Dangerous Ways - Caminhos Perigosos
17 17 - Rapto III
Notas iniciais
Mais um cap. o último do rapto
Algumas lágrimas corriam minha face silenciosamente. A porta foi aberta e alguém entrou. Muito provavelmente uma enfermeira qualquer. Eu estava de costas para a porta por isso nem quis saber.-Ei, garota. Acorda. – A enfermeira me cutucouEu não me movi. Não queria ser “acordada”, mas ela continuou insistindo.-Acorda logo porra. Eu não tenho o tempo todo. Será que esses enfermeiros doparam ela? Que merda. Ela é grande demais para eu carregar. – A garota falou e só ai eu percebi que a voz me era conhecida-Mary? – Perguntei me virando-Não, é a mãe Joana. Anda logo. Vista suas roupas. Temos de sair daqui. – Ela sussurrou olhando para trásEu abri um largo sorriso e saltei fora da cama. Fui até o armário onde tinham minhas roupas e comecei me vestindo.-Que você tá fazendo? – Alguém falou entrando no quarto-Era mesmo isso que eu ia perguntar. Que você pensa que tá fazendo? Tá querendo fugir, é mocinha. Volte já para a cama. – Mary falou vindo até mim e me puxando pelo braço pra me deitar na camaAntes de se virar para sair ela piscou o olho pra mim e em seguida foi ter com o enfermeiro que continuava parado na porta do quarto olhando nós duas suspeitamente.POV AlieMas que puta merda de sorte! Que esse coroa tinha de vir agora no quarto dela? Ainda por cima vai ficar aqui feito dois de paus olhando nós duas. Vou ter de tomar uma atitude.Passei por ele e pisquei o olho o olhando de alto a baixo. Ele deu um sorriso matreiro e cuidou minha boca de cor vermelho vivo, por causa do batom. Fiz um sinal com a cabeça para ele me seguir para fora do quarto e ele assentiu discretamente. Saiu na minha frente e só deu tempo de eu fazer um sinal pra Renesmee continuar se vestindo e me esperar.-Você é nova aqui, certo? – O coroa me perguntou passando com a palma da mão no meu braçoFiz um enorme esforço para não chutar ele e o xingar de tudo quanto era nome. Abri um sorriso sedutor e passei a ponta dos dedos pelos botões da camisa branca dele.-Aqui eu sou nova. Fui transferida. – falei com um tom de voz super doce-E porque foi transferida? – Ele perguntouMas que cara mais inchirido. Pior que mulher. Mary Alice Brandon. Você vai ter de inventar alguma coisa super convincente o mais rápido possível.-Problemas pessoais. Caso amoroso. Se você me entende. – Falei me encostando na parede e passando a mão nos botões do meu fato de enfermeira o que fez ele seguir essa mesma trilha que eu tava traçando, com os olhos-Algum médico?-Meu chefe.-Uuuh. Deve ter sido sério então. Pra ele pedir sua transferência.-Na verdade fui que pedi transferência. Eu achei que não estava certo andar com meu chefe. Sendo que ele era casado. Estava me envolvendo demais. E isso iria acabar mal para o meu lado. Como todo mundo sabe, a corda rebenta sempre para o lado dos mais francos. – Falei fazendo uma carinha triste-Ei. Não faz essa carinha não. Aqui você estará em segurança. Com certeza vai encontrar uma cara que a mereça. – Falou certamente se referindo a si mesmoArgh, credo. Esse cara não se toca não? Tenho idade pra ser filha dele. Merda de vida. Esse cara não tem mais nada que fazer na droga desse hospital?Meu celular tocou, com certeza um torpedo das meninas me apressando.-É ele? – O enfermeiro perguntou vendo a expressão do meu rosto mudar-É? – respondi seca mandando um torpedo de volta-Porque você está respondendo? – Oh cara curiosoMas que merda? Vai ficar me perguntando tudo. Só falta querer saber qual meu nº de conta bancária e morada. Eu o abracei e fingi jorrar lágrimas.-Eu ainda não o consegui esquecer. Preciso tanto de conforto e carinho. Preciso de um homem forte e que me compreenda. – Choraminguei alisando o braço dele-Eu estou aqui. Você agora terá um homem de verdade. – Ele falou aproximando seu rosto do meuEu fui me afastando cada vez mais até não mais puder. Nem morta que eu vou beijar esse velho babão. Nem que a vaca tussa, o gato vista cueca e a girafa faça pirueta. Abracei-o de novo enterrando meu rosto no ombro dele.-Obrigada. Obrigada mesmo. – Choraminguei e funguei – Você tá sendo como um pai para mim. – Falei cortando toda a possível onda que o cara estivesse tendoÉ. Fiz ele cair feio. Mal falei as derradeiras palavras e ele me soltou e me encarou de cara fechada.
-Pai!? – Me questionou me segurando pelos braços-É. Pai. O meu morreu faz tempo. E você me faz muito lembrar ele. Seu nariz, seus olhos, sua voz. Eu o amava muito. Foi muito bom eu ter mudado para aqui. Agora encontrei um verdadeiro alento. Papai. – Provoquei e ele fez cara de horrorizado-Eu…Eu preciso ir moça. Passe muito bem. – falou me dando costasAté que enfim esse velho se tocou. Affe. Só a mim pra essas coisas. Logo corri para o quarto da garota e ela já estava pronta. Ah, essa garota vai pagar direitinho por me fazer passar por tudo isso. Ah se vai. E eu vou cobrar alto. Agora sim podem me chamar de cabra.(CABRA)Você não pode!-Vamos logo. Já perdemos muito tempo. – Articulei bastante arreliada por ter tido de seduzir um cara com o dobro (se não o triplo) da minha idadeSentei-a na cadeira de rodas que eu tinha encostado no canto do seu quarto, bem atrás da porta e logo seguimos. Passamos por algumas enfermeiras e meu coração acelerou. Pior é que a garota dava muita mais bandeira que eu.-Fica queta se não quer ficar aqui. – Ameacei e ela apenas abanou a cabeçaMandei um torpedo para Bella avisando que já estava saindo e que era para elas virem ter comigo à porta principal. Mal pus o pé fora do hospital e o carro chegou. Em três tempos estávamos dentro do carro e arrancando para fora dali.-Depois explico tudo. Agora dê partida. – Falei assim que entrei no carro junto com a garota-Obrigada por tudo. – Ela falou com lágrimas nos olhosNão pense que um simples pedido de desculpa vai fazer você pagar por tudo o que aconteceu aqui hoje. Vá se preparando pirralha. Se você achava que vivia um inferno no orfanato, agora é que você vai perceber que aquilo lá era o paraíso.(Tá de TPM. Por isso esse humorzinho de cão. Liguem não.)Cala a boca consciência. Ninguém perguntou nada pra você!(Num falei? Pronto calei.)
Notas finais
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