Notas iniciais
Ciao! Voltei e estou no meio de uma maratona de atualizações, porque eu sou doida! Obrigada á todos que comentaram no capítulo passado e que ainda estão acompanhando a fic! Vocês são ótimos e maravilhosos! Muito obrigada! Minha estrelinha cadente de hoje é a Clarice que recomendou a história! Fiquei surpresa ao ver que a fic tinha ganhado uma recomendação depois de tanto tempo, você melhorou meu dia menina! Espero que eu melhore o seu te dedicando este capítulo! ♥ Boa Leitura!

— Felicity? Felicity?

— O que? — resmunguei de volta, eu estava adorando a soneca. Me sentia leve.

Abra os seus olhos, por favor.— ouvindo o tom de voz preocupado de Oliver me fez ficar em alerta.

Eu abri meus olhos e sentei rapidamente. Percebi que não estava mais na cozinha e sim, em nosso quarto. Longe de manchas de vinho e das sobras do jantar de ontem.

Minha barriga voltou a protestar. Eu estava morrendo de fome.

— Olhe para mim, Felicity.

Me virei para Oliver que estava ao meu lado na cama em seu melhor modo médico e lembrei o que tinha acontecido á poucos instantes atrás. Eu havia desmaiado e quebrado uma garrafa de vinho, não? Olhei ao redor e vi Thea no pé da cama com a maleta de Oliver aberta ao seu lado com um olhar preocupado que combinava com o de Caitlin que estava andando de lá para cá, claramente ansiosa.

— Eu desmaiei? — perguntei e Oliver assentiu enquanto massageava minha cabeça levemente.

— Sim. O que está sentindo?

Fiz uma pequena análise em mim mesma e além da fome, estava com dor no braço e uma leve dor de cabeça que eu sabia que iria embora assim que eu comesse alguma coisa.

— Agora, só dor no meu braço, mas não foi nada, foi? — perguntei e assim que Oliver largou minhas pálpebras e sua lanterninha eu olhei para o foco da minha dor e vi um leve roxo se formando bem acima do meu cotovelo. — Quanto tempo eu apaguei?

— Uns três minutos. Eu ouvi algo caindo no chão e fui na cozinha e te encontrei apagada no chão. Oliver chegou em seguida e te trouxemos para o quarto. — disse Thea e eu assenti levemente. — Você está bem?

— Sim, não foi nada demais. — respondi com um pequeno sorriso.

— Como não foi nada? Você desmaiou, Felicity! — exclamou Caitlin parando de andar pra lá e pra cá.

— Eu não comi nada hoje além de duas barrinhas de cereais. Eu me empolguei no laboratório com os meninos hoje e depois que fui buscar vocês tínhamos que resolver os convites logo... Eu acabei esquecendo, mas estou faminta agora. — eu tentei explicar de um jeito que não chovesse sermões em cima de mim.

Três pares de olhos acusadores em mim e eu apenas quis desmaiar de novo.

— Qual é... Vocês nunca esqueceram de comer na vida?

— Sim, mas nós não sofremos um acidente de carro há alguns meses também, Lis. — argumentou Thea e eu suspirei e assenti.

Me virei para Oliver que estava guardando agora suas coisas de volta para a maleta que eu havia dado para ele e esperei para o sermão do século, mas ele não veio.

— Tommy está trazendo comida. Nós vamos comer, e depois que eu medir seus sinais, a gente vê se vai ou não para o hospital. — ele disse se virando para mim e estendendo as mãos em minha direção.

Eu as aceitei e me levantei da cama lentamente.

— Eu não vou para o hospital quando já sei o que me fez desmaiar, e já estou corrigindo o problema doutor. A comida está vindo, não está? — perguntei e ele assentiu. — Ótimo. Problema resolvido. Não planejo te deixar viúvo, Oliver.

Voltamos todos para a sala e foi a vez de Oliver a ser escravizado pela caneta de tinteiro. Ele rabiscava sua assinatura bem mais rápido que eu conseguia fazer a minha, mas isso deveria ser anos e anos de prática assinando prontuários no hospital.

