Dangerous Love
6 Capítulo 6
Notas iniciais

Ter o apartamento inteiro só para mim era muito estranho. Normalmente eu acordava com Caitlin e o secador pela manhã, enquanto ela se arrumava ir para sua firma. Eu acordei 11h da manhã hoje e me senti completamente inútil. Fiz meu café e não achei a louça do jantar que Caitlin sempre deixava para eu lavar no dia seguinte. Era muito estranho. Olhei para o calendário na minha frente, preso na porta na geladeira e notei que hoje era uma data importante.
Eu tinha que ir até a instituição hoje!
A instituição era uma obra de Thea. Ela abriu portas para vítimas de abuso sexual, violência doméstica e qualquer um que precisasse de ajuda psicológica. Era com o que ela se ocupava, enquanto a Verdant ficava fechada, mas eu sabia que essa era apenas sua natureza feminista e caridosa se manifestando. Eu sempre visitava pelo menos uma vez á cada seis meses para fazer trabalho voluntário, e hoje era o dia de ir lá!
Enquanto me arrumava, percebi que fazia uma semana desde o casamento de Cait. Ou seja, fazia uma semana que eu tinha visto Oliver. Lyla comentou que o viu ontem, mas meu nome não foi mencionado. Por que ele tinha levantado esses muros ao redor de si mesmo? Por que não deixava ninguém chegar perto? Por que parecia um animal tão arisco, ou melhor por que parecia estar observando tudo através de uma janela? Como eu gostaria que Robert estivesse certo sobre seu filho.
Suspirei e fechei o zíper do vestido branco que eu coloquei. Tinha alças finas e era liso, sem adornos ou estampas. Eu me sentia bem dentro dele. Deixei meu cabelo solto, e coloquei os óculos, seguidos pelas sapatilhas e o casaco creme. Chamei um Uber e saí de casa.
Não foi difícil chegar até o centro da cidade, não era horário de pico, então não tinha trânsito nas avenidas principais. O Uber parou em frente ao prédio de seis andares que originalmente era uma imobiliária, mas fora completamente reformado e agora era o centro de Thea. A fachada vermelha tinha um grande contraste com o resto de arranha-céus da rua e isso me fez rir. A cara de Thea. Entrei pela porta da frente e foi recepcionada por Dinah, a coordenadora dos voluntários.
Eu sempre ajudava a fazer sanduíches na cozinha e depois papeava um pouco com Thea em seu escritório, mas hoje a cozinha ficou cheia e ela havia me colocada na recreação com os menores. Ou seja, eu terei que ler uma história para eles.
Okay. Sem pressão alguma.
Fomos para o quarto andar e ela me apontou a sala que eu ficaria. Eu entrei sem medo e tirei o casaco. Tinha brinquedos e pufs por toda parte. Uma estante forrada de livros e três sofás afastados, onde alguns pais estavam sentados. Eu vou até estante e procuro um livro para ler.
Uma garotinha loira se coloca ao meu lado e aponta para cima. Sigo seu dedo e encontro um exemplar de "Moana". O dia da leitura acontecia todo mês para que as crianças conseguissem se entrosar, fazer amigos e comer sanduíches saudáveis. Essa foi a primeira que eu fiquei tão visível para elas. Peguei o livro e outras crianças se aproximaram. Quem sabe eles não aprendam algo sobre família, amigos e coragem comigo e com Moana?
Sentei em um puff em forma de bola de basquete e as crianças sentaram na minha frente, ansiosas. Começo a leitura e faço as vozes e expressões dos personagens. Eu fiquei encantada com tantos olhinhos brilhando em minha direção e som das risadas deles.
— "Eu não sou uma princesa." — eu li a primeira linha da página nova. — "Você usa um vestido e tem um escudeiro-porco. Você é uma princesa!".
As risadas ecoaram novamente.
