Notas iniciais
Oi pessoal! Tudo bom com vocês? Espero que sim!! Acho que vocês ficarão bem surpresos com esse capítulo e quem aparecerá nele...
Bom, boa leitura!! ;)
Na manhã seguinte quando acordei, Kyle não estava mais na cama. Quando saio do quarto, vejo Sam tomando uma xícara de café fumegante e Kyle em pé encostado na pia tomando café também. Ambos olham para mim ao mesmo tempo. Eu dou um sorriso murcho para Sam e ele retribui da mesma maneira. Olho para Kyle. Ele parece cansado também e me estende uma xícara de café. Me aproximo dele e pego a xícara de sua mão.
—Obrigada. — falo com a voz rouca.Kyle passa o braço por minha cintura e Sam olha para mim.—Acho que tenho que te dar os parabéns.Franzo o cenho levemente e depois olho para Kyle.—Contou para ele?—Sim. — ele responde dando de ombros.Torno minha atenção para Sam.—Obrigada. — dou o melhor sorriso que posso. — Você está bem?—Vou ficar bem. — ele diz se levantando da banqueta e pousando a xícara de café no balcão. — Ele me ligou, quer conversar.Concordo com a cabeça.—Obrigado por... ontem. — Sam parece extremamente constrangido. — Eu... ligo pra você depois pra conversarmos melhor, tudo bem bonequinha?Sorrio de lado.—Sim, claro Sam.Ele pisca para mim.—Eu acompanho você. — Kyle diz e sai do meu lado.Sam pisca para mim e se dirige até a porta. Observo Kyle abrir a porta para ele e Sam falar mais alto para que eu ouça:—Tenham um Feliz Natal.—Obrigada. — respondo mais alto também para que ele possa ouvir.Logo depois ouço a porta se fechar e Kyle volta para a cozinha. Ele para a minha frente e coloca meu cabelo atrás da orelha.—Você está bem?Respiro fundo.—Acho que sim. Não sei. Me sinto... estranha.Ele concorda com a cabeça.—Olha eu sinto muito por ontem, tudo bem? Sinto muito por ter quebrado o seu abajur, por ter ficado com raiva pelo CD e por falar aquelas coisas para o seu irmão. Eu só... não aguento mais essas coisas. Só não quero te ver triste.Pouso a caneca de café na pia e solto um longo suspiro. Encaro meus pés cobertos pelo par de meias brancas.—Está tudo bem, Kyle.—Não, não está. Você está triste. Estou vendo isso.Não quero começar a chorar novamente.—A culpa não é sua. Eu já sabia que você ia ficar com raiva por causa do CD. E Sean provocou e ele está errado. Eu só estou triste por isso. Não com você.Ouço Kyle suspirar e me envolver num abraço apertado. —Ah boneca... queria que as coisas fossem mais fáceis.—Eu também. — minha voz sai abafada porque estou com o rosto enterrado em seu peito.Suas mãos passeiam por minhas costas por debaixo da blusa. Não sei o que ele está tentando fazer mas acho que agora ele se sentia mais tranquilo quanto ao sexo já que o médico dissera que não tinha problemas desde que eu me sentisse disposta. O fato é que naquele momento eu não me sentia. Olho para seu rosto e digo:—Já está bem tarde. Vou começar a preparar algo para comermos no almoço. — Passavam-se das onze da manhã. Kyle tira as mãos das minhas costas e concorda com a cabeça. Abro a geladeira e começo a pensar em fazer um macarrão com almôndegas. Precisava ocupar minha mente com alguma coisa antes que acabasse jogada no sofá ou na cama chorando.***Estávamos sentados no sofá assistindo a uma maratona de episódios de uma série de comédia e comendo o macarrão com almôndegas. Pela janela, podia ver que a nevasca tinha cessado mas o céu nova iorquino ainda era um manto cinzento e escuro. Estava tudo tão calmo e silencioso; pacífico. Era o que eu precisava naquele momento. A árvore de Natal estava chamando minha atenção na outra extremidade da sala. As luzinhas brancas se apagavam e acendiam repetidamente em diferentes ritmos. Kyle estava terminando de comer pela terceira vez e eu pela segunda.