Notas iniciais
Ciao! Tudo bem minhas lindas? Feliz Ano Novo! 2019 chegou e a atualização também! ♥ Espero que vocês gostem do capítulo de hoje que acaba com boa parte das perguntas e do drama que a história toda trouxe, mas se vocês ainda tiverem alguma pergunta me mandem pelos comentários que eu tentarei responder no próximo capítulo! Boa Leitura! *Obs: Menção e discrição de violência sexual e abuso infantil. Se você possuí gatilhos, não recomendo a leitura.

Eu me sentia a própria Bela Adormecida quando foi acordada pelo príncipe.

Renovada.

O sono que estava em atrasado foi devidamente corrigido. Eu não tive pesadelos, só sonhos coloridos com Oliver. Não acordei no meio da noite, muito menos fiquei esperando o Sol nascer entre as janelas. Eu dormi bem. Foi a melhor noite de sono que tive em três meses. Antes mesmo de abrir os olhos senti seu olhar em mim e ri. Oliver estava com o semblante sério e olheiras profundas em baixo daquelas orbes azuis.

Toquei uma delas.

— Você não dormiu? – perguntei e ele soltou um suspiro baixo.

— Fiquei te observando como não fazia a muito tempo, Smoak. É meu hobby preferido. – ele confessou com um sorriso de menino e eu ri.

— Deveria ter dormido um pouco. – eu disse e ele deu ombros.

— Ainda temos muito o que conversar...

— Se você quiser falar, eu vou ouvir. Não vou te pressionar mais. – eu prometi e ele apenas beijou os meus dedos que estavam brincando com sua barba por fazer.

— Logo pela manhã?

— É domingo, você tem que trabalhar hoje? – perguntei e ele negou. – O que mais podemos fazer se não, conversar?

Sentei na cama e ele também, mas ficou recostado na cabeceira. As cortinas estavam fechadas ainda, mas eu sabia que já tinha amanhecido. Oliver suspirou e pegou uma de minhas mãos e começou a desenhar figuras em minhas palmas.

— Helena queria sair comigo. E até poderíamos ter saído, mas algo sempre atrapalhava. Eu realmente nunca dei muita importância para ela, até que você apareceu na minha vida, chegando de paraquedas. – ele disse e sorriu para mim. – Desde o momento em que você chegou no hospital, eu não conseguia e nem tinha vontade de sair com outra mulher porque estava ocupado demais me preocupando com o seu caso. Até que Helena começou a me perseguir.

— O que?

— Ela era a pessoa que estava me ligando persistentemente. Eu reconheci o número, no começo pensei que seria algum caso do hospital, porque, infelizmente, eu tenho muitos pacientes que precisam de acompanhamento psicológico, mas eu não atendi porque estava de férias e em Londres com você... – ele contou e as peças começaram a se encaixar em minha cabeça. – Ela simplesmente não parava e quando eu finalmente atendi perguntou onde eu estava, com quem eu estava, o que estava fazendo e porquê não estava indo trabalhar.

Ergui uma sobrancelha. Nem minha mãe pergunta tudo isso para mim.

— Quando voltamos e aquelas flores estavam na entrada, eu fiquei mais do que puto. Eu não menti para você quando disse que iria resolver esse problema. – ele disse e eu assenti.

— Você foi falar com ela?

— Sim, mas foi inútil.

— Como assim?

— Ela disse que eu estava imaginando coisas, que ela sim tinha me ligado, mas não tinha insistindo tanto, que estava apenas preocupada com o caso de Rebecca. Uma paciente nossa. Eu fui um idiota e acreditei nela. – ele disse e parecia furioso com Helena e com si mesmo.

— O que estava escrito no cartão? Eu sempre quis saber.

— Uma mentira. – ele respondeu e eu continuei encarando ele até ele responder direito. – Ela estava me agradecendo por todas as noites que tivemos juntos, o que era ridículo sendo que eu nunca toquei nela. Fiquei puto e ao mesmo tempo com medo de que você acreditasse e com o passado que eu tenho, não seria difícil isso acontecer.

— Okay, sabemos que Helena cismou com você e com sua fama pelo hospital... E?

