Notas iniciais
Oi oi gente! Estou atrasada, eu sei! Mas vou deixar as explicações para as notas finais! Quero agradecer a todas que comentaram no capítulo passado, mas hoje não irei fazer aqueles agradecimentos longos, me perdoem, mas saibam que eu sou grata por cada comentário, recomendação e até mesmo visualização que a fic recebe! Eu amo vocês! Boa Leitura!

Oliver havia colocado meu nome com moradora na portaria, o que fazia o porteiro me olhar curioso toda vez que eu passava por ali seja para buscar alguma coisa que havíamos pedido ou apenas para dar uma caminhada de manhã, enquanto Oliver malhava. O mundo fitness nunca me atraiu, mas eu fazia yoga e pilates de vez em quando.

Na verdade, eu estava voltando de uma agora mesmo. Passei pelo porteiro que acenou para mim e eu fui até o hall dos elevadores. Entrei na caixa de aço e coloquei o código de segurança para o 27° andar. E apenas aí eu me dei conta que esse foi o único contato que eu tive com a tecnologia, fora o celular e o Netflix.

O que as férias estavam fazendo comigo?

Acho que iria mandar uma mensagem para Curtis e perguntar como nosso projeto estava se encaminhando e poderia trabalhar um pouco em algum projeto experimental já que Oliver estaria na academia e eu não teria nada melhor para fazer.

Assim que entrei pelo hall de entrada, soube que Oliver ainda não havia subido. A academia ficava no subsolo, era como um grande anexo ao estacionamento. O apartamento estava quieto e calmo.

Acho que iria me arrumar para a Verdant hoje a noite. Oliver se arrumava na velocidade da luz e não gostava de se atrasar. Caminhei até o quarto e desta vez lembrei de tomar os remédios sozinha. Fui até o closet e o encontrei lá, abotoando uma camisa de botões azul escura.

— Apreciando a paisagem, Smoak?

Sorri corada.

— A melhor de todas.

— Vá se arrumar... – ele disse ao passar por mim, beijando minha testa.

Okay. Isso foi estranho. Algo aconteceu durante a minha caminhada, que nem foi tão longa assim. Ou será que isso era ele tentando descobrir como agiremos na frente de nossos amigos? Tudo está acontecendo rápido demais. Eu também não sabia, mas preferia deixar isso para quando o momento chegasse. Afinal, não pode ser pior do que foi com os pais deles... Ou pode?

Oh! Thea e Tommy estarão lá, então pode sim.

Tomei meu banho e depois arrumei meu cabelo de modo bem simples. Coloquei um pouco de maquiagem, uma calça jeans com uma blusa de alças de cetim vermelho. Eu gostava daquela blusa. Ela tinha um decote cavado decorado em renda preta que ficaria vulgar em uma mulher peituda, mas como eu não tinha peitos tão grandes, ficava... Sensual. Estreei meu par de botinhas de salto baixo pela primeira vez. Peguei uma jaqueta de couro e limpei meus óculos.

Boom! Estava pronta.

Fui para sala e encontrei Oliver no piano, dedilhando pelas teclas. Ele se virou e sorriu para mim. Eu não saberia fingir como ele. Eu mudei? Sim, mas não tanto assim. E se ele tivesse algum plano, eu gostaria de saber.

— O que aconteceu enquanto eu estava caminhando?

— Por que acha isso?

— Porque você está diferente. – eu disse enquanto ele vestia própria jaqueta e caminhávamos até o elevador. Eu apertei o botão redondinho e me encostei na parede com braços cruzados.

— Está enganada. – respondeu e o elevador chegou.

Nós entramos e assim que as portas se fecharam, Oliver me prensou contra a parede de aço e me deu um beijo desentupidor de pia. Um verdadeiro show para quem quer que estivesse assistindo pelas câmeras. O “plin” soou rápido demais. Chegamos na garagem rápido demais. Eu agradeci por ter desistido de usar o batom vermelho no último minuto, porque iria parecer uma palhaça agora.

