Dangerous Love
17 Welcome Sophie
Notas iniciais
“Você é o único que eu quero, acho que estou viciando na sua luz”
Pov’s Victorie
Acordei me sentindo enjoada e saí correndo para o banheiro, infelizmente coloquei o pouco que tinha no estomâgo pra fora, isso estava virando rotina já, bem apenas quando eu acordava cedo. Ouvi os passos lentos do Louis, até que senti sua mão na minha cintura.
- Tudo bem? – ele disse meio preocupado e com a sua típica voz de sono, ele estava tão lindo, como pode? Eram só 8 da manhã, e Louis conseguia ser incrivelmente maravilhoso, mesmo com o pijama meio amassado, o cabelo despenteado, e os olhos pequenos, na minha opinião ele estava lindo – Amor, eu estou falando com você – disse ele rindo baixinho.
- Ah desculpa, estava admirando você – falei sorrindo, e ficando nas ponta dos pés para abraçá-lo.
Ele deu uma risada alta, e falou irônico.
- Claro, porque eu fico lindo a essa hora da manhã né Vic? – fiz uma cara emburrada e me soltei dele indo em direção ao quarto.
- Já disse que você fica lindo de manhã, se não acredita na sua futura esposa, ok – falei trocando de roupa, sem olhar para ele.
- Futura esposa? – ri.
- Claro, acha que a Sophie vai ficar com pais namorando para sempre? Espero ser pedida em casamento logo meu querido, e agora vá trocar de roupa, estou na sala – disse fechando a porta e pude ouvir ele rir dentro do quarto.
Fui para a cozinha, fiz meu café, dei um rápido “oi” a Liz e Niall, e fui para a sala.
- Tem uma revista aqui falando de você Vic – Liz falou me entregando uma revista, a capa era eu, e uma foto do Louis de costa, falava algo sobre a minha gravidez, e sobre o meu namorado, ou a falta dele, senti meu sangue ferver.
- QUEM ELES PENSAM QUE SÃO PARA FALAR DE MIM? – disse exaltada jogando a revista longe quando terminei de ler.
- Vic, fica calma, não vai fa ... – estava tão furiosa que interrompi Niall, que nem tinha culpa do que estava na capa da Sun.
- CALMA? AH CLARO, EU ESTOU A MESES COM LOUIS, FIQUEI GRÁVIDA, E ESSA REVISTA DE MERDA ACHA QUE PODE SAIR FALANDO DA MINHA VIDA COMO SE EU FOSSE UMA VADIA QUE NÃO SABE QUEM É O PAI DO PRÓPRIO FILHO, COMO ELES PODEM FALAR ESSAS COISAS? SÃO LOUCOS? NÃO É PORQUE TENHO UMA BANDA, CARREIRA, E A MINHA VIDA É PÚBLICA QUE ELES TEM DIREITO DE FALAR DE MIM, ELES NÃO TEM – me sentei no sofá chorando, as lágrimas escorriam com uma rapidez, e cada vez em mais quantidade, senti Niall me abraçar.
- Ei, vai ficar tudo bem, ignora ok? – ele disse calmo, com Niall tudo sempre parecia mais fácil – respira fundo, bebe uma água, e esquece isso – limpei algumas lágrimas, e vi ele se afastar.
Louis apareceu na sala terminando de vestir a camisa e parecia assustado, bem era meio óbvio devido aos meus gritos.
- Ai meu deus amor, o que aconteceu? – ele disse com a respiração exaltada.
- E-Eles a-acham que podem falar de mim, mas não podem Lou, eles não podem – falei soluçando e abraçando ele de lado.
Liz pegou a revista do meu colo e entregou ao Louis, e uma expressão triste e levemente irritada surgiu no rosto dele, e era com razão, mesmo com a fama ninguém tinha direito de me julgar, ou julgar ao Louis.
- Vai ficar tudo bem princesa, você vai ver – ele falou me acalmando.
Era claro que tudo iria ficar bem, eu acho.
Pov’s Mary
Cheguei a tarde no apartamento com o Harry, todos já estavam lá, a minha intenção era uma pequena reunião, nós tínhamos um assunto muito bom a tratar, mas complicado.
- Michael me ligou hoje de manhã meninas, ele disse que havia falado com a Carol e bem ... – vi um sorriso no rosto da minha amiga e continuei, até ser interrompida por Liam com uma cara confusa.
- Michael? – disse Liam.
- É, nosso empresário, parece que tem um cara querendo formar uma banda com vocês, incrível não é mesmo? – Mary falou animada.
- O nome dele é Simon – Carol começou a falar e se ajeitando no sofá – Ele é um empresário do meio da música, tem uma gravadora a SYCO, e bem ele ficou muito interessado em vocês, no estilo de vocês, e quer formar uma banda, simplismente ...
- Incrível – Alex falou animada e se jogando no pescoço de Liam fazendo todo mundo rir.
- E como esse tal de Simon sabe que cantamos? – Harry falou desconfiado.