— Estou com medo por você. Ela está na instituição que é do lado da Queen Consolidated, ou seja, ela tem acesso á você, mamãe e Thea. – ele disse e esfregou o rosto com as mãos.

— Não fique com medo, fique com pena. Assim como eu. – eu disse apertando sua coxa.

Oliver ficou olhando para o teto, pensativo. Parecia ter mergulhado em suas próprias memórias e pensamentos. Eu vi ele assim apenas uma vez, quando estava na cafeteria do hospital com várias pastas abertas na mesa á sua frente, em uma de minhas caminhadas com Sara pelo hospital na minha temporada por lá.

— Eu tinha medo de namorar quando era adolescente, quando era calouro na faculdade, durante todo o curso, até eu me formar, mas parecia que eu sabia como agradar as mulheres... – ele parecia debochado ao falar disso. – Nunca tive muita dificuldade em saber o que elas queriam e como elas queriam. Eu achava que o privilégio de se apaixonar era para homens como meu pai, John e Tommy.

— De onde você tirou isso, Oliver?

— Eu aprendi a foder, forte. Aprendi a satisfazer a mulher em primeiro lugar. Aprendi que amor era apenas para casais como meus pais e meus amigos. Nunca para alguém como eu. Então eu apenas fodia e ia embora depois. – eu revirei os olhos. – Mas você apareceu e eu me apaixonei.

Cruzei as pernas e continuei ouvindo ele atentamente.

Ele parecia determinado.

— A primeira vez que eu te vi, você estava tão machucada... Não sei se me apaixonei á primeira vista ou não, sei que eu sabia que tinha que cuidar de você e não deixar você morrer ali. Fiquei com medo de errar, então chamei meu pai e Damien para procurarem algum erro em meu diagnóstico, e nada foi achado. Eu não queria falhar com você. – ele suspirou e sorriu. – Eu dormia em seu quarto com você, quando sua mãe estava cansada demais. Conversava com você. Até cantei “Like a Virgin” para você uma vez quando Thea me contou que você adorava as músicas da Maddona.

Corei forte ao ouvir isso.

— Eu não queria que você se sentisse sozinha. Eu queria te proteger. E ao mesmo tempo ficava brigando comigo mesmo tentando achar uma razão plausível para eu estar fazendo tudo isso, dando esse favoritismo apenas para você e não para o restante dos pacientes... – ri de sua reflexão. – Te dar alta foi a coisa mais difícil que fiz na minha vida, estava morrendo de medo de você quebrar o pescoço assim que pisasse fora do hospital, mas também sabia que com você longe eu pararia de pensar coisas erradas.

— Coisas erradas?

— Eu queria te abraçar, te beijar, te fazer rir... Sentir seu cheiro, seu calor, seu corpo. Sara ficava me provocando dizendo que você tinha algumas marcas de nascença e até uma tatuagem... Eu ficava apenas imaginando como seria ter você em minha cama. – ele disse e nós rimos das provocações de nossa amiga. – Mas não importava o que eu fizesse, você estava sempre ali com suas perguntas e pronta para mim.

Ele riu e cruzou as mãos sob a barriga.

— Uma parte de mim adorava a sua iniciativa para jogar o jogo, mas a outra parte de mim dizia que não era certo e que eu não deveria te incentivar. Minha família te ama e isso ficaria feio se acabasse mal. Quando te vi na instituição de Thea, quase perdi a cabeça com a possibilidade de ter sofrido algo parecido na infância. – ele disse e assentiu. – E depois no Natal quando eu estava pronto para cair aos seus pés e admitir que o que eu mais queria era você, você gritou algumas verdades para mim.

Voltei a corar com a lembrança do circo que eu havia montado no Natal passado.

— Nunca fiquei tão excitado e irritado na minha vida. – ele disse e riu depois de ver a minha cara desacreditada. – Não sabia o que fazer e como reagir. Era diferente de qualquer coisa.

Eu sorri lembrando de nossa primeira noite com carinho. De como foi bom estar com Oliver pela primeira vez. Mesmo depois de gritar horrores com ele, na casa onde ele cresceu e com a mãe dele no cômodo ao lado. Deus. Tivemos um começo realmente conturbado.

