Notas iniciais
Eai galera !! Aí vai o segundo capítulo, ele esta beeem grande , porque tem muuita história pra contar ! Espero que gostem e acompanhem !! bjos bjos :)

(Catherine)

Há décadas Gogh fora um reino influente, considerado um dos mais importantes de Tarmandar. Mas como tudo na vida, esses tempos se passaram. E atualmente quase chegava à insignificância, como todos os reinos ao seu redor. Os reis — em toda sua riqueza e egocentrismo — eram adorados e idolatrados, pela simples e pobre plebe. O povo, mesmo sendo de classe baixa, onde se vive do que planta ou cria, ainda eram cegos e ignorantes o suficiente para apoiar e glorificar quaisquer ações do Rei. Típica em suas feiras diárias, festas e eventos voltadas aos reis, em Gogh não havia nada de exultante, era extremamente pacata e maçante. Mas não se engane com sua insuficiência, nela — assim como qualquer outro lugar — há assassinatos, assaltos e furtos. E é exatamente aí, onde eu entro na história.

'Um furto bem sucedido, alimento garantido' esse era meu vigoroso lema. E por pouco, eu quase falhara com meu lema na noite anterior, durante o furto real. Por mais que, o que eu receberia pelos rubis seria insignificante perto de seu valor original, eu não podia reclamar. Precisava daquele dinheiro para meu sustento. Não que eu, Catherine Hanks, filha do justo e politicamente correto Frederick Hanks, me orgulhasse de tais feitos. Mas por que era realmente necessário.

Desde a morte de meu pai, minha vida mudou completamente. Tive que reprimir e esquecer a tristeza mórbida que me acarretava. Tive que deixar o luto de lado e me preocupar com meu sustento. De início não foi fácil, tentei ao máximo caçar em florestas para vender ou até mesmo para comer. Mas meus dias eram incertos e dependiam totalmente da boa vontade da força Divina. E por mais que essa força conspirasse a meu favor às vezes, o dinheiro não era o suficiente para bancar meus conturbados estudos, impostos e finanças cobrados pela realeza. Foi então que conheci a facção de Eric. De um jeito muito estranho:

' Eu estava voltando de uma floresta densa a mais ou menos 2 km de casa, com apenas um coelho e algumas maçãs. Quando um pirralho roubou numa rapidez incrível minha cesta de maçãs. Corri atrás do garoto até uma área meio abandonada longe da cidade, e o encurralei num beco sem saída. E foi lá que vi Tate pela primeira vez. Minha primeira impressão sobre ele foi, que não passava de um rapaz se aproveitando de uma criança para roubar maçãs, de uma pobre e nem tão inocente dama.

– Belas maçãs — disse ele sentado confortavelmente em uma caçamba, com minha cesta de maçãs entre os braços.

– Me devolva a cesta! É tudo que eu tenho para hoje. — eu disse me aproximando devagar.

– Também é um prazer conhecê-la, meu nome é Tate.- ele se apresentou animado. — E eu estou aqui para te fazer uma grande proposta, justamente para que não precise mais caçar essas porcarias – disse Tate perdendo o interesse nas maçãs de repente. Lembro que no início achei sua proposta absurda, que era basicamente a seguinte: O Corvo, como Eric preferia ser chamado, ajudaria com minhas despesas e me sustentaria, desde que eu fizesse tudo que ele mandasse e fosse totalmente fiel à ele. Lembro-me também de ficar assustada com a proposta e Tate tentou me acalmar dizendo que não era nada de mais, que seria apenas pequenos furtos e não seria nada que eu não fosse capaz de realizar. Tentou. Eu tinha exatos 3 dias para tomar minha decisão, e então no segundo dia, quando estava desesperada para algo para comer , procurei por Tate e disse que aceitava a proposta '

A facção de Eric era considerada grande. Havia uns bons cento e alguma coisa integrantes, o que para uma facção secreta, era muita gente. Por isso tínhamos um galpão abandonado como 'centro de treinamento', onde também fazíamos reuniões, abrigávamos alguns sem-teto e guardávamos nossas armas. Os iniciantes treinavam modos de defesa para depois ir para as ruas por em prática seus 'afazeres', que não passa de um nome mais recatado para 'roubo'. Meu treinador foi Tate, que na época já ocupava um cargo alto dentro da facção. Tate me ensinou tudo o que sabia, e entre esse 'tudo' estava: manusear diversos tipos de armas,fugir , despistar, roubar, chantagear, sequestrar, abordar e até mesmo matar. Graças a ele fui bem aceita por Eric, o que resultou numa rápida subida na 'hierarquia faccional' e hoje ocupo um dos melhores cargos para um Corvidae*. Mas o meu melhor talento era roubar, por isso os furtos mais complexos e perigosos eram os meus...'