— Eu disse que estava enganada.

Oliver abriu a porta do carro para mim, um cavalheiro como sempre, e o caminho inteiro a Verdant foi silencioso. Oliver parecia concentrado demais. E nem se importou de eu ter ligado o rádio em uma estação alternativa. Eu adorava as músicas de Halsey. A voz dela era linda.

Não sei o que eu vi primeiro. A fila enorme na porta da boate ou Tommy abanando a mão no alto como uma verdadeira criança, enquanto estacionávamos na área reservada para funcionários. Ele veio e abriu a minha porta, sorridente.

Smoakie! – ele exclamou e me deu um daqueles abraços de urso panda.

Toms! – exclamei e retribui o abraço com carinho.

Fomos até o pequeno grupo que estava na porta, aguardando. Caitlin, Lyla e Dig estavam ali, conversando e rindo. Todos lindos e sorridentes. O telefone de Oliver começou a tocar quando eu abracei Caitlin, ele se afastou para atender. Nunca parecemos tão distantes assim, e isso não gerou perguntas de ninguém do grupo. Entramos dentro da boate que já estava lotada e fomos até a área VIP onde Thea e Roy estavam sentados e bebendo.

Oliver chegou minutos depois.

— Oliver, tudo bem? – perguntou Lyla abraçando ele.

Oliver retribuiu, mas parecia bravo... Como estava esta tarde.

— Sim, como está minha afilhada? – perguntou de volta com um sorriso convincente.

— Me deixando de cabelos brancos.

As conversas começaram e eu apenas fiquei com coquetéis de frutas desta vez sem álcool. As meninas falavam sem parar e eu apenas escutava e observava as interações de Oliver com os meninos e Thea. Até comi nachos, cortesia de Roy.

— Como você está, Lis? – perguntou Lyla e isso chamou a atenção de Oliver.

— Bem melhor. Sem tonturas. Sem desmaios. Definitivamente, melhor. – eu respondi ignorando seu olhar em mim e isso fez Thea erguer uma sobrancelha.

— Preciso ir no banheiro! – exclamou Caitlin e arrastou todas nós junto com ela.

Sútil, ela.

— Conte e não poupe detalhes! – exclamou minha ex-colega de quarto.

— Eca, é o meu irmão ali. Conte, mas me poupe dos detalhes. – reformulou Thea enrugando o nariz para Caitlin. Lyla apenas ergueu uma sobrancelha para mim.

— Eu não tenho nada para contar. – eu respondi e lavei as mãos na pia.

— O que? O que está acontecendo entre vocês dois? Como está sendo morar com ele? Vocês estão brigando? – perguntou Caitlin em disparada.

— Está sendo pacífico. Ele gosta da privacidade dele. – eu disse e não era mentira.

— Ele está se esforçando muito para ouvir o que Johnny e Tommy estão falando, como se você estivesse berrando o nome dele á cada minuto que passa... O que aconteceu? – perguntou Lyla e as outras duas decidiram usar o banheiro.

— Nossa convivência está sendo pacifica, e eu não consigo entender ele na maior parte do tempo, então se você tiver um manual daquele modelo, eu estou disposta a pagar qualquer preço. – eu disse e Lyla riu.

Esse dia está muito louco. Caitlin estava mais agitada. Lyla estava animada. Thea apenas observava. Roy estava dançante. Dig fazendo piadas. Tommy mais quieto do que o normal. E Oliver estava distante, frio. Será que eu tomei algum remédio errado? Anticoagulante ou antipsicótico? Não sabia dizer.

A noite passou como um verdadeiro vulto e ninguém mais me perguntou nada. Oliver havia bebido muito uísque e tequila junto com os meninos. Estava até ligeiramente tonto. E ele reclamou quando peguei a chave do carro de sua mão.