- Gravador, nova tecnologia sabia Hazza – Carol disse sorrindo.
- Colocamos gravadores em todos os cantos e em todos os apartamentos, e conseguimos duas gravações de vocês cantando Forever Young e Torn, simplismente perfeitos – Liz disse animada.
- Ele tem tudo planejado meninos, menos o nome da banda – todos tinham olhares curiosos.
- Niall e as batatas – gritou Horan com um pedaço de chocolate na boca.
- Isso seria a sua sugestão de nome da banda Niall? – Zayn falou rindo.
- Eu gostei tá bom – ele falou se defendendo.
- One Direction – Harry disse naturalmente.
- O que? – falou Carol sem entender.
- O nome da banda, One Direction, simples, bonito e diz tudo – ele disse sorrindo – que a nossa única direção é a música.
- Genial.
- Perfeito.
- Amei.
- E nós somos a One Direction – Louis gritou.
Foi ali em um dia qualquer, entre amigos que a próxima Boyband do mundo se formou.
Alguns meses depois no apartamento do Tomlinson ...
Pov’s Louis
Londres, 01h17 da madrugada.
- AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH – Vic deu um grito de dor, ela já estava de nove meses, e segundo o médico, a Sophie poderia nascer a qualquer minuto sem aviso algum.
Me levantei assustado, e liguei o abajur.
Ela estava suando, e tinha a mão sobre a barriga, tinha chegado a hora? Sério isso? Mas eram só uma e pouca da madrugada.
- A bolsa Louis, me leva pro Hospital, Sophie – ela disse algumas palavras mas o suficiente para mim entender.
A MINHA FILHA IRIA NASCER.
Segurei Vic pelos braços e a coloquei para mais perto de mim, deu tempo apenas de trocar a calça, e fiquei com a camisa do pijama, peguei a bolsa da Sophie e da Victorie, a chave do carro, celular e saí correndo.
Coloquei ela com dificuldade no carro, e ela parecia nervosa.
- Eu não estou me sentindo bem Lou, ela vai nascer, vai mais rápido por favor – sua voz estava baixinha e tinha um tom de sofrimento e dor.
Cheguei correndo no Hospital e eles rapidamente levaram ela de lá.
Liguei para todos, e em 15 minutos, Zayn, Carol, Mary, Harry, Niall, Liz, Alex e Liam estavam na sala de espera andando de um lado para o outro.
Porque eles não diziam nada? Eu queria notícias, a minha filha tinha nascido? Como estava a minha namorada?
A minha cabeça estava explodindo, até que ouvi ...
- Sr. Tomlinson? – levantei a cabeça e vi um senhor de uns 40 anos.
- Como está a Victorie? A minha filha nasceu? Tá tudo bem? – saí falando tudo ao mesmo tempo sem nem dar chance de deixar o médico falar.
- O estado da paciente Collins é um pouco complicado, ela não está passando muito bem, quanto a sua filha bem ela ainda não nasceu ...
E um choro de bebê, vi um sorriso aparecer no rosto de todos.
- bem, até agora, parabéns Sr. Tomlinson, tenho que ver como está tudo, e já volto.
A minha filha ... nasceu.
Pov’s Victorie
A pior dor do mundo, era assim que eu poderia definir a dor de um parto, cólica, cirurgias, nada e eu estou falando a verdade, nada mesmo se compara com a dor de ter um filho, mas com certeza valia a pena.
Ouvi um choro alto na sala, era a minha filha, a minha Sophie, eu avia esperado tanto por esse momento.
Meu corpo todo doía, minhas pernas, meus braços, eu suava bastante e parecia que havia corrido por dias e dias, estava muito cansada.
- Ela é linda – foi a primeira coisa que me disseram antes de me entregar ela.
As lágrimas escorriam pelo meu rosto, eu me sentia a pessoa mais feliz de todo o mundo.
Quando a enfermeira colocou aquela coisinha pequena e frágil nos meus braços eu senti meu coração se encher de amor e felicidade, ela era gordinha e tinha um rosto lindo, me lembrava o Louis, o que me fez sorrir automaticamente, como será que ele estava?
Ela tentava se ajeitar no meu colo, e dormiu, assim naturalmente.
Pov’s Louis
Quase 40 minutos depois, o médico deixou eu entrar na sala onde a Vic estava, minhas pernas tremiam e eu estava nervoso, como será que ela era.
Li na porta, quarto 208, e abri lentamente.
Vic estava sentada na cama, usava a roupa do hospital, o cabelo estava arrumado em coque frouxo, e parecia muito cansada.
- Posso pegar ela? – falei baixo.
- É sua filha meu amor, claro que pode – Vic disse sorrindo.
- Ela é linda – falei segurando Sophie que chorou um pouquinho assim que a peguei no colo, mas foi ela abrir os lindos olhos azuisbrilhantes que esticou os pequenos braçinhos para mim, e deu um sorriso.
Era a minha filha, a minha Sophie, vi Vic sorrir alegre na cama do hospital, eu era um cara completo, sem dúvidas.
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