Danger Line

29 Conquista.


Notas iniciais
Antes de qualquer coisa, queria pedir desculpas à vocês pela demora para atualizar a fic. Como eu temia, as coisas da faculdade acumularam de forma assustadora, demoníaca e completamente fora dos padrões humanos e ficou IMPOSSÍVEL de atualizar a fic. Provavelmente eu vá demorar um pouquinho pra postar, mas é por causa da faculdade mesmo, eu estou prestes a entregar o trabalho mais ferradão do semestre, e depois que isso passar, acredito que eu tornarei a ser gente. :D HISAHISHAISHAIHSAIHSIA Então mais uma vez peço desculpas e conto com a compreensão de vocês.
----------------------------
Agora vamos ao que interessa!
Quero muito dedicar esse capítulo para a Sofia. Fazia tempo que eu não recebia uma recomendação e a dela me deixou muito feliz. Muitoo obriigada MESMO, SUA LINDA! ♥
Espero que gostem do capítulo!

CONQUISTA

Lucy’s POV.


Aquele maldito desalmado! Como ele ainda podia continuar com isso?!

Demorou a cair a ficha, mas logo me lembrei que Arin havia me dito que estaria na Califórnia. Talvez, nada estivesse perdido. Arin era esperto e os caras do Avenged Sevenfold, famosos, obviamente que Arin conseguiria localizá-los.

Pensando assim, eu conseguia ficar mais tranquila, porém, o que ainda me deixava nervosa era o fato de que eu não sabia mais quanto tempo iria demorar para que eu conquistasse minha liberdade. Eu já estava longe de casa há muito tempo, não sei ainda como meus pais não surtaram ao ficar tanto tempo assim sem falar comigo, mas eu sei que Arin poderia dar um jeito nisso... Ele estava fazendo tudo por mim.

Brian’s POV.


Achei estranho. Aquele baterista novo me olhava como se sentisse ódio. Talvez ele não gostasse de mim na banda, ou sei lá o que.

Mesmo assim, fiz o possível para ser simpático, e ele não pareceu querer me ignorar.

Logo, os meninos também foram cumprimentá-lo, enquanto Michelle fazia o possível para deixar bem claro e em bom tom todas as propagandas que ela fazia sobre ele, e claro, sem deixar de olhar para a minha cara, como se eu fosse ter ciúmes desse magricela novato, ainda mais com ela... Bobeira ela pensar assim.

Michelle então convidou o tal Arin para se sentar a mesa conosco, enquanto Matt e Valary finalmente anunciaram a data de seu casamento, deixando claro que todos nós da banda seríamos os padrinhos. Só não gostei da parte de que eu seria o padrinho junto de Michelle e isso seria algo que eu teria que saber lhe dar.

Eu sinceramente estava muito feliz por Matt. Era claro que ele e Valary se amavam muito. Bem que eu queria poder ter essa sorte. Lucy aparentemente me odiava, e eu entendia, já que insistia em mantê-la trancada. Mas e se eu a fizesse ir embora? Correria o risco de nunca mais vê-la, nunca mais...

- Syn... O que foi? – Jimmy se aproximava de mim, enquanto eu estava sozinho em um canto, encarando a janela. – Você ficou meio quieto... Nem beber bebeu...

- Não foi nada... – disse, enquanto secava o meu copo com água... SIM, água!

- Sente falta dela, não é? – Jimmy me encarava com seus olhos azuis, como quem sentisse pena. – Não acha que foi melhor assim? Ela estava sofrendo demais com o que você fez com ela... Está vendo só? Eu não estava enganado! Você a ama!

- Jimmy... – abaixei a cabeça, era difícil demais esconder as coisas dele. – Eu... Eu preciso dela ao meu lado, entende?

- Então você confessa o amor? – Jimmy gargalhava. – Parece que o feitiço virou contra o feiticeiro!

- Ela está aqui ainda... – confessei, fechando os olhos, esperando pelo sermão.

- Como assim?! – a voz de Jimmy se exaltava, enquanto seus olhos azuis pareciam dois faróis enormes de espanto. – COMO ASSIM, BRIAN ELWIN HANER JÚNIOR?!

- Jimmy, entenda... Por favor! Eu não podia deixá-la ir, eu não podia! É como se eu permitisse que uma parte de mim fosse embora!

