Danger Line

16 Adversário.


Notas iniciais
Gente, antes de qualquer coisa, queria pedir desculpas mais uma vez pela demora, mas é que minhas aulas voltaram recentemente, e eu meio que perdi o rumo de tudo, inclusive era pra eu estar estudando agora, mas preferi postar a fic. ;x hihihihihi Então, sério, eu preciso de um tempinho pra me organizar e eu volto a postar a fic normalmente. Espero a compreensão de todas e inclusive que gostem do capítulo. (:
Mais uma coisa: Eu queria dedicar esse capítulo para SnakeBite, amei muito a recomendação e ela sempre me fala que está fazendo propaganda aí da minha fic, eu fico realmente muito feliz por ter uma leitora assim que acompanhe o que eu faço e sempre divulga. *-* Muitoo obrigada mesmo, sua linda. ♥ Esse capítulo vai especialmente para você. (:

ADVERSÁRIO.

Brian’s POV.

- Nossa! Você está pálido! – Jimmy dizia assim que eu cheguei ao apartamento. – Você está bem?

Ele e os meninos estavam na sala jogando vídeo game, para variar. Resolvi então disparar a notícia tudo de uma vez.

- Terminei com a Michelle. – disse sem rodeios.

- O QUE?! – todos eles perguntavam em coro.

- Por que, cara?! – a voz de Zacky se ressaltava. – Eu sei que o que ela fez com a Val foi horrível, mas não precisava ser tão radical.

- Claro que precisava! – Matt dizia de modo firme. – Ela machucou a minha jujubinha!

- Ah, foi só um cortezinho! – dizia Johnny.

- Cortezinho? Vou pedir pra Michelle arrancar seus olhos e você vai ver o cortezinho. – Matt ainda debatia.

- Que violência! – Zacky dizia rindo.

- GENTE! – Jimmy de repente dava um berro. – Seria bom deixar o Syn falar...

- Obrigado. – revirei os olhos, ficando mais tranquilo agora que todos eles haviam calado a boca.

- Desabafa cara. – dizia Zacky, abrindo espaço para que eu me sentasse junto deles no sofá.

- Olha, eu sei que faz tempo que eu namoro com a Michelle, mas vocês sabem que o nosso relacionamento não estava lá aquelas coisas. – disse com tranquilidade, enquanto todos eles me olhavam com atenção e assentiam conforme eu lhes contava os acontecimentos.

Eu simplesmente não queria mais continuar mantendo aquele relacionamento de farsa! Estava me cansando ter que conviver como se ela fosse em encosto na minha vida.

- Entendo. – dizia Johnny, assim que eu terminei se explicar tudo. – Só cuidado com a AIDS.

- Por que diabos você está falando isso? – arregalei os olhos, assustado.

- Bom... – ele tornava a dizer. – Você sabe que a gente vai sair em turnê de novo em breve e te conhecendo eu sei que vai rolar uma suruba universal.

- Da qual você não vai participar. – dizia Zacky, revirando os olhos.

- Desculpa... Mas você se chama Lacey agora? – Johnny cruzava os braços.

- GENTE, ATENÇÃO EM MIM! – resmunguei fazendo bico.

Desvirtuar dos assuntos era a coisa mais fácil quanto nós cinco nos uníamos.

Pelo que eu pude perceber o fato de Michelle não ter mais que participar dos nossos encontros havia sido aceito por eles numa boa.

Michelle já teve o seu momento de auge com os garotos, mas tudo foi passando e as pessoas não podem continuar fingindo ser o que não são durante muito tempo, logo, elas mostram realmente quem são.

Agora eu tinha novas preocupações. Lucy e a turnê. Eu tinha que conseguir algo com ela antes dessa bendita turnê. Eu não seria mal o bastante de deixá-la trancada naquele quarto durante meses, sem comida... Sequestrador eu até poderia ser, mas assassino já era demais para a minha ficha criminal, na verdade, eu sabia que nada aconteceria comigo.

Lucy estava muito nervosa ultimamente e isso fazia com que eu fizesse com que os meus instintos se confundissem. Eu simplesmente não podia mandá-la embora por que eu estava decidido a conseguir o que eu queria, nem que eu precisasse sacrificar meu namoro ridículo com Michelle por isso, mesmo que a loura morresse de ódio de mim agora.

Sim, eu estava levando essa brincadeira a sério.

Aproveitei a tarde que tive livre de Michelle para ir ao cabelereiro e aparar a minha juba. Eu sinceramente havia adorado o corte novo, mas os meninos insistiram e dizer que eu parecia um frango. Com certeza eles deveriam estar com inveja, pois eu sei que sou totalmente irresistível e totalmente abençoado pela deusa da beleza.

- Eu sinceramente estou ansioso para a nossa turnê na América do Sul. – dizia Jimmy. – Primeira vez que vamos para lá... Vai ser memorável. – dizia ele, enquanto voltávamos do ensaio.

- Com certeza. – abri um sorriso, mostrando-me tão ansioso quanto.

- Mas você não vai poder levar a Lucy pra turnê. – Jimmy me olhava como se estivesse me reprimindo. – Cara, chega de palhaçada com ela...

- Não se preocupe, cedo ou mais tarde eu vou conseguir o que eu quero... E será antes da turnê.

- Como pode ter tanta certeza disso? – Jimmy me olhava duvidoso.

- Mesmo que vocês fiquem fazendo piadinha da minha cara, eu entendo muito de mulher e posso afirmar que a Lucy é do tipo de garota que você tem que tratar como uma rainha para conquistar. Humilhar-se perante dela como um idiota completamente apaixonado.

- Ta, agora você está passando dos limites. – Jimmy me olhava como se realmente estivesse aborrecido. – Você não está pensando em enganar os sentimentos da menina, não é? – sua voz se alterava.

- Oras, desde quando você se importa tanto com ela? – arqueei uma das sobrancelhas. – Até onde eu sei seu melhor amigo sou eu, não ela!!

- O problema é que o meu melhor amigo está agindo como um idiota. – apesar de conhecer Jimmy há muitos anos, raramente eu o via falar tão sério quanto daquela forma. Seus olhos encaravam claramente os meus, como se ele estivesse tentando me intimidar. – Cuidado que você está brincando com o fogo, pode muito bem se queimar.

- Adoro fogo. – disparei uma risada maldosa.

- Isso por um acaso é algum tipo de defesa? – Jimmy ainda me encarava seriamente.

- Como assim? – arqueei a sobrancelha. – Que tipo de defesa?

- Para enganar-se... Fingir que não está se apai...

- PARE! – o interrompi. – Não repita isso de novo! Mas é claro que se a Lucy pensar o mesmo que você, será bom para mim.

Jimmy ficou vermelho, estava extremamente aborrecido comigo. Simplesmente me encarou de forma mortal e se afastou.

Fiquei ali, parado e confesso que pensativo. Talvez a única forma de conseguir alguma coisa com Lucy seria fingindo que eu realmente estava apaixonado por ela.

Lucy’s POV.


Eu estava péssima. Não aguentava mais ficar ali. Precisava de ar puro, sair para ver outros lugares sabendo que de fato eu ficaria livre e que eu não precisaria mais ficar trancada naquele quarto.

Brian estava passando dos limites, talvez, ele realmente fosse um homem completamente imaturo que não tomaria jeito nunca, e eu simplesmente não queria ficar vivendo para consertá-lo, simplesmente não era aquilo que eu queria.

Estava mais claro do que nunca que ele havia declarado guerra contra mim, está até mesmo agindo como se fosse um completo psicopata. Eu sinceramente não entendia o motivo dele querer adicionar ‘ameaças’ em sua ficha criminal.

Quanto mais eu pensava, em meus raros momentos de lucidez, tudo isso me levava acreditar que a única coisa que me faria ficar livre dele, era simplesmente fingindo que eu estava apaixonada por ele. Talvez assim, ele finalmente me deixaria livre. O problema é que eu não queria ser usada como um objeto e ficar com ele para simplesmente comprar a minha liberdade. Aquilo que eu costumo chamar de ‘meu orgulho de mulher’ não permitia.

Logo, pude ouvir o som do trinco da porta se virando, e de lá, vi Brian, sorridente, entrando em meu quarto.

- Olá? – dizia ele num tom sutil, chegando mesmo até ser meigo.

Confesso que aquelas mudanças de personalidade dele já estavam sendo basicamente um costume para mim. O problema era que ele simplesmente não tinha uma tabela ou um manual de instruções que me informasse os dias exatos que ele estaria um animal ou não.

- Oi. – respondi também de modo sutil. Mais um dos meus planos fracassados que eu colocaria em prática. Talvez, poderia fazer ele se apaixonar por mim, e então, fugiria dele, e ele ficaria lá, sofrendo por amor.

- Está tudo bem? – ele perguntava ainda cauteloso.

- Tudo ótimo. – respondi em uma evidente ironia.

Logo ele ia se aproximando lentamente, colocando-se a sentar ao meu lado da cama.

- Queria te pedir desculpas. – dizia ele com uma voz tristonha, porém, sem conseguir me olhar dentro dos olhos. – Sei que eu estou sendo muito rude com você.

- Entendo. – respondi apenas, enquanto arqueava a sobrancelha, sem entender um nada do que era aquilo que ele estava fazendo.

- E tem mais uma coisa... – ele erguia a cabeça, encarando-me. – Eu... Bom... Eu terminei com a Michelle.

- O QUE?! – percebi que minha voz havia subido uma oitava e eu o encarava, perplexa. – Como assim?

- Ficou bem surpresa. – ele franzia o cenho. – Qual o problema? Não foi você que me disse que eu era infeliz no meu namoro?

- Está bem, mas... Sabe-se lá quantas milhares de vezes que você já não a traiu e vice-versa.

- É... Eu cometi muitos erros... – ele suspirava, abaixando a cabeça.

Eu o encarava, completamente confusa. Aquele homem não tinha dupla personalidade, ele tinha TRIPLA personalidade!

- Sei que parece estranho eu falando tudo isso, mas é que... Bom... Eu acho que tenho que admitir logo, não é?

- Admitir o que? – senti meu coração disparar.

- Que você me fez pensar muito na minha vida e no que eu fui me tornando com o tempo, sabe? Digamos que graças a você, sou uma nova pessoa.

- Sério? – perguntei levemente desconfiada, mas acredito que para mim seria mais vantajoso fingir que eu estava acreditando em suas palavras.

- Sim... – logo ele segurava minhas mãos, beijando cada ponta dos meus dedos. – Lucy... O que você fez comigo, hein?

Ah, como ele era ridículo! Estava muito óbvio o seu plano! Era claro que ele iria se fingir de apaixonado para que eu caísse em seus encantos. Dessa vez, eu não iria cair na armadilha.

- Como assim? – perguntei, olhando-o dentro dos olhos, como se de fato aquelas suas palavras me surtissem efeito. – O que você está tentando me dizer, Syn?

- Syn? – ele disparava um riso evidentemente convencido. – Fazia tempo que você não me chamava assim... Pensei que estivesse aborrecida demais para fazê-lo.

- Bom, eu realmente estava muito nervosa com você, mas o fato de você ter vindo aqui me dizer essas coisas, realmente me fez ver que no fundo, você pode estar amadurecendo.

- Amadurecendo? – ele afastava-se de mim, como se não tivesse gostado do que eu havia dito.

- Amadurecendo no sentido de relacionamentos! – tentei consertar. – É claro que você é um homem muito maduro. – eu sentia vontade de rir por dentro enquanto falava tudo aquilo.

Brian’s POV.


Era incrível! Mas ela realmente estava caindo na armadilha. Sentia vontade de rir por dentro enquanto falava tudo aquilo.

Pois é, as mulheres realmente eram um sexo muito frágil. Bastava um olhar de cachorrinho abandonado que elas já se derretiam todas.

Ai, ai, bom saber que eu ainda sabia muito bem todos os truques.

- Lucy... Eu... – suspirei, meu coração disparou de repente com aquilo que eu estava prestes a dizer, que tolice. – Estou apaixonado por você. – disparei.

Lucy inclinou-se para trás, encarando-me boquiaberta.

- É isso mesmo... Confesso que a sua presença na minha vida foi o maior pivô para que eu terminasse com Michelle.

- Então você terminou com a Michelle por minha causa?!

- Sim... – abaixei a cabeça. Estava ficando nervoso. Minhas mãos suavam e meu coração batia freneticamente como se toda aquela declaração fosse verdadeira. O fato do meu coração disparar quando eu olhava todas as vezes para seus olhos, aquilo não podia ser amor, e de fato não era. Aquilo era um resquício de ataque cardíaco, isso sim!! – E digo mais... Meu amor por você é tão grande, que estou disposto a engolir meu orgulho e toda a minha ambição e por amor, apenas por amor, te deixaria ser livre para ver um belo sorriso estampado em seu rosto.

CARA, FALEI BONITO!

Lucy’s POV.


Aquele babaca... Até parece que eu ia cair naquela conversinha. Ele estava planejando alguma coisa e o melhor seria fingir de inocente e ver até onde ele iria com aquele joguinho.

- Sério mesmo? – perguntei numa falsa credibilidade, aproximando-se dele, colocando minhas mãos por trás da sua nuca. Aquela aproximação junto de seus olhos tão hipnotizantes, fizeram-me perder o ar. O que era aquilo? – F-faria mesmo isso por mim? – gaguejei. Porém fiquei feliz por tê-lo feito, já que fez com que minha atuação ficasse realmente verdadeira.

- Sim, meu amor... – ele sussurrava, aproximando-se de mim. – Te amo tanto que sacrificaria a minha própria alegria a favor da sua.

- Jura?! – perguntei destilando um sorriso venenoso entre meus lábios.

- Sim... Lucy... – ele confirmava.

- Então... – sorri, soltando-me dele. – Tchau. – respondi, colocando-me de pé.

- Como assim? Tchau?! – ele perguntava de olhos arregalados, evidentemente incrédulo.

— Oras, você não vai sacrