Dangerous Love - Seddie

4 Tomando outras decisões...


Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura e enjoy!!!! Ps: A Sam vai demorar um pouco para crescer, tenham calma, eu não quero apressar muito o tempo na fic!

P.O.V Do Freddie

Fiquei algum tempo pensando e tomar aquela decisão seria realmente o certo a se fazer. A garota agora é órfã e o lugar dela é num Orfanato. Já fiz algo de bom ao tirá-la daquela chuva e trazê-la para a minha casa, ato de bondade que não costumo praticar. Seus brilhantes olhos claros me encaram com certa curiosidade, talvez ela esteja tentando adivinhar sobre o que eu estou pensando.

— Vista sua camisola, porque vamos sair! — Falei me levantando do sofá e ela assentiu fazendo o mesmo.

— Para onde vamos? — Perguntou me seguindo até o quarto.

— Olha garota, vou ser sincero com você, eu não posso deixar que você more comigo. Vou te levar para algum Orfanato de Portland, e como você é órfã alguma família poderá te adotar. Você não quer ter outra família que possa cuidar de você? — Indaguei olhando-a e ela abaixou a cabeça.

— Não. Eu quero ficar aqui com você, por favor, Freddie não me abandone num orfanato! — Falou levantando a cabeça e começou a chorar.

— Entenda, eu realmente não posso ficar com você. Seria errado Sam, você é uma criança e precisa ser cuidada por uma família. Eu não posso simplesmente permitir que você fique aqui morando comigo! — Expliquei e seu chorou aumentou, e eu odeio ouvir choro, principalmente de crianças.

— Eu sei que aqueles homens malvados mataram meus pais,be eu não tenho ninguém aqui nessa cidade que seja meu parente. Por favor Freddie, não me abandone, eu pensei que você seria o meu anjo da guarda! — Disse ela se jogando em mim, me abraçando pela cintura enquanto chorava descontroladamente.

Fiquei sem ação, fechei os olhos e tentei me controlar, minha vontade era de empurrá-la para bem longe de mim. Fechei os punhos e suspirei conseguindo relaxar um pouco.

— Me dê um motivo para que eu mude de ideia, se for convincente o bastante, eu a deixarei ficar! — Pedi e ela me soltou se afastando.

— Quando eu crescer prometo que vou lhe retribuir tudo que fizer por mim. Freddie, me deixe ficar morando com você, por favor! — Implorou me olhando suplicante.

Mesmo com pouco idade ela me parece ser sábia e talvez seja esperta para certas utilidades. Penso e repenso diversas vezes, pensei nos benefícios e nas consequências que eu poderia obter. Mas eu não temo os riscos e por isso aceitei a "proposta" que ela me fez, prometer que me retribuíria no futuro foi um bom motivo para que eu tomasse minha concreta decisão.

— Sam, eu vou deixar você morar comigo! — Falei sério e ela abriu um pequeno sorriso. — Mas com algumas condições! — Decretei encarando-a.

— Quais? — Perguntou e eu me abaixei ficando da sua altura.

— Quero que seja obediente a mim e siga as minhas regras. E que sempre me respeite e seja fiel a mim independentemente de qualquer coisa, entendeu? — Perguntei olhando em seus olhos, ela confirmou com a cabeça.

— Entendi! — Falou baixinho e eu me levantei voltando a minha postura normal.

— Sam, tem algumas coisas que você precisa saber sobre ao meu respeito, eu não sou um anjo da guarda e nem um príncipe de contos de fadas. Quero que sempre sejamos sinceros um com o outro, eu vou mostrar um pouco do que faço para ganhar a vida! — Expliquei calmamente.

— Você irá me levar ao seu trabalho? — Perguntou inocente.

— De certa forma sim, se troque porque vamos sair para comprar tudo que você precisa. Sua camisola já secou e está ali em cima da cômoda! — Disse apontando para o móvel morrom-avermelhado ao lado da cama.

Ela pegou a camisola e entrou no banheiro para se trocar. Peguei a chave do armário de guardar roupas que eu uso como um arsenal improvisado e abri o mesmo.

