Notas iniciais
Então galera, aí vai
Criticas são maravilhosamente aceitas,
Espero que gostem e acompanhem !!
bjos bjos :)

Um felino...
Era o que ela parecia.
Com aqueles passos suaves e inaudíveis.
Mesmo através das sombras pude perceber que se tratava de uma garota : corpo curvilíneo , baixa estatura, ágil e tão leve que parecia levitar.
Ela se aproximou do baú nos fundos do salão e o abriu — questiono-me como. E hesitou um ou dois segundos antes de pegar o coração.
Meu coração.
Aqueles lindos rubis preciosos. Duas belas metades, que quando juntas, tinham o formato de um coração. Eram tudo que eu precisava para prosseguir com meu plano.
E uma garota insignificante estava roubando-os de mim, jogando fora todos meus esforços e ideais.
Andei em sua direção, e assim que ela se virou para sair do salão, me materializei à sua frente. Infelizmente seu rosto estava coberto por um gorro, impedindo-me de lhe identificar. Aproveitando de sua momentânea distração tentei arrancar-lhe o saco que continha os rubis. Mas ela foi mais ágil, se afastando.
Então investi novamente, e ela se esquivou com a mesma rapidez.
Sempre muito silenciosa.
Silenciosa como um cadáver.
Não faria a menor diferença se eu a matasse ali.
O silêncio permaneceria. Desembainhei Lizzie — minha fiel e amada adaga Lizzie, com seus 20 centímetros, empunhadura de couro e lâmina extremamente afiada. E a garota permaneceu impassível diante dela.

- Tudo bem princesa,eu não queria apelar para a violência, mas parece ser a única forma de fazê-la devolver meus rubis. Então ela fez algo inesperado : Gritou Um grito alto e estridente. Filha da mãe. Sua intenção era chamar atenção dos guardas do Palácio, diminuindo o tempo de nosso furto. Meu furto ! Corri atrás da ladra que fugia com meus rubis. Ela era rápida. E a alcancei no corredor que dava ao Salão Principal. Puxei bruscamente o saco que continha meus rubis, só para ser nocauteado com um chute certeiro na mandíbula. A garota podia ser pequena, mas tinha uma força sobrenatural.

- Filha da puta... — resmunguei cambaleante, enquanto a dor se espalhava por todo meu rosto.

- Isso não é modo de tratar uma dama — ela retrucou provocativa,enquanto se afastava com meus rubis.

- Prometo tratar-te como tal e até cogito a ideia de não lhe machucar, se me devolver meus rubis,princesa ! — ameacei perdendo a calma

- Não vai ser dessa vez,ladrãozinho.

Então aproveitei essa deixa e apelei para uma luta mais bruta e menos justa, voando em sua direção com Lizzie em mãos. Ela rapidamente sacou duas lâminas finas de seus antebraços, segurando uma em cada mão, em posição de defesa. E assim começamos uma luta rápida e incansável, empatados : eu era mais forte e habilidoso, mas ela contava com seus reflexos e uma flexibilidade incrível. Parecia a porra de uma acrobata ou bailarina !

Foi quando as portas principais do corredor foram abertas por alguns guardas, e uma sirene estridente começou a tocar dentro do Palácio. Aproveitando de minha rápida distração a ladra tomou as rédeas da luta : mantendo-se de costas para os guardas, ela só esperou o tempo certo para pular sobre mim. Pegando impulso em meus ombros, girando acima de minha cabeça. E em seguida pousou com uma graciosidade felina incrível. Acrobata. Sem dúvidas.

Me virei rapidamente apenas a tempo de ver a ladra alcançando uma janela meio aberta . Antes de pular ela virou-se mandou um beijo, soprou-os em minha direção. E pulou

Mas foi a tempo o suficiente, para que eu notasse que ela estava sem o gorro . Revelando sua verdadeira identidade : cabelos soltos; uma cascata vermelha flamejante escorrida, e no rosto uma expressão de triunfo.

Peguei seu gorro mais adiante por precaução, e deixei que ela fugisse. Afinal seria sua última fuga... Corri para despistar e fugir dos guardas do Palácio. Fugir era algo tão natural quanto respirar para mim. Principalmente dos guardas reais.

Então assim que me vi livre do Palácio D'Gogh e seus guardas incompetentes, pude mentalizar com mais clareza, as milhares de formas de torturar a ladra que havia roubado meu coração...