Danger Line
42 O Substituto.
Notas iniciais
Ela recebeu recomendação nova, é curtíssima e prometo que vocês não vão se arrepender.
http://www.fanfiction.com.br/historia/170428/I_Claim_to_You
Boa Leitura. ♥
O SUBSTITUTO
Lucy’s POV.
Ouvir aquele pedido, daquela forma, fez com que eu instantaneamente brecasse minha respiração.
Maldição! Eu não conseguia entender por que estava agindo assim... Doía vê-lo sofrer, e me doía ter que ir embora.
Tornei a encarar a porta. Eu não podia ficar...
Ele me sequestrou! Fez com que eu sofresse horrores durante meses... MESES! E eu estava ainda aqui, logo à sua frente, preocupada com o bem estar dele e o bem estar da banda! Qual era o meu problema?!
Virei-me lentamente, pronta para dizer que as coisas finalmente estavam sendo como deveriam ser, porém, assim que o encarei novamente, ele estava de joelhos.
Fiquei incrédula daquela atitude, correndo até ele, sem hesitar.
- Levante-se, Brian, você não precisa disso... – segurei seus braços, a fim de levantá-lo.
Aquele homem já estava sofrendo demais ao perder o amigo, não era justo que se humilhasse daquela forma!
- Quero te pedir perdão. – ele resistia ao meu ato, mantendo-se na mesma posição. – Eu sei que a maneira que eu estava me portando não a deixava feliz e ironicamente, não me deixava feliz também... Mas, depois de tudo isso que aconteceu, e agora com a morte do Jimmy, eu preciso de você comigo! Seria tolo demais da minha parte te trancar de novo, até mesmo maldade e falta de respeito comigo mesmo, Jimmy e com você... Por isso eu te peço, Lucy... Por isso eu me humilho e jogo fora todo o meu orgulho pra você ficar aqui mais um pouco, até que toda essa nuvem de desgraça se desfaça um pouco, até que a memória de Jimmy se torne uma linda lembrança e não causa de dor...
Fiquei sem reação. Não sabia o que dizer. Seus olhos fitavam os meus com tal sinceridade que acreditei que nunca veria nele. Nem se quer parecia o mesmo Brian de antes, seus olhos não eram mais tragantes, perversos, eram infantis, preocupantes e tristes.
Synyster Gates...
- Em você eu encontro a força que eu preciso para continuar... Nos ajude a continuar, Lucy! Nos ajude a continuar sendo a banda que vocês tanto amam...
Engoli seco.
- Por... Por que eu Brian? Por quê?! – murmurei.
- Por que... – ele apenas me encarava daquela maneira. Não existia segundas intenções naquele olhar, existia apenas aquela súplica, aquele pedido, para que eu simplesmente os ajudasse, para que eu simplesmente ficasse um pouco mais.
Ajoelhei-me diante dele.
- Você só me fez mal... – disparei. – Fez com que eu me submetesse a traumas, me deixou trancada, privada da minha própria liberdade, me roubou de meus país, me roubou da minha vida, me ameaçou, me submeteu a perigos, raiva, ódio...
Brian ia fechando os olhos cada vez mais, conforme eu disparava todas as acusações.
- E... — fechei os olhos, nem eu mesma acreditava naquilo que eu estava prestes a dizer. — É por isso que eu vou ficar. – disparei em seguida.
- Como é?! – ele abria os olhos, encarando-me, confuso. – Como assim?
- É um jeito de mostrar que eu não sou como você... É um jeito de retribuir ao Jimmy todas as pequenas boas lembranças que ele me proporcionou nesse meu mundo caótico, criado graças à você... É um jeito de mostrar que você jamais mereceria minha companhia, pois somos diferentes... – disse de maneira rígida, a fim de quebrar o laço que havia se formado entre nós, e ele, pareceu perceber o que eu queria. – Eu sou diferente de você! — quis afirmar inclusive para mim mesma. — E a culpa de tudo que você me fez... Sempre irá te assombrar, pois quando você mais precisou, aquela que você tanto fez mal, foi quem te ajudou, foi a responsável pela sua vida continuar caminhando...
- Entendi... – sua voz havia saído desequilibrada, e quando percebi, ele estava chorando. – É um castigo, não é?
- É uma lição. – disse, erguendo-me.
Senti minhas pernas tremerem. Tudo aquilo que eu dizia servia apenas para me iludir. Era óbvio que eu não poderia deixar aquele homem ali naquele estado ao ponto de implorar de joelhos para que eu não fosse embora.