O clima melhorou um pouco quando eu entrei no tópico de decoração das mesas e pedi ajuda para todos. Eu não queria algo super tradicional, mas não queria algo realmente moderno. Oliver me ajudou com tudo e mesmo tentando disfarçar, eu conseguia ver sua preocupação e ele ativando seu modo vigilante. Toda vez que eu me movia, ele se movia. Se eu saía da sala para cozinha, ele ia junto. Não deixava eu ficar sozinha ou pegar mais do que dois pratos.

Thea e Caitlin haviam limpado a bagunça do vinho bem a tempo de Tommy chegar com a comida chinesa que seria o nosso jantar da noite. Ele foi como um bálsamo para mim, porque foi o único que não me encarou com preocupação ou me ofereceu a sua própria porção da comida.

A noite passou rápido demais e assim que nossos amigos entraram no elevador e as portas se fecharam, Oliver se virou para mim e cruzou os braços ressaltando todos os outros músculos de seu corpo.

— Oliver, não estou sentindo nada.

— Tem certeza? Eu quero...

— Não ouse dizer "hospital", porque eu me recuso a ser revirada ao avesso para você começar procurar algo que não existe. Você viu como as coisas estão na empresa agora, sabe que está uma loucura! Então, seja razoável e pare de se preocupar desnecessariamente. – eu disse colocando as mãos entrelaçadas em sua nuca. — Eu estou bem, e a única coisa que faria eu ficar melhor é uma das massagens que apenas o meu noivo sabe fazer.

Ele relaxou a postura levemente, mas bem levemente mesmo.

— Eu sei que estou em observação ainda mesmo depois de ter sido liberada, então prometo que não vou mais esquecer de comer, e se eu me sentir menos do que maravilhosamente bem, eu te ligo e você pode me dissecar. Eu nem vou fazer careta, mas talvez só na hora da tomografia, aquele remédio para o contraste é amargo demais... — eu disse e ele sorriu minimamente agora. — Okay?

— Okay.

— Bom, agora vamos para o quarto porque você me deve uma massagem. — eu disse o puxando pelo braço até o corredor.

— Posso fazer testes caseiros? — perguntou assim que chegamos no quarto.

— Eles me envolvem nua?

— Alguns.

— Me convença...

—-

Junho passou como um vulto. Ele trouxe o aniversário de um ano de acidente de carro, assim como um ano desde que eu conheci Oliver, meu próprio aniversário que foi uma bagunça só. Nunca mais serei permitida dentro daquele TGI Friday's perto do hospital geral, graças á Thomas Merlyn que arrumou confusão com um cara que estava dando em cima de Caitlin mesmo vendo o diamante enorme no dedo anelar esquerdo dela.

Oliver e eu tivemos uma leve pausa nos preparativos do casamento desde o meu desmaio. Conseguimos mandar todos os convites, e todos os preparativos envolvendo a logística da cerimônia estavam acertados. A parte boa se iria iniciar semana que vem com as provações de cardápios para o jantar, o bolo e os docinhos. Moira parecia mais animada do que eu nesse quesito, mas eu entendi tudo depois que Oliver me contou que sua mãe era uma foodie.

— Felicity! Você nunca esteve tão linda! — exclamou minha futura sogra assim que me viu na sala de estar do apartamento com meu vestido de casamento quase pronto. — Donna, esse vestido é... Indescritível!

Mamãe estava preocupada demais me espetando com alfinetes para notar o elogio que recebeu por sua criação. Olhei para Caitlin e Thea que estavam no sofá vestindo seus vestidos de madrinha e dama de honra que eram num tom rosa pálido. Lyla e Sara estavam dançando e brincando entre os rolos de tecido que mamãe trouxe com ela e a minha enfermeira perva preferida estava babando em cima de um catálogo de lingeries de noiva.

— Vocês não estão ajudando em nada...— disse Oliver do nosso quarto e isso me fez rir.