— Eu já sofri um acidente de carro, e não quero sofrer outro. Então sente a sua bunda no banco do carona. – eu disse abrindo a porta para ele que suspirou como uma garotinha, mas obedeceu.

Eu assumi o volante e estava dirigindo pela primeira vez depois do acidente. Ter um Oliver Bêbado ao meu lado não ajudava em nada. Ou muito menos sua mão em minha coxa. Peguei alguns atalhos e cheguei no condomínio de Oliver mais cedo do que esperava, mandei uma mensagem para Dig, Thea e Tommy avisando que havíamos chegado e estacionei na vaga de Oliver como uma profissional em baliza.

Fiquei orgulhosa de mim mesma.

Oliver saiu do carro e foi até os elevadores sem me esperar ou ao menos fechar sua porta. Tranquei o carro e fui logo em seguida. Subimos em silêncio. Ele foi para o quarto e eu para a cozinha, tomar meus remédios noturnos. Assim que coloquei o copo no escorredor e apaguei a luz da cozinha, vi Oliver usando sua calça de pijama e segurando um travesseiro na mão.

— Para onde você vai? – perguntei tirando minha jaqueta e minhas botas.

— Apreciando a vista, Smoak?

— Sem dúvida. – eu disse encarando seu peito nu. – Mas ainda quero minha resposta.

— Sofá. – ele disse e largou seu travesseiro no maior sofá de seu conjunto de três.

— Por que?

— Porque você está brava comigo e eu não quero morrer durante meu sono. – ele disse levemente enrolado e eu quis rir, mas não o fiz.

— Estou brava porque você não me contou o que aconteceu hoje mais cedo, mas isso pode esperar até amanhã. Eu preciso dormir. Você também. Vamos. – eu disse jogando seu travesseiro para ele e o empurrando para o corredor.

— Você é tão forte, Smoak. – ele disse e me abraçou forte.

Me abraçou como se eu fosse correr gritando para as montanhas dos Apalaches. Seu cheiro me inebriou mais forte do que o normal, porque a mistura de Oliver com uísque e colônia era perigosíssima. Coloquei ele na cama, e ele capotou. Troquei de roupa e coloquei uma camisola, e me juntei a ele.

—-

— Não irei viajar para o sovaco mundo, mãe. Ainda mais se está tendo tempestades de neve aí! – eu exclamei enquanto fazia uma mala pequena para enfrentar o frio britânico amanhã, enquanto falava com mamãe pelo celular.

— Você poderia vir e trazer Oliver, quem sabe, vocês não se acertam? Como está sendo a convivência?— perguntou e a ligação começou a cortar um pouco.

— Bem. Não há nada para falar, na verdade. Ele é recluso. – eu respondi ambígua.

— Onde vai passar o Ano Novo?

— Em Londres. Com Oliver.

— AH! Felicity Meghan Smoak, você me escondendo algo? — perguntou e eu revirei os olhos sorrindo.

— Nada. Ele simplesmente me chamou para ir já que Tommy e Cait irão para Nova York, Dig e Lyla para o interior e os pais deles já estavam com planos feitos... – eu disse dobrando uma calça e colocando dentro da mala.

— Ele foi adorável com você durante sua temporada no hospital. Se não está acontecendo nada, bem, deveria acontecer. Eu teria netos lindos. — ela exclamou e depois riu.

Eu suspirei. Seriam bebês lindos mesm... Opa! Pode parar aí!

Mamãe tagarelou por mais um tempinho e depois desligou dizendo que papai estava esperando ela para dormir. O celular voltou a tocar assim que mamãe havia encerrado a ligação. Sinistro. Vi o nome de Moira na tela e estranhei. Ela não estava viajando?

— Alô?

— Felicity! Como vai?

— Muito bem e você?

— Muito bem também! Estou ligando porque Oliver pediu para você esperar ele na portaria para o nosso último almoço em família do ano! Ele disse que em vinte minutos estará aí! — ela informou e eu fiquei confusa. Por que ele mesmo não havia me ligado?

