Notas iniciais
IT'S TIME! Time to say goodbye. Quero começar dizendo que não me sinto culpada nenhum pouco em adiar essa postagem o máximo que consegui. Sim, eu tenho uma vida fora daqui. Sim, eu tenho problemas com meu computador que só funcionar quando ele quer. Sim, tenho boletos para pagar. Assim como Extreme Love e TPN, Dangerous Love foi um dos projetos que eu mais fiquei apegada e foi um dos desafios criativos mais difíceis que eu tive na minha pequena carreira neste site. Não me arrependo de nada, no entanto. Nós fomos de uma pequena audiência de cinco comentários por capítulo para uma grande família e eu sou terrivelmente grata á cada um de vocês. Obrigada por nunca desistirem de mim, e apesar de tudo e até de mim mesma, vocês continuaram comentando, favoritando, e recomendando essa história! Sei que já ganhei amizades por causa de Arrow e por causa das fanfics, mas mesmo que você seja uma leitora fervorosa ou um fantasminha que eu não conheça o nome, eu sou grata á você e a audiência que você deu para essa fanfic! ♥ Hora dos agradecimentos! As minhas estrelinhas de Dangerous Love são: Raquel Queen, Isabelle, Shaiene Nunes, Isabelly, Renata Afonso, Amandaflor, Ka Duarte, Luiza Chase, Isabel Silva, La Volpe, Ju Guimarães, Malia Tate, Bella Blake, Tris26, Willa Queen, K.C, Danubiazul, Rose Stelle, Olicity e Delena, Betty, Kal Wayne, Cá, Ana Carine, Maih, Annie, Pequena Rosa, Michele, Suh Souza, RenataSouza19, Kaiala de Jesus, Duda Salvatore, Olicity0805, FernandaG, IIMaRinNall, Tata Neves, Vanessa, Cannon, Leticia Martins, ThayThay, Jujah, Vick França, Bianca Rocha, Mary Juh, Beverly Yasmim, Ciin Smoak, Stella Alethea, InMyBloodsWolf, Bubble, Hot Weather, All Is Olicity, Aninha, Little Fairy, Kaiala Silva, Báh Chase, Patrícia Helena, Tricia, Larry Gouu, Carla, Fernanda Mara, Carambolas, Little Olicity Shipper, Lissie April, NaniD, Aninha BGS, Sophie River, Pássaro Vermelho, Little Queen, Melina Pereira, Susu Picanço, SaLu, Mari, Harper Queen, Amentista, MoonBett, Anapjf, Gaby Mendes, Francine Queen, Clary Fairchild, IzzuL, Smoking Canary, Mikaelly Tessano Lucas, Marina Queen, MarianaS2, Marluci, Delena Queen, Gabi Ourives, Kah Mocchi, Patrícia Scarlet, Romitri, Bruninha, KarinaCF, Maya Queen, Fatyph22, Dulce, Kaila Keize, Mockingjay, Débora Mazur, Senhorita Watsonia, Niinha, Gabizzie, Vivi, DDAMS, Fábia Aparecida, Observadora0805, Linee, Anny Queen, Amanda, Patty, Alefe, Mrs. Ackles, ThaisOlicityLove, Andrea Neves, MariahSantos2017, Mirele Queen, Megan Queen, Cássia Reinado, Eu Mesmo, QueenSmoak, YouEmily, ILoveOlicity, LittleRed, Ben Soares, Nick10, Alanna Duarte, AmoSériesS2, Adrianny Lorrany, LuanaLasmar12, Costa 73, Sra. Stilinski, Cintia Paiva, Rey Whitlock Kenobi, Gisele Amorim, Simões Mayara Queen, Erani, Dy Barreto, Lele, Emma Queen, Ro, DayAne, Vanessa Steel, AninhaCris, Tori, Fabielly Oliveira, Clarice, Julia Silvano, WaneDrew, Blessed, GesieleGisa, Melanie Gabrielly, Anna, Raquel Queen Forever, Helô Bonim e Nanda! Obrigada a cada uma que tirou de seu tempo para ler e comentar! ♥ E minhas estrelinhas cadentes que recomendaram a fic, aqui fica meu beijo, meu cheiro e meu abraço á: Willa Queen, Mary Juh, Gaby Mendes, Delena Queen, Malia Tate, Marina Queen, Rose Stelle, Kaila Keize, Tris26, Gabizzie, RenataSouza19, Bella Blake, ThaisOlicityLov, K.C, Anônimo, Ro, Kah Mocchi, Clarice, Ben Soarea, Cintia Paiva e Little Fairy! Obrigada por todo o apoio ♥ Boa Leitura! ♥ PS: Se o seu nome não está aqui em cima pode me mandar uma MP ou até mesmo um comentário que eu faço questão de te incluir! ♥

Eu estava pronta para encarar o buraco novamente e desta vez até erguer o dedo médio para ele, mas desta vez ele não estava lá. Eu nem estava no mesmo galpão de antes. Nenhuma versão de mim de mesma a vista. Estava completamente sozinha em lugar diferente. Ao invés de escuridão e frio, estava em uma sala completamente branca. Estéril. Até mesmo os quartos do hospital eram mais aconchegantes que ela, mas eu não reclamei.

Apenas levantei do chão e fui examinar o que tinha em minha mãos agora.

Janelas. Duas grandes e quadradas. Tinha janelas desta vez. E uma porta do meio das duas. Dei alguns passos em direção á janela mais próxima e vi um grande campo verde se abrir com grandes listras coloridas cortando-o. Olhando com mais atenção vi que as listras eram na verdade tulipas. Só faltava uma fileira de tulipas verdes para o arco-íris estar completo, mas acho que o próprio campo compensava a falta da cor nas flores. Céu azul com nuvens fofas. A visão era linda e eu sabia que do lado de fora tinha uma brisa leve fazendo as flores se curvarem um pouco sob a luz do Sol.

Deveria ser verão lá fora.

Depois de mais dois passos para direita, minha mão se fechou atentamente ao redor da maçaneta da porta e eu sabia que ela estava aberta. A girei levemente e abri, senti aquela brisa atingir meu rosto com a força de um tornado. Recuei passos e a porta bateu na parede contra uma das janelas. O vento trouxe algumas flores para dentro, e eu segui o trajeto de uma pequena lavanda que entrou e ultrapassou todas as flores que entraram junto com ela.

Me virei para o lado oposto de onde o vento vinha e vi mais duas janelas e mais uma porta, bem aonde a lavanda havia parado. Caminhei até a janela mais próxima novamente e vi o mesmo campo, porém parecia que o Sol estava se pondo deste lado e era outono porque tudo que deveria ser verde do campo estava com tons de marrom e amarelo velho. O céu estava com tons de laranja e não havia tulipas em lugar algum. Não parecia estar ventando também. Não deixava de ser lindo também.

Tentei esta maçaneta, mas estava trancada.

Olhei para a porta que estava escancarada. Eu já havia jogado alguns jogos em que uma porta nunca iria abrir enquanto outra já estivesse aberta, então por que não? Caminhei até a primeira porta e a fechei. Ouvi o som da tranca, mas não entrei em pânico. Já estava esperando algo assim. Voltei para outra porta e tentei abrir ela novamente, desta vez deu certo.

Eu estava certa. Deste lado não tinha vento, muito menos flores. O cheiro no ar me lembrava canela e torta de maçã que Mama Diggle fazia em todo aniversário de John. Minha mente foi assaltada por memórias com ele, Lyla e Sara. Depois com Tommy e Caitlin, por fim Thea, Roy e Oliver.

Oliver. Onde será que ele estava? Por que não estava conversando comigo desta vez?

Deus... E o nosso bebê?

Ofeguei quando uma possibilidade nova brilhou dentro de minha mente.

— Eu morri? — perguntei a mim mesma.

O além era assim? Duas portas? Escolher uma e atravessar? Por isso o galpão sumiu?

Empurrei o pânico para longe e descartei a teoria. Não. Eu não morri. O cheiro de canela e torta de maçã se tornou um fedor repugnante, então eu bati a porta fechada e voltei a me sentar no chão novamente. Colei minhas costas retas contra a parede e comecei a fazer um exercício de respiração que Oliver havia me ensinado quando eu me irritava por não conseguir ir ao banheiro sozinha.

De modo inconsciente coloquei minha mão em minha barriga e a encontrei plana demais. Abri o olhos e a encarei. Depois os apertei fechados. Meu bebê. Ele estava bem, Oliver estava com ele ou ela. Eu tinha certeza disso. Nós nos comportamos muito bem em relação a bomba relógio dentro da minha cabeça.

Tentei me lembrar dos últimos acontecimentos, mas minha mente ia até a mesa de operação. Conseguia sentir Oliver na sala de cirurgia, ele não deveria estar lá, mas estava. Ouvia a voz de Makenna e Robert abafadas ao longe. E apenas isso. Não conseguia manter os olhos abertos e nem todos os sentidos tão aguçados.

—-

— Intubação. – meu pai disse em seu modo médico.

Concentração, competência e profissionalismo acima de tudo. Olhei para os monitores ao meu lado e estava tudo bem. Drew ficou ao meu lado observando as reações dela e monitorando sua sedação. Todos os movimentos eram importantes e nada fugia do seu olhar, muito menos do meu.

— Você consegue. — eu disse apertando seus dedos contra os meus.

Foi um grande sacrifício estar dentro desta sala, mas quando Dr. John e papai viram que eu não iria sair, me concederam privilégios. Então eu me troquei e me acomodei em um banquinho ao lado da cabeça de Felicity. De onde estava tinha uma visão direta com Makenna e o trabalho que ela estava fazendo com o nosso bebê. Bem ao lado dela estava a incubadora já pronta para transporte até o andar neonatal. Papai estava bem atrás de Makenna monitorando todos nós, e eu sentia seus olhos em mim mais do que em qualquer um na sala.