Peguei duas Glock's, uma Glock-28 cor de bronze e uma Glock-25 preta, chequei os pentes e vi que estavam carregados, ambos com 6 balas. Guardei as armas no cós da calça escondendo por debaixo da camisa e fechei o armário onde eu estou guardando minhas belezuras. Pistolas, Calibres e munições...

[...]

Agora estamos no meu Camaro, um dos carros que eu tenho, os mais luxuosos estão na garagem da minha outra casa em Seattle. Tenho 2 bilhões divididos nas minhas 4 contas bancárias, possuo 5 motos e 8 carros, e também tenho 6 residências, essa que estou habitando atualmente aqui em Portland, uma casa em Seattle, uma em NY, uma em L.A perto do litoral, e tenho mais 2 casas situadas nas seguintes cidades, Miame e Las Vegas.

Todos os bens que possuo foram comprados com o dinheiro que eu roubei durante a minha tragetória como um criminoso. E com o meu trabalho sujo de ser assassino de aluguel, eu faturo 100 mil dólares por cabeças. Tenho grana de sobra.

Por quê eu não me aposento das minhas atividades criminosas, se hoje em dia eu sou milhonário?

Simples, minha ganância me impede de fazer isso.

[...]

— Freddie, estou com fome! — Disse e eu revirei os olhos, já era a terceira vez que ela me falava aquilo durante o caminho. Pisei fundo no acelerador e olhei a pequena loira sentada no banco de trás do carro através do espelho-retrovisor interno.

— Calma, já estamos chegando! — Avisei me controlando para não perder a paciência.

— Assim que chegarmos iremos para uma lanchonete? — Perguntou.

— Só depois que comprarmos suas coisas! — Respondi.

— E depois iremos para o seu trabalho, certo? — Indagou.

— Sim! — Respondi apertando o volante com força. — Agora fique quietinha, eu tenho que me concentrar para poder dirigir!

Ela se calou e eu pude relaxar, crianças e suas perguntas a cada 1 minuto. Por quê elas são tão irritantes e curiosas?

[...]

Chegamos no centro da cidade de Portland e eu estacionei em frente a uma loja de roupas para crianças e adolescentes, a loja se chama Kids & Teens Fashion's.

— Fique aqui porque você não poderá entrar comigo na loja usando essa roupa de dormir, eu não vou demorar! — Avisei e ela assentiu, saí do carro e rumei para a loja infantil e juvenil.

Comprei tudo que julguei necessário para ela, nunca pensei que roupas de crianças pudessem ser tão caras. Gastei uma boa grana com roupas e sapatos, mas foda-se eu sou rico e posso gastar à vontade. As atendentes da loja me secaram enquanto me perguntavam a idade e o tamanho da minha suposta "sobrinha" da qual eu falei que eu estaria a presenteando com um guarda-roupa novo.

E quando retornei para o meu carro com os braços cheios de sacolas, encontrei a Sam entendiada e emburrada por eu ter demorado.

— Se troque agora porque iremos ao supermercado! — Informei colocando as sacolas no banco traseiro perto dela.

— Aqui? — Perguntou.

— Sim. Não precisa ter vergonha de mim! — Falei e ela abriu uma das sacolas e começou a se trocar.

Entrei no carro voltando ao volante e dei partida.

[...]

Chegamos aonde eu queria, chegou a hora de mostrar uma das coisas que faço para me divertir e ganhar dinheiro fácil e de forma ilegal.

Saimos do carro e eu vi que ela estava usando um vestido branco de alcinhas e tênis All-Stars de cor azul. Peguei sua mão direita e a segurei com firmeza.

— Preste atenção, jamais saia do meu lado e me obedeça em tudo que eu mandar você fazer! — Avisei.

— Tá bom! — Concordou.

Adentramos o enorme estabelecimento comercial e depois de alguns minutos andando pelos diversos corredores de setores alimentícios. Averiguei o local minuciosamente e constatei que seria a hora de fazer minha abordagem.

Voltamos para onde ficavam os atendentes nos caixas, e resolvi fazer logo a minha abordagem, nenhum segurança estava lá fora ou dentro do supermercado.