— Okay, Moira. Irei me arrumar. Devo levar algo?

— Não precisa, querida!

— Até logo então, Moira.

Desliguei e corri para o closet. Troquei minha camisola por um vestido vinho e meia calça, vesti as botinhas de salto baixo. Peguei um casaco e tomei meus remédios correndo. O interfone tocou quando eu estava terminando de passar meu gloss labial.

Oliver havia chegado. Eu desci e o encontrei esperando do lado de fora do carro. Ele estava usando jeans e moletom. Completamente casual, mas conseguia ser sexy até usando um saco de lixo. Não havíamos nos visto hoje, porque eu acordei sozinha. Ele me puxou para um beijo intenso e eu percebi o quanto senti sua falta.

— Vamos? – perguntou e eu assenti.

Ele abriu minha porta e eu entrei. Quando o carro começou a se movimentar pela avenida, eu não resisti e perguntei:

— Por que pediu para sua mãe me ligar? Onde foi pela manhã? Acordei com lençóis frios demais... – eu disse e paramos em um farol vermelho que me fez lembrar da noite de Natal.

— Estava resolvendo alguns problemas. Nada realmente importante. – ele respondeu colocando a mão em minha coxa. Eu apertei essa mão e ele me olhou.

— O que está acontecendo? Você está mais estranho do que o normal.

— Eu? – perguntou quando o sinal abriu. – Você estava estranha ontem, tanto que me perguntaram diversas vezes o que você tinha.

— Passou pela sua grande cabeça que eu estava estranha porque você estava estranho também? – perguntei.

Estávamos brigando novamente.

Qual era o problema com a Mansão Queen?

— Por que está gritando comigo?

— Porque, aparentemente, é o único jeito de fazer você ouvir! Mas também porquê eu não sei quem você é ou o que está escondendo de mim. Não sei se estou te atrapalhando. Não sei o que você espera disso tudo... Podemos começar por aí. – eu rebati com um fôlego só.

Ele parou em um mais um sinal vermelho e suspirou.

— Você tomou seus remédios?

— Sim.

Ele pareceu surpreso e eu apenas me virei para janela.

— Eu estou bem. E não quero brigar com você. Sim, os telefones estavam começando a me irritar, mas eu já resolvi isso hoje. Não contei, porque você não pode se estressar, Smoak. – ele disse olhando para janela dele e eu revirei os olhos.

Era tudo que eu iria conseguir hoje, então eu me contentei com o que recebi.

A Mansão Queen não era tão longe do centro financeiro de Starling City, e chegamos lá bem rápido. Sem mais faróis vermelhos. Nós entramos na estrada particular da família, e Oliver acenava e buzinava para cada funcionário que estava trabalhando no jardim e no grande portão de ferro.

Ele estacionou na garagem cheia de carros para lá de caros e abriu minha porta. Eu saí do carro segurando minha bolsa e encarei seus olhos terrivelmente azuis. Ele se inclinou e me deu um beijo cálido. Meu tipo preferido. Porém estava hesitante. Com medo de minha reação, talvez? Eu peguei seu rosto com minhas mãos e sorri entre o beijo. A hesitação foi embora.

— Eu senti sua falta hoje, Smoak. – ele sussurrou e eu ri.

— Custa me dizer que eu também. – eu disse suspirando dramática e ele sorriu.

Subimos o pequeno lance de escada e saímos dentro de um corredor, do qual Moira havia acabado de entrar. Ela estava usando um vestido azul marinho e pérolas. Quando aquela mulher não estava menos do que elegante? Ela sorriu para nós quando atravessamos o corredor.

— Eu ouvi o carro! Vocês demoraram! – ela disse me abraçando e depois abraçando Oliver. – Estão todos na sala...

“Todos”, quem?

