Dangereuse Attraction
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Acordei na manhã seguinte em meu quarto no St. Mungus. Dominique sorria para mim e segurava uma bandeja com um copo de suco.
– Bom dia, flor do dia – ela disse enquanto eu me sentava – Trouxe um suco para você forrar o estômago, o café-da-manhã você tomará no castelo.
– Eu tenho que tomar minha poção bem antes de comer, Domi. O suco terá que esperar.
– Eu já te dei a poção, assim que eu cheguei. Você estava meio acordada, meio dormindo – ela deu de ombros.
– Hum... Obrigada! – agradeci pegando o copo com suco de abóbora.
– Te trouxe roupa para você voltar para o castelo – ela me entregou uma bolsa.
Terminando de tomar o suco, me levantei e fui ao banheiro tomar um banho. Dominique tinha colocado em minha bolsa um conjunto de lingerie, é só o que eu tenho na minha gaveta de roupa intima, uma calça jeans clara de cintura baixa que eu A-M-O, uma camiseta preta e um casaco leve cinza. Também tinha umas acessórios pratas, um all star preto e minha bolsa de maquiagem. Preciso admitir que minha irmã me conhece muito bem.
– Dr. Burcke pediu que passasse na sala dele para sua última sessão antes de voltar para o castelo – ela avisou quando saí do banheiro.
– Peguei minha varinha e coloquei todo o quarto em ordem. Meus livros e revistas fora para a minha mochila, as penas e o tinteiro foram parar no estojo que se juntou aos pergaminhos dentro de uma outra bolsa. Quando as coisas estavam em ordem, eu e Dominique pegamos as bolsas e seguimos para o consultório do Dr. Burcke, Domi ficou com as bolsas do lado de fora e eu entrei no consultório.
– Bom dia, Victoire – saudou quando entrei.
– Bom dia – eu me sentei no sofá.
– Eu gostaria de voltar ao ponto em que paramos ontem – ele fez uma pausa – Se não for problema para você.
– Confesso a você que prefiro não entrar no tópico Teddy, mas eu sei que para eu melhorar eu preciso falar tudo – suspirei.
– Ontem já foi um grande passo, apesar de você ter se trancado no banheiro depois que gritou.
– Desculpe por isso, eu perdi a calma – me desculpei – Teddy é meu ponto frágil, principalmente depois do ocorrido.
– Depois do ocorrido? – ele questionou – acho que já temos algo para começar.
Então eu contei toda a história pra ele, não mudei nem uma palavra, cada uma delas estava gravada em minha mente.
– E qual é o problema? Digo, de você e Teddy ficarem juntos.
– Nós somos primos como você mesmo falou no dia em que nos conhecemos. Sei que não somos primos de sangue, mas a nossa família nunca iria permitir, eu não quero que aconteça! Seria completamente estranho namorar o Teddy! – expliquei.
– Mas você gosta dele?
– Não, definitivamente não. Principalmente, ultimamente. Ele tem estado distante, me afastou. Agora eu entendo que isso ocorreu porque ele gostava de mim. – desabafei.
– Você não gosta dele, ou você tem medo de gostar? – perguntou – Não me responda, pense sobre isso! Nosso horário acabou e acho que você precisa pensar sobre esse tópico.
– Tudo bem – me levantei – Até quarta, então.
– Até e não se esqueça de tomar suas poções – falou enquanto eu me retirava da sala.
Peguei minha mochila com Dominique e caminhamos até a lareira que tinha na sala ao lado. Domi pegou o pó de flu e entramos na lareira as duas juntas. Ela jogou o pó no chão e falou “Sala Precisa”, o que me surpreendeu.
Me senti sugada, meus pés deixaram o chão, a viagem demorou uns cinco minutos. Não é exagero, acho que o fato de a Sala Precisa ser uma sala incerta, acha-la é mais complicado. Finalmente meus pés tocaram o chão e quando eu olhei para a sala, lá estava a cozinha da vovó, meus primos estavam espalhados pela sala. Também estavam Ethan, Jenny e... Teddy.
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