— Eu sabia que seria diferente quando decidi trazer você para cá durante o período de vigilância, mas só o pensamento de você estar aqui era maior do que qualquer medo. — ele disse fazendo um leve gesto ao redor do quarto. — Eu fiquei radiante por poder cuidar de você. Por você me deixar cuidar de você. Me deu um propósito além da minha profissão. Não sei explicar direito, apenas estava lá...

Eu assenti compreendendo, mas por dentro eu estava gritando como uma garotinha.

— Quando eu tinha oito anos, eu fui para um acampamento de férias. Meus pais embarcaram na turnê que sempre fazem para visitar os polos que a Queen Consolidated tem ao redor do mundo e eles sabiam que eu odiava cada minuto das festas até os quartos de hotéis. Então eles me mandaram para o acampamento, eu lembro que fiquei tão feliz que não parei de sorrir até chegar lá... — ele disse e bufou levemente como se fosse algo frívolo demais. — Tommy não estava muito longe.

Não era difícil imaginar um mini-Oliver e um mini-Tommy eufóricos demais prontos para mais uma aventura. Aposto que esse acampamento foi fichinha em comparação a faculdade.

— Mas e Thea?

— Ela tinha acabado de nascer, então mamãe levou ela junto para turnê. — ele disse e esfregou o rosto levemente.

— O acampamento foi incrível. Os instrutores eram ótimos. A gente fazia uma coisa diferente a cada dia. Meus pais sempre ligavam para me checar junto com Tommy de dias em dias. Normalmente não poderíamos ter esse tipo de contato, mas mamãe era uma das patrocinadoras mais influentes do acampamento já que a sua amiga de longa data era a dona. — ele explicou levemente e eu quis revirar os olhos para o jeito de Oliver dizer que sua mãe era dona de metade do lugar.

Ricos e seus brinquedos...

— Em uma das últimas noites, eu e mais alguns garotos fomos caçar-vaga-lumes na floresta. Não fomos muito longe de onde estava tendo a última fogueira, mas o suficiente para nos perdermos. Eu consegui três vaga-lumes e me perdi.... Até que comecei a ouvir sons estranhos.

— Vai me dizer que era um bicho? Um urso? — perguntei descrente e Oliver sorriu.

— Não, não era um urso. Apenas um casal de instrutores transando contra uma das árvores. — ele revelou e meu queixo caiu. — Eu lembro até hoje que minha reação foi deixar o pote de vidro cair no chão e me esconder. O vidro quebrou e eles se assustaram, mas não pararam.

— Meu Deus... — sussurrei chocada.

— Obviamente voltei para casa com várias perguntas que um moleque de oito anos ainda não deveria ter ainda. Contei para Tommy e nós pesquisamos sobre. — ele disse e até corou um pouco. — Descobrimos o mundo do sexo bem jovens, mas ainda não tínhamos feito nada.

Eu ainda estava levemente chocada, mas ele continuou falando.

— Quando Thea completou um ano, mamãe contratou uma babá para nós dois já que ela havia começado alguns projetos de caridade que haviam sido pausados por causa da gravidez de Thea. Foi aí que Samantha entrou na minha vida. De novo. — ele disse respirando com um pouco de dificuldade. — A primeira garota que eu havia visto nua em uma floresta era a minha nova babá.

O meu leve choque evoluiu mais rápido do que um Pókemon.

— O que? Como? Sério?

— Aparentemente o acampamento se tornou um spa e tiveram que despedir alguns funcionários. Samantha era sobrinha da dona do acampamento e virou babá dos ricos e privilegiados da sociedade depois disso. Mamãe a contratou sem nem pensar duas vezes. — ele disse parecendo levemente irritado com esse fato. — Os primeiros dias foram legais, ela era ótima com Thea e não pegava muito no meu pé.

— Então por...?

— Samantha me flagrou em uma das noites. — ele disse me cortando.

Oliver já não estava relaxado, estava tenso e eu comecei a reconhecer sua postura arisca de novo.

— Flagrou?

