Dangerous

9 Playing With Pleasure


Notas iniciais
TÃO LINDO ESCREVER ISSO FINALMENTE! adorei!

Desde o momento que o conheceu, o sentimento tomou conta da romântica e tímida Molly Hooper. Foi assustador e maravilhoso ao mesmo tempo. E logo em seguida, decepcionante. Ele era irritante e — quase sempre — muito ignorante com ela sem que ela fizesse nada.

Deixar de amá-lo era uma esperança tão longiqua... Ainda mais depois d'aquele tempo que passaram juntos em seu apartamento. Quando Sherlock partiu sem se despedir — apenas deixando-a confortável no seu quarto e com a certeza de que ele havia carregado-a até lá — Molly apenas esperava conseguir encontrar alguém legal e deixar a imagem dele sumir de sua mente. Algumas vezes, ideias loucas passavam pela cabeça da patologista... Teorias de "como esquecer Sherlock Holmes".

A principal era sexo. Conseguir fazer sexo com ele — o que ela esperava que fosse um evento horrível e desagradável para ambos — e então sua mente ficaria livre para procurar um homem melhor. Ela achava que se soubesse que ele tinha pouca expêriencia sexual — o que realmente a irritava, pois sexo era realmente algo que importava em sua vida — então ela poderia descartá-lo e viver sua vida rindo do quanto fora boba em se apaixonar por ele.

Mas quando provou os lábios daquele homem, soube que estava errada em qualquer teoria estúpida de "esquecê-lo" — como se isso fosse possível. Ela só queria que aquele beijo durasse pra sempre. As mãos enormes e firmes enroladas entre seus cabelos, as línguas quentes em contato, parecendo dançar e ao mesmo tempo brigar, as mordidas nos lábios dela... Tudo indicando claramente que ele queria isso tanto quanto ela. Aos poucos a agressividade crescente de Sherlock naquele beijo e a demora para soltá-la, fizeram-na se perguntar se ele não queria aquilo ainda mais que ela — novamente, como se isso fosse possível...

Depois de mais tempo do que a consciência de Molly pudesse contar, ele se separou bruscamente. Respirou fundo, de olhos fechados e expressão séria — ainda na mesma posição. Com o corpo frágil de Molly abaixo de si, o detetive sentiu algo desencadeando de forma incontrolável dentro de si. "Tudo culpa do primeiro toque." Quando a castanha pousou as pernas nuas nas pernas dele, ele soube que estava perdido: inconscientemente ela procurava ainda mais proximidade e não ia se cansar até conseguir o que queria... O que ele fez foi, resumidamente cortar o caminho e beijá-la logo. E surpresa: não se sentia culpado ou arrependido por isso. Se sentia apenas estranho e tentava se controlar, ainda em cima dela, ainda com os olhos fechados, ainda com aquela "maldita expressão ilegível".

Molly achava que aquilo era uma "maldita expressão ilegível", ela podia sentir seu coração querer saltar do peito tanto quanto podia sentir seus lábios pedindo por mais... Era irritantemente maravilhoso — o beijo daquele homem — e naquele momento ela não se sentia preocupada em querer desesperadamente provar todo o resto.

Naquele momento, Molly percebeu: Sherlock Holmes estava em choque. Não movia um único músculo do corpo e mantinha os olhos fechados — estava provavelmente trancado em seu famoso palácio mental… Ela precisava fazer algo. Sabia que aquela poderia ser sua única chance… Deveria na verdade fugir dali, de acordo com sua razão — ou o pouco que restava dela -, mas, por outro lado seus instintos disseram diferente. E dessa vez, Molly Hooper deixaria os instintos no comando… Apenas dessa vez.

Antes que pudesse recuar, retirou a mão que se encontrava na nuca do detetive, arrastou-a até o peitoral e não obteve nenhuma reação — exatamente como já imaginara — então, com o mínimo esforço e a máxima diversão, arrastou sua mão fina e delicada para baixo.

Ainda olhava-o enquanto sua mão descia. Expressão vaga enquanto fazia o delicioso caminho do peitoral até a barriga… Mas ela sabia que aquilo não duraria, ela ia vê-lo sentir. Enfiou a mão dentro do pijama e naquele momento, sentiu-se um pouco amedrontada. Acariciando a parte baixa — bem baixa — da barriga de Sherlock Holmes, ela pensou que já era tarde demais… Ou seria corajosa, ou seria uma idiota. E dessa vez ela já tinha escolhido não falhar.