Olhei para o relógio. 3h:12min da manhã. 40 minutos de cirurgia.

Nesse exato momento um choro agudo e urgente tomou conta da sala inteira.

Todos sorriram. Meu pai parecia querer explodir de felicidade. Senti meu coração bater mais rápido e olhei para Felicity. Ela deveria estar acordada para isso também, deveria estar... Beijei sua bochecha com cuidado para não tirar a pequena sonda da intubação do lugar.

— Você virou mamãe. — sussurrei contra sua pele gelada.

— Parabéns, Oliver! Suas noites serão completamente deliciosas com este par de pulmõezinhos em casa. — disse Makenna rindo enquanto enrolava o meu bebê em uma manta térmica. — É uma menina.

Deus... Uma mini-Felicity.

Vi Makenna se afastar do ventre de Felicity e Isabel tomar seu lugar. Makenna foi gentil em todo seu processo de exame inicial, mas eu senti meus olhos arderam quando vi duas pernas e dois braços minúsculos se agitarem contra o ar.

— 48cm. Muito bom para o tempo de desenvolvimento dela. 2.250kg. Apgar 09! Você nos deu um susto pequena, mas que entrada! Tinha que ser uma Queen. — disse Makenna e todos na sala riram. — Agora a tia Sara vai te limpar e vai te levar para o seu quarto, enquanto cuidamos da sua mamãe.

Notei que minha melhor amiga tinha lágrimas nos olhos e sorria. Apesar de estar usando a máscara de proteção, eu tinha certeza que Sara estava tão apaixonada como eu. Assisti ela pegar a minha filha e a colocar dentro da incubadora com o maior cuidado possível. A bebê ainda estava agitada, mas não chorava como antes.

— Se você quiser ir junto, pode ir Makenna. Eu já estou terminando aqui. — disse Isabel finalizando o último ponto de sutura no ventre de Felicity. Ninguém fazia um pós-parto tão rápido e eficiente como o de Isabel, nem mesmo Makenna eu diria. — Placenta está completamente fora. Pontos internos. Não ficarão marcas.

Eu assenti e Isabel se afastou da maca. Paramos na marcação de uma hora de procedimento como estava nos planos. Okay. Respirei fundo. A equipe de limpeza veio rapidamente e limpou a pequena bagunça que o parto tinha feito e eu senti o clima mudar assim que papai foi para a antessala fazer sua rotina de limpeza.

A nova tensão era quase apalpável.

— Ela está indo bem, Oliver. Sua esposa é uma daquelas que não vai cair sem lutar. — disse Drew e eu assenti.

Ninguém. Ninguém iria lutar mais do que Felicity agora.

—-

Depois do que pareciam ser horas, eu voltei a abrir meus olhos. Não estava mais na sala estéril. Havia voltado para o galpão escuro. Estava muito frio. Esfreguei meus braços atrás de alguma fonte de calor, mas não funcionou. Eu deveria estar feliz, não? Eu conhecia esse lugar. Não era totalmente estranho para mim.

Olhei ao redor, mas não vi nada além de escuridão. E o buraco. Ele havia voltado.

Parecia ter dobrado de tamanho também, mas eu me mantinha bem longe dele.

Colei meu corpo contra a parede fria e respirei fundo. Fechei meus olhos e agucei todos os meus sentido, até o meu limite. Querendo qualquer sinal. Algo para eu me agarrar. Qualquer coisa.

— Você consegue.

Ofeguei.

— Você virou mamãe.

Meus joelhos cederam e eu caí contra o chão. Oliver. A voz de Oliver.

Lutei contra o soluço de puro alívio que senti me invadir por completo. Ele estava ali. Nosso bebê estava bem. Os dois estavam bem. Era tudo que eu pedi, tudo que eu queria. Me coloquei em posição fetal e respirei fundo. Okay. Okay.

Obrigada.

—-

A cirurgia estava acontecendo como previsto. Felicity estava em um dos melhores hospitais do país nas mãos de um dos melhores neurocirurgiões. Seu corpo estava cooperando com todo o procedimento também. Papai já a amava como uma filha e eu duvido que ele permitiria que algo desse errado e mesmo se desse eu estaria ali também.

Até que o monitor cardíaco explodiu em uma sinfonia alarmante. Todos nós olhamos para a tela e o ritmo cardíaco de Felicity estava baixo, muito baixo. Sua frequência estava caindo muito rápido.

— Mark! Quero ver cérebro dela. — pediu papai sem se exaltar em nada.

Isso era uma das coisas que eu mais invejava nele. Sua calma. Ele não se permitia entrar em pânico ou em desespero, se forçava a seguir o plano original com uma ou duas adaptações. Papai continuou dando ordens com a voz branda e o silêncio voltou a reinar na sala de cirurgia.

