Danger Line
17 Gás
Notas iniciais
Enfim, muito obrigada mesmo. ♥
Aproveitem a leitura. *-* (Por favor, leiam as notas finais).
GÁS
Brian’s POV.
Eu simplesmente socava todas as minhas roupas dentro da mala. Estava aborrecido. Lucy achava que tinha o direito de me passar para trás e Jimmy simplesmente resolveu fazer greve de silêncio contra mim. Eu não sabia mais o que fazer.
Enquanto ajeitava tudo para a longa viagem, ficava pensando no que fazer com Lucy. Era completamente fora de cogitação deixá-la livre, ainda mais depois dela ter me enganado tão brutalmente, mas por outro lado, não queria deixá-la sozinha trancada naquele quarto durante muito tempo. Talvez eu pudesse fazer compras no supermercado antes de ir e deixá-la livre pelo apartamento, e então desligaria as linhas de telefone e trancaria bem a porta. Ela não iria pular pela janela. Pelo menos era isso que eu esperava.
– Syn? Posso entrar? – ouvi duas batidas na porta e logo que me virei para trás, vi que era Zacky.
– Oi cara, pode sim... Já terminou de arrumar as coisas? – perguntei.
– Já... – ele dizia de modo tranquilo. – O Jimmy pediu para avisar que nós vamos sair daqui às 8 da noite e não é para você se atrasar.
– Oras, e por que ele mesmo não veio aqui me dizer isso? – perguntei arqueando a sobrancelha.
– Eu vou lá saber? – Zacky dava de ombros. – Ultimamente vocês dois estão muito estranhos... O que está acontecendo, hein? – ele me encarava, como se esperasse que de fato eu lhe desse a resposta de todo o meu descontentamento. – Você até mesmo terminou com a Michelle...
– Sim... – suspirei, enquanto terminava de colocar as últimas peças de roupa na mala, lutando para fechar o maldito zíper. – Mas não aconteceu nada, você sabe como o Jimmy fica antes dos shows.
– Mas ele parece chateado, cara. – Zacky dizia convicto. – Conversem... Não vai ser legal viajar nesse clima.
– Vocês já estão levando as malas para o carro? – perguntei, mudando completamente de assunto.
– Sim... – ele, porém, respondia-me sem insistências. – Quer que eu vá levando as suas?
– Não precisa... Preciso fazer algumas coisas antes, vou deixar a mala aqui depois eu levo. – respondi normalmente. – Caso perguntarem por mim, avisem que eu fui ao supermercado.
– Compra um salgadinho pra mim? – Zacky sorria, fazendo o seu velho olhar de “Gato de Botas” do Shrek.
– Está bem. – revirei os olhos.
– E compra...
– Chega, Zacky... Se não vou contar para o Johnny que você está burlando a dieta. – disse cruelmente.
– Você é mau! – ele debatia dando as costas e se retirando do meu quarto.
Suspirei. Eu ainda não sabia ideia do que fazer com Lucy.
Lucy’s POV.
Minhas lágrimas já haviam se esgotado, assim como minha energia já havia se esvaído. Brian simplesmente havia pensado em tudo e a minha vida simplesmente parecia se esfarelar conforme o tempo ia passando e eu simplesmente não tinha a mínima ideia do que poderia estar acontecendo ao meu redor.
Eu estava deitada no chão, sentindo meu corpo pesar por completo diante do piso. Eu mal saberia contar as inúmeras vezes em que fiquei ali batendo naquela porta, gritando, pedindo por socorro, pedindo para que alguém me tirasse dali, porém, eu não ouvia nada como resposta. Talvez ele já até tivessem ido para a maldita turnê, e eu ficaria ali, fadada a passar fome, incomunicável, sabe-se lá por quanto tempo.
Ele estava sendo cruel, e qual o motivo disso tudo? Eu não me rendi a ele. Será que se eu tivesse feito isso desde o início eu já estaria com Arin? Nossa! Como eu sentia sua falta. Precisava de um amigo, alguém que me colocasse em primeiro lugar. Jimmy sempre me ajudava em tudo e eu amava ficar ao lado dele, tudo se tranquilizava, a tragédia se diminuía, mas ele sempre seria fiel ao seu melhor amigo. Jamais o trairia.
Arin’s POV.
Eu estava ansioso dentro daquele avião. Dentro de instantes eu estaria pousando nos Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia, para finalmente começar as buscas pela minha Lucy.
Meus pés simplesmente não paravam de se debater. O frio na minha barriga ia cada vez ficando mais intenso. Se Karl estivesse comigo, pelo menos eu teria alguma distração, mas até então, a única coisa que eu poderia fazer era apenas me contentar a ver minha foto com Lucy no papel de parede do meu celular.
Como ela me fazia falta...
Brian’s POV.
Preparei uma lista. Talvez ela gostasse de macarrão. Não queria comprar coisas que fossem muito difíceis dela cozinhar, queria que ela se sentisse bem em nossa casa enquanto estivéssemos fora.
– Oi amor! – ouvir aquela voz, fez com que eu sentisse um calafrio intenso na espinha.
– Michelle? – virei em direção da onde vinha a voz, encarando-a, perplexo. – O que está fazendo aqui?
– O mesmo que você, bobinho. – ela sorria. – Mas é estranho você fazer compras agora sendo que até onde eu sei vocês vão viajar hoje, pelo menos foi o que a Val me disse...
– É... – eu precisava pensar em algo rápido. – Sabe o que é? Quando a gente voltar, não vai ter um nada pra gente comer, então é bom ficar tudo pronto pra quando a gente voltar... Ainda mais por que vamos estar muito cansados.
– Claro... Principalmente você, não é? – ela alfinetava com um olhar sombrio.
– Com licença, Michelle. – respondi de má vontade, enquanto empurrava meu carrinho, tentando me afastar dela o quanto antes.
– Syn! – ela, porém, insistiu, caminhando até mim, colocando seu carrinho ao lado do meu, fitando meu rosto. – Desculpa pela tentativa de te arremessar uma cadeira. – fazia bico. – Mas você precisa entender que eu fiquei muito nervosa... Eu não quero terminar com você! Por isso eu nem te liguei... Queria te dar uma oportunidade de pensar se vale realmente a pena jogar tudo o que nós passamos no lixo.
– Chelle, não precisamos falar disso agora, está bem? – disse com tranquilidade. – Ainda mais agora que eu vou viajar...
– Não tem importância. – ela me interrompia, estendendo um sorriso logo em seguida. – Eu não quero forçar nada, mas eu acho que você poderia pensar um pouco na gente enquanto estivesse fora.
– Chelle... – resmunguei, porém ela colocou seu dedo indicador sobre meus lábios.
– Não se precipite... A única coisa que eu te peço é que pense... Nós dois erramos, Syn, eu e você... Não vamos nos tornar inimigos agora, está bem? Eu te amo tanto...
– Está bem, Chelle. – revirei os olhos. – Mas agora eu preciso ir, se é que me entende, ainda tenho muita coisa para fazer.
– Vão ter várias groupies em cima de você nesse show...
– Assim como tem vários homens em cima de você no bar.
Ela abria um sorriso e de repente, me deu um abraço.
Eu não tinha como negar. Apesar de ela ser uma escandalosa e que muitas vezes eu quisesse distancia dela, não queria odiá-la, e nem podia. Ódio era algo muito forte e eu simplesmente não me permitia sentir isso.
Após passar todas as compras no caixa e colocar tudo devidamente organizado no porta malas do carro, voltei para a casa.
Todos estavam na maior correria para deixar tudo em ordem. Passaram na casa de seus familiares e claro que eu não fiz o contrário. Todos eles se despediam, nos desejavam boa sorte e um ótimo show. Eu estava ansioso e confesso que quase explodindo diante de tamanhas preocupações.
Nunca que sequestrar uma pessoa tinha sido tão trabalhoso para mim. Lucy havia conseguido essa proeza de me roubar longas noites de sono, além do fato de ter me enganado de modo sanguinário e sem nenhum escrúpulo! Aquela pilantra! Só de lembrar me dava raiva. Pelo menos eu ainda era o mediador desse jogo. Eu quem decidia, era eu quem dava as cartas. Sendo assim, ela estava em minhas mãos!
O dia foi passando e o momento de finalmente encararmos a estrada já estava ficando cada vez mais próximo.
Aproximei enquanto todos colocavam as malas no carro para separar as compras de supermercado pelas prateleiras. Já estava tudo decidido. Lucy ficaria trancada no apartamento. Pelo menos agora ela poderia ver televisão, jogar vídeo game, ver filmes... Aqui tinha tanta coisa para fazer... Até deixaria ela tocar um pouco de violão... Não queria que essa sentisse ódio extremo de mim, mas bem que ela mereceu! Ninguém mandou ter me enganado... Enquanto eu caí feito um patinho.
Zacky’s POV.
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Johnny’s POV.
Vi que ele havia ido para a cozinha. Estava tudo muito silencioso, como se ele fosse uma criança levada que estivesse aprontando algo.
Medindo meus passos, fui me aproximando, quando lá estava ele. Zacky ligando o forno para assar pizza.
– FILHO DA PUTA!! – gritei de repente, lhe dando um grande susto.
– AH, MEU DEUS! – ele gritou como um criminoso pego em flagrante. – Não é nada do que você está pensando!
– Como não?! – cruzei os braços. – VOCÊ ESTÁ BURLANDO O REGIME!
– Não estou! Essa pizza é de baixa caloria... Ela é light... – ele tentava se justificar, gaguejando.
– É... É isso mesmo que você quer? Colocar nossa amizade em risco por causa de uma pizza Light? Seu traidor!
– Jojo, não seja dramático. – ele revirava os olhos. – Aposto que você também quer pizza... Ela vai ficar uma delícia.
– NÃO QUERO! A gente vai comer pão integral... Fiz uma cesta cheia deles! É isso que a gente vai comer durante a viagem...
– Mas...
– SEM MAS, Zachary James Baker! – disse num tom autoritário, puxando-o para fora da cozinha.
Brian’s POV.
– Está tudo pronto? – Matt perguntava. – Vamos logo que eu vou fechar a porta!! – ele dizia como se fosse aqueles monitores de excursão. Estava usando boné, camisa regata, e ficava na porta apressando todo mundo.
– Estamos indo. – gritei do quarto.
Rapidamente pegamos nossos últimos pertences, prontos para finalmente seguirmos viagem.
– Foram ao banheiro?- Matt perguntava.
– Fomos. – respondemos todos em coro.
– Perfeito! Então vamos...
Sendo assim, eu e os garotos adentramos ao elevador. Eu não podia ainda abrir a porta para Lucy enquanto eles ainda estivessem comigo, seria muito arriscado, mas já estava mais do que decidido que eu a deixaria usar o apartamento enquanto estivermos fora.
Assim que nos aproximamos do carro, começamos a descarregar todas as malas nele.
– NEM PENSAR, ZACKY! – ouvi Matt resmungar. – Você não vai levar CHEETOS pra comer no caminho! Pode ir se desfazendo disso, agora!
– Como assim você está levando salgadinho?! – Johnny protestava. – Zacky, você está sendo uma decepção para mim. – o baixinho suspirava, e logo retirava um embrulho laminado do bolso, quase que colocando na cara de Zacky. – JÁ FALEI QUE É ISSO QUE A GENTE VAI COMER!
– Está bem... – Zacky fazia um bico, abaixando a cabeça, enquanto pegava seu salgadinho e o jogava por completo no lixo, claro, que evidentemente relutante.
– Pessoal. – disse. – Eu já volto.
– ONDE VOCÊ VAI, CARA?! – Matt suspirava. Ele era todo maduro – na medida do possível – e odiava essa coisa de chegar atrasado nos lugares.
– Relaxa, só esqueci uma coisa lá em cima... – respondi.
– É muito importante? – ele cruzava os braços.
– Claro que é. – disse com convicção.
Sendo assim, Matt revirou os olhos e eu rapidamente me afastei dele.
– Syn! Vou com você! – ouvi Jimmy dizer.
Logo, entramos novamente no elevador. Comecei a me olhar no espelho e realmente, talvez aquele corte de cabelo novo havia me deixado parecendo um frango... Mas confesso que o frango mais lindo que eu já vi.
– Syn, essa é a oportunidade perfeita para você livrar a Lucy. – Jimmy dizia de repente.
– HÁ HÁ HÁ! – disparei uma risada de escárnio. – Até parece que eu vou deixar ela solta, seu babaca... – lhe dei um tapa no ombro. – Eu só vou deixar ela usar nosso apartamento enquanto estivermos fora.
– Ah é?! Nosso apartamento tem muitas formas dela pedir ajuda. – Jimmy me encarava como se tivesse me encurralado.
– Já pensei nisso. – disparei uma risada maldosa. – Por que você acha que o Matt está tão puto? A Valary nem ligou pra ele... Sabe o motivo? Ela não conseguiu, pois eu cortei todas as nossas linhas telefônicas, assim como internet e afins.
– O QUE?! – Jimmy arregalava os olhos, mostrando-se surpreso. – Você tem problema mental, cara?!
– Ah, se veio pra ficar reclamando devia ter ficado no carro. – dei de ombros, abrindo a porta do elevador.
Assim que nos retiramos, puder sentir um cheiro muito forte dentro do nosso hall. Demorei um tempo para perceber o que era e quando senti, meu coração disparou de imediato.
– AH MEU DEUS! A Lucy! – gritei.
Jimmy pareceu ter percebido o perigo e rapidamente correu até a porta, destrancando-a.
O apartamento estava enfestado com um odor extremamente forte de gás. Era praticamente irrespirável.
Coloquei o antebraço em frente ao meu rosto, a fim de tentar bloquear a passagem daquele gás.
– Jimmy, abra todas as janelas e tente descobrir da onde vem esse cheiro... Vou buscar a Lucy. – disse às pressas.
Corri pela cozinha e pude sentir claramente o cheiro mais forte estava vindo de lá. Meu coração foi saltando cada vez mais dentro de meu peito, enquanto eu praticamente chutava a porta da lavanderia, entrando naquele ambiente como um alucinado. Dei até mesmo alguns tropeços pelas caixas da dispensa e logo, cheguei até o quarto onde Lucy estava.
O gás parecia ter invadido até mesmo ali.
Não pensei mais, abri a porta e vi que ela estava sentada no chão, encostada na parede, tampando as narinas do jeito que podia. Seus olhos estavam levemente fechados e eu tinha certeza que ela estava prestes a se apagar.
Corri sem hesitar até ela, apanhando-a em meu colo, enquanto a levava correndo para o lado de fora.
A sala estava uma ventania que só. Com certeza Jimmy já havia dado jeito nisso.
– Pronto! Abri todas as janelas... O gás vinha do forno... Alguém o deixou ligado. – Jimmy dizia ofegante, enquanto eu colocava Lucy quase que inconsciente em cima do sofá. – Ela está bem? – Jimmy perguntava num tom de preocupação.
– Jimmy... – murmurei. – Se não tivéssemos voltado... Iria acontecer uma desgraça. — senti minhas pernas bambearem.
– Não fale assim... Vou pegar um copo com água para ela.
Enquanto isso, apenas me limitei a ficar observando-a. Estava pálida, com olheiras contornando seus olhos. Estava tão quieta...
De repente, ouvi risadas altas, seguidos por vários xingamentos. Meu coração deu um pulo e meu estômago revirou.
Eram os meninos.
– Caralho! Que cheiro de gás do inferno! – ouvi Matt resmungar.
– ZACKY, SEU FILHO DA PUTA, VOCÊ ESQUECEU DE DESLIGAR O FORNO! — ouvi Johnny gritar.
– Mano, o apê vai explodir... — Matt ainda reclamava, quando de repente, vi que os meninos já haviam entrado no apartamento. — QUEM É ESSA?! — o bombado perguntava, franzindo o cenho.
Não havia para onde correr.
Notas finais
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Agora, eu queria fazer um convite para vocês. Eu e mais duas amigas da faculdade começamos a escrever uma fic da qual as personagens são baseadas em nós mesmas. *-*
Queria convidar vocês para darem uma lida na fic e me dizer se gostam ou não. Se possível, mandem reviews com suas opiniões, sim? (:
Segue o link:
https://www.fanfiction.com.br/historia/202179/Os_Fragmentos_De_Ahlara.
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Pronto, era só isso. HISAHISAHISAHISA Muitoo obrigada. ♥
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