A leitura foi leve e eu ganhei aplausos e muito abraços quando ela acabou. Thea estava me esperando na porta com um sorriso e ela trocou um high-five com a garotinha que escolheu o livro. Hm. Sinto cheiro de conspiração por aqui.
— Você foi incrível! Vamos comer? — perguntou e eu assenti rindo.
Descemos até o primeiro andar onde ficava a cozinha e a recepção. Várias crianças corriam para lá e para cá e estavam armadas de sanduíches naturais e muito suco de laranja. Eu e Thea pegamos um pouco para nós também, e quando íamos sentar em um banco, o celular de Thea tocou.
— Queen... Oi mãe. — ela atendeu e revirou os olhos para mim. Eu ri. — De novo? Mas o carinha arrumou ele ontem! Já levou do departamento de T.I?
T.I? Fiquei interessada agora.
— Ahm, eu não sei... — ela disse e me encarou. — Na verdade, eu sei sim! Estou indo para aí agora.
— O que aconteceu?
— Minha mãe está travando uma guerra com iMac pela quarta vez. O departamento de T.I está lotado com as novas pesquisas, pode me ajudar nessa? — perguntou e eu assenti rapidamente. — Ela provavelmente clicou em um e-mail spam.
Eu ri e começamos a caminhar pela avenida. Thea me contou sobre os detalhes da abertura da Verdant em Central City e que estava animada. Dinah iria cuidar do centro, enquanto ela estivesse fora. E Roy da Verdant aqui de Starling. Estava tudo planejado.
— É aqui. — disse Thea quando paramos na frente do maior prédio da avenida inteira.
Olhei para cima e perdi a conta dos andares depois do 32°. Queen Consolidated. A empresa multi-bilionária que era a líder do ramo de pesquisas e desenvolvimento tecnológico e telecomunicações. E Moira Queen trabalhava aqui, porque a empresa era da família dela. Moira era a mãe de Thea e Oliver. E eu só descubro agora.
Uau.
Nós entramos e não fomos barradas por ninguém. Entramos em um elevador privativo no meio do lobby que era uma mistura de mármore branco, ferro batido e vidro e pelo painel de LED, Thea colocou a senha e o número do andar que íamos. 58°.
Uau duplo.
Saímos em mais um hall de mármore branco com grandes janelas de vidro que iam do chão até o teto e eu consegui ver Moira no fundo do corredor com mais dois homens em sua sala. O celular de Thea toca novamente.
— Queen... Oi amor. — ela atende e um sorriso bobo surge em seus lábios. — Sim, eles estão no escritório. Na segunda gaveta... Felicity, pode ir na frente?
Assenti e caminhei confiante em cima dos meus saltos até a porta de vidro. Toquei duas vezes e abri com um sorriso envergonhado no rosto. Moira parecia surpresa, mas sorriu de volta.
— Alguém precisa de ajuda com o notebook? — perguntei e ela riu.
— Sim, por favor! Ele está temperamental hoje, Felicity. — Moira disse vindo até mim e me abraçou levemente pelos ombros. Corei forte quando ela me guiou até sua mesa.
Um dos homens que estava ali era... Era o cara do banheiro do trem!
— Você... — eu disse e ele me reconheceu também. — Conseguiu achar o banheiro?
Ele riu e eu também.
— Sim, obrigada mais uma vez. — ele disse e me deu espaço para sentar na cadeira na frente do iMac.
— O que estou olhando?
— Bom, eu tentei acessar minha caixa de entrada de e-mails pessoais mais cedo e não consegui. O Sr. Allen foi chamado, porque já tivemos um certo histórico de cyber hacking na empresa. — explicou Moira e eu corei ainda mais. Eu deveria confessar agora ou mais tarde? — Pode ajudar, Felicity?
Mais tarde, então.