Hoje era sua folga, assim como minha, mas ele foi banido para o quarto assim que mamãe chegou com meu vestido. A prova era rápida, mamãe só queria ajustar minhas medidas para uma das aplicações que eu escolhi para o busto do vestido e estávamos prontas para guardar tudo e só voltar a mexer com isso no dia da cerimônia mesmo.

— Conversei com Alena, e ela já reservou o ateliê dela para nós amanhã á tarde para a prova dos cardápios! Eu marquei as 16h para que Oliver consiga nos encontrar após o plantão dele. — disse Moira alto suficiente para seu filho ouvir do quarto.

— Obrigado!— cantarolou ele e isso me fez sorrir.

Idiota. Meu idiota.

— Estamos á menos de dois meses até a cerimônia e ninguém mencionou as palavras "despedida" e "solteira" na mesma frase ainda. — disse Sara largando o catálogo de lingeries.

— Eu não quero uma. Já disse que minha versão de despedida de solteira vai ser uma grande noite das garotas. — eu disse e com o "Okay" de mamãe, saí de dentro do vestido. Não me importei de estar de lingerie na frente delas, Oliver havia arrancado o pudor de mim há muito tempo atrás. — E apenas isso.

— Claro, mas a gente sempre poderia envolver um pouco de álcool e homens sarados dançando para nós! Mulheres também. — disse Thea piscando em direção á Sara que sorriu.

Oh não. Essas duas juntas não era um bom sinal.

— Tommy já disse que ele e John já preparam tudo para a despedida de solteiro de Oliver, então nós temos que fazer alguma coisa porque se eu conheço o meu marido, vai ser épica. — disse Caitlin enquanto eu vestia meus jeans e uma das camisetas de Oliver.

— Nós poderíamos fazer um chá de cozinha, Felicity. Convidar mais algumas de suas amigas mais próximas e apenas aproveitar a noite. — disse mamãe e Moira concordou na hora. — Não tem necessidade de um stripper quando você tem ele só para você.

— Mamãe! — exclamei horrorizada enquanto todas riam junto com Oliver que eu conseguia ouvir rindo do quarto. — Okay, um chá de cozinha e pronto. Não vamos tocar mais neste assunto, por favor.

Sara e Thea trocaram um olhar que me preocupou, mas logo esqueci porque Oliver voltou para sala sorrindo largo quando meu vestido estava de volta dentro de sua capa. Eu apenas estapeei seu braço e ele riu do meu constrangimento.

—-

— Okay... Estou tentada a escolher este hotel. — eu disse assim que entrei no elevador.

Oliver veio em seguida apenas rindo.

— Eu não sabia que era possível se apaixonar por um elevador. — eu disse olhando ao redor.

O elevador era todo espelhado e além de um único botão de emergência dourado, só tinha uma pequena entrada para o cartão magnético que era a chave do quarto. Ele reconhecia o cartão e te levava diretamente para o andar certo. Eu ainda estava tentando descobrir se isso era algo bom ou não.

— Este é só o primeiro, e você tem que ser imparcial caso os outros não tenham um elevador assim... — ele disse sinalizando para o teto espelhado. — Agora se o quarto for assim...

— Oliver!

Ele apenas riu e me puxou para mais perto de si. Olhando para o lado, vi que o nosso reflexo merecia até mesmo uma foto enquadrada. Fiquei tentada a pescar o celular da bolsa, mas Oliver se separou de mim o suficiente para ficarmos com as testas coladas e sorrindo um para o outro como completos idiotas. Deixa pra lá.

— E chegamos. — ele disse quando o "plin" característico soou e as portas douradas se abriram.

Caímos em um corredor com paredes brancas e todo o resto era completamente dourado. Molduras, portas, maçanetas, esculturas e todo o resto que é possível imaginar. O carpete vermelho vívido embaixo de nossos pés parecia a escadaria do MET Gala.

— Okay. O elevador já era muito, mas o corredor... — eu disse olhando para os quatro lustres de cristais pendurados no teto e ouvi Oliver voltar a rir de mim e me puxar até a porta do nosso quarto.