Alcançou a barra da calça do pijama de moletom e — sem hesitar e nem pedir licença — sua mão já estava do lado de dentro… Sentiu a respiração do homem acima de si ficar desregulada. Ele finalmente estava sentindo algo. E era um sentimento bem grande, pelo que Molly podia sentir dentro de sua calça. Uma maldita, deliciosa e perigosa ereção. Sua. Mão. Direita. Dentro. Da. Calça. De. Sherlock. Holmes. Seu cérebro parecia geléia de amendoim. Sentindo. Seu. Pênis. Enorme. E. Ereto. Aquilo só podia ser alucinação…

Foda-se a razão, ela pensou. Você não chegou até aqui para nada… Chegou? Se perguntou e antes de ser acometida pelo pânico ou pela timidez, eliminou o último pedaço de pano que faltava para realmente senti-lo. Literalmente tocando-o.

Quando sentiu a mão pequena, quente e macia de Molly entrar dentro de seu pijama, ele soube que não conseguiria segurar por mais tempo. Então, em menos de segundos, lá estava ela, dentro de sua cueca, tocando-o de forma provocante. Sem conseguir mais se conter, Holmes deixou um longo gemido escapar. Abriu os olhos e encarou-a embaixo de si — um sorriso brilhante e os olhos que uma vez foram tímidos e fugiram de encará-lo agora devoravam-no com tanto desejo que o detetive se sentia tonto.

Havia fogo em seus olhos, quando ele os abriu e encarou-a. E ela soube que nada no mundo importava mais do que aquele momento. “Danem-se as decepções e o número de vezes que esse infeliz partiu meu coração.” Ela só queria aquele momento. Mais nada. Massageava-o com vontade enquanto ouvia-o gemer baixinho.

— M-molly… — Ele sussurrou.

— Cale-se. — Disse decidida. — Não estrague o momento!

E aproveitando da fraqueza do detetive, rapidamente trocou os corpos de posição. Se sentia outra pessoa e estava começando a gostar disso. Com muito custo, conseguiu afastar-se um pouco e tirar as mãos do corpo dele. Ajoelhou-se, uma perna de cada lado, quadril contra quadril. Sorriu e começou a desabotoar o pijama do homem abaixo de si.

Apesar de ter saído do choque, a expressão de Sherlock ainda era indecifrável. Ficou parado enquanto observava-a arrancar sua blusa. Molly contemplou o tronco nu do detetive e sentiu-se tentada a arranhá-lo — e foi exatamente o que fez. Arranhou-o felinamente e arrancou um grito bastante rouco da garganta dele. Podia ser de dor, de susto ou de prazer, mas ela não se importava.

Inclinou-se sobre ele e beijou-o. Só um roçar de lábios demorados, para então tirar as calças do moreno sem nenhuma cerimônia. As mãos dele, de repente estavam nas coxas fartas da castanha, mas nenhum dos dois sabia como isso tinha acontecido. Ele apertou-a com força, provavelmente deixando marcas. Era insuportável a dor que ela causava nele naquela posição. Sentí-la sentada “bem ali”, balançando os quadris de forma discreta e enlouquecendo-o.

Entre o sexo haviam apenas dois panos e ele sentia dolorosamente o quanto prazer e provocação podem doer. Queria rasgar todas aquelas roupas restantes e tê-la completamente logo! Antes que ela pudesse prever, as duas mãos firmes e grandes se arrastaram para cima, acariciando suas coxas e puxando sua camisola junto. As mãos na lateral da barriga e a peça intima vermelha à mostra. Subindo mais um pouco e assistindo os seios tão rosados e redondos que sentiu uma pontada ainda pior lá embaixo. Sentia-se literalmente prestes á explodir.

Sentou-se e terminou de tirar a peça, jogando-a longe — tentando não pensar em nada — e abraçou-a. Suas mãos percorreram as costas de Molly e sua boca foi naturalmente de encontro aos seios. Brincou como uma criança, colocando um deles na boca e chupando o bico rosado com mais força do que deveria — fazendo-a gemer seu nome e arranhar suas costas. E então mordeu-a e apertou ainda mais suas costas, sentindo-a completamente molhada em cima de si.