– Bom dia Cath! — disse um animado Tate entrando na minha pequena cozinha, me arrancando dos meus devaneios. Então descarregand-se de dezenas de facas e adagas escondidas no colete e bolsos e pondo-as em minha mesa, perguntou — Por que tão melancólica? Tate tinha a mania irritantemente carinhosa de me chamar de Cath, tendo Cat* como trocadilho.

– Não sabe bater à porta mais não? — retruquei com meu maravilhoso humor matinal.

– Esqueci que é agressiva pela manhã — ele de fato não havia esquecido disto, só estava tentando me irritar, por força de hábito.

Tate Fourcher era o cara mais interessante que eu já havia conhecido na vida, não que eu conhecesse muitos caras por aí. Mas ele era realmente interessante, incrível com armas e tinha uma força sobrenatural. Cruel, frio e calculista. Sua aparência também era ameaçadora, com seus 1,90 de altura e algumas tatuagens espalhadas pelo corpo esguio e bem trabalhado. Perigo devia ser seu sobrenome. Ele sabia ser agradável — na maioria das vezes só comigo, eu notara isso — mas era só lhe fazer raiva que ele transformava. Seu senso de humor dava-lhe um falso quê de adorável, mas ainda assim não era o suficiente para amenizar seu lado mal. Lembro-me que dá última vez que um garoto havia entregado nossa facção ao exército, Tate enfiara o garoto no porão de um armazém abandonado sem comida e água por 4 dias. Sem um pingo de piedade e arrependimento.

– E como foi ontem? — ele perguntou se jogando despreocupadamente na cadeira à minha frente, como se estivesse em sua própria casa.

– Tirando a parte em que trombei com um Kholda*... – respondi jogando o saco de rubis em sua direção, lembrando-me do encapuzado que eu lutara na noite anterior.

– UM KHOLDA?! — Tate perguntou com os olhos castanhos arregalados em minha direção, ignorando totalmente a presença das valiosas pedras em suas mãos.

– Suponho que sim. Não seria coincidência de mais se uma Corvidae e um Kholda, fossem roubar um mesmo objeto, numa mesma noite?! — Tate ficou pensativo durante um tempo refletindo — Como eu suspeitava Tate, há um Kholda entre nós, que fica sabendo de nossos planos e saí correndo para contar à Black.

Kholda era basicamente nossa facção arqui-inimiga. Como se não bastasse ter que viver às sombras de tudo e todos, incluindo o exército real, tínhamos que nos dar com uma facção inimiga. Eles roubavam, matavam e destruíam tudo que botassem as mãos. Eram cruéis e mais brutos. Em grande parte das vezes, ambas as facções saiam prejudicadas pela eterna rivalidade entre elas. E atualmente a maioria de nossos planos estava sendo frustrados por Kholdas, que sem misericórdia alguma matava nossos garotos.

E Black? Era um homem conhecido por assassinar a própria mulher e os dois filhos ao voltar de uma viagem em alto mar, sem nenhum motivo evidente, ao que parece durante uma crise psicótica. E nunca encontraram seus corpos. Alguns dizem que tanto tempo sozinho tendo como companhia um barco caótico havia o enlouquecido. Outros espalham boatos que o motivo de tal brutalidade era que a mulher havia o traído. E existe alguns boatos, em tavernas ilegais que ainda ousam dizer que, ele havia descoberto a traição da mulher, tido uma crise psicótica, assassinado a família e jogado seus corpos no mar. E atualmente Black chefiava uma nova facção: os Kholda.

*Corvidae: é a família de aves que inclui os Corvos, nome dado aos integrantes da facção do Corvo.

*Cat: Gata ou gatinha.

*Kholda: nome dado aos integrantes da facção de Black.

Notas finais
Estão gostando da história ??! Por favor comentem e acompanhem ! ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.