Ele abriu a porta com a chave e eu vi que tínhamos até uma campainha!

— Okay, sem espelho no teto, mas ainda temos outros hotéis para conferir. — Oliver disse soando levemente chateado ao inspecionar o quarto inteiro.

Ele foi mais além da pequena sala de estar e entrou no banheiro que parecia ser enorme e ainda mais luxuoso que o elevador e o corredor juntos. Eu tirei minha jaqueta. A joguei em uma poltrona do lado do aparador e chutei os saltos para o lado.

— Oliver? — chamei levemente ao apertar minha bolsa em meu colo.

— Sim? — ele disse do banheiro e logo surgiu entre as portas duplas.

— Eu tenho um plano. — eu disse sorrindo e ele ergueu uma sobrancelha para mim. — A nossa hospedagem aqui é uma pesquisa de campo para nossa lua-de-mel, mas também estamos comemorando o final da sua residência e para isso eu preciso de vinho.

— Eu vou lig...

— Não. Não é qualquer vinho. Eu deixei um vinho reservado em uma adega aqui do lado e você vai ir buscar, enquanto eu me arrumo. Depois que a gente beber um pouco, a gente vai se divertir e comemorar. — eu disse pontuando cada tópico de meu plano. Pelo menos, o plano que ele acharia que eu tinha feito para a noite.

— Okay... — ele concordou levemente confuso, mas eu sorri convincentemente e ele voltou a vestir sua jaqueta que já estava ao pé da cama. — Eu espero que os seus planos incluam sexo no final da noite, certo?

Eu assenti.

— A reserva está no seu nome? — perguntou novamente e eu voltei a assentir.

Ele me deu um beijo demorado e saiu do quarto.

A porta bateu, mas eu só comecei a agir quando ouvi o "plin" do elevador de novo.

— Okay. — disse a mim mesma e ri sozinha.

Eu tinha mais ou menos 15 minutos para me arrumar e arrumar a surpresa que tinha feito para Oliver. Comecei discando para o serviço de quarto e pedindo nosso jantar com direito a dois tipos de sobremesa. Segui para o banheiro e me despi por completo. Eu tinha planejado isso á meses e tinha certeza que Oliver iria gostar.

Vesti a lingerie branca que havia comprado especialmente para hoje. Ela era rendada com padrões florais escondendo apenas o realmente necessário e tinha uma cinta-liga também. Vesti as meias sete oitavos brancas também. Se tudo fosse de acordo com o plano, nada do que eu estava vestindo sobreviveria para contar história, por mais caro que tudo tinha sido, eu não me importava. Retoquei o rímel, e re-apliquei um pouco de blush nas bochechas.

Tirei meu batom vermelho da bolsa e apliquei com o máximo de cuidado para não borrar e não manchar nada. Satisfeita com o resultado, soltei meu cabelo do coque que havia feito mais cedo e ele caiu sobre meus ombros com um ar de "não estou arrumado, mas estou decente para ir na rua e ter sexo alucinante".

— E o toque final... — eu disse tirando o jaleco branco de Oliver da bolsa.

Ouvi a campainha soar e logo depois alguém dizer "Serviço de Quarto". Okay. Tirei as meias rapidamente e o jaleco. Ficaria muito na cara que eu estava me vestindo para transar, não ficaria? Vesti o roupão do hotel e fui atender a porta. Me deparei com uma mulher ruiva ali, vestindo o uniforme do hotel de modo impecável. Ela empurrou o carrinho e montou a mesa para o jantar sem dizer palavra alguma. Ela até trouxe um vela!

— Oh! Isso é muito mais do que eu esperava. — eu disse e ela sorriu levemente e disse que estava fazendo apenas o padrão do hotel. Alcancei minha bolsa e peguei algumas notas para a gorjeta dela que saiu agradecida.

Peguei meu celular e comecei a mandar mensagens para o pager de Oliver. Eu havia criado um código para mim mesma e integrado ao pager dele para ele saber quando eu queria ou precisava falar com ele urgente, mas ele não sabia disso ainda. Mandei quatro mensagens e voltei a calçar as meias.