Se ela pudesse imaginar que seria tão bom, teria se oferecido casualmente. Apesar de não aparentar, o detetive parecia se divertir ainda mais do que ela durante o sexo. Já estava mordiscando, chupando e apertando o outro seio, levando a castanha á loucura. Ela agarrava os cabelos cacheados e mordia seus próprios lábios, tentando não gritar. “Meu Deus, como ele pode ser tão bom nisso?” Ela se perguntou, tentando não ter um orgasmo antes mesmo de senti-lo dentro de si.

Como se ele pudesse ler expressões — e ele podia, mas não naquele momento — sua mão rapidamente foi de encontro aos quadris da moça. Apertou a bunda dela com vontade — queria mesmo deixá-la marcada, talvez algo que Tom fosse gostar de ver no dia seguinte — e em seguida se apressou em livrar-se da pequena peça vermelha. Sem paciência pra rodeios e sem a mínima vontade de separar os corpos — que mais pareciam um só — rasgou o minusculo pedaço de pano sem hesitar, arrancando um gritinho agudo de surpresa junto ao seu ouvido. Sherlock não pôde evitar o sorriso. Era tão simples tê-la ali… Milhões de vezes mais agradável do que qualquer parceira, normalmente elas o deixavam desconfortável.

Sua mão foi ao encontro da intimidade dela — e Céus — estava tão biologicamente preparada que ele se perguntou se fora assim tão bom nas carícias preliminares. Ela, por outro lado, não conseguia pensar em nada biologicamente. Quando sentiu os dedos quentes e longos tocarem sua intimidade, praticamente viu estrelas. “Se são só preliminares, porque parece que estou prestes á morrer?” Ela se perguntou, sentindo seu corpo se contorcer enquanto ele tocava-a de maneira calma e sensível… Aquele bastardo sabia exatamente como tocar uma mulher!

— Ah! Seu imbecil, idiota, estúpido! — Gemeu e mordeu com força o pescoço dele.

— O quê? — Perguntou de forma cínica. — Não entendo o que você quer…

— Quero… Mais! — Disse com um esforço inumano e ouviu a gargalhada do detetive, que havia parado de tocá-la.

— Mais do quê? — Ele riu, enquanto ela virava a cabeça para o teto, impaciente.

— Quero mais de você! — Ela grita, sentindo seu corpo em chamas. — Quero agora! Dentro de mim!

— Seu desejo é… — Sorriu para ela de forma psicótica. — Extremamente agradável de conceder nessas condições.

Sherlock se esticou, levantando-se de repente e andando até a bandeja de chá que Molly havia trago no mesmo dia. Embaixo de uma das xícaras, embaixo de um pequeno pano vermelho, havia um preservativo.

— Você é bom de pistas. — Ela sorriu, vendo-o voltar para a cama.

Antes de deitar-se, ele se livrou de sua última peça e ouviu um longo suspiro vindo da mulher nua deitada na cama. Admirou-a por alguns momentos. Ela era linda quando nua. Não tinha aquele padrão irritante de beleza constantemente publicado em revistas, mas ainda assim tinha lindas curvas e certas pernas grossas… Os seios tão delicados e pequenos, tão deliciosos… Por um momento ele se sentiu sortudo.

E ela ainda babava diante daquele corpo perfeito. Branco feito mármore, cheio de cicatrizes — deixadas pelo trabalho —, sem excesso de peso, sem excesso de pêlos… E o mais injusto, até o “pequeno” Holmes era atraente. Molly varreu sua mente, tentando achar qualquer parceiro que não tivesse um pênis engraçado ou feio… Foi inútil. Até mesmo Jim, apesar de terem sido suas melhores e mais insanas transas, não tinha um pênis… Bonito. BONITO. Ela achava o pênis dele bonito. Isso definitivamente deveria ter cura… Era oficialmente uma doença.

Pareceu uma eternidade enquanto os dois se mediam e se adoravam — nus, pela primeira vez —, mas menos de um minuto tinha se passado.

— Venha até aqui, meu detetive consultor. — Ela sorriu e se aninhou na cama, sozinha. — Temos uma dúzia de casos para resolver essa noite!

Notas finais
aeaeaeaeaeaeae espero mil reviews e recomendações pra terminar a cena u_u