— Tommy e eu havíamos conseguido uma Playboy assim que voltamos do acampamento e revezávamos o uso. Naquele dia eu estava com ela e tentei me masturbar pela primeira vez e Samantha me flagrou. — ele contou e eu ainda não entendia. Oliver se sentia envergonhado por que a babá o flagrou com uma Playboy no colo? Ele era uma criança. Bem, uma criança bem curiosa. — Eu me assustei, deixei cair a revista e me vesti. Ela apenas riu e me tranquilizou dizendo que era algo normal.

Ele cruzou os braços e seus olhos vidraram no nada. Mergulhado em suas próprias memórias, Oliver continuou falando e eu continuei escutando ao seu lado.

— Ela quis me ensinar como se fazia direito. Ela fechou a porta do quarto e me tocou. Uma parte de mim sabia que era errado, eu não estava sentindo nada e a mão dela era grande demais, mas eu lembro de como o instrutor parecia gostar do que ela fazia, mas eu não conseguia. Quando ela terminou, mandou eu ficar de boca fechada se não meus pais iriam brigar comigo. Eu aceitei.

A respiração de Oliver se alterou como se ele estivesse sem fôlego nenhum.

— Ela me dizia que um homem deve fazer sua companheira feliz e a deixar satisfeita e realizada. Ela sentou na minha cama e tirou sua camiseta. Foi a primeira vez que eu vi um par de seios dentro de um sutiã de uma garota que não fosse na revista. Ela me ensinou a tocar nela. — ele abanou a cabeça e eu comecei a ver a angústia em seus olhos, mas ele não iria parar agora. — Depois que eu conheci o corpo feminino, eu não gostava de nada daquilo, mas havia virado uma questão de honra. Se eu não fizesse, não era homem suficiente. Ou pelo menos, era o que ela me falava quando comecei a aprender sobre sexo oral.

"Eu era terrível no começo. E toda vez que fazia algo errado, ela me castigava. Uma das vezes eu passei a noite inteira fazendo sexo oral nela como castigo. Minha mandíbula e boca doíam horrores e eu acordei exausto no dia seguinte. Samantha disse aos meus pais que eu havia ficado doente e eles acreditaram. Eu não queria ser castigado mais depois disso, então comecei a aprender mais rápido."

Eu estava sem ar, querendo fugir para bem longe dessa loucura. Como... Como alguém teria coragem de fazer isso com uma criança? Oliver era apenas um menino quando tudo aconteceu.

— Ela ficou conosco até os meus 13 anos, a puberdade chegou e ela começou e me ensinar a foder. Ela gostava de sexo selvagem, e me fazia fazer coisas da maneira que ela gostava. Aprendi algumas posições e jeitos, mas tudo se resumia em algo duro e forte. — ele disse e coloquei a mão na minha boca para impedir que os soluços saíssem. Eu não sabia em que ponto havia começado a chorar, mas assim como as palavras de Oliver, eu não iria parar agora. — Ela me castigava se eu gozasse primeiro que ela com um jornal molhado. Não deixava marcas na pele. As vezes eu fazia xixi nas calças e ela me humilhava. Eu me sentia sujo e com raiva. Então eu descontava no sexo e a punição mudou quando eu comecei a gostar. Ela me privava de sexo quando fazia algo errado e eu enlouquecia. Eu sabia foder uma mulher e fazê-la gozar de inúmeros jeitos e queria fazer isso todos os dias. Aos 13 anos era mais experiente que muitos moleques de 18 da minha escola, até mesmo que Tommy que havia descobrido o primeiro site pornô no mesmo ano em que eu aprendi a fazer sexo anal.

A raiva na voz de Oliver suavizou e foi substituída por um tom triste ao mencionar Tommy. Era claro o amor que existia entre os dois amigos que eram quase irmãos.

— Ela também me ensinou que amor não era para qualquer um. Quando Tommy começou a namorar com uma garotinha da escola, eu vi que algo estava errado. Eu tinha uma paixonite em uma das garotas também, mas que garoto de 13 anos sabe flertar? Então eu fiquei com a líder de torcida que queria a mesma coisa que eu queria. — ele disse e franziu o cenho levemente. — Tirei a virgindade dela debaixo da arquibancada da escola e vi que isso era tudo que eu conseguiria. As líderes, as garotas mais ousadas do colégio, as transas sem compromissos na faculdade e depois nos plantões noturnos. Era bem mais fácil. Sem envolvimento. Sem compromisso. Apenas sexo pelo sexo.