Vesti o jaleco e me tranquei no banheiro.

Depois de três partidas de xadrez e uma leve vasculhada nas redes sociais, ouvi a porta do quarto abrir novamente. O barulho de sacolas denunciaram Oliver e logo ouvi sua voz.

— Felicity?— chamou ele e eu levantei da privada sorrindo.

— Sim?

— Você pediu jantar? Pensei que íamos sair!— ele disse e eu contive a risada.

— Quero ter a experiência completa de hotel! — respondi e revirei os olhos para mim mesma.

Mandei mais uma mensagem para o seu pager e depois mais uma. Ouvi o barulho da notificação soar do outro lado da porta e pressionei os lábios para o riso não sair por mais que quisesse.

— Você pode dar uma olhada no meu pager depois? Acho que está com defeito...

— Por que?

— Tem um código que fica apitando e eu não sei de onde é. Até perguntei para Sara e ela disse que não está no manual.— ele respondeu e eu ouvi o barulho de uma garrafa abrindo com aquele "pop" costumeiro.

— Okay. Só um minuto! Só vou lavar as mãos! — eu disse e liguei a torneira da pia e dei descarga para disfarçar. — Que código é esse?

— F1506.— ele respondeu e eu abri a porta. Ele estava de costas para mim, virado para a pequena pia da mini-cozinha que tínhamos no quarto.

— Eu sei de onde é esse código. — disse deixando o jaleco abrir levemente na frente do meu corpo revelando a lingerie e um pouco de pele.

— De onde? — perguntou se virando com a garrafa aberta e uma taça em mãos.

Mandei mais uma mensagem para o pager e ele tocou fazendo Oliver bufar.

— Sou eu. — eu respondi. — Chamando o Dr. Queen.

Assim que ele ergueu os olhos para mim, eu consegui ver a transformação em todo o seu corpo. Seus olhos escureceram e as pupilas dilataram. O aperto ao redor da garrafa se intensificou e eu vi sua postura mudar, como se ele tivesse jogando o peso do corpo de uma perna para a outra.

— Eu devo dizer feliz final de residência? — perguntei saindo do batente da porta do banheiro e caminhando levemente até o pé da cama. — Congratulações?

— Felicity...

— Oh! Eu quase ia esquecendo... — eu disse e alcancei o controle remoto ao lado do abajur da cama.

Apertei um dos botões e o painel do teto foi removido dando espaço para um espelho enorme oval tomar lugar. Eu sabia que essa era uma das fantasias de Oliver, não sabia o porquê, mas decidi realizá-la junto com a minha própria fantasia de médico. Ou algo do gênero. Me virei para Oliver e o vi apenas bebendo o vinho da taça que havia servido com os olhos em chamas. Okay. O alvo foi atingindo e cheio.

Me levantei lentamente da cama e caminhei até ele.

— Eu quero vinho também. — eu disse e ele me ofereceu a sua taça, mas eu neguei com a cabeça.

Em um movimento rápido e ágil até para mim mesma, eu capturei seus lábios com os meus próprios e o beijei. Senti seus braços me rodearem e o gosto do vinho invadir meus sentidos.

— Delícia. — eu constatei assim que me separei dele. — Tire a camisa, Oliver.

Ele me entregou a taça e fez o que eu pedi. Bebi um pouco mais do vinho. O puxei pela mão até o pé da cama e o empurrei para que caísse sentado. Devolvi a taça para ele e tirei seu jaleco, revelando a lingerie por completo. Ele continuava bebendo da taça até que o vinho ali acabou.

— Deite-se. — eu pedi e ele assim o fez, mas se apoiou nos cotovelos para ainda ter uma visão de mim.

Caminhei até onde ele estava e sentei sobre as suas coxas. Eu conseguia ter uma ideia de como ele estava excitado, mas eu queria mais. Muito mais. Explorei seu peitoral com as minhas mãos, cada linha de músculo demarcada ali. Do quadril até os ombros.