Abri o iMac e ajeitei os óculos. Fui até o firewall principal e passei por ele rapidamente. O computador estava conectado á rede wireless da empresa, o que era muito errado porque se alguém tivesse acesso ao computador de Moira teria acesso ao banco de dados da empresa inteira e isso não seria bom. Comecei pelo sistema de segurança e fiz ele evoluir. Depois coloquei alguns cavalos de Tróia como armadilhas e alguns Babylon 5 também, porque eles eram meu tipo de vírus popular favorito.
— Os meus também. — disse o carinha do trem.
— O que?
— Vírus popular.
Arregalei os olhos e pela cara surpresa de Moira, eu tinha pensado em voz alta.
— Okay... Ahm, Sra. Queen eu consegui restaurar a segurança do seu computador e da rede do prédio inteiro, mas a senhora terá que adquirir sua própria rede para caso outras eventualidades aconteçam.
Ela assentiu e sacou o celular do bolso do blazer.
— E qual é o seu nome mesmo?
O carinha do trem olhou para mim e sorriu. Sorriso bobo de menino.
— Barry Allen.
— Felicity... Smoak.
Apertamos as mãos e Thea entrou com o celular em mãos.
— Ollie! O que está fazendo aqui? — perguntou e segui seu olhar para o extreme oeste da sala e vi Oliver sentado em uma poltrona mais casual do que nunca. Oh. Ele estava aqui o tempo inteiro?
— Visitando a minha mãe. — respondeu ele com um tom de voz neutro.
— E me visitar que é bom, nada?
— Nós acabamos de sair de seu centro, Thea. Ouvimos Felicity contar a história de Moana para as crianças, quando o incidente com o computador aconteceu e voltamos para cá. — disse Moira e Thea assentiu, desconfiada. — E por sinal, você foi divina com os pequenos. Nunca os vi tão entretidos com uma leitura.
— Obrigada, Sra. Queen. — eu disse me levantando de sua cadeira.
— Me chame de Moira. E não foi só atenção das crianças que você capturou, dos adultos também. Oliver não tirou os olhos de você nem por um segundo, não é mesmo filho? — perguntou Moira e Oliver fechou um dos punhos com bastante força.
Ouve uma pausa.
— Felicity ajuda no centro desde a abertura. Acho que esta foi a sexta vez? — perguntou Thea e eu assenti. — Antes ela ficava na cozinha, mas hoje não teve como fugir.
— Uma instituição?
— Um projeto da família Queen. Um centro para crianças abusadas sexualmente, mulheres que sofrem violência doméstica...— eu respondi sussurrando á pergunta de Barry.
— Você teve alguma experiência com a causa da instituição? – perguntou Oliver se dirigindo para mim pela primeira vez.
— Oh não! Graças á Deus não! Eu apenas apoio a causa. – eu neguei e ele ergueu uma sobrancelha assentindo.
— Bom, hoje foi bem divertido. Você deveria aparecer mais, Felicity! — disse Moira e Oliver se levantou com toda sua arrogância e imponência da poltrona.
— Eu tenho que ir mamãe. Foi uma ótima leitura, Srta. Smoak. — ele disse e beijou o rosto de sua mãe com um olhar distante. — Nos vemos depois. Allen... Speedy.
Ao mesmo tempo que Oliver saiu me dando um visão perfeita de sua bunda ridiculamente empinada, outro homem entrou.
— Sra. Queen, está com problemas com o computador? — perguntou ele com um tablet em mãos.
— Não mais, Curtis. Obrigada, mas quero anote as recomendações da Srta. Smoak para com o nosso sistema de segurança. — Moira disse voltando a sua cadeira. Thea sentou na beirada de sua mesa e as duas conversaram em voz baixa.
— Então... Você vai precisar instalar uma rede exclusiva para a Sra. Queen com uma chave exagonal e um anti-vírus decente, porque ele tende a abrir emails cheios de spam pelo que me falaram. — eu disse e ele anotou tudo no tablet. — Também pode ajudar se você usar um receptor de sinal TX-41.
— Mas no mercado só tem o TX-40. — Curtis disse e eu ri.