Ele respirou fundo e olhou para o teto com a cabeça apoiada na cabeceira da cama.

— Eu não planejei ser o cara que transa e vai embora, nem sei exatamente quando começou, mas não conseguia me entregar completamente. A voz de Samantha sempre aparecia na minha cabeça antes de eu conseguir... Nunca fui digno de nenhuma das mulheres que fui para cama, não importa quem elas sejam.

Eu estava começando a protestar e vi Oliver dar o mínimo dos sorrisos. Minhas lágrimas acompanhavam seu tom de voz, e agora estava suave novamente como no começo da conversa, então as lágrimas cessaram. O sorriso desapareceu depois de dois segundos inteiros.

— Eu gostava de dar prazer, mas quando recebia ainda me sentia sujo. Depois de cada encontro, eu voltava para casa e tomava um banho que era mais como uma punição contra mim mesmo. — ele disse e respirou fundo. — A primeira vez que eu me senti livre foi com você. Eu não ouvi a voz dela dentro da minha cabeça, só a sua. E eu quis mais....

Algo dentro de mim rachou com as palavras dele.

— Eu criei uma aversão á sexo oral quando uma menina do colégio tentou me agradar, porque sempre lembrava da primeira noite em que ela apareceu no meu quarto. E isso levava a pesadelos depois, então não poderia dormir com ninguém sem levantar perguntas. Estava fora de cogitação contar o que havia acontecido para qualquer pessoa, então era melhor foder e ir embora.

As regras de Oliver começaram fazer sentido junto com o resto do cenário inteiro que ele havia montado para qualquer pessoa ao seu redor. Eu era a primeira a espiar atrás da cortina, mas só porque ele havia permitido também. Céus... Que bagunça.

— Você foi a primeira desde os meus 17 anos a me fazer um oral. Eu estava com tanto medo e receio naquele dia, mas você estava tão confiante e linda. Era você ali, Felicity. E só a certeza disso me fez te querer mais e mais... — ele disse e eu lembrei da noite em que ele estava falando.

Eu havia notado um certo receio de Oliver naquela noite, mas ele nunca havia pronunciado uma negativa, não havia me afastado... E depois que eu havia terminado, ele agradeceu de várias formas. Corei levemente e sequei minhas bochechas. Olhei para Oliver querendo tocá-lo, mas incerta de como ele iria reagir.

No estado em que estava, tudo poderia ser um gatilho, certo?

— Todas as vezes com Samantha foram sem camisinha. Eu nem sabia que existia naquela época, mas quando comecei a aprender a parte teórica da coisa, nunca mais fiquei desprotegido. — ele disse e abaixou o olhar para as janelas agora. Ainda evitava olhar em minha direção. — Mais uma vez você foi a primeira que eu senti por completo. Que eu me senti completo.

Corei com isso mais uma vez.

— A primeira vez que Samantha me fez um oral foi um pesadelo. Ela me acordou no meio da noite e eu quis gritar, mas ela tapou a minha boca. Eu passei a fazer xixi na cama quase todos os dias quando escutava alguma coisa de diferente dentro do meu quarto pensando que era ela. — ele disse e ergueu uma das sobrancelhas. — Eu não contei para ninguém. Me exclui de tudo e todos, comecei nas aulas de piano que era a única hora do dia sem Samantha. Meus pais notaram que algo estava diferente comigo. Fui em diferentes médicos e terapeutas, mas eu sempre soube como enganar eles. Foquei nos estudos, lia um livro atrás do outro, entrei para o time de futebol, e mantive Thea o mais longe possível de Samantha. Meus pais acharam que era apenas a puberdade afetando meu emocional e aceitaram.

— Oliver...