—Isso está tão bom que gostaria de me casar com esse macarrão em Las Vegas.Sorrio para ele.—Estou vendo que gostou.Levanto-me do sofá com meu prato vazio na mão e digo:—Vou ao banheiro.Atravesso a sala e vou para a cozinha. Largo o prato dentro da pia e me dirijo para o banheiro. Encarar meu reflexo no espelho era uma coisa que eu estava tentando evitar nos últimos dias. Meus olhos sempre pareciam cansados e com manchas arroxeadas debaixo e minha cara estava bem desanimada. Enquanto escovo os dentes, penso que no dia seguinte será véspera de Natal e eu não comprei nada para Kyle. Não queria chegar nele e dizer "Vamos sair para comprar seu presente?". Tinha que ser uma surpresa. Mas estávamos grudados desde que chegamos da pequena ilha no México. Desde então, Kyle não tinha voltado para seu apartamento nenhum dia.Meus devaneios são interrompidos quando ouço a campainha ser tocada. —Atende a porta para mim, Kyle. Já estou indo. — grito do banheiro.Enxáguo a boca rapidamente e guardo a escova de dente. Saio do banheiro dizendo:—Você atendeu a por...Não termino de falar pois vejo minha mãe, com seus cachos loiros definidos parada na porta. Ela tem uma bolsa vinho pendurada no braço e veste um suéter de cashmeare branco combinando com uma calça preta e sapatos pretos de salto.
Kyle está parado ao lado da porta e me olha. Não consigo ler sua expressão. —Mãe? — pergunto.—Olá Alice. Não vai me convidar para entrar?Kyle e eu trocamos um olhar. Acho que ambos pensamos a mesma coisa: que nada do que sair dali pra frente vai ser algo bom. Já posso sentir a ansiedade pré-estresse se instalando no ar.Minha mãe me olha com uma expressão séria e com as sobrancelhas perfeitamente arqueadas esperando que eu diga alguma coisa.Eu engulo em seco e digo, sem muita certeza de que é uma boa ideia:—Entra.Minha mãe dá três passos a frente e agora está dentro do apartamento. Ela olha para Kyle que ainda está com a porta aberta. Eles se encaram por um momento e Kyle desvia o olhar, fechando a porta.Observo minha mãe olhar a árvore de natal.—Árvore bonita. Me sinto desconcertada.—Ah... obrigada.Ela volta sua atenção a mim. Kyle está encostado na porta com os braços cruzados em frente ao corpo.—Eu preciso falar com você. — ela olha para Kyle atrás dela e depois para mim novamente. — A sós.Arqueio as sobrancelhas e digo:—Por que Kyle não pode ouvir?—Ah francamente, Alice! — minha mãe dá um passo para o lado e olha para Kyle e depois para mim. — Será que não podem desgrudar por um momento sequer? Eu não vou te matar, você é minha filha!Kyle dá um sorriso de deboche e murmura alguma coisa para si mesmo que eu não entendo. —Tudo bem, Ally. Eu... tenho que sair para comprar umas coisas. — ele anda até onde eu estou e me dá um beijo na testa.Quero implorar para que ele não me deixe aqui sozinha com ela. Mas não digo nada. Ele vai para o quarto e logo depois volta vestindo sua jaqueta de couro.Minha mãe o analisa de cima a baixo e ele passa por ela sem dizer nada. Kyle abre a porta e diz:—Qualquer coisa me liga.Dou um sorriso murcho e minha mãe bate o seu salto impaciente no chão. Acho que faz força para revirar os olhos.Kyle fecha a porta. Sei que ele não queria me deixar ali. Minha mãe não é confiável. Não que eu pensasse que ela iria me matar. Mas sua língua era um veneno quase todas as vezes e ela me matava todas as vezes.—Você quer almoçar? — pergunto.
Notas finais
Mamãe megera apareceu hein. O que vocês acham que vai acontecer no próximo capítulo? Deixem seus palpites aí!
Beijos grandes, amo vocês ♥
Não deixem de comentar!!! A fic já tá acabando e é uma maneira da gente se comunicar e aproveitar esse restinho.
Faltam só mais cinco capítulos :'(
Lê ♥
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