— Acalme-se Oliver. Estou conseguindo ouvir o seu batimento daqui. — disse ele levemente e eu assenti de modo inconsciente enquanto observava ele manusear seus instrumentos. — Posy, o anticoagulante por favor.

A enfermeira da direita injetou o que salvaria minha esposa.

— Achei o desgraçado. — disse papai com um tom de voz vitorioso assim que ele soube exatamente onde o coágulo estava.

Ele apareceu na tela. Ali estava a razão de toda essa cirurgia. A razão de eu ainda querer dar uma surra em Damien. Não era o maior coágulo que eu já tinha visto, talvez do tamanho de uma moeda de um dólar, mas aquela coisa tão pequena havia se tornado o meu maior pesadelo. Em um movimento preciso e muito habilidoso, papai punçou o coágulo com maestria.

A pequena placa de titânio foi posta no lugar onde a bomba relógio havia estado e eu me permiti respirar novamente. Não conseguia sentir minhas pernas, estava suando mais do que o necessário e conseguia ouvir meu sangue correr pelo meu corpo inteiro. Alivio. Uma bomba relógio que pairou sobre nossa vida por mais de um ano sem que ao menos soubéssemos, agora ela está fora da cabeça de Felicity.

— Está tudo bem, Oliver. — disse papai e eu assenti e escorei minha cabeça na altura do ombro de Felicity. — Mark?

Mark assumiu o lugar de papai e começou a fazer a sutura. Eles haviam reaproveitado o primeiro corte da primeira cirurgia de Felicity e agora ele estava sendo fechado pela segunda e última vez.

— Você sabe o que vai acontecer agora, não é?

Eu assenti e ergui minha cabeça. Claro que sei.

A cirurgia foi apenas o primeiro passo. O mais difícil, é claro, mas ainda sim apenas o primeiro. Felicity iria entrar em coma induzido para a segunda aplicação do anticoagulante. Até seu cérebro voltar a funcionar normalmente e a administração do remédio seja mais eficaz, ela teria que ficar de molho por pelo menos uma semana ou duas. Assumindo que seu organismo não rejeite o stent de titânio.

— Então sabe que agora ela irá dormir por alguns dias. Vá ver sua outra menina.

—--

O frio foi embora depois de algum tempo. Eu havia me encolhido contra a parede e adormecido mais uma vez, mas ainda estava no galpão escuro. Não estava mais com frio, mas me sentia cansada. Mentalmente e emocionalmente exausta para ser mais exata.

Tentei me concentrar como havia feito antes para tentar ouvir Oliver mais uma vez, mas não consegui. O silêncio ainda dominava e eu não tinha coragem de falar algo para quebrá-lo. Eu me sentia presa em dejá-vú. Como da primeira vez que estive aqui, sabia que poderia ficar aqui para sempre e nada de ruim iria acontecer comigo, mas eu estava sozinha.

Completamente sozinha. Sem Oliver. Sem William. Sem meu bebê.

Da primeira vez eu tinha um leque de opções, mas agora a única escolha parecia ser o buraco. Ele havia diminuído de tamanho, parecia ser do tamanho de uma tampa de bueiro agora e não de uma cratera de meteoro em um milharal. Respirei fundo e depois suspirei.

Eu só queria acordar logo.

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— Consegue ouvir isso? — perguntou Sara e eu assenti. — Os pulmões mais fortes desse andar sem dúvida alguma.

Ela me ajudou a vestir o jaleco descartável rosa e enlaçou seu braço no meu em direção á incubadora que estava a minha filha. Eu sabia que Sara ficaria com ela o tempo inteiro, essa foi a única razão pela qual eu consegui ficar com Felicity até o final da sua cirurgia. Eu tinha certeza que minha filha estava sendo bem cuidada e protegida. Ninguém era melhor do que Sara para fazer isso, talvez só Felicity.

A unidade neonatal estava parcialmente vazia, o que era ótimo, mas eu não gostei do fato de minha filha estar ali. Eu sabia qual era a minha mesmo de longe e mesmo antes mesmo de conhecê-la ou até mesmo segurá-la. Seu corpinho estava ligado a fios demais, mas seu monitor cardíaco mostrava que assim como eu, como Felicity, ela era uma pequena guerreira. Tinha um pequeno cateter em seu nariz (que era igual ao de Felicity) que facilitava sua respiração.

— Pense que ela está bem, evoluindo rápido e que vamos tirar tudo isso dela. — disse Sara apertando meu ombro levemente. — Vocês irão levar ela para casa mais rápido que você pode imaginar.

Eu assenti e engoli seco.

— Os exames dela? — perguntei e Sara pegou o prontuário dela e me entregou.

Ela estava bem. Perfeitamente bem.

O único cenário melhor que o que tínhamos agora, era se a gestação de Felicity tivesse sido completa. Ela estava bem. Deus. Ela era minha filha. Eu era pai. Felicity era mãe. Ela deveria estar aqui. Eu me sentia desconfortável com o fato que estava conhecendo nossa bebê primeiro que ela.