Brian certamente era muito mais sensível do que eu imagináva, tanto, que eu não conseguia encontrar mais o meu sequestrador diante de seus olhos escuros. Era como se aquele personagem tivesse sido dissolvido a partir do momento em que ele se debateu com a dura realidade de que um dia, as pessoas que amamos realmente vão embora.
Sendo assim, ele permaneceu em silêncio. Sentou-se no chão, enquanto secava as poucas lágrimas que haviam escorrido.
Sentia meu coração apertando-se contra meu peito. Na realidade, eu não queria ir.
Estava sendo injusta com Arin? Provavelmente. Mas se eu fosse embora com ele naquele estado, sei que sofreria.
Decidi ser guiada pelo meu coração.
– Vou ligar para o meu amigo e avisar que estou aqui.
- Eu já entendi sua lição, Lucy... — ele murmurava. — Não precisa fazer questão em me deixar pior...
- Acha mesmo que eu fiquei só por causa disso? — engoli seco. — Para te castigar?
- Foi o que você disse...
- Mas eu quero te ver bem... — murmurei com a voz desafinada.
Brian ergueu a cabeça, arregalando os olhos, estando novamente surpreso comigo.
Virei-me de costas, indo até o telefone, discando o número de celular de Arin.
Meu coração acelerava bruscamente, eu tinha medo do que fosse ouvir. Não seria fácil ir embora, mas também não seria fácil dizer ao meu melhor amigo que eu simplesmente queria ficar mais um pouco.
- Alô?
- Hey! – disse timidamente.
- LUCY?! – ele gritava de repente. – GRAÇAS A DEUS VOCÊ ME LIGOU? ONDE VOCÊ ESTÁ? O QUE ESTÁ ACONTECENDO POR AÍ? ME FALA, PELO AMOR DE DEUS!
- Eu estou bem, fique tranquilo... – disparei uma leve risada. – Só estou te ligando para avisar que eu sou uma garota livre agora!
- Ele te soltou? Mas onde você está? Eu vou te buscar...
- Não sei se você ficou sabendo, o The Rev morreu...
- Sim, eu soube...
- Eu não... Eu não queria ir embora. – comecei a gaguejar, esperando pelo pior. — A banda foi muito abalada com isso... e...
- Como assim?! – sua voz parecia arisca.
- Digamos que eu vi tudo muito de perto... – disparei uma risada um tanto sem graça. – Eu não posso ir embora com as coisas estando como estão...
- Entendi. – ele dizia evidentemente entredentes. - Virou amiguinha deles? Desde quando isso? Está tendo um caso com Synyster, também?!
- Não seja estúpido! — disse irritada com aquelas insinuações. — De qualquer forma, você pode vir me ver... Estou no apartamento deles... – afastei-me levemente do telefone. — Brian, qual é o endereço daqui?
Brian simplesmente revirou os olhos, de má vontade.
- Não precisa se preocupar, Lucy. – Arin dizia em voz alta, seca. Evidentemente estava aborrecido, não poderia culpá-lo.
- Então me diga onde você está... Eu vou te ver...
- Adeus, Lucy! — ele me interrompia.
- EI!
Ele havia desligado o telefone.
- MERDA, QUAL O PROBLEMA DELE?! — bati o telefone contra o gancho.
Arin’s POV.
- Eles estão juntos, não estão? – Michelle dizia.
Não consegui responder de imediato, eu simplesmente apertava meu celular com tal força, como se estivesse apertando o pescoço de Brian.
- Arin! Fala alguma coisa! O que ela disse?!
- Disse que por causa da morte do The Rev, prefere não ir embora agora. – disparei, sentindo o ódio tomar conta de mim. – Queria me passar o endereço daquela porra de apartamento para que nós pudéssemos nos ver... Ou queria me ver, sei lá... Não quis terminar de ouvir... ESTOU COM RAIVA! – arremessei o celular contra a parede, vendo ele se desfazer em várias partes.
- Arin! Calma! Eu estou com raiva tanto quanto você, mas temos que agir com prudência! – Michelle apoiava as mãos em meus ombros. – Não vamos deixar esses dois brincarem com a gente!
- Eu não acredito que depois de tudo que eu fiz por ela... ELA DECIDE FICAR COM ELE! ASSIM! DESCARAMENTE! Eu sou um idiota! – continuei disparando minha fúria, apesar de sentir uma dor forte no peito. – Eu... Eu... – não conseguia dizer mais, preferi sentar-me novamente na cama, tentando estabilizar a minha respiração, antes que eu cometesse uma loucura.