Entramos na grande sala de estar dos Queen, e eu encontrei Robert paparicando a pequena Sara em seu colo fazendo ela sorrir banguela para ele, enquanto Lyla e Dig estavam quase cochilando no sofá ao lado. Eu sorri.

— Raísa caprichou nas quiches de alho! – exclamou uma voz conhecida. Me virei para um dos corredores e vi Tommy de boca cheia enquanto carregava uma garrafa e quatro taças em mãos, Cailtin apareceu com mais taças. Thea veio logo depois com uma bandeja forrada de quiches e Roy com uma mamadeira rosa em mãos.

Cumprimentei á todos.

— Cansada? – perguntei ao me sentar ao lado de Lyla que gemeu assentindo e eu ri.

— Não ouse rir de mim. Até porque se você estivesse em meu lugar noite passada, você não estaria com esse sorriso na cara. – ela disse mal-humorada e eu ri de novo. Ela olhou para Oliver e depois para mim. – Ele também está com um sorriso na cara. Estão se dando bem, eu presumo?

— Qual foi a diversão de ontem que deixou Lyla assim? – perguntou Oliver cutucando John que estava quase roncando sentado.

— Sexo interrompido por nossa querida filha. – John respondeu esfregando o rosto e todos riram.

— Que merda de noite... – disse Thea sentada no colo de Roy.

— Empata foda. É isso que é uma merda. – disse Oliver se virando para irmã. – Poderíamos ter mais irmãos se você não fosse tão egoísta...

— Eu? Eu sou egoísta? O que está insinuando filhinho da mamãe? – perguntou Thea pronta para discussão.

Robert apenas suspirou como se já tivesse visto antes e voltou sua atenção para Sara, enquanto seus filhos discutiam como duas crianças. Eu peguei Sara no colo quando Robert precisou atender uma ligação e Oliver sentou ao meu lado. Não nos tocávamos, ou beijávamos, mas estávamos bem mais perto do que o normal. E eu conseguia sentir seu olhar em mim de tempos em tempos.

— Shhh.... Deixe as babás trabalharem. – disse Dig subindo com Lyla para descansar em um dos quartos de hóspedes. Ou pelo menos, foi a desculpa que usaram para se trancarem em quatro paredes.

Nós almoçamos juntos, e Thea e Roy quiseram ficar com Sara um pouco. Eu dei uma boa olhada para minha amiga e ela assentiu. Alguém vai tomar um grande passo. Sorri encorajando e ela respirou fundo, enquanto ia para o jardim com Sara e Roy.

Oliver me deu um tour completo pela casa e a última parada foi seu quarto de infância. De paredes azuis escuras e chão de madeira. Tinha vários pôsteres de filmes e histórias em quadrinhos... Cortinas brancas e mobília combinando. Ele até tinha um mini coleção de motos e aviões.

— Motos e aviões?

— Você quer brincar?

Maneei a cabeça rindo de seu tom provocativo.

— Você se imagina brincando com Sara e motos? – perguntei quando ele caiu na cama e ficou pensativo como se imaginasse a cena.

— Nunca tinha pensado nisso. Nunca tinha pensado em brincar com criança alguma, mas se Sara quiser ela pode brincar com todos que estão neste quarto. – ele disse olhando para todas as figuras de ação nas prateleiras e em sua escrivaninha.

— Já pensou em ter filhos?

— Eu não quero filhos. Não posso ser pai. Não é uma possibilidade para mim. – afirmou.

Será que ele é estéril e não gosta de falar sobre isso? Eu fiquei em silêncio e tentei imaginar Oliver correndo por este quarto, lendo os quadrinhos e depois dando amassos em alguma garota escondido dos pais.

— Desculpe, não quis ser grosso com você.

Ele passou as mãos pelos rostos e finalmente revelou o cansaço que estava escondendo de mim desde ontem. Não era físico, e sim emocional e psicológico. Caminhei até a cama e sentei na cadeira de rodinhas abraçando uma almofada verde á sua frente.