Subi um pouco mais e soube exatamente quando ele perdeu o controle. Assim que minha boca chegou ao alcance da sua, algo em Oliver estourou. Ele inverteu nossa posições e prensou seu corpo contra o meu. Eu não pude nem gemer, pois ele já estava me beijando e seu beijo quase me consumiu.

— Você está pronta?

Assenti levemente grogue.

— Vire-se.

Oh Deus.

Me desprendi de seu corpo e senti o corpo dele se afastar levemente para me dar espaço. Assim que me apoiei em meus joelhos, abri a pequena fenda que a calcinha tinha e ouvi ele gemer assim que viu o que estava fazendo. Sem aviso prévio, ele me invadiu e eu gritei agarrando os lençóis.

Suas mãos tomaram posse do meu quadril e diziam o ritmo. Sentia meu corpo contra o dele a cada investida. Eu não havia planejado o começo da noite assim, mas eu já deveria ter aprendido que não dava para planejar nada quando envolvíamos Oliver e sexo no mesmo pensamento. Não que eu me importasse, o plano poderia seguir o seu curso mais tarde.

— Mais forte... — eu pedi e logo depois de uma investida senti o tapa estalado. — Oliver!

Respirar era difícil quando tudo que eu conseguia me concentrar era nele.

— Felicity... — ele gemeu meu nome com a voz rouca.

O orgasmo foi como um tiro dentro de mim mesma. Foi muito intenso. Eu sentia espasmos de prazer por todo o meu corpo e fiquei trêmula. Minha respiração estava mais do que ofegante e combinava com a de Oliver que havia atingindo seu próprio ápice e estava massageando levemente onde havia me estapeado.

Me sentia bem, ele sempre me fazia sentir mais do que bem.

A noite estava apenas começando e eu tinha planos para ela.

Ele saiu dentro de mim e assim que eu me acostumei com o vazio repentino, eu me virei e deixei meu corpo cair contra o colchão sem reação alguma. O espelho em cima de mim me mostrava que meu batom havia sobrevivido, meu rosto estava bem corado, quase vermelho por todo o calor e esforço. A lingerie estava torta e meu corpo estava mole, mas o sorriso não saiu do meu rosto.

Olhei ao meu redor e vi um Oliver bem nu agora, indo até a garrafa de vinho mais uma vez. Minha garganta secou de repente, mas eu não sabia se era por vinho ou por Oliver.

Talvez os dois.

Alcancei meu celular caído no chão e mandei mais uma mensagem para o pager.

Ele apenas se virou e me encontrou deitada de lado, sorrindo.

— Quando, exatamente, você comprou essa lingerie? — perguntou ao voltar agora com duas taças em mãos. Eu me sentei na cama com as pernas estiradas.

— Quando você saiu para procurar alianças com Tommy e seu pai. — eu revelei e ele ergueu uma das sobrancelhas para mim. — Eu fui até a La Perla mais próxima e fiz a compra do ano.

— Do ano? — perguntou depois de me entregar uma das taças.

Eu assenti e bebi metade de minha taça. Estava morrendo de sede.

— Você gostou? — eu perguntei balançando minhas pernas quando ele sentou ao meu lado.

— Eu acho que deixei bem claro o quanto á poucos minutos atrás. — ele disse e eu quase engasguei com meu vinho e ri levemente. — Especialmente das meias.

— Hmm, então você vai gostar da que eu escolhi para a nossa lua-de-mel. — eu disse ao sentir seus dedos em minha panturrilha e subindo.

— Qual delas? A do hotel ou a da viagem? — perguntou e eu ergui a sobrancelha em sua direção.

— Ambas.

Deixei minha taça vazia no criado-mudo ao lado do abajur e telefone e estiquei meus braços nos inúmeros travesseiros na cabeceira da cama. Cruzei as pernas e esperei Oliver terminar sua taça para pular nele mais uma vez. Tínhamos dado uma pausa e se eu conhecia meu noivo bem, ele já estava pronto para mais uma. Normalmente, era eu que precisava de dois ou três minutos para recuperar o fôlego.

