Notas iniciais
Oi pessoaaaal! Tudo bem com vcs?Eu espero que sim! Hoje essa escritora chata aqui tá completando 18 anos!!! Uau. Tô velhona. Socorro!! Hsuahahu Espero que gostem desse capítulo ;)

Eu estava quase terminando meu trabalho com a árvore. Ela estava ficando realmente linda. Tinha tirado a touca e prendido o cabelo em um coque alto. Estava sentindo calor agora que tinha ligado o aquecedor do apartamento.

Estou parada ao lado do balcão tomando uma xícara de café preto.

–Espero realmente que você não seja esquentadinho assim, sabia? — falo olhando para minha barriga. — Ou esquentadinha. — acrescento.

Torno a olhar para a árvore. É estranho estar falando com a minha barriga.

A árvore já está toda decorada com bolas douradas, vermelhas e brancas. As luzinhas brancas também já estavam ao redor dela, só faltavam alguns canudos para enfeitar alguns galhos.

Recomeço a mexer na sacola e imediatamente a campainha toca. Penso que deve ser Kyle. Mas me surpreendo ao abrir a porta e ver que é ninguém mais ninguém menos do que Sean. Seu sorriso se alarga ao me ver. Ele parece ainda mais alto se aquilo fosse possível. Estou pasma e surpresa.

–Surpresa! — ele diz.

Continuo olhando para ele por um momento apertando a maçaneta da porta. O sorriso de Sean vai se esvaindo.

–Nossa, você está bem surpresa mesmo.

Pisco algumas vezes e gaguejo. Penso na minha barriga, no que está dentro dela.

–Eu... desculpe. Oi! — sorrio para o meu irmão e o abraço.

Ele sorri e me dá um abraço apertado.

–Acho que cheguei em boa hora. — ele entra no apartamento e fecha a porta. Observa a árvore de Natal. — Está linda.

Sorrio um pouco desanimada.

–Obrigada.

Sean estreita os olhos e coloca a mochila preta em cima do sofá.

–Você está bem?

–Sim. — tento parecer indiferente. — Quer um café? -pergunto indo para a cozinha e já pegando uma xícara para servi-lo.

–Claro, quero sim.

Sirvo metade da caneca vermelha com café preto. Sean senta-se na banqueta e pega a caneca da minha mão.

–Como está a Tilly? — pergunto me escorando na pia e cruzando os braços.

–Ah ela está bem. Está na casa dos pais.

Concordo com a cabeça.

–Você vai passar o Natal com eles?

–Mamãe e papai foram convidados por eles para irem para Chicago e passar o Natal lá, mas sabe como a mãe é. Não sei se ela vai.

Arqueio as sobrancelhas e concordo com a cabeça.

–Tem falado com eles?

–Não. — respondo. — Desde o Dia de Ação de Graças.

–Ally...

–Sean, não. — ergo a mão para pedir que ele pare de falar. — Por favor.

Ele fica me olhando.

–Você vai ficar aqui até quando?

–Ah... vou voltar para Chicago na segunda de manhã. Podemos passar o domingo juntos.

Concordo com a cabeça.

–Seria ótimo.

–Você pode ir pra Chicago também.

Balanço a cabeça negativamente.

–Não dá. Mas eu agradeço o convite.

Sean me olha de um jeito estranho, me analisando minuciosamente como Kyle vive fazendo. Observo seus olhos se estreitarem e ele olhar em volta. Seus olhos pairam nos cacos do abajur no chão.

–E o Kyle, onde está?

–Saiu. — digo. -Logo deve aparecer aí.

–Vocêa brigaram?

Dou de ombros.

–Não é nada, na verdade. É só por causa de um CD idiota.

Me sinto mal chamando o presente mais legal que eu ganhara de idiota, mas eu estava irritada com Kyle e se ele chegasse com a cara machucada eu seria capaz de socá-lo.

Sean assente.

–Como foi a viagem? O México é bonito?

–Bastante. — sorrio de lado. — Deve levar a Tilly lá.

Sean assente e eu saio da cozinha. Volto minha atenção à árvore na sala e continuo a enfeitá-la com os canudos que aindanfaltam.

–O que foi, Alice? Você está... diferente.

Olho para o canudo branco e vermelho em minhas mãos. Olho para o rosto ansioso do meu irmão. Seus cabelos espetados e castanhos estão desgrenhados. Não sei se devo contar, mas seu olhar é inquisidor sobre mim.

–Estou grávida. — digo.

A boca de Sean se escancara imediatamente e ele pousa a caneca no balcão. Ele levanta da banqueta e me fita paralizado boquiaberto. Essa era a reação que eu temia.

–Como é?

Não falo nada. Continuo a olhá-lo e respiro fundo. Amasso o canudo em minhas mãos.

–Alice... Como assim grávida?

–Grávida! — digo perdendo a paciência. — Você já sabe como funciona. — suspiro.

Não aguento o olhar do meu irmão sobre mim. Ele parece não acreditar e estar me censurando. De certa está pensando o quanto sou irresponsável e outras coisas.

–Alice isso é tão... inapropiado! Você tem vinte anos e...

–Você acha que eu não sei? — o interrompo. — Acha que eu não estou... assustada com isso? Como acha que eu estou me sentindo?

Ele me olha em silêncio.

–Olha, eu entendo tudo o que você quer me falar mas não é disso o que eu preciso. Eu preciso que você não me olhe dessa maneira e não diga que sou irresponsável.

Sean suspira exasperado.

–Alice, eu sou seu irmão e seu melhor amigo. Eu sinto muito mas nem sempre vou ser compreenssível.

Sinto meus olhos começarem a arder. Sinto-me raivosa. Lá vem as malditas lágrimas novamente! Argh!

–Eu só não entendo. Vocês tinham dado um tempo e...

–Eu já estava grávida. No feriado eu já estava grávida. Mas o teste tinha dado negativo.

Sean coloca as duas mãos em sei rosto.

–O que você vai fazer? — ele pergunta. O som da sua voz sai abafado.

–Não sei. — respondo sinceramente.

– E quanto ao Kyle? Onde ele está? Ele sabe, ele...

–Sim, Sean ele sabe! Você pode, por favor, não me tratar como uma criança?

–Eu só estou preocupado, Alice. Você é minha irmã e está... — ele não termina de falar.

Nos encaramos.

–Sabe como nossos pais vão reagir a isso...

–Quer saber? Foda-se! Eu que me banco agora e não eles. Eles não têm nada a ver com isso...

–Não é bem assim, Alice...

–É sim! Não vou aceitar a mamãe vir falar qualquer coisa para mim. — as lágrimas saem dos meus olhos. — Ela não tem esse direito. Nenhum de vocês têm! Não é disso que eu preciso. De nenhum de vocês. Eu caminho com as minhas próprias pernas há algum tempo já. Eu e Kyle fazemos isso e daremos um jeito. Agora, se você tem alguma palavra de apoio para me dar, eu agradeço. Caso o contrário, peço que não fale nada. — meu tom de voz é histérico e choroso à essa altura.

A campainha toca no mesmo momento. Eu bufo e viro-me de costas para Sean. Destranco a porta e vejo Kyle parado com uma sacola branca e grande na mão. Ele franze o cenho a ver meu rosto vermelho e banhado em lágrimas e olha para Sean há alguns metros de mim. O silêncio se instala. Os dois se encaram.

Notas finais
#tenso hein. o que vocês acham que vai acontecer no próximo? Me contem aí nos comentários! Beijos. amo mt vcs lê ♡