— Ela não morde, Oliver. Pode olhar de mais perto. — disse Sara pegando o prontuário de volta.

Eu me aproximei e vi que Sara havia colocado a toquinha roxa que Felicity que havia comprado para ela. Os dois pequenos chifres eram para ser uma referência á algum quadrinho que Felicity e William liam frequentemente, eu nunca entendi, mas ela havia ficado terrivelmente fofa. Estava usando luvas e meias combinando também, as fraldas pareciam grandes demais, mas era assim com todos os bebês.

Senti algo explodir dentro do meu peito, um sentimento que irradiou em cada poro do meu corpo. Eu sabia que era amor, mas nunca pensei que ele poderia ser tão grande assim, maior até que o meu amor por Felicity eu arriscava a pensar. Voltei a senti meus olhos arderem e me sentei na frente da incubadora.

Sara me deu um pouco de álcool em gel e depois que senti ele evaporar o suficiente de minhas mãos, atravessei uma delas pelo buraco da incubadora. Ela estava muito quente, mas sua pele era bem macia. Sua boca formou um "O" redondinho assim que ela notou a sensação estranha, mas ela não chorou.

— Seja bem-vinda, meu amor. — eu disse sorrindo que nem um idiota.

Sua cabecinha se virou em minha direção, na direção da minha voz. Sorri bobo.

— Ela deve estar com fome. Não quer tentar alimentá-la?

Sorri ao reconhecer a voz, mas não tirei os olhos da minha filha.

— O que faz aqui?

— Você precisou de mim e eu vim. Achou que o deixaria sozinho? A neurologia consegue sobreviver sem mim por alguns instantes. – sorri ao retirar meu braço da incubadora e me levantar para abraçar Helen. — Ela é tão linda, Oliver!

— Acho que se parece com Felicity.

— Não. Acho que parece com os dois. — ela contradisse sorrindo quando nos separamos. — Venha, vamos alimentar essa menininha.

Abrimos a incubadora sob o olhar atento de Sara e eu a tirei com todo cuidado, segurando meu maior tesouro, levando-a para uma das mesas de examinação acolchoadas. Helen me entregou uma pequena seringa com leite e me orientou como proceder. Apoiando uma mão em sua cabeça, lentamente dei a ela sua primeira mamadeira, eu acho.

— Qual será o nome Oliver?

— Felicity e eu não decidimos... — eu disse entregando a seringa já vazia para Sara que a descartou em um dos lixinhos espalhados pela sala.

— Tudo bem, podemos esperar por ela. — disse Helen apertando meu cotovelo com um sorriso gentil e eu assenti. – Segure isso.

Helen me entregou uma fralda.

— É sua vez papai.

Fui ajudado e muito, humildemente admito, mas a primeira fraldinha quem trocou fui eu.

— Agora tire a camisa, Oliver.

— Como é que é? — perguntei erguendo uma sobrancelha.

— Isso mesmo menino, tire a camisa.

Não entendi nada e elas estavam rindo para mim, tanto Helen como Sara. Não queria fazer isso, era algo muito pessoal e seria me entregar de bandeja para as predadoras por aqui que tentavam disfarçar que estavam fazendo rondas, mas era impossível o andar neonatal ter tantas enfermeiras assim.

— Não pense que vai se aproveitar de mim Helen. — eu disse tirando minha camisa.

— Cale-se, menino. Pegue ela agora. – mandou Helen e eu obedeci.

Segurei minha filha sentindo sua pele na minha. Sara envolveu nosso corpo com uma manta térmica e eu finalmente entendi o que as duas pretendiam. Normalmente quem fazia esse primeiro contato era a mãe, a troca de calor humano com o bebê. A bebê em meus braços parecia bem satisfeita, tanto que pegou no sono enquanto eu a embalava levemente.

Sentei-me na penumbra daquele lugar calmo beijando seus cabelos ralos e loirinhos.

— Quando você dava em cima de metade das enfermeiras e médicas daqui eu sabia que aquele não era você. Esse é! Um bom homem, doce e gentil que é um marido completamente apaixonado e será um pai totalmente dedicado. Parabéns Oliver, e obrigada por me provar certa mais uma vez! — disse Helen ajeitando a manta sobre nós e acariciando meu cabelo como fazia quando eu era moleque.

— Essa é uma das visões mais lindas que vi na vida. – disse uma nova voz familiar.

Olhei para a porta da sala e vi mamãe, papai, Donna e Ra's todos ali parados com jalecos cor-de-rosa e com lágrimas nos olhos. Eu sorri levemente, e antes que conseguisse falar alguma coisa, Sara me barrou.

— Não quero ser a tia chata, mas ninguém vai pegar ela no colo, okay? Eu só deixei Oliver pegar porque é o pai, mas ninguém além dele. Vocês vão ter que esperar Felicity acordar e ter o momento dela primeiro. — disse Sara para os quatro que assentiram como crianças. — Okay, podem entrar então!