- Eu não acredito que você fez isso... – Jimmy me encarava, incrédulo. Eu sinceramente preferia que ele me desse uma bela bronca ao me olhar com aquele rosto de desapontamento. Tudo estava indo pior do que eu imaginei. – Syn, eu confiei em você... Confiei que você a colocaria no avião para Londres!

Simplesmente abaixei a cabeça, eu não sabia o que dizer.

- Agora eu sei por que ela dormia... – Jimmy me encarava ainda mais espantado. – Você sufocou a menina outra vez! Me dá agora a chave daquele quarto que eu vou soltá-la.

- O QUE?! – debati de imediato. – Lógico que não, você ficou louco?!

- Eu não vou mais ficar arriscando sua segurança por causa da sua insanidade. – dessa vez, ele falava bem sério. Tão sério que eu poderia até mesmo acreditar que não era o meu irmão vareta que estava ali.

- Cara, eu preciso de um tempo para conquista-la, entende?

- E você acha que sequestrando ela ajuda muita coisa. – Jimmy ironizava, revirando os olhos.

- Com você falando desse jeito, realmente não soa positivo.

- Olha, é irônico isso que eu vou falar, mas quanto mais você prende alguém a você, mais ela se afasta... Se a Lucy realmente tiver de ser sua, ela vai ser... Você não precisaria trancá-la naquele quarto se fosse realmente assim.

- Acha que ela me odeia?! – franzi o cenho.

- E você ainda pergunta!

- Não Jimmy... Não, não pode ser... Sabe... Eu vou te contar uma coisa que nenhum dos meninos sabe...

- O que?

- Lembra no último dia da turnê, que nós estávamos fazendo um churrasco no meio do nada?

Jimmy me encarava com atenção.

- Teve uma hora que vocês foram lá nadar e eu ouvi que você estava perseguindo um pato... – cocei a nuca, dando uma leve risada. – Não sei se você reparou, mas eu e Lucy não estávamos com vocês naquela hora... Nós... – suspirei, sentindo um leve arrepio na nuca ao me lembrar daquilo. – Nós transamos no ônibus.

- O QUÊ?! – Jimmy ficava boquiaberto.

- É isso mesmo...

- Pior que pelo seu jeito, eu sinto que você não está inventando nada...

- Otário, você sabe que eu não consigo nem mentir e nem esconder nada de você. – revirei os olhos, como se aquilo fosse óbvio demais, e realmente era.

- Não acredito... – Jimmy ainda parecia incrédulo demais.

- Por isso eu acho um erro tremendo de ela ir embora assim... Eu sinto que ela sente alguma coisa por mim, e eu preciso entender e saber o que é...

- Mas desse jeito você não vai conseguir, cara...

Arin’s POV.


“- Eu tenho plena certeza de que a amo... Por mais que me doa admitir.”


Ouvi Brian sussurrando com Jimmy no canto do bar.

Era estranho, mas eu sentia que ele não estava falando de Michelle naquele momento. Ao vê-los juntos, pude perceber claramente de que ele não sente nada por ela, pelo menos não agora. Ele aparentava estar sempre distante, mal a olhava, enquanto ela fazia de tudo para conquistar sua atenção.

Eu temi ao ouvir aquilo. Será que ele estava falando da Lucy? Aquele desgraçado ainda estava com ela, eu tinha certeza.

- Jimmy. – aproximei-me deles como quem não quer nada.

- Oi cara! – Jimmy abria um sorriso. – Arin, não é?

- Isso mesmo... – sorri. – Desculpe interromper, é que mal tivemos tempo para conversar... Mas sabe? Eu sou um grande fã seu! – disparei, afinal, eu não estava dizendo nenhuma mentira. Eu amava o Jimmy, se eu fosse mulher, com certeza seria uma piriguete dele, falo mesmo. Apesar de eu querer destruir a cara de Brian na porrada, eu queria apertar Jimmy eternamente. Ele ainda era meu baterista preferido. – Eu... Eu... Eu queria um autógrafo, mas não conte para a Chelle que eu estou babando em cima de você, se não ela me demite. – dei uma leve risada.

- Mas é claro que eu autografo! – Jimmy erguia os braços para o alto. – Cadê a caneta? Quer que eu assine onde?

- Venha comigo... – o chamei, ignorando completamente aquele Brian estúpido, mas ele pareceu nem se importar.

Enquanto eu me afastava com Jimmy, vi que Michelle não perdeu a deixa para se aproximar de Brian. Aquilo era perfeito, seria bom se Michelle grudasse nele que nem chiclete... E eu iria me encarregar para que isso de fato acontecesse.

Brian’s POV.


- Ele é demais, não é? – foi a primeira coisa que Michelle disse ao se aproximar de mim.

- Não sei. – dei de ombros. – Não falei muito com ele ainda, mas fico feliz que você esteja gostando dele.

- O que?! – Michelle parecia espantada. – Como assim?

- Oras, você não está a fim dele? – franzi o cenho, sem entender.

- EEEEEEU?! – ela ficava boquiaberta. – Eu não... Da onde você tirou essa história maluca?!

- Você que não parou de falar dele desde que eu cheguei... – continuei confuso.

- É... – Michelle dizia secamente. – E pelo visto você nem se importou.

- E eu iria me importar por...?

- Syn... Você não pensou na gente durante a turnê? – ela me olhava como se estivesse desapontada.

Não, em nenhum momento, mas eu não poderia ser tão cruel ao dizer isso, já que na verdade, durante a turnê eu nem me lembrei de que ela existia.

- Chelle... Nosso namoro já terminou, desista. – disse simplesmente. – Por que você não tenta investir nesse Arin, aê?

- SEU FILHO DA PUTA! – de repente, ela me disparava um tapa no rosto.

Senti minhas bochechas arderem, e tornei a encará-la, incrédulo.

- Posso saber o que foi isso?! – debati.

- Depois de tudo que nós passamos juntos, como você pode jogar tudo fora?!

- Eu não estou jogando nada fora, estou apenas dizendo que acabou. – respondi com calma.

- Isso é o que você pensa... – seus olhos estavam vermelhos, e eu realmente temia levar outro tapa na cara. – Você nunca vai conseguir se livrar de mim, ouviu bem? Nunca!

- Isso é uma ameaça? – desafiei.

- Encare como você quiser. – ela respondia da mesma forma.

- Com licença, Chelle. – revirei os olhos, tentando me afastar dela.

Michelle, porém, rapidamente passou os braços por trás de minha nuca, beijando-me.

Com cuidado, para não querer machucá-la, segurei seus braços, a fim de que ela me soltasse.

- Pare com isso! – disse, olhando-a dentro dos olhos. – Tenha um pouco mais de amor próprio. – disparei venenosamente. Quem sabe assim ela não me deixava em paz.

Seus olhos, porém, ganharam um brilho doloroso, parecia realmente que ela iria chorar.

Afastei-me dela, antes que o fizesse.

Assim que me aproximei da mesa, todos os meninos começaram a se mover de modo estranho, como se tentassem disfarçar o fato de que todos estavam de olho na minha sutil conversa com Michelle.

Aquele Arin, porém, era o único que ainda me encarava.

Cara estranho... Devia estar apaixonado por mim, só pode.

- Pessoal, eu já vou. – disse.

- Já?! – Matt fazia um bico. – Logo agora que a gente ia começar a jogar truco...

- Fica para a próxima.

- Ah, conta outra! O que você vai fazer agora? – Zacky revirava os olhos.

- Prometi pra McKenna que íamos comprar camisetas de banda. – disse.

- Viadinho... – Zacky revirava os olhos.

- Ah, manda um beijo pra Mc. – Matt sorria.

- Manda outro por mim também. – dizia Val.

- Duvido que você vai ver a pirralha. – Michelle resmungava de longe. – Duvido!

Suspirei alto, acenando para o pessoal, enquanto me afastava do grupo.

Caminhei até a porta do Barrab, pronto para sair, quando de repente, sinto algo puxando meu braço.

- Você vai ver a Lucy. – dizia Jimmy.

- Eu vou conversar com ela... – suspirei. – Tentar convencê-la de não ir embora...

Arin’s POV.


Eu os via conversar do lado de fora.

Brian estava de cabeça baixa, enquanto Jimmy parecia lhe dar um belo sermão.

Sabia que aquele momento era perfeito para que eu o perseguisse e finalmente descobrisse onde era o paradeiro de Lucy.

Logo, Jimmy tornava para dentro do bar, sentando-se com o restante dos garotos.

Agora que eu já havia me aproximando suficientemente deles, seria ótimo para conseguir conquistar a confiança de cada um, e eu iria me vingar!

Para mim nesse momento, não bastava apenas encontrar Lucy, mas sim, destruir com Synyster Gates.

Ele já estava atravessando a rua. Aquela seria a minha deixa.

Fui me aproximando do portão, quando ouvi um tossido alto.

- ONDE PENSA QUE VAI, ARIN?! – ouvi a voz de Michelle.

Virei-me para trás, impaciente.

- Vai limpar as mesas! Anda! – ela ordenava, com os olhos vermelhos.

Obviamente que sua conversa com Brian não havia sido tão amigável, e esse com certeza era o motivo de todo aquele estresse.

- Vai logo, Arin! – ela ordenava mais uma vez.

Maldita seja essa Michelle.

Lucy’s POV.


Eu andava de um lado para o outro daquele quarto, conforme o tédio me consumia.

Era terrível ter que sentir aquelas mesmas sensações mais uma vez. Ficar trancada naquele quarto mais uma vez, incomunicável, sem poder fazer nada, estava me dando nos nervos... Mais uma vez!

Tentei espancar a porta por diversas vezes, mas a única coisa que me restou foram fortes dores nas juntas dos dedos.

De repente, a porta se abriu, fazendo com que a minha caminhada frenética se interrompesse.

- Posso entrar? – obviamente que era Brian.

Dei de ombros, sem lhe responder.

Mesmo assim, o imbecil entrou, e ficou parado, diante da porta, me olhando com uma cara de cachorro arrependido.

- Podemos conversar? – ele dizia de modo sutil.

- Fala. – sentei-me na cama, encarando-o com desprezo.

- Lucy... Eu nem sei como começar a te dizer isso, mas... – ele fitou o chão, ficando brevemente pensativo. – Eu... Eu quero que você saiba o motivo pelo qual eu não quero que você vá embora.

- Por que você é louco. – disparei.

- O que aconteceu entre a gente...

- NÃO ACONTECEU NADA ENTRE A GENTE! – o interrompi. Odiava quando ele tocava naquele assunto, eu não queria lembrar, eu não queria saber. Preferia simplesmente fingir que nada aconteceu.

- ACONTECEU! – ele dizia de modo firme. – Queira você ou não, aconteceu, foi real... Eu senti você, ouvi você dizer meu nome! Não foi um sonho.

Fechei os olhos, tentando expulsar aquelas lembranças de minha mente.

- Eu quero uma chance... – Brian aproximava alguns passos. – Preciso de uma chance para te conquistar.

- SAI FORA! – debati, completamente relutante. Eu jamais poderia me deixar ser conquistada por um maníaco como ele.

- Lucy...

- EU NÃO QUERO SABER! Você é um psicopata, idiota, maníaco! Eu só quero ir embora daqui, somente isso e mais nada! Deu para entender?!

- Lucy, por favor, me deixa terminar de falar...

- EU NÃO QUERO TE OUVIR! – gritei, aproximando-me dele, enquanto o empurrava.

- PARA DE SER RETARDADA, MENINA! – ele pareceu ter ficado irritado, encarando-me de maneira séria. – Porra! Da primeira vez você ficou fazendo o maior cu doce e depois não conseguiu resistir mais! Você nem me conhece direito, você não sabe como eu sou na realidade! Eu não quero que você vá embora, eu não posso permitir isso.

- Você não quer permitir que eu vá para não ferir seu orgulho!

- NÃO! Eu não quero que você vá, por que eu... – ele fechou os lábios, comprimindo-os, como se estivesse segurando dentro de si o que estava prestes a dizer.

- Você o que? – cruzei os braços, encarando-o, desafiando para que ele dissesse tudo de uma vez.

- Eu... Eu... – ele gaguejava, encarando o chão. – Ah, quer saber?! Que se dane! Você é uma ignorante incoerente.

- AH! Você que sai sequestrando as pessoas por aí e depois eu que sou incoerente?! – retruquei.

- Quero mais é que se foda também... Você que fique aí, presa! Não me importo mais! Eu bem que tentei conversar com você, mas já vi que foi inútil.

- Quando você menos esperar eu já vou ter saído daqui, seu idiota.

Brian respirou profundamente, fechando completamente seus traços faciais, pensei até mesmo que ele fosse dar um grito, porém, ele preferiu apenas destrancar a porta e mais uma vez me largar ali, com raiva, ódio, com a vontade extrema de moer a cabeça dele.

Conquistar... Essa foi boa!

Ele não podia me conquistar... Não podia!

Antes de qualquer coisa, eu já estarei bem longe daqui...

Arin iria me encontrar, eu sei disso.

Notas finais
Está aí o capítulo, gente.
Vou tentar postar mais rápido dessa vez. (:
Aguardo os reviews, sim?
Beeeijos ♥