Dangerous Love - Seddie
21 Duas semanas sem você...
Notas iniciais
1 Semana depois...
Terça-feira, às 15:09 da tarde...
P.O.V Da Sam
Depois de horas treinando com Chloe resolvi descansar, me tranquei no quarto, depois de um demorado e relaxante banho coloquei uma roupa simples e confortável para poder deitar e descansar, tirar um cochilo seria ótimo.
Já são duas semanas sem ele, durante todo esse tempo tentei ocupar minha mente com outras coisas, me distrair, treinar com Chloe ou simplesmente passar horas conversando com ela. Ela me entende, é uma boa companhia e está se dedicando em me ajudar, e também estou me dedicando a aprender, tentar ocupar minha mente e principalmente tentar esquecer aquela noite horrível.
Ah, aquela noite, por mais que eu tente esquecer, infelizmente não consigo, não fiquei com trauma mas quando lembro sinto uma dor inexplicável. Tudo que eu queria era esquecer aquela noite ruim, violenta e muito dolorosa.
Hoje fomos treinar atirando ao ar livre, consegui melhorar minha mira e estou conseguindo acertar o alvo à longa distância, demos o treinamento de ataque e defesa por encerrado, segundo Chloe eu sou boa em briga e já sei me defender se for entrar num combate corpo à corpo.
E também tem as sessões especiais a qual estou sendo submetida, Chloe está sendo um tipo de psicóloga,nme sinto segura e confortável ao desabafar certas coisas que nunca tive oportunidade de conversar com Freddie. Ela é muito boa em me ouvir, me dar conselhos e tirar todas as minhas dúvidas em relação a tudo, tudo mesmo.
[...]
Às 17h:20min da tarde...
— Passou a tarde toda dormindo, como você consegue? — Chloe perguntou risonha, sentando na cama e eu me ajeitei colocando um travesseiro no colo e olhei para ela.
— Não sei. — Sorri dando de ombros. — Você deveria descansar e tirar longos cochilos durante a tarde, isso te faria bem! — Falei.
— Não. Nunca consigo fazer isso, estou todo o tempo ativa, só consigo descansar durante a noite depois de duas ou três xícaras de chá. — Revelou ela.
O celular dela começou a tocar e ela saiu do quarto para poder atender. Longos minutos se passaram e eu resolvi sair do quarto, desci a escada lentamente e parei no caminho quando escutei Chloe pronunciar o nome do Freddie.
— Isso é loucura, Freddie... Vocês tem certeza? — Perguntou incrédula. — Você, eu e o Jay contra o pessoal da Agência do Dexter? Hum... Isso vai ser fodidamente divertido, vou adorar fazer parte dessa pequena rebelião contra a Agência! — Afirmou. — Agora vou ter que desligar. — Avisou ela assim que me viu terminando de descer a escada. — Tchau! — Se despediu encerrando a ligação e guardou o celular no bolso.
— Vocês vão se livrar das pessoas que trabalham na Agência? — Perguntei me aproximando dela.
— Sim. Iremos detonar aquela Agência, mal posso esperar para me vingar de Dexter. Aquele velho nojento passou anos me assediando, fui a única que se recusou a ir para cama com ele. E quando eu pegar aquele miserável irei fazer jus ao meu codinome, sou a Viúva Negra, baby! — Ela sorriu orgulhosa, dando uma piscadinha.
Balancei a cabeça reprovando aquilo, não quero vê-los se arriscando dessa maneira, isto é uma grande loucura, apenas três pessoas contra dezenas ou talvez centenas de assassinos perigosos, quais as chances disso dar certo?
— Você sabe quantas pessoas trabalham na Agência? — Perguntei temerosa.
— 37 contando com o Freddie, pois o Dexter não conta! — Respondeu.
Menos mal, 36 é numero menos perigoso, assim eu espero...
[...]
Às 19h:36min da noite...
— Que tal irmos dar um passeio? Você ainda nem conheceu Atlanta pois desde que viemos de Seattle só estamos trancadas nessa casa, aqui tem lugares legais, podemos passar a noite inteira explorando a cidade, o que você acha? — Sugeriu animada.
— Já saimos hoje, lembra que fomos praticar nossa habilidade com armas ao ar livre? — Fiz questão de lembrá-la.
— Eu sei, mas isso não conta. Vamos Sam? Não custa nada sairmos para nos divertir. — Falou quase suplicante.
— Eu não quero. Prefiro ficar aqui debaixo do cobertor me enchendo de salgadinhos e refrigerante enquanto assisto TW, PLL ou até mesmo GG! — Afirmei ligando a TV.