Bufei uma risada e voltei a encarar minha filha.

Minha mini-Felicity.

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Eu havia adormecido de novo e acordado com o choro gritante de um bebê.

Minhas mãos automaticamente foram para a minha barriga. Eu sentia falta da pequena bola de vôlei, claro que dormir sem ela era bem mais confortável, mas eu sentia falta mesmo assim. Saber que meu bebê havia nascido e estava bem era ótimo, mas eu estava tão sozinha. Olhei ao redor mais uma vez e vi que o buraco permanecia ali e o que agora era um resmungo infantil vinha de dentro dele.

Engatinhei até lá com cautela e sim... Vinha de lá mesmo.

Encarei o que parecia ser uma escuridão infinita e respirei fundo.

Sentei na beira do buraco com as pernas mergulhadas para dentro do buraco e fiquei molhada. Literalmente. Tinha água ali dentro? Sério? Eu sabia que conseguia ser bem criativa, mas meu subconsciente estava se provando ser um ótimo desenvolvedor de cenário ambíguos. O resmungo infantil ainda vinha de lá dentro. Eu sabia que era o meu bebê, tinha certeza, então só respirei fundo algumas vezes e depois mergulhei por completo.

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Quando completamos uma semana de coma induzido, os exames de Felicity voltaram perfeitos. Ela estava completamente e perfeitamente saudável. Seu organismo não havia rejeitado o stent de titânio e muito menos os anticoagulantes. Suas incisões estavam se cicatrizando bem rápido também. Nossa bebê também estava se comportando muito bem, Makenna até havia tirado ela do suporte alimentar e agora ela ficava com as seringas de leite e água com alguns minerais. Ela havia ganhado meio quilo e estava finalmente na sua zona de peso ideal para seu tamanho e idade.

— Quer fazer as honras? — perguntou papai assim que entrou no quarto com Sara em seu encalço.

— Desintubar? — perguntei surpreso. — Não vamos esperar pelas duas semanas?

— Não vejo o porquê. Você viu os exames dela. Todos no quadro concordaram comigo, mas se você quiser esperar... — ele disse franzindo o cenho em preocupação e eu neguei.

— Não, não... Tudo bem. — eu disse e encarei Felicity.

— Se você não fizer, eu faço. — disse Sara vestindo as luvas de modo bem dramático.

Eu assenti e gesticulei para ela ir em frente. Sara foi rápida e precisa. Já aproveitou que estava em movimento e escovou o cabelo de Felicity e colocou seus óculos em seu rosto.

— Só para você ver com clareza onde está e não pirar quando acordar. — disse Sara em voz baixa ajeitando uma mecha de cabelo de Felicity e eu sorri.

— Está flertando com a minha esposa na minha frente, Lance? — perguntei e ouvi papai bufar uma risada e depois disfarçá-la com uma leve tosse.

— Acho que sim, Queen. Nós sempre tivemos gostos parecidos de qualquer maneira. — ela disse e nós trocamos um sorriso cúmplice.

Horas se passaram e Felicity recebeu visitantes. Tommy e Cait, assim como Lyla e Dig com a pequena Sara que tentou acordar sua madrinha de sua longa soneca com um beijo molhado e nossos pais. Eles também foram visitar nossa filha, acompanhados da grande Sara que os impedia de pegar ela no colo, mas deixava eles tocarem nela de vez em quando.

Depois de uma semana e dois dias em coma, Felicity ganhou uma colega de quarto.

Makenna liberou a mudança da nossa bebê para o quarto de minha esposa quando os riscos mais prejudiciais foram ultrapassados. Ela estava bem, ganhando peso e respirando cada vez melhor e sozinha. Ela ainda era examinada todos os dias com um intervalo de cinco horas.

E foi quando William finalmente pediu para visitar as duas. Ele ficou com medo no inicio e ficou satisfeito com as fotos que eu enviava para ele no celular todos os dias e as histórias que Thea contava em casa. Minha irmã e Roy haviam acampado em nosso apartamento para ficar com Will durante este tempo. Eu mandava mensagens para ele todos os dias e ficávamos em ligação por pelo menos uma hora também.

— Você pode me preparar? Eu não quero... Pirar ou entrar em choque. — ele pediu assim que entramos no andar de Felicity.

— Ela está deitada em uma cama, bem pacífica. Como se estivesse dormindo. Não está mutilada e nem nada do tipo, Will. — eu disse rindo levemente e apertando seu ombro.

— Eu sei que este foi o meu plano, mas estou com medo de ele não dar certo e ela não acordar... Não quero perdê-la. — ele disparou em um fôlego só e eu o puxei para um abraço.

— Ela está bem, está voltando aos poucos. Temos que ser pacientes. Ela vai acordar. — eu disse com toda convicção que tinha em meu ser e ele assentiu contra minha barriga e apertou seu braços ao redor de mim uma vez antes de nos separarmos.

— Okay. Vamos lá. — disse e enrolou os ombros algumas vezes.

