Dangerous Love

11 Cap. 11 - Director


- Isso é verdade? — O diretor nos olhava bravo.

- Claro que é verdade! — Britney tomou a palavra. — Eles estavam quase se beijando.

- Vai mesmo acreditar na palavra da ex- namorada psicopata? — tomei a palavra.

Harry riu baixo e resolveu falar tambem.

- E também, se eu estivesse com ela, o que vai levar uns anos. — Ele sorriu falso pra mim. — Por que, meu Deus, essa menina é dificil! Mas voltando ao foco. Se eu pegasse ela, eu nao ficaria com ela assim, no muro da escola. Bom, eu ja vi varias pessoas fazendo isso, e nada aconteceu. Mas, eu nao sou idiota ... Eu nao ... beijaria ela ... no murinho. Que tipo de pessoa faz isso?

Eu segurei bem a risada, por que foi exatamente aquilo que ele tinha feito. Resolvi continuar, não podia perder aquela chance.

- É ... Que tipo de pessoa faria uma bobagem dessa? Assim, no meio da escola ...

Eu e o Harry nos entreolhamos e desviamos olhares.

- E como vocês explicam essa "aproximação" que a Britney mencionou? — O diretor se encostou em sua cadeira. — E por favor não enrolem muito, vocês estao perdendo aula.

Harry e eu olhamos para Britney, que deu um sorriso satisfeito.

- Agente tava conversando. — Harry revirou os olhos.

- Conversando ... Se beijando ... — Britney sorriu.

- Eu ... Te dando ... Um soco na cara. — Disse imitando seu modo de falar. — Eu e o Harry, estavamos conversando sim. Ele apenas chegou mais perto de mim, para que eu o escutasse. Ja que no intervalo é muito barulho. Mas, como essa menina ai, é totalmente obcecada, ela viu outra coisa.

O Diretor paraceu se conformar com a minha resposta e nos despensou.

Voltamos para sala, onde a professora de Física, estava dando aula.Todos estavam em duplas, anotando as coisas da lousa. Sentamos no mesmo lugar, e esperamos ela terminar sua aula .Britney pareceu muito irritada, mas eu a ignorei.

- Megan? Você e a Britney poderiam ..., — A professora foi interrompida por nós.

- Nao! — Eu e a Britney dissemos em unissono.

- Nós duas juntas, não da muito certo. Pergunte ao professor de Quimica! — Expliquei.

- Ta. Então sente-se com o Josh, Harry com o Michael, e Britney com a Julia.

Eu me sentei com o Josh,que me olhou e sorriu.

- O que foi? — Perguntei.

- O jeito que o Harry te olhou.

- Como assim? — Eu senti minhas bochechas queimarem.

- Com um olhar apaixonado. Você tem sorte, ele nunca olhou assim para as "outras". Vocês deviam ficar. — Ele sussurou.

Eu não respondi. Apenas sorri. Só quero ver quando ele descobrir.

A aula passou depressa. A proxima aula era de Inglês. Nós iriamos para a sala multimídia, para vermos um pedaço de um filme.

Todos foram indo, apenas ficaram na sala, eu, Jack, Harry, Lucy e Josh.

Jack foi o primeiro a sair. Logo depois Josh foi para porta. Eu olhei para Harry, que piscou pra mim e saiu junto a Josh. Lucy me olhou maliciosamente e riu. Nós duas apertamos o passo e nos juntamos aos outros da sala.

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Estava em casa, já havia contado para meus pais a historia do Harry, que não gostaram muito, mas ficaram felizez por mim. Eles disseram isso como se eu estivesse casando com ele.

Havia subido ao meu quarto, para terminar o trabalho de Ingles e as liçoes de casa. Minha mãe deu um berro lá de baixo, que eu não entendi muito bem. Resolvi descer para ver o que ela queria e quase cai pra trás quando vi quem estava sentado no sofá da sala.

- O que você ta fazendo aqui? — Perguntei enquanto descia a escada.

Minha mãe e ele me olharam e sorriram.

- Bom agora você tem companhia. — Minha mãe sorriu e foi para a cozinha.

Ele não respondeu nada, apenas tirou meu celular do bolso e me devolveu.

- Não sentiu falta? — Ele perguntou.

- Na verdade não. — Eu ri.

- Quero pedir desculpa por hoje. Não devia ter quase te beijado hoje. Você quase se ferrou por minha causa.

- Sem problemas. Espero que tenha aprendido a liçao . — Brinquei.

- Com certeza. — Ele olhou pra baixo.

- Você é meio bipolar nao é?

- O que? — Ele me encarou.

- É. Uma hora você me agarra na sua casa, e agora você haje como se eu fosse um tipo de princesa que você nem pode respirar perto.

- Queria que eu te agarrasse na sua casa? — Ele disse um pouco mais baixo, enquanto olhava pra cozinha. — Eu tenho meus motivos.

- Minha mãe não vai te matar. Não se preocupa com ela. — Disse me sentando ao seu lado.

- Nem vem. Não sou um menino mau. — Ele riu. — Pode parar com essa sua sedução toda.

- Mas eu não fiz nada!

- Mas ta pensando em fazer.

- Pensar não é crime.

- Crime é o que sua mãe vai fazer comigo se me ver te agarrando.

Eu sorri.

- Ja que é só isso. Tchau.

Ele me olhou surpreso.

- Eu to brincando! — Disse rindo da sua expressao.

A porta da cozinha se fechou e ele me encarou.

- Vai soltar o menino mau? — Brinquei.

Ele respirou fundo. Como se estivesse lembrando de alguma coisa.

- Ta tudo bem?- Perguntei.

- Sim ... é bobagem. Enfim, vem cá. — Ele me puxou e me beijou.

Depois de alguns minutos, a campainha tocou.

Eu já estava indo atender, quando ela se abriu. E logo entraram, Lucy, Anne e Selena que gritaram quando viram o Harry sentado no meu sofá: "Pegamos vocês no flagra!"

Elas disseram rindo. Não acredito que minha mãe fez isso. Sorri sozinha e encarei as meninas.

- O que vocês tao fazendo aqui?

Antes dela responderem, minha mãe saiu da cozinha assoviando. Elas riram e se sentaram no sofá. Lucy sentou exatamente do lado de Harry e sorriu.

- Parabens em Harry. Pensei que não iria conseguir.

Ele sorriu falso. E se levantou.

- Ta então eu já entreguei o que tinha que entregar. Tchau Meg.

As meninas se olharam e a Lucy o puxou de volta pro sofá.

- Você fica! Agente so veio ver o casalzinho. Já estamos de saída. — Lucy se levantou.

- Agente não pode ficar? — Selena disse sem graça. — Preciso ver eles se beijando.

As meninas a encararam sério.

- Ta. Ta bom. Tchau casal. — Ela abriu a porta e se virou. — Tchau tia Katy.

- Tchau meninas. — Minha mãe gritou do quarto.

Elas foram embora, e Harry e eu ficamos nos olhando.

- Desculpa por isso. — Eu sorri pra ele.

- Tudo bem. Mas eu preciso ir mesmo. Mas, eu preciso mesmo falar com você.

- Ahn .... Ta bom. — Eu esperei ele começar.

- Aqui não. — Ele me encarou e falou mais baixo. — Eu conheço um lugar. Prometo que lá ninguem vai desconfiar.

- Ta. Você passa aqui?

- Fechado. — Ele olhou para os lados e me deu um selinho rapido.- Até mais.