— Sam, fique atrás de mim e não saia de perto de mim em hipótese alguma, ok? — Ordenei e ela obedeceu indo para trás de mim.

— TODOS PARA O CHÃO, TODOS PARA O CHÃO AGORA. ISSO É UM ASSALTO E QUEM TENTAR REAGIR, EU IREI ESTOURAR OS MIÓLOS! — Gritei ameaçador sacando uma das minhas armas, a Glock-28 e apontei na direção de todas as pessoas que estavam ali.

Rapidamente os clientes e os atendentes dos caixas se jogaram no chão, todos amendrontados.

— EU VOU DAR 1 MINUTO PARA TODOS ESVAZIAREM OS BOLSOS, AS CARTEIRAS E AS BOLSAS. DEIXEM A GRANA E SEUS PERTENCES NO CHÃO! — Gritei autoritário e as pessoas logo trataram de me obedecer. — QUERO AS CAIXAS-REGISTRADORAS ESVAZIADAS TAMBÉM! — Gritei novamente.

E os funcionários se levantaram ainda assustados para fazer o que eu ordenei.

— Fre-Freddie! — A Sam me chamou gaguejando.

— Esse é um dos meus trabalhos! — Revelei em voz alta e firme. — Eu sou um bandido, Sam. Você ainda vai querer morar comigo? — Perguntei ainda com a arma apontada, mirando nos funcionários que esvaziavam as caixas-registradoras.

Houve um silêncio vindo da parte dela, com certeza ela estava digerindo tudo que estava acontecendo e sobre a minha revelação. Ela ainda estava atrás de mim e eu não podia me virar para olhá-la, pois eu estava com minha arma empunhada.

— Sim! — Respondeu para a minha surpresa. — Não me importo se você é um ladrão! — Falou e eu sorri.

Pensei que ela iria sair correndo assim que fiz minha abordagem, mas ela não saiu de perto de mim. Isso demonstra que ela é obediente e corajosa, afinal crianças da idade dela se assustariam se tivessem presenciando um assalto. Mas ela não correu e nem gritou de medo.

Abaixei a arma e guardei no cós da calça, me virei rapidamente e peguei Sam no colo e saí dali com passos apressados.

Entramos no meu Camaro e eu dei partida catando pneu. Aquilo tudo foi só uma demonstração do que eu fazia antigamente, assaltar estabelecimentos ficou no passado, agora eu assalto empresas e bancos. O que eu acabei fazendo hoje foi um teste e para a minha surpresa, a Sam passou.

— Tem certeza mesmo que não se importa se eu sou um criminoso? — Pergunto só pra confirmar.

— Você também mata pessoas? — Indagou ignorando minha pergunta.

— Sim, eu executo só pessoas que merecem morrer! — Respondi.

— Então, não me importo, você não parece ser malvado como os homens que entraram na minha casa. Você me tirou daquela estrada quando eu pedi, e me acolheu na sua casa e até me deixou dormir em sua cama, e hoje me deu uma chance para eu ficar morando com você. Por isso eu gosto de você como um amigo mais velho e eu quero mesmo ficar com você, e você continuará sendo meu anjo da guarda de cabelos pretos e olhos cor de chocolate! — Disse confiante e eu sorri de sua ingenuidade.

— Hum... A escolha foi sua. E eu só espero nunca me arrepender de tê-la deixado entrar na minha vida! — Falei sério. Enquanto dirigia rumando para a nossa casa.

Sim, nossa casa afinal a partir de agora ela irá morar comigo. Acredito que ela me será bem útil, vou investir minhas habilidades nela e pretendo torná-la como minha parceira nesse ramo de criminalidade quando ela tiver mais velha, talvez aos 15 ou 16 anos com um bom treinamento ela possa ser como eu, um verdadeiro golpista, astuto e bandido profissional.

E quem sabe um dia seremos como Bonnie e Clyde tirando a parte do romance é claro, apenas como a parceria criminosa.

Notas finais
Gostaram??? Comentem tudo que estão achando!!! Bjs Xoxo Julie