Abri a porta e Will relaxou. Acho que ele esperava um cenário horrível que envolvesse tubos, cortes e sangue. Ele caminhou até os pés da cama e suspirou aliviado. Neste mesmo momento a bebê que estava no berço ao lado da cama resmungou algo em seu sono e suas mãozinhas saltaram no ar levemente. Vi como a atenção de Will foi dividida e no final ele escolheu a paciente mais jovem.

— Eu pensei que ela seria menor. — disse ele se aproximando do berço.

— Para ser sincero, eu também. — confessei e me aproximei dos dois.

— Ela tem o nariz dela. — disse e sorriu levemente.

Eu assenti sorrindo.

— Quer segurar ela? — perguntei e ele assentiu hesitante. — Sente-se no sofá e passe o álcool em gel nas mãos.

Ele obedeceu e até mesmo exagerou com o antisséptico.

Ergui meu pacotinho rosa de seu berço e o levei até os braços de William que a segurou como se ela fosse feita do cristal mais frágil do mundo. Ele a pegou em seu colo como um profissional, sustentando sua cabeça com cuidado e mantendo suas costas confortáveis contra suas pernas. Assim que ele assentiu para eu me afastar, eu saquei meu celular e tirei uma foto dos dois. Sara iria me matar, mas eu duvido que Felicity ficaria brava por Will ter segurado nossa filha primeiro que ela.

Ouve um pequeno salto no ritmo cardíaco de Felicity mas nada de grave. Era bastante comum, ainda mais em pacientes que foram recentemente tirados da intubação. Era como se eles estivessem aprendendo a respirar sozinhos mais uma vez. Voltei minha atenção para William que estava sorrindo para minha filha enquanto ela agarrava um de seus dedos com força mesmo que estivesse adormecida.

— Hey, eu sou William, mas você pode me chamar de Will. — ele sussurrou bem baixinho. — Eu sou o seu irmão mais velho.

Aquela ardência nos olhos que eu sentia quase diariamente, voltou com tudo.

— Então você decidiu deixar pra lá aquele papo de ser o tio legal? — perguntei fungando levemente e sentando aos pés de Felicity tomando todo o cuidado.

— Nah, eu conversei com a Tia Thea e ela me disse que ser o irmão legal é bem mais divertido. — ele disse baixinho ainda sorrindo. — E me contou algumas histórias de vocês dois.

— Não acredite em tudo que ela te contar. — eu disse e Will riu levemente.

— Oh droga...

Meu corpo inteiro congelou e ficou alerta ao mesmo tempo. Essa voz...

— Eu preciso... Fazer xixi.

Virei meu pescoço e encontrei os olhos azuis que estava sentindo falta. William ofegou. Eu ainda estava congelado. Como se fosse sua deixa, nossa filha começou a chorar. Sem dúvida alguma querendo a mãe. Felicity sorriu preguiçosa e engoliu seco.

— Oi marido... — ela disse com dificuldade e me cutucou com um de seus pés.

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Cinco Anos Depois...

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— Vamos, vamos, precisamos tirar nossa foto em família! — eu disse puxando William pela manga de seu terno. — Antes que você nos abandone.

— Não vamos começar o drama. Eu ainda vou estar perto. Boston é apenas oito horas de distância. — ele disse me deixando arrastá-lo pelo terraço. — E eu sei que você vai estar lá na primeira semana palestrando junto com alguns nomes importantes.

— O que eu posso dizer? Eu sou bem inteligente. — eu disse sorrindo e ele sorriu também, mas revirou os olhos.

Encontramos Oliver com nossa filha em seu colo. Ela havia acabado de completar cinco aninhos e já era uma mini-terrorista por completo. Nem mesmo Sara que era dois anos mais velha que ela conseguia acompanhar seu ritmo.

— Will! — ela gritou e se jogou para os braços de William sem medo de cair.

— Mia! — ele exclamou tão animado quanto ela ao pegar ela. Ele sempre iria pegar ela.

Eles haviam feito essa troca umas cinco vezes apenas essa noite, mas nunca perdia a graça. William era o melhor irmão mais velho do mundo de acordo com Mia, e para ele a opinião dela era a única que importava. Entrelacei meus dedos com os de Oliver e fomos ao encontro do fotógrafo da noite estava. Era Ano Novo e Moira decidiu mudar um pouco a tradição. A festa que sempre tinha sido na Mansão Queen fora transferida para o topo do prédio da Queen Consolidated este ano e toda a família assim como alguns sócios e funcionários foram convidados.

Nós tiramos três fotos todos juntos. Uma sorrindo, uma fazendo caretas e uma com todos nós beijando o rosto de Mia. Até que esta última ficou cansada das fotos e quis brincar com Sara. William a colocou no chão e ela disparou até a parte kids que Moira havia montado exclusivamente para ela e Sara.

— Eu não sei se quero fazer minha residência aqui... Já acham que sou privilegiado o suficiente. — respondeu Will á alguma pergunta que Oliver havia feito. — Eu estava pensando em ir para Medical Center.

— Como assim? — perguntei curiosa.

— Qual é... Meu avô é o chefe do hospital, meu pai é o chefe da neurologia! — ele disse como se fosse óbvio, Oliver apenas ergueu uma sobrancelha em sua direção e eu ri baixinho.

— Eu já estive no seu lugar e a melhor coisa para calar esses comentários é apenas mostrar um bom trabalho. — disse Oliver dando ombros. — Os privilégios te levam até certo ponto e você só vai estagiar no Medical Center por cima do meu frio e bem morto cadáver.

Will engasgou com o champagne que havia acabado de tomar e riu levemente.

— Espere uns três dias para confirmar que estou morto de verdade. — Oliver acrescentou e eu ri batendo de leve em seu braço.

— Vamos ver! Existem oito hospitais que atendem meus requisitos entre aqui e Boston. — disse William sorrindo. — Eu te mando a lista depois por e-mail.

Continuamos conversando e eu não consegui fechar os olhos para o fato que William havia crescido tanto. Dois meses atrás fora sua formatura no colégio da qual ele foi orador e havia se formado com honras e com ofertas de toda a Ivy League. No final, ele escolheu Harvard porque queria fazer medicina e nenhuma outra faculdade ultrapassava-a em questão de currículo. Ele havia feito cursos de verão durante dois anos no MIT para saciar sua curiosidade sobre o mundo como um todo, mas sua paixão de verdade era cuidar dos outros, por isso medicina. Ele havia feito dezoito anos e se tornado um homem inteligente e gentil.

Não podia estar mais orgulhosa dele.

— William, querido William... — cantarolou Zoey trazendo Violet, sua namorada, junto com ela. — A Srta. J acaba de chegar.

William revirou os olhos e virou sua taça em um gole só.

Eu e Oliver trocamos um olhar.

— Quem a convidou mesmo?

— Creio que foi o seu avô. Ela é a neta do Dr. John, lembra? — perguntou Zoey rindo levemente.

— Como poderia esquecer? Ela fala sobre isso á cada minuto. — disse William com um tom de voz rabugento.

— Estão falando de Julianna Jones? — perguntou Oliver e Zoey e Violet assentiram enquanto William revirava os olhos mais uma vez. — Vocês não se dão bem?

A resposta que tivemos foi o silêncio de William e gargalhadas vinda de Zoey e Violet. Eu acho que não, marido. Olhei ao redor e encontrei os recém-chegados. O Dr. John estava bem velhinho mas ainda tinha um ar autoritário, estava de braços dados com sua filha mais velha, Portia, e com sua neta, Julianna. A garota tinha a mesma idade de William e Zoey e assim como os dois, iria para Harvard.

Ela era alta, cabelos castanhos, olhos verdes claros e tinha um sorriso bonito. Hm.

— Mamãe, papai, Will! — gritou Mia vindo correndo até nós. Nós todos nos viramos para ela e eu percebi que seu vestido amarelo já estava com algumas marcas de molho de tomate e chocolate, assim como seus sapatos. — A vovó disse que a gente tem que ir lá para fora ver os fogos!

A música ambiente parou de modo sutil e todos fomos para o terraço. O coro da contagem regressiva começou e Mia foi para os braços de William e eu abracei Oliver com força. Ele fechou seus braços ao meu redor ao mesmo tempo que Thea e Roy apareceram junto com Sara e Alex, pasmem, sua noiva. Tommy ajudou Cait a se movimentar até nós, porque ela havia perdido seu senso de profundidade assim que atingiu o sexto mês de sua gravidez e formamos um pequeno círculo enquanto a contagem chegava á seu fim.

Me virei para Oliver e encarei seus olhos que já me encaravam bem antes.

— Eu te amo, marido. — eu disse.

— 5...

Ele sorriu.

— 4...

Eu também sorri.

— 3...

Suas mãos vieram até meu rosto.

— 2..

— Eu te amo, esposa.

— 1!

— Feliz Ano Novo! — gritaram todos juntos e as explosões coloridas tomaram conta do céu da cidade.

Oliver me beijou como se fosse a última vez que faria isso e depois me engoliu em um abraço quente e esmagador. Puxamos Mia e William para dentro dele logo depois e eu não ouvi reclamações disso.

— Eu amo todos vocês. — eu disse beijando cada um no rosto. Mia riu e Will também.

— Eu amo você, mamãe. — Mia disse beijando minha bochecha e depois se virou para Oliver. — Eu amo você, papai. E eu amo você, Will!

Mia ficou ainda mais animada com os fogos de artificio tanto que não sabia para onde apontar ou qual era o seu favorito. Tínhamos a melhor visão da cidade sem dúvida alguma. Nem em um milhão de anos eu teria um começo de ano tão bom e perfeito como esse.

The End.

Notas finais
Nos vemos na próxima! ♥ L.W
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!