Notas iniciais
Olá meus amores! Como vocês estão? Chegou nossa #DangerousWednesdau graças ao bom Deus!!! Yaaay! Espero que gostem dessr capítulo ,)

Passar seis horas dentro de um avião não me parecia nada divertido, mesmo que eu estivesse indo de primeira classe. Mas, quando entrei no avião, senti uma sensação de alívio, como se fosse uma fugitiva fugindo dos policiais. Mas do que eu estava fugindo?
Após sentar na poltrona ao lado da janelinha redonda e colocar o cinto de segurança, peguei meu headphone e procurei por alguma música que me acalmaria. Nada parecia me acalmar. Eu estava me sentindo agitada e o café só piorara as coisas. Depois de procurar por minha lista de músicas, decidi colocar o álbum inteiro XX da banda The XX para ouvir. Eles tinham vozes suaves e calmantes. Se eu fechasse meus olhos, poderia fingir que estava em um lugar calmo, me sentindo calma. Talvez eu poderia dormir com o headphone nas orelhas no último volume.
O avião começou a decolar e aquela sensação de frio na barriga me ocorreu como sempre me ocorria quando os aviões decolavam. Pela janelinha consigo ver o chão ficando cada vez mais para trás. Depois que passamos das nuvens, não há mais nada para ver. Nada mais do que um manto branco de nuvens e um céu muito azul que estava escondido atrás delas. Sorrio. Quase me esquecera de que eu gostava sim de andar de avião; mas naquela manhã eu me sentia estranha e queria chegar logo ao meu destino. Entretanto, seria bom apreciar um pouco daquela vista exótica.
Quando a aeromoça passa ao lado da minha poltrona peço para ela me trazer uma garrafa d'água e ela sorri dizendo que me trará em um instante. Agradeço e torno a olhar pela janelinha enquanto ouço as vozes suaves e os toquinhos de Hot Like Fire.
***
Felizmente não tive dificuldades para dormir durante o voo. Talvez eu estivesse muito cansada já que, geralmente, eu não dormia durante voos. Acordei vinte minutos antes do piloto anunciar que estávamos na ensolarada Califórnia e logo decolamos.

Quando eu estava passando pelo portão de desembarque depois de pegar minha mala na esteira, chequei meu celular para ver se havia uma mensagem de Kyle. Não havia, mas havia uma de um número desconhecido.

"Espero que não conte para o Kyle que nos encontramos. Não é como se isso fosse proibido, certo? Gostei de te ver".

Arregalo meus olhos e paro de repente. Sinto alguém esbarrar em mim e viro-me para trás. Antes que eu possa dizer alguma coisa, um homem na casa dos quarenta me olha de cara feia carregando sua mala no ombro. Torno a olhar para o meu celular e releio a mensagem mais algumas vezes. Como diabos ele conseguiu meu número?

– Senhorita, não pode ficar aqui. Está atrapalhando a passagem dos passageiros.

Olho para cima e olho para um guarda moreno me olhando atencioso.

– A senhorita está bem? — ele pergunta.

– Ah, sim. — gaguejo. — Me desculpe, eu já estou indo.

Recomeço a andar e viro á direita. Vejo meu irmão grande com seus cabelos castanhos e arrepiados me olhando e sorrindo radiante. Ao lado dele há uma garota menor do que ele — o que não é difícil de imaginar — de cabelos castanho escuro e lisos. Ela também sorri. Então provavelmente essa é a líder de torcida.

Sorrio para meu irmão querendo esquecer a mensagem que está no meu celular e saio correndo arrastando a mala de rodinhas. Ele dá risada quando eu pulo em cima dele e passo as pernas ao redor de sua cintura. Ouço uma risada fina ao nosso lado como sinos batendo.

– Que saudade! — ele me aperta em seu abraço.

–Eu também senti saudades. — digo e ele me coloca no chão.

Olho para a garota ao lado de Sean. Ela é bem branquinha, tem sardas no nariz e olhos castanho escuro. Ela está usando um batom rosa claro.

– Oi. — eu digo e sorrio. — Então você deve ser a líder de torcida.