— A última coisa que eu quero é machucar você. E parece que essa é a única coisa que eu tenho feito nos últimos dias. – ele disse e eu ri sem um pingo de humor.

— Oliver...

— Você deveria ter sido a primeira mulher a pisar aqui dentro. A que eu traria para transar no meu quarto de infância. Seria tão diferente. – ele falava sério, não estava brincando agora.

Eu corei com a ideia.

— Agora?

— Eu sempre vou te querer, mas nunca aqui. – ele se endireitou na cama e eu o imitei.

— Pode me contar agora por que estava tão estranho por causa dos telefonemas? – perguntei e ele desviou os olhos para janela.

— Meu passado não é exatamente fácil, até fico feliz que você não tenha um... Eu não conseguiria administrar ex-namorados. – ele disse e até riu um pouco.

Fiquei quieta e meu bom-senso ergueu uma sobrancelha para mim.

— É uma ex-namorada psicopata te ligando?

— Não. Eu disse que nunca namorei. Eu pensei que estava sendo claro quando disse que era apenas sexo. Sem promessas. Sem emoções.... Nem sempre é fácil. – ele disse e esfregou o rosto de novo, este gesto estava começando me preocupar.

— Como quer que elas não se apaixonem por você, Queen?

Ele me encarou.

— Eu só quis que uma se apaixonasse, mas eu não sei o que é isso. Eu sou do time que acredita que o amor é para pessoas como você, Smoak. Como Tommy e Cait. Dig e Lyla...

Ficamos em silêncio e eu toquei em sua mão.

— Me ensina?

Fiquei chocada, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa Thea e Tommy entraram no quarto e se jogaram na cama ao lado de Oliver. Isso fez ele recuar novamente e vestir sua máscara impassível.

— Eu estava esperando flagrar vocês se esfregando... – comentou Thea desapontada.

— Thea, não. – o aviso estava claro na voz autoritária de Oliver, mas não surtiu efeito nos outros ali.

— Por favor, Ollie. Vocês estão se comendo com os olhos á todo instante! Até um cego conseguiria ver isso. Então o que estão esperando? – perguntou Tommy jogando uma almofada para o alto e pegando ela logo em seguida.

Fiquei perplexa e corada.

— Agarra logo ele e vão fazer sexo selvagem para o bem de todos! E Moira Queen está mais do que empolgada para ter netos agora que Sara está entre nós. Vocês tem que cooperar! – exclamou Thea e depois levou uma almofadada no rosto de Oliver. – Você sabe que mamãe está apaixonada por Felicity e já está planejando quantos netos ela irar parir...

— Fora! Os dois! – exclamou Oliver e desta vez eles obedeceram, mas ainda riam feito hienas.

Não sei com o que eu me chocava mais. Oliver me pedindo para ensiná-lo a se apaixonar, as indiretas de Tommy e Thea ou Moira Queen querendo que eu parisse seus netos.

Notas finais
Então, pessoal vamos as explicações! Eu trabalho em um restaurante no período da noite, já ouviram falar do Outback? Pois bem, a minha escala desta semana ficou muito tarde e eu não consegui agendar a postagem do capítulo antes de ir, por isso estou postando sexta, okay? Todas as fics serão atualizadas nas próximas quintas-feiras! O que acharam do capítulo? Vocês conseguiram captar a minha mensagem nas letrinhas miúdas? Eu realmente espero que sim! E para as curiosas, não é apenas Oliver que tem um passado á esconder, nossa querida Felicity também tem! Espero que tenham gostado e estejam mais ansiosas do que Moira para bebês Olicity! Hahahaha. Comentem! Indiquem! Recomendem! Acompanhem! Favoritem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ https://fanfiction.com.br/historia/715451/Broken/ (Atualizada e Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Se quiserem participar do grupo, por favor, respondam as perguntas quando fizerem a solicitação!) L.W PS: Vamos bater #420 comentários? Ou mais uma recomendação?