- Eles nos enganaram, Arin... – Michelle dizia com uma entonação tão raivosa quanto a minha. – Mas agora temos que mostrar que somos mais fortes!
- COMO? COMO VAMOS FAZER ISSO SE ELES JÁ ESTÃO JUNTOS?! Eu vou lá... EU VOU LÁ QUEBRAR A CARA DELE E LEVAR A LUCY EMBORA! – gritei, levantando-me, enquanto corria até a porta do meu quarto.
- CALMA! – Michelle gritava, segurando meu braço, impedindo com que eu saísse.
- MICHELLE, ME SOLTA! – gritei.
- Não! – ela dizia de modo frio. – Você vai simplesmente aparecer no apartamento deles sendo que você nem deixou ela te passar o endereço?
- E DAÍ?!
- E daí que Brian vai saber quem é você! Lucy te disse que não quer ir embora! Você não vai força-la a ir, vai?
- Ele a sequestrou para cá... Posso muito bem sequestrá-la de volta!
- Não, Arin! Você estará agindo como o Brian! – Michelle lentamente tornava a me conduzir até a cama, sentando-me. – Temos que nos vingar! E eu sei uma maneira perfeita para permitir que você fique ao lado dela e de Brian ao mesmo tempo... Só assim, você poderá mostrar para ele que é você quem deve ficar com a Lucy... Que você é o amigo tão amado dela... Vamos infernizar a vida do Brian!
- E como você planeja fazer isso? – disparei, sentindo minha respiração ainda brusca.
- Bom, eu ia contar depois, mas já que você está tão alterado...
- FALA LOGO! – berrei impaciente.
- Substitua o Jimmy!
- COMO É?! – franzi o cenho.
- Isso mesmo! Você tem todos os requisitos, você é jovem, então não vai camuflar a imagem do Jimmy, além de que ele era a sua inspiração, sua influência musical, então vocês tem estilos bem parecidos, o que não vai fugir do propósito da banda. – Michelle colocava o dedo indicador no queixo, encarando-me com seus olhos maldosos. – E então, Brian vai acolher o inimigo em sua própria banda, e você poderá tomar a amadinha dele, tomar os fãs dele... E a vida dele vai se resumir a NADA... NADA! – ela disparava uma risada alta e estrondosa.
- E o que você ganhará com tudo isso? – perguntei, franzindo o cenho.
- Quando ele estiver na pior... Claro que sou eu quem irei reerguê-lo, e então, ele voltará para mim, e você finalmente poderá ir embora com a sua amada Lucy. – ela sorria, orgulhosa de si. – E então, meu amor... O que me diz? – ela se aproximava perigosamente de mim. – Dizem que o melhor jeito de derrotar um inimigo, é ficando perto dele! Dentro do Avenged Sevenfold, você poderá tê-lo em suas mãos. – Michelle sussurrava em meus ouvidos.
A raiva que eu sentia dentro do meu peito era tamanha, que eu não hesitei ao responder.
- Aceito!
- ÓTIMO! – Michelle mordiscava o lábio inferior, aproximando-se ainda mais de mim, ao ponto que eu podia sentir sua respiração. – Agora pode deixar tudo comigo... Eu farei você ser o próximo baterista do Avenged Sevenfold!
Disparei um riso no canto dos lábios.
Era hora de me vingar de Brian e recuperar Lucy!
Selamos aquele acordo com um beijo ardente que tomou conta de meus lábios. Michelle me empurrava contra o colchão, enquanto removia a própria roupa, tornando a me beijar.
Os movimentos eram rápidos e até mesmo violentos, eu puxava seus cabelos, enquanto ela gemia alto, enquanto eu batia nela, a fim de dissipar todo meu ódio.
Michelle não parecia achar ruim de levar uns tapas enquanto transava, ao contrário, arranhava fortemente minhas costas, enquanto nos conectávamos naquela mistura de ódio com prazer.
Michelle também era apenas uma vadia, louca pelo Brian e eu também não me importaria em usá-la para conseguir o que eu queria. Eu só me importava com Lucy e nada mais... Se tivesse que me aliar ao inimigo por isso, eu faria.
Serei o novo baterista!
Notas finais
Mandem reviews. *-*
Beeeijos ♥
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