— Até a faculdade eu nunca amei, nunca planejei, nunca nem imaginei uma vida com alguém do meu lado. Isso era coisa para pessoas como meus pais, Tommy e Dig, e eu gostava de observar eles. Meu pai sempre mandou flores para minha mãe sem motivo algum, Tommy por mais festeiro que fosse, sempre tratou suas namoradas como se elas fossem o Sol e Dig e Lyla... Esses dois poderiam morrer um pelo outro.

Respirei fundo.

— Eu nunca tive expectativa até você aparecer...

E esse foi o meu limite. Antes que ele dissesse qualquer outra coisa, eu me lancei em cima de seu corpo. Os reflexos de Oliver eram realmente impressionantes, porque ele conseguiu me pegar e ainda não nos deixar cair pela beirada. Abracei seu ombros como se fossem minha tábua de salvação e senti suas respirações profundas e quentes em meus pescoço.

— Oliver Jones Queen, eu te amo tanto... — eu disse sem em importar de estar chorando de novo. A umidade em meu pescoço dizia que Oliver também não se importava. — Você é o amor da minha vida. O homem dos meus sonhos.

— Por que, Felicity?

Sua pergunta não era resposta para minhas palavras de amor. E sim para si mesmo.

Por que ele? Por que Samantha fez isso? Por que?

— Oliver... Olhe para mim. — eu pedi em voz baixa e ele levantou seu rosto do meu pescoço. — Você não nenhuma parcela sequer de culpa sobre o que aconteceu. Você era uma criança inocente...

— Não, eu não...

— Sim, você era e mesmo que isso tudo tenha acontecido você se tornou um homem tão gentil e amoroso. O melhor homem que eu já conheci na minha vida. — eu disse limpando suas bochechas até que seu rosto caiu em meu colo novamente e eu o senti sufocar um grito ali.

Meu coração que estava rachado, se quebrou em milhares de pedaços por Oliver. Era como se cada pedaço fosse uma lágrima que ele derramava e eu sentia contra minha pele. Eu o abracei e não tinha vontade e nem forças para soltá-lo tão cedo.

— Isso durou quanto tempo, Oliver?

Ele respirou fundo e murmurou "13".

Ele passou cinco anos com Samantha debaixo do mesmo teto que ele.

Cinco anos no meio do inferno.

Senti ele respirar fundo e se afastar de mim, mas eu ainda mantive ele perto para que sua pele não deixasse de tocar a minha em momento algum. Ele esfregou uma das mãos em seus rosto e eu quis beijar seu nariz levemente vermelho, mas sabia que ele precisava de um minuto agora.

— Aos 13 anos, minha mãe a dispensou. Eu estava grande o suficiente para cuidar de mim e conseguia cuidar de Thea. E então Raisa voltou da Russia e foi um presente enviado dos céus. Eu finalmente consegui relaxar dentro da minha casa com Raisa de volta sabendo que ela cuidaria de Thea. — ele disse levemente rouco. — Ela não entrava no meu quarto sem bater, não perguntava porquê eu deixava minha luz acesa... Ela só me abraçava e dizia que eu poderia contar qualquer coisa para ela, mas se eu fizesse isso, Raisa seria só mais uma pessoa que eu decepcionei.

— Oliver... Não. Você não decepcionou ninguém. Ninguém deveria ter passado pelo o que você passou. E você ainda manteve sua dor escondida por amor a sua família e amigos, isso não é coisa que alguém fraco faz. — eu disse passando a mão em sua bochecha. Ele fechou os olhos e inclinou seu rosto contra minha mão. — Eu não sei o que faria no seu lugar. Por mais que tenha sido experiências horríveis, eu fico feliz que você tenha passado por elas e se tornado a pessoa que é hoje. E você sabe o que eu sinto por ela.

— Felicity, eu te amo. — ele disse e eu sorri com seu sussurro contra minha mão.

— Oliver, eu te amo muito mais.

Notas finais
AGORA É COM VOCÊS, MANAS! Comentem! Indiquem! Recomendem! Acompanhem! Favoritem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/715451/Broken/ (Finalizada!) https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Vamos bater #650 comentários? Ou mais uma recomendação? PS²: Projetos novos estão no horizonte! PS³: Venham conversar comigo no Twitter meninas, achei várias de vocês por lá! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! ♥