— Posso? — perguntei olhando para seu tablet.
Ele me entregou seu tablet e eu digitei um URL que era muito útil quando estávamos falando de um sistema de segurança decente. Instalei tudo e boom. O problema foi resolvido e Moira tinha sua própria rede agora. Spam free.
— Wow! — disse Curtis ao ver tudo funcionando e organizado na tela de seu tablet quando eu devolvi.
— Wow mesmo... — concordou Barry espiando também.
Sorri orgulhosa de mim mesma e lutei para não olhar para o corredor.
Ao chegar em casa depois da manhã agitada com os Queen, chequei minha caixa de entrada e lembrei de Moira. Ri para a tela do computador e depois gemi de puro desgosto. Não consegui nenhuma resposta de emprego que eu pudesse levar a sério.
Nada desafiante. Nada que me intrigasse ou me desse vontade de trabalhar. Eu precisava de um emprego logo. As economias no banco estavam indo como água e as contas estavam vindo como água também. Caitlin não estava mais aqui para repartimos tudo.
Depois de fazer uma faxina na casa e montar minha nova estação no quarto antigo de Caitlin, eu estava completamente acabada e me sentindo um verdadeiro lixo. Talvez eu devesse ir para Gotham e esquecer o paradoxo Queen. Lá eu teria um salário. Sem muita escolha, voltei a trabalhar na Eve. Meu projeto nas horas vagas. Era uma coisa grande e... Ilegal. Mas ninguém precisava saber desta última parte.
A campainha toca. Vou até a porta e pelo buraquinho mágico, eu consigo ver a própria Moira Queen ali. O que? Olhei novamente e confirmei. Sim, era ela. Abri as três trancas e ela sorriu. Estava com a mesma roupa que usou de manhã, um conjunto social preto de blazer e saia. E um sorriso no rosto.
— Sra. Queen, o que faz aqui? Quer dizer... Que surpresa! — eu disse completamente confusa e ela riu. — Entre, por favor.
Ela entrou e olhou tudo ao redor com um misto de curiosidade e ansiedade.
— Desculpe por vir sem avisar, mas Thea me passou seu endereço e eu quis vir assim que terminei meu horário na empresa. — ela disse e nós nos sentamos no sofá.
— Não se desculpe, mas que é curioso... É. — eu disse e ela riu. — Quer alguma coisa? Água? Café?
— Não, querida. Como você está, Felicity?
Todos os Queen estão preocupados com a minha saúde agora? O que me lembra... Merda, esqueci os remédios de novo. Eu vou ter que colocar um despertador no celular para lembrar.
— Então, Thea comentou que você não pode ir trabalhar em Gotham por causa do acidente. — ela começou e eu assenti. — Conversei com Lucius Fox e ele falou de você muito bem.
Sorri envergonhada.
— Então, se o meu maior concorrente quer você e não pode ter... Eu entro em ação. — ela disse e eu franzi o cenho. Como assim? — Estou aqui para te oferecer uma vaga dentro do nosso departamento de Ciências Aplicadas da Queen Consolidated.
— Trabalhar... Para você?
— Não. Trabalhar junto comigo. — ela corrigiu com um sorriso pequeno. Wow. Fui pega de guarda baixa desta vez. Os Queen parecem mestres em fazer isso comigo. — O que acha?
— Sra. Queen... — eu começo e ela me olha feio. — Moira. Quando eu começo?
Ela então abre um sorriso enorme que me lembra o de Oliver e Thea. Eles puxaram mais a mãe do que o pai no quesito fenótipo. Ah meu Deus. Eu realmente estou considerando trabalhar junto com um Queen?
— Então que tal na segunda?
—-
Eu fiquei muito animada com o emprego, e no final não me desapontei. Eu iria trabalhar com Curtis e tínhamos uma área enorme só para nós dois. Batman & Robin, e é claro um monte de computadores á nossa volta. A equipe de suporte foi super receptiva e eu fui paquerada por pelo menos três caras e duas meninas. Nada mal. Foi o corte de cabelo, de acordo com Curtis.