Já haviam se passado quatro.

— Você quer jantar antes que esfrie mais? — perguntou ao se levantar e se livrar de sua taça.

Ele já sabia minha resposta, mas ainda sim perguntava.

— Não. Depois eu como. — eu disse. — Eu quero que você me beije agora.

— Você está com aquele olhar... — ele disse voltando para a cama.

— Que olhar?

— Aquele olhar que me dá quando quer que te faça ver estrelas. — ele disse sorrindo levemente egocêntrico e eu revirei os olhos rindo.

Ele me puxou pelos pés e eu ri e dei de cara com o espelho.

Lembrei de sua fantasia.

— Eu tenho um pedido. — eu disse antes que ele me beijasse.

— Sou todo ouvidos.

— Eu quero ir por cima. — disse e seus olhos escureceram ainda mais.

Ele amava quando eu ia por cima.

Ele deitou e eu o montei sem pensar duas vezes. Ataquei sua boca. Ele gemeu rouco quando eu mordi seu lábio e senti suas mãos passeando por minhas pernas e mais para cima. Nu-uh. Eu ia me divertir agora. Me separei dele levemente e comecei a descer por sua mandíbula até o pescoço fazendo questão de deixar uma marquinha ali que dissesse "Felicity Smoak esteve aqui".

Passei para o seu peitoral e assim que mordi sua clavícula levemente, senti um tapa estalado na bunda e meu quadril roçou no seu. Ele estava pronto como nunca. Desci até encontrar o que eu queria desde o inicio. Massageei seu comprimento levemente sentindo ele endurecer cada vez mais e deixei um beijo molhado em sua ponta.

— Felicity... — ele gemeu e eu olhei para cima encontrando com o seu olhar.

Lentamente o coloquei em minha boca e vi pontinhas de prazer explodirem nos olhos azuis de Oliver como fogos de artificio em vários tons de azul. Era bobo dizer isso, mas era a única associação que eu consegui criar agora. Abocanhei mais um pouco e uma de suas mãos vieram para o meu cabelo.

Massageei o resto que não coube e comecei a sugar. Fazendo movimentos preguiçoso de vai e vem com as mãos e em um sobe-desce no mesmo ritmo vi o foco de Oliver apenas em mim e gostei do que vi em seus olhos. Todo o desejo, amor e luxúria que ele sentia por mim estavam ali. Deixei meus dentes rasparem contra seu cumprimento e só aí nosso contato visual foi quebrado, pois ele deixou sua cabeça cair para trás e se permitiu apenas sentir. E era exatamente isso que eu queria.

Os gemidos dele se tornaram mais frequentes e seus quadris começaram se mover involuntariamente. O aperto no meu cabelo não aumentou e nem diminuiu, Oliver não parecia estar ciente do que estava fazendo, ele só estava sentindo. E ao sentir ele inchar dentro de minha boca, eu apertei meus lábios contra sua pele em um último estímulo e recuei um pouco. Mantive meus lábios ao redor de sua ponta até que os jatos quentes de seu orgasmo cessassem e depois apenas recostei novamente em suas coxas enquanto engolia. Era salgado demais, mas nada que eu não suportasse.

— Você ainda vai me matar... — ele disse levemente ofegante com um sorriso relaxado no rosto e os olhos ainda fechados.

Alcancei o fecho do meu sutiã nas costas e soltei. Tirei a peça e joguei na direção de sua cabeça, acertando em cheio em na ponte de seu nariz. Fiquei de joelhos e depois em pé, Oliver estava me observando bem atento agora. Ele se sentou e se escorou entre os travesseiros na mesma posição que eu fiquei antes e observava cada movimento meu.

Enganchei meus dedos nas laterais da calcinha e empurrei o tecido para baixo. Ela caiu aos meus pés sem resistência alguma. Quando ia alcançar o topo da meia perto da cinta-liga, Oliver negou com a cabeça e eu apenas assenti entendendo.

— As meias ficam, Smoak. — ele disse e eu voltei a ficar de joelhos e montar em suas coxas. — Vem mais perto.

