidon, correu para a delegacia para saber de Percy. Aparentemente o medo de perder o filho fez com que voltassem a cooperar depois de meses de pequenas e grandes brigas ao redor do tema traição.
Sally não podia negar que sabia que Poseidon andava de olho numa secretária da Olimpo, e que a mesma poderia ser já um caso de seu marido. Preferiu arriscar não saber, mas se irritava toda a vez que ela ligava para a sua casa perguntando se o seu marido ia na maldita empresa. Um dia explodiu com o marido e ali começou o caos conjugal, do qual ela queria manter Percy e Tyson longe. Com o mais novo ela conseguiu, mas já percebera que Tyson sabia que algo acontecia com ela o pai do menino.
A mãe de Percy então respirou ainda mais forte, porque sabia da sua parcela de culpa. De como não se importou tanto com Percy por achar o menino muito adulto para a idade, e por isso, saia de tarde todos os dias, sempre para ouvir palavras de um professor universitário que dava palestras num café perto da Brodway. Ela amava aquelas palavras, e tinha medo de se apaixonar por aquele homem, caso a traição de Poseidon fosse confirmada.
— Deus, não permita isso, por favor! — Sally rogava aos céus. — Tire essa inclinação de mim, eu te peço! Por favor Senhor, eu te peço! — A mulher por fim se ajoelhou na sala e chorou mais e mais, como se nunca fossem acabar suas lágrimas, ou como se sua vida fosse apenas luto a partir daquele dia, mesmo sem ninguém ter partido desta vida.
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Leo ficou chocado com tudo o que ouvira, ao ponto de quebrar o vidro da janela com um soco tão poderoso que nem sentiu o sangue que escorreu por sua mão depois disso.
— Mas é um maldito! — Ele gritava. — Como eu pude deixar isso acontecer? Como eu não vi? Estava debaixo do meu nariz esse tempo todo! Que merda! Que merda! Eu quero me bater por ter acreditado naquele infeliz!
— Calma Leo! — Reyna segurava ele para que outro oficial viesse limpar e enfaixar a mão do pequeno latino. — Você não foi idiota por ter acreditado nele, você apenas desconfiou da pessoa errada.
— Coitado do Nico, não acredito que eu pensei que ele fosse o culpado. — Leo pensava alto. — E Jason sabia disso, de tudo. Que idiota Leo Valdez, como você foi idiota! Não enxergou que o infeliz estava ali o tempo todo, debaixo do seu nariz! Puta Madre!
— Olha a boca menino. — Reyna o repreendeu. — Nós já botamos a polícia em peso atrás dele.
— Pelo menos isso. — Leo bufou mais um pouco. — E Annabeth indo ter o pequeno Daniel Alexander. Só espero que o infeliz não resolva aparecer por lá.
— Vire a boca Valdez! — Reyna o repreendeu de novo. — Não agoure o parto da menina desse jeito. Jason deve ficar com Thalia por um bom tempo, até que consigamos salvá-la, porque não vou aceitar outra coisa desses lerdos que trabalham aqui. Depois, e apenas se tivermos uma pequena falha que talvez ele tente algo contra a criança.
— Ele pode reclamar a paternidade dele. — Leo falou para Reyna. — Afinal, ele que pegou a Annabeth, ele que fez aquele crime com ela.
— Sim Leo, mas ele não vai largar a Thalia por enquanto. — Reyna avisou o latino. — Ele vai ficar com ela o máximo possível para garantir que os planos dele vão acontecer. Depois que ele acabar com o Percy, na visão dele, as pessoas deverão reconhecer que ele fez um bem, um favor para a humanidade e vão trata-lo como um herói, um salvador da pátria, que no fundo sempre teve razão em odiar Perseu Jackson.
— Onde foi que eu nunca enxerguei esse Jason? — Leo pensou alto. — Monstro. Quase me matou, e matou o meu avô. Maldito Jason Grace!
— O pior vai ser localizar o cúmplice, ou, os cúmplices. — Reyna continuou sua conversa com Valdez. — Não sabemos se conseguiremos arrancar isso dele.
Leo se levantou e foi pegar um copo de café que a latina tinha comprado para ele. Depois da chegada dela, Percy correu para o hospital para acompanhar Annabeth, enquanto a policial tinha ordenado uma viatura para levar os irmãos di Angelo para casa, além de ficarem de prontidão para qualquer coisa suspeita em frente ao prédio onde além dos irmãos, morava também Percy Jackson. Ela ainda tinha trago Frank, o sino-canadense que estudava na Escola Meio-sangue, para prestar esclarecimentos. Pelo que Leo entendeu, ele apareceu na cena, e Reyna queria saber mais sobre a investigação dele.
— Pelo visto, vamos ter uma pequena força-tarefa de investigação aqui, não é? — Ele riu um bocado depois de tomar o café. Estava fazendo um pouco mais de frio com a chegada do ano novo, além de uma nevasca que prometia parar Nova York após a virada. — Será fantástico ter Frank comigo, você sabe que vamos querer ajuda-la, não é?
— Sim, mas não vou deixar vocês se meterem em situações muito perigosas, nó máximo eu vou pedir conselhos, quando e somente se eu achar necessários. — Reyna respondeu direta e secamente para o rapaz, que a olhou com um sorriso de canto.
— Você sabe que nós vamos continuar, então, não seria melhor, fazer algo como, nos colocar debaixo de suas asas, ó grande líder? — Leo perguntou com tom irônico e recebeu um risinho de canto da detetive.
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Percy estava preocupado com Annabeth e com Daniel Alexander, e também com Thalia, mas agora quem ocupava a parte principal de seu coração era a namorada e o futuro filho.
Enquanto voltavam para a delegacia, após o surto de Jason e a revelação do primo como o Primordial, Percy recebera um telefonema que o deixou preocupado: Annabeth entrou em trabalho de parto, com as contrações vindas depois de uma hora do rompimento da bolsa.
Percy não teve dúvidas e mandou Leo chamar uma ambulância. E assim, o jovem de olhos verdes se colocou ao caminho do hospital.
— Sim mãe, nós estamos bem! — Percy informava Sally sobre o que estava acontecendo. — Eu tô no hospital com a Annie. Logo, logo seu neto vai vir, se acalme.
Percy escutou a mãe do outro lado.
— Meu pai na delegacia? — Percy ficou estarrecido. — Atrás de mim? Meu Deus, quer dizer que todos os jornais já sabem que o Jason é o Primordial, então?
A ligação caiu logo após o garoto receber a informação, e começar a temer pelo futuro da namorada, e de seu filho.
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