Notas iniciais
Galera... O que vcs estão fazendo comigo hein? Eu simplesmente ando muito ansiosa pra vcs lerem os capítulos e saber o que vcs acham... Culpa de vcs kkkkk
Mas, o fato é que hoje ás uma da manhã eu fiz umas capas muito lindas pras três temporadas de Dangerous Woman e ai eu quero mt que vcs vejam kkkkkkkkk (e claro, leiam esse capítulo surpresa).
Boa leitura!
Fecho a porta do banheiro e acendo a luz fluorescente. Estreito meus olhos por causa da claridade e me aproximo da pia do banheiro. Encaro meu reflexo no espelho. Parece que nunca vou me livrar da cara de exaustão e das olheiras debaixo dos meus olhos.
Prendo meu cabelo num rabo de cavalo e começo a escovar os dentes enquanto encaro meus próprios olhos amendoados. Não pareço estar completando vinte anos. Mas nunca vivi tantas coisas como nos últimos seis meses.Termino de escovar meus dentes e lavo o rosto. Encaro meu reflexo e sinto meus olhos arderem subitamente. Eu deveria estar com ele. Kyle deveria estar aqui comigo, eu deveria ter dormido com ele e não com Matt. Ele deveria estar ali comigo. Ele.Coloco a mão na boca para impedir que o soluço se torne alto demais e me encosto na parede. Sinto as lágrimas escorrerem por meu rosto. Não sei quanto tempo passo dentro do banheiro, talvez uns vinte minutos até que eu tenha parado de chorar e meus olhos estejam menos inchados. Mas ainda sim, se Matt olhar-me nos olhos, ele perceberá e eu não quero magoá-lo porque ele fora ótimo comigo. Tem sido ótimo e a noite que passara não fora ruim. Contudo, eu não conseguia me livrar do sentimento de culpa, não conseguia parar de reviver o momento em que vira Kyle saindo do bar com o braço ao redor dos ombros de Lara.Respiro fundo antes de abrir a porta do banheiro e sair. Quando apareço na cozinha, vejo que Matt está com a porta do apartamento aberta e está encostado na soleira da porta. Está fumando. Ele vestiu sua calça jeans que já está seca mas continua sem blusa. Também está descalço. Observo-o levar o cigarro até a boca e ele tragar profundamente. Ele olha para mim e nós ficamos nos olhando por um tempo sem dizer nada ou se mexer. Observo seus cabelos loiros desgrenhados e sua barba cerrada da mesma cor dos cabelos. Ele assopra a fumaça que sai por porta afora com os olhos vidrados em mim.Eu começo a me movimentar na cozinha quebrando aquele momento de "observação". Abro a geladeira e pego o pó de café. Levo algumas colheres até o coador da cafeteira e a ligo. Torno a guardar o pó de café na geladeira e viro-me para olhar para Matt que está sentado na banqueta me observando.–O que você gostaria de comer?Seus olhos parecem faiscar e ele reprime um sorriso. Reviro os olhos e pego a colher de pau em cima da pia para bater em seu ombro. Matt ri e segura a colher antes que eu possa bater nele com ela. Agarra meu pulso com uma mão e com a outra, puxa-me para perto dele, a mão nas minhas costas.Sinto meu coração disparar de repente. Nossos narizes estão quase se encostando e eu quero evitar qualquer outro tipo de contato.–Panquecas? — sugiro.–Pode ser. — ele não deixa eu me afastar dele. Suas pernas estão abertas e eu estou entre elas. –Da última vez que lhe ofereci panquecas, você saiu sem mais nem menos e me deixou sozinha.Ele suspira e tira a mão das minhas costas; passa a mão pelo cabelo e dá de ombros.–Tive que fazer isso senão ia enlouquecer. Mas não vou fazer isso de novo. Vou comer suas panquecas.Me afasto e vou para a pia. Pego uma bacia de inox no armário e começo a misturar os ingredientes para a massa.–Quando você adquiriu a cicatriz no quadril?Franzo o cenho e olho para ele com o pacote de farinha de trigo na mão.–Como você viu ela? Ela é... minúscula!–Eu esperei pela noite passada por meses. Eu cheguei até aqui então tinha que memorizar e reparar em cada detalhe, não sei se voltarei a ver de novo.Sua resposta me pega de surpresa. Ele está me intimando e me sinto desconfortável e constrangida sobre aquilo. Matt me observa com fervor enquanto eu guardo o pacote de farinha.–Eu... caí de uma árvore quando era pequens e rasguei o quadril em um galho. — explico. — Tive que levar uns pontos.–Você era uma garota arteira.Olho para seu rosto e dou risada quando vejo que ele está se segurando para não ir.–Um pouco. Mas e você?Despejo um pouco de massa na frigideira antiaderente e torno a olhar para Matt.–Eu não tenho nenhuma cicatriz. Não escalava árvores.–Me conta mais sobre você. Não sei quase nada sobre o cara que está na minha cozinha. Acho que tenho o direito de saber, não?Cruzo os braços em frente ao meu corpo e Matt sorri de lado. Ele coça a nuca e diz:–Tudo bem, o que você quer saber.–Como é sua família?Ele arqueia as sobrancelhas.–Minha família é... um pouco destruída. Meu pai foi embora quando eu tinha seis anos e me deixou com a minha mãe e minha irmã mais velha. Ela tinha dez anos na época.Aquilo me causa um sentimento estranho. Será que nenhum de nós tínhamos a velha e desejada perfeita família feliz dos comerciais de margarina?–Eu não sei muito o que falar. Minha mãe sempre trabalhou duro para sustentar a mim e a minha irmã. Ela trabalhava de garçonete de dia e de tarde e nas sextas e sábados, trabalhava como enfermeira num hospital pequeno em Sydney. Minha irmã cuidava de mim e eu brincava de destruir suas bonecas que ela não brincava mais, mas insistia em guardar.
Sorrio de lado e ele também. –Bom, quando cheguei no ensino médio decidi que queria fazer Artes Plásticas porque sempre gostei muito e tentei entrar em algumas universidades como a Pen State e a NYU. Eu passei nas duas mas optei pela NYU por algum motivo que não sei qual. Talvez Deus. — ele dá de ombros. — Vim para Nova York com três mil dólares e arrumei um emprego numa companhia de cartões de felicitações duas semanas depois. Aqui estou eu.Arqueio as sobrancelhas.–Você faz cartões? Você os cria, escreve as mensagens?Ele concorda com os braços cruzados.–Você é bom?Ele dá de ombros.–Posso te mostrar alguns algum dia e você me fala.Concordo com a cabeça.–A panqueca está queimando.–Hein? É algum tipo de felicitação para seus cartões? — pergunto com o cenho franzido.Matt se levanta da banqueta com a sombra de um sorriso no rosto e vem até meu lado e apaga o fogo do fogão. –Não, a panqueca está queimando.Só agora vejo que a massa se carbonizou. O cheiro começa a subir. Eu gemo.–Que tal irmos ao Starbucks? — ele sugere.
Notas finais
Vcs gostaram do capítulo? E da capa?
Bom, só quero alertá-los que a partir do próximo capítulo, vai ser uma coisa muito louca. Vão acontecer muitaa coisas num único só dia. Que aniversário dona Alice!!!
Espero vcs na segunda ;) amo vcs
p.s.: o que vcs acham que vai acontecer?
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