Dangerous Love
10 That's impossible.
Notas iniciais
4 meses depois ...
Pov’s Carol
Bom, se passaram 4 meses, e posso dizer que muita coisa aconteceu, alguns acontecimentos bons, como o namoro da Mary e do Hazza, da Vic e do Lou, as tentativas frustradas de pedidos de namoro do Liam que faziam Alex dar altas risadas, os passeios românticos do casal mais fofo que existe ... Niall e Liz. Está tudo bem eu diria, Louis e Vic estão tão bem que passaram quase 1 mês em uma viagem á Paris, acredita? A carinha dela de felicidade foi incrível, ela voltou ainda mais radiante, não sei o motivo, mas estava. Liam passou esse tempo todo tentando pedir Alex em namoro, mas sempre acontece alguma coisa, e dá tudo errado, pra ele é uma decepção, e pra ela é uma boa maneira de dar risada da cara do quase namorado. Harry pediu Mary em namoro á quase 2 meses, foi tão romântico ele parando o restaurante pra dizer “Aceita ser a minha princesa?”. Liz está cada dia mais apaixonada por Niall, ela fala dele 24 horas por dia, chega até a irritar, mas segundo ela “vocês não entedem uma garota apaixonada”. Mas todo mundo sabe, a vida não é só flores, e há um tempo eu descobri que Nathan está em uma banda, The Wanted, ele já estava nela antes de ir embora, Vic ficou sabendo e não me contou, o que acabou gerando uma briga de 1 semana mas que acabou bem, tirando o fato de que isso não saiu da minha cabeça nos últimos meses. Quanto á mim e Zayn, é sempre a mesma coisa, termina e volta, termina e volta, termina e volta, mas o fato é que nem se quer somos namorados mesmo, o pedido nunca aconteceu, porém todo mundo nos vê como um casal.
Esses dias, abri uma revista e estava lá, estampado na capa, o garoto que eu precisei tanto, e foi embora, Nathan Sykes, e os companheiros de banda. Não vou negar que saudade não existe, estaria mentindo, mas sinto uma raiva só de lembrar dele, não foi justo ter me deixado por que havia escolhido Zayn. A minha cabeça estava mais confusa do que nunca, e eu evitava pensar em Z ou Nath durante o dia.
A banda estava fazendo sucesso, e o CD está em etapa de finalização, ainda temos que escolher o nome, e fazer a sessão de fotos, fora isso, gravar uma música que falta, os fãs são dedicados, e me fazem sorrir de uma maneira incrível, que só ...
Ah droga, olha eu já pensando e falando no Zayn de novo, melhor mudar de assunto.
Eu e os meninos viramos muito amigos, Niall é quase meu melhor amigo, é difícil dizer realmente quem é meu melhor amigo, ele ou Louis, porque se eu precisasse salvar só um, iria preferir morrer, do que deixar um, entende? Harry e Liam morrem de ciúmes quando digo que Niall e Louis são meus melhores amigos, e quanto a Zayn, bem ... ele sente tanto ciúmes, que esses dias quebrou 3 copos no apartamento do Harry, quando Louis inventou de me abraçar e dizer que eu era só dele.
Ok, acho que já falei demais.
Estava no apartamento, atirada de qualquer jeito no sofá, respondendo alguns fãs no twitter, até que ouvi o barulho das chaves na porta, e surgiram os casais do ano, Liz e Niall, Liam e Alex, Vic e Louis, e Mary e Harry que já estavam se agarrando.
- Boa tarde gente linda – falei animada – e Harry, Mary, o quarto é no final do corredor – todos caíram na risada, e Harry tirou as mãos da cintura de Mary, e ela ficou irritada.
- Chata – ela disse.
- Irritante.
- Idiota.
- Vadia da esquina.
- Louca –falei por último.
- Ok, a gente já entendeu – Liam disse.
Olhei para todo mundo, e para os lados, eu buscava uma coisa e não estava encontrando.
- Cadê o Z? – disse levantando e fazendo uma vozinha fofa.
- Está se arrumando lá no carro – Niall disse rindo.
- Ué, porque ele não se arruma aqui? – falei curiosa.
Todos começaram a rir, e eu fiquei sem entender, até que Alex deu um tapa no braça de Liam, e disse baixinho “para de rir”, até Mary resolveu falar.
- Foi assim, a gente apressou o Zayn pra sair, e ele ficou resmungando o caminho todo dizendo que “não estou bonito, olha o meu cabelo gente” – ela falou, e todo mundo ria – Aí quando chegamos aqui, ele disse que não iria aparecer pra você todo desarrumado, e que ficaria no carro até estar perfeito – Vic falou.
- Se bem que ele podia aparecer de qualquer jeito, já que a Carol está com essa roupa de mendiga – Alex falou, e eu me olhei no espelho que tinha na sala.
- AAAAAH MEU DEUS, EU AINDA ESTOU DE PIJAMA, CREDO – falei berrando, e fazendo todo mundo rir – Se o Z chegar, diagam que eu estou tentando ficar decente.
Subi correndo até o quarto, e peguei a primeira roupa mais bonitinha, o iphone, e fui para o banheiro.
Meu cabelo não estava bom, mas eu estava com preguiça de arrumar, maquiagem dá muito trabalho, apenas pentei o cabelo, joguei a franja de lado, e fui descer.
Estava todo mundo rindo, e alguns vendo TV, até que eu me virei para o lado, e ele estava lá, distraído, brincando com os próprios dedos, e com um sorriso no rosto.
Coloquei uma mecha do cabelo para trás da orelha, e chamei.
- Z? – falei doce.
Ele rapidamente se levantou com um sorriso, e se aproximou de mim, me segurou pela cintura, e me beijou.
Novamente eu estava me sentindo como uma pré adolescente no primeiro beijo, era sempre assim quando eu beijava Zayn, o mundo parecia desaparecer, as minhas pernas tremiam, e as mãos suavam, era estranho me sentir assim, mas ao mesmo tempo, era bom.
Ele me encarou, e sorriu.
- Linda, e igual a mim – ri do comentário, e vi sua roupa, nós estávamos bem parecidos, e isso era um tanto ... fofo.
- Obrigado — falei corada.
Ele tirou as mãos da minha cintura, e entrelaçou nossos dedos.
- Vamos então? – disse Vic – estou morrendo de fome, e aí vou ficar irritada – disse ela tentando ficar séria.
- Ok, vamos – eu disse.
Pov’s Louis
Fomos eu, Vic, Zayn e Carol no meu carro. No carro do Harry, foram ele, Mary, Liam e Alex, e no carro do Niall ele levou a Liz.
Eu estava morrendo de fome, e Vic também.
Chegamos lá rapidinho, assim que saímos do carro, Carol saiu correndo indo até Niall, e o abraçando.
- Nini, eu estou com fome – ela disse mechendo no cabelo dele.
- E? – ele falou.
- É assim? – ela disse se afastando, e fazendo todo mundo rir.
Ele a puxou pela cintura, e Zayn já estava ficando vermelho de raiva, de certa forma, eu o entendia, afinal era a namorada dele.
- Vamos então – ele disse e a pegou pelo braço, ficando do meu lado, e de Vic.
Quando estávamos na porta do Starbucks, eu segurei a mão de Vic, e estranhei, a mão dela estava gelada, e ela estav segurando firme a minha, puxei o seu rosto de leve, e me assustei.
- Amor, você tá pálida, e a sua mão tá gelada, o que você tem? Fala – disse a olhando assustado ainda.
Todos viraram para Vic, e eu não sabia o que fazer, a minutos atrás ela estava perfeitamente bem, no meu ponto de vista.
- Eu estou bem Lou, não se preocupe comigo – ela disse soltando a minha mão, e tentando forçar um sorriso.
Assim que ela soltou a minha mão, quase caiu para o lado, e eu a segurei pela cintura.
Carol também estava assustada, e segurou firme a mão de Niall, ela estava tão preocupada quanto eu.
- Vic você não está ... – Carol falou ainda mais assustada, e Vic a interrompeu brava.
- Não termine a frase Edwards – ela se segurou mais firme em mim, e estava ficando cada vez mais pálida – Vamos entrar gente – ela disse.
- Não, eles vão entrar, a gente vai pro meu apartamento ok? – ela resmungou – E não tente reclamar, nós vamos e pronto.
Fiz com a cabeça para que fossem entrando, e eu aproximei Vic de mim.
Quando a gente estava na beirada da calçada, ela não aguentou, virou para o lado, e vomitou o pouco que tinha no estomâgo, coloquei a mão na sua testa, e ela tinha uma cara nada boa.
- Amor, me leva pra casa logo – ela se aproximou de mim, e afundou o rosto no meu peito.
Coloquei ela no carro, e dirigi o mais rápido que consegui.
Chegamos até que rápido, ajudei ela a sair, quando entramos, ela disse que iria trocar de roupa, e tomar um remédio.
Voltou quase 20 minutos depois, eu estava nervoso, e jogava o cabelo pro lado de 5 em 5 minutos, quando eu ficava assim, a minha mania de fazer isso com o cabelo, meio que aumentava.
Ela voltou com seu short que estava no meu quarto, e um moletom meu que ficava 5 vezes maior que ela.
Sorri, e ela deu um leve sorriso de volta, seus olhos não brilhavam tanto como nos outros dias, e seu sorriso estava fraco, o cabelo meio despenteado, e a franja caia sobre os olhos.
Sentei no sofá na frente dele, e sgurei a sua mão.
- Está melhor meu amor? – falei, e a minha voz ainda tinha um tom assustado e preocupado.
- Aham, eu estou sim – ela respondeu ainda tentando forçar um sorriso.
Me lembrei do que Carol iria falar na frente do Starbucks, e Vic não deixou, o que seria? Estava curioso, decidi perguntar.
- O que a Carol iria falar aquela hora e você não deixou? – falei de cabeça baixa, e ela deu um longo suspiro.
- Bobagem amor, esquece – ela disse soltando a minha mão, e indo até a cozinha.
- Não vou esquecer, por favor fala Vic – disse indo até ela.
Ela se virou pra mim, e seu rosto tinha uma expressão triste.
- Ela ia dizer que eu posso estar grávida – falou decepcionada – Mais isso é loucura, você sabe, impossível – ela disse confiante.
Suspirei um pouco, e sorri, a ideia de ser pai nunca me deixou assustado, ou incomodado, na verdade eu era diferente dos outros garotos com relação a esse assunto, sempre fui.
Eu via nos olhos da Vic que ela estava quase chorando, talvez pra ela, ser mãe não fosse uma coisa que ela achavasse tão legal assim.
- É uma hipótese não é? – ela assentiu segurando o choro – Então vamos descobrir se é verdade – falei.
Ela rapidamente limpou uma lágrima, e me olhou firme.
- Não Louis, mas que ideia, isso é besteira da cabeça da Carol, eu só estou com um mal estar, esquece isso – disse ela.
Eu a ignorei, peguei as chaves do carro, a carteira, e o celular, dei um beijo no rosto dela, e saí.
Fui até a farmácia mais próxima, e comprei 3 testes, tudo fazia sentido na minha cabeça agora, e tinha certeza que ela estava grávida, não havia duvidas, Carol estava certa.
Subi o elevador sorrindo, não tinha como não sorrir, era a minha garota, a minha Vic, a garota que eu tanto amava ... esperando um filho meu.
Entrei no apartamento, e ela estava deitada, encarando o teto, tinha umas lágrimas no seu rosto, parei do seu lado, e me abaxei.
Ela me olhou suplicante, como se me pedisse pra não ter que fazer aquilo, apenas limpei as lágrimas do rosto dela, e a beijei.
- Amor, vamos lá, independente do resultado você sabe ... Eu vou estar aqui, sempre – falei sorrindo, ela fazia um gesto negativo com a cabeça, como se tentasse colocar na sua própria cabeça que ela ideia era impossível.
Vic levantou, e foi até o banheiro, não sei quanto tempo depois ela voltou, na verdade eu estava quase dormindo na sala, até que eu ouvi passos lentos vindo na direção da sala.
Olhei para trás, e ela vinha caminhando toda encolhida, tentando esconder o próprio rosto, e com os testes na mão.
Me aproximei, e a segurei.
- Olha pra mim – falei, e ela não me olhava de jeito nenhum, levantei um pouco seu queixo, e vi que seus olhos estavam mais inchados do que antes, e ela soluçava.
- Positivo Lou, deu positivo – ela disse baixinho, e afundou a cabeça no meu peito, ela só dizia “não me deixa”.
Como eu poderia deixa-la? Que espécie de garoto iria deixar a namorada sozinha em um momento desses?
Sorri de leve, eu iria ser pai, isso não era incrível? Pra mim sim, mas pra ela ... Isso não a agradava nenhum um pouco.
- Posso te contar uma coisa? – eu disse fazendo um carinho no rosto dela.
Ela me olhou, seus olhos brilhavam, mas estavam diferentes, era como se a inocência que eu via neles quando a encarava tivesse ido embora, e agora tinham um ar maduro, como se de uma pra outra, ela tivesse crescido, e não fosse mais uma garota de 19 anos, ela era uma mulher de 19 anos.
- Pode – ela disse quase susurrando.
- Eu sempre quis ser pai – falei sorrindo, e ela deu uma leve risada – Agora eu posso fazer uma coisa? – perguntei, e ela assentiu.
Começei a fazer uma dançinha, e ela riu, logo a sua risada ficou alta, e eu sorri, era bom vê-la assim, assim como era bom estar com ela, e saber que a tinha só pra mim.
Ela parou de rir, me encarou com um sorriso, e me beijou.
- Acho que temos novidades para contar á todo mundo – ela disse entre o beijo, e sorri.
- Com certeza, EU VOU SER PAI – gritei, e ela riu.
Não sabia como iria ser daqui pra frente, ser pai realmente não seria uma tarefa fácil, para mim e muito menos para a Vic, mas contanto que eu estivesse com ela, eu iria conseguir.
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