— Okay. Eu tenho 28 anos, ainda sou jovem e hoje vou curtir uma bela noitada, não precisa ficar me esperando. — Disse ela levantando do sofá e saiu cantarolando até subir a escada.
Me acomodei no sofá, me encolhendo debaixo do meu cobertor quentinho enquanto assistia GG.
"- Três palavras. Sete letras. E eu sou tua! — Blair falou encarando Chuck, ela estava segurando o choro, ele ficou a encarando sem falar nada, o silêncio se instalou entre eles."
"O idiota se recusou a dizer "Eu te amo", aquilo era tudo que ela precisava ouvir para não sair da cidade com outro, ela queria ouvir aquelas simples palavras de extrema importância para poder ficar com ele, ser apenas dele."
"- Isso era tudo que eu precisava ouvir." — Blair disse dando um sorrisinho triste, ela estava decepcionada, em seguida partiu deixando o orgulhoso amado para trás."
Desliguei a TV sentindo as lágrimas banharem o meu rosto, aquele episódio de GG me lembrou do dia em que eu partir sem olhar para trás, deixando o Freddie chorando.
Ele implorou me pedindo para ficar, se declarou e disse que me amava... Mas eu o deixei sem ao menos dizer que também o amo, eu deveria ter dito isso, sim, ele precisava saber que também sinto o mesmo.
Que o amo com todas as minhas forças...
[...]
P.O.V Do Freddie
Voltei a praticar meu velho robbie, desenhar, isso serve como uma Terapia para mim, sempre que desenho sinto a calmaria me preencher por completo. A sensação de estar em paz é única e são nesses momentos que me concentro totalmente em praticar a arte de desenhar.
Comecei desenhando pequenos traços, contornando o rosto de Sam com precisão, formando cada traço delicado do seu rosto. Aos poucos fui esculpindo seu lindo rosto angelical numa simples folha de papel, consegui chegar perto da simetria para emoldurar seu rosto e finalmente finalizei meu desenho.
Larguei o lápis em cima do sofá, ergui meu velho caderno de desenhos e passei alguns segundos admirando minha obra de arte. Sorri satisfeito, eu realmente consegui fazer um belo retrato da minha pequena e nele ela estava esbolçando um pequeno, simples e belo sorriso.
Duas semanas sem ela, nunca pensei que seria uma tortura, estou com saudades. Sinto falta de tê-la sempre por perto, sinto falta de ouvir o gostoso som de sua risada, de ver o seu sorriso, de sentir seu cheiro, a maciez de sua pele.
Sinto falta de tudo. Tudo que a envolve,baté mesmo quando ela costuma implicar comigo e ficar me irritando, também sinto falta disso. Não vejo a hora de tê-la aqui comigo, eu a amo e isso comprova que não posso ficar muito tempo longe dela.
[...]
— O que tanto você desenha? — Perguntou Jay se jogando ao meu lado, sentando no sofá.
Deixei meu lápis de lado e fechei meu cardeno de desenhos, segurei firme e conhecendo o Jay ele vai querer pegar para bisbilhotar meus desenhos.
— Parece que você não tem casa, só vive aqui na minha, agora só falta dormir. — Reclamei e ele sorriu.
— A Carly sempre vem comigo e você não reclama dela. — Disse fingindo uma certa tristeza.
— Você me irrita, ela não. — Me justifiquei.
— Falando assim você me magoa. — Falou fazendo drama com direito a carinha de choro. — Então, me mostra seus desenhos! — Pediu.
Balancei a cabeça, me recusando.
— Você está desenhando a Sam? — Perguntou tentando puxar o caderno das minhas mãos, mas eu fui mais rápido e coloquei o caderno debaixo de mim.
— Não é da sua conta! — Respondi.
— Quer que eu pose para você? Você pode me desenhar do jeito que eu vim ao mundo. — Sugeriu meu amigo sorrindo, fazendo gracinhas.
— Pequeno e com cara de joelho? — Perguntei zuando, arrancando uma risada da Carly que havia acabado de sentar ao lado dele.
— Ei, minha mãe disse que eu era o bebê mais lindo do mundo. — Falou se gabando.
— Então, ela estava te enganando. — Disse Carly o provocando.
— Admite logo que você me acha lindo, sexy e gostoso. — Disse ele se virando para ela.
Me levantei pegando meu caderno e fui saindo de fininho.
— NUNCA! — Ela gritou e eu subi a escada rapidamente.
"Já até sei como essa história termina."
"Você é a outra metade que falta em mim, a parte que está longe e só me sentirei completo quando você estiver aqui ao meu lado, pequena."
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