O trabalho em si não era bem um sacrifício. Nós fazíamos pesquisas sobre novas tecnologias e cuidávamos para que elas não vazassem para o público ou a concorrência. O Sr. Fox não gostou de saber que eu estava trabalhando para Queen Consolidated, mas disse que as portas das Wayne Enterprises sempre estariam abertas para mim.
— Nossa foi muito incrível a resposta daquele experimento! Você não acha, Bar? — perguntei para Barry que era o contato dos Queen na polícia. Ele vinha na empresa uma vez por semana para checar todo o sistema. Era engraçado e bonitinho.
— Sim! Curtis acertou em cheio com a nova mecânica no satélite. Bem compacto em comparação aos outros no mercado, talvez isso poderá afetar o projeto de ecologia com os painéis solares. — ele disse quando estávamos caminhando até a minha Disney.
Quer dizer... Escritório.
— Eu nunca aprendi tanto em um dia só, foi completamente mági...
— O que você aprendeu, Felicity?
Paralisei. Arrepiei. E sorri de má vontade.
— Oliver, pensei que tinha parado com essa mania de assustar os outros! — repreendeu Moira e eu me virei. — Isso não é educado, filho.
— Eu sou tão feio assim, Felicity? — perguntou assim que eu me virei. Oliver estava ali usando jeans e jaqueta poliéster. Bem casual. Deliciosamente casual. Ele voltou. Com seu humor inconstante. E não perdeu tempo algum. Ainda estávamos jogando pelo jeito.
— Oliver, não a deixe sem graça...
— Não, Moira. Oliver é bonito o bastante para me deixar sem graça, mas eu adoraria um pigarro ou passos mais sonoros... — eu disse sem me abalar. Eu ainda estava jogando também. Moira parecia intrigada com a nossa interação, assim como Barry.
— Se eu fazer barulho, como irei assustá-la? — ele perguntou erguendo uma sobrancelha. — A que devo a honra de sua presença?
— Felicity é a nova chefe do departamento de T.I e Ciências Aplicadas da empresa, querido. Eu distribuí o dossiê na reunião dos acionistas, você não leu? — perguntou Moira e Oliver pareceu genuinamente surpreso. E não no bom sentindo.
Ele não gostava de mim aqui? Ponto para mim então. Estava ganhando terreno.
— Por aqui? Não estava indo trabalhar na Wayne Enterprises? — perguntou interessado.
— Meus médicos não me liberaram á tempo, e eu ainda não estou autorizada á dirigir. — eu disse sarcástica e ele franziu os lábios.
Mais um pontinho. Estou impossível hoje. Quanto estava o placar mesmo? 4x2?
— Já que estamos todos aqui, por que não vamos almoçar juntos? — perguntou Moira e Oliver não gostou da ideia. Eu também não. Já tive o suficiente dele por hoje. Algo me diz que o sentimento era recíproco.
— Acho melhor não, Moira. Temos muito trabalho á fazer por aqui e já pedimos comida... — eu declinei. — Deixamos para outro dia. Hoje, eu prefiro ficar aqui com Barry.
Oliver ergueu uma sobrancelha em minha direção.
— E Curtis. — completei e ele assentiu.
Nos despedimos e eles foram embora.
— Então esse é o tal Oliver? — perguntou Barry assim que entramos na Disney Geek e eu assenti. — Você fica estranha perto dele.
— Ele é estranho perto de mim. — corrigi ao sentar em minha cadeira. — Você não poderia entender, porque está á duas semanas de seu casamento com Patty, Allen.
Ele me estirou a língua como uma perfeita criança e eu devolvi o gesto. Curtis chegou logo depois com sua lasanha congelada, o meu Big Belly Burguer, a comida chinesa de Barry. A cada mordida no hambúrguer, a vitória em cima do Queen parecia mais perto.
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