Sean revira os olhos e ela ri olhando para Sean e depois para mim.

– Eu sou a Tilly. — ela estende a mão para mim.

Pego sua mão cumprimentando-a.

– Então você tem um nome! O Sean só sabia falar que você citava Hemingway.

Tilly e eu rimos e ambas olhamos para Sean que me olha tentando reprimir um sorriso. Ele está levemente corado, isso faz com que eu dê mais risada.

– Nossa, hoje é o dia de um milagre. Nunca pensei que veria Sean Carson ficando vermelho.

– Ah cale a boca e vamos para o carro.

Dou risada e passo o braço ao redor da cintura do meu irmão. Tilly pega a outra mão de Sean. Tento não achar isso estranho.

***

Sean veio me buscar no carro de papai, uma Range Hover preta espaçosa. Ele e Tilly foram no banco da frente e eu no de trás. O clima em Los Angeles estava gostoso e até ensolarado. Estava ventando um pouco, mas o Sol raiava no céu. Como sempre, o querido estado da Califórnia sempre ensolarado, até mesmo no Outono.

– E então, como foi de viajem? — Sean pergunta.

– Ah eu dormi praticamente o voo inteiro. — dou de ombros. — Então foi bom.

Tilly ri e olha para trás.

– Você já conseguiu falar com o seu namorado?

Olho para meu celular em minha mão. Não quero mexer nele agora.

– Ah na verdade não. Mas quando chegarmos na casa dos meus pais, eu ligo para ele ou mando uma mensagem.

– Como ele está? — Sean pergunta e me olha pelo retrovisor.

Sorrio amareladamente e olho pela janela.

– Está bem. Foi para a casa do pai dele.

Tilly e Sean entraram em uma discussão entre eles sobre alguma estação de rádio e o estilo de música que seria mais apropriado ouvir naquele momento e eu só conseguia pensar na maldita mensagem que Matt havia me mandado. Como eu não podia contar para Kyle? Talvez Matt tivesse razão. Não era nada demais afinal. Foi por um acaso. Mas eu sabia o porquê eu estava tão... "abalada" com a mensagem. Foram as últimas quatro palavras que ele escrevera.

Eu quase me esquecera do quanto eu gostava de Los Angeles. Das suas Interestaduais largas, dos prédios e viadutos, dos cafés por todos os lados, as boutiques e os coqueiros.

***

A casa onde eu morei toda minha vida era em uma casa um pouco mais afastada do subúrbio de Los Angeles, perto de uma colina. Ao avistar o portão automático e branco da casa, sinto um frio na barriga. Fazia um bom tempo que não vinha para casa. Sean abre o portão com o controle e entra com o carro no gramado, subindo a rampa inclinada e estaciona o carro na pequena garagem sem portas. É apenas um lugar coberto para o carro ser estacionado.

Saio do carro e estico as pernas. Demoramos quase uma hora e meia para chegar em casa.

– Você está bem? — Sean pergunta enquanto e olho para o gramado que nos cerca.

– Sim. — digo. — Só... Estou feliz por Kyle não ter vindo, entende? Não acho que ele ficaria confortável aqui.

Sean sorri de lado.

– Ele ainda não sabe que nossos pais são ricos?

Suspiro e dou de ombros.

– Talvez imagine.

– Uma hora você vai ter que trazer ele aqui.

Olho de cara feia para Sean e cruzo os braços. Ele coloca minha mala no chão e abaixa a porta do porta-malas.

– Só estou dizendo. Vamos entrar.

Sigo meu irmão até a porta da casa estilo vitoriana.

Notas finais
E aí? Gostaram desse capítulo? Me sinto na obrigação de indicar a banda que eu citei no capítulo pra vocês ouvirem. As músicas são muito gostosas de ouvir.. Super recomendo, viu? Em especial, a minha preferida de todas se chama Intro e ela é instrumental e um absurdo de gostosa de ouvir... Confiem em mim! Espero que tenham gostado do capítulo. Espero vocês na sexta-feira na nossa #DangerousFriday! Beijinhos, Lê.