Eu fui e assim que suas mãos se aproximaram do meu quadril, ele me puxou muito mais para cima. Sentei em sua barriga e foi a vez dele abocanhar um de meus seios, eu gemi surpresa e depois me apoiei na parede. Seus dentes rasparam em meu mamilo e eu vi estrelas.

Assim que ele trocou de lado, eu abri os olhos e dei de cara com nosso reflexo e tremi levemente. Era sensual. Eu entendia agora o porquê da fantasia de Oliver com espelhos no teto.

— Oh Deus... — eu gemi quando senti um dedo sendo introduzido em mim.
Se eu tinha visto estrelas antes, estava vendo um meteoro agora.

— Sempre tão pronta... — ele sussurrou contra minha pele ao retirar seu dedo de mim e abaixar meu corpo levemente. Ele ajeitou sua postura e eu me apoiei em seus ombros. O introduzi para dentro de mim e abracei meu corpo ao seu de todos os jeitos possíveis.

— Oliver... — disse ao ditar um ritmo lento. Suas mãos passeavam por minhas costas, seios, costelas e bunda. Comecei a me erguer e descer em seu colo enquanto ele distribuía beijos por minha pele como se fosse a coisa mais importante do mundo aqui e agora. — Eu te amo.

— Eu te amo, Felicity. — ele disse e desta vez beijou meus lábios.

—-

— O que você estava fazendo antes de eu dar entrada no hospital no dia do acidente? — perguntei ao espetar um pedaço de brócolis.

— Papelada. Eu sempre deixo acumular. — ele disse. — Eu tinha participado de uma cirurgia pela manhã e parte da tarde que demorou quase dez horas, depois eu dormi mais ou menos uma hora e Sara me acordou. Comecei a fazer a papelada e quando meu pai saiu da cirurgia dele de catorze horas, ele me expulsou.

Ri levemente e beijei seu queixo levemente.

— Assim que saí pela porta, a ambulância que você estava chegou. — ele disse e parecia estar levemente perdido dentro da lembrança. — Você estava muito machucada e tinha sangue em todo lugar...

— E essa foi a minha entrada triunfal na vida do Dr. Oliver Jonas Queen, M.D. — eu disse rindo levemente para quebrar a leve tensão que a memória trouxe junto consigo e funcionou, porque Oliver riu e voltou a comer seu frango.

— Afinal, o que você fez antes do acidente?

— Bom, Thea me arrastou para Verdant com todos os outros para uma espécie de despedida da cidade. Nós bebemos, dançamos, bebemos, rimos e bebemos mais um pouco. — eu disse e ele riu. — Em algum ponto da noite, ela mencionou ter ligado para você, porque eu merecia uma grande despedida em todos os aspectos e você disse um "Não" em letras gritantes e neon.

Seus olhos se arregalaram levemente e eu vi que ele sabia exatamente o que eu estava falando. Eu ri de como seu rosto se transformou de surpresa, para reconhecimento, para decepção.

— Nós poderíamos ter nos conhecido bem antes. — eu disse e espetei o último cubo de cenoura do meu prato.

— Sim.

— Mas eu teria ido para Gotham depois de qualquer jeito. — eu disse dando ombros.

— Eu não tenho tanta certeza. — ele disse e eu revirei os olhos para sua expressão que jorrava egocentrismo. — Mas o que importa é que nós superamos tudo isso e estamos aqui.

— Celebrando o final da sua residência?

Juntos. — ele corrigiu e beijou minha testa.

Notas finais
Próximo capítulo vai ser enorme de grande porque eu vou acelerar as coisas um pouco então teremos casamento, lua de mel, fim de ano, e começo da viagem... Se preparem para umas 10.000 palavras garatodaaa ♥ Comentem! Indiquem! Favoritem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ (Atualizada!) https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ (Atualizada!) Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Vamos bater #875 comentários? Ou mais uma recomendação? PS²: Venham conversar comigo no Twitter meninas, achei várias de vocês por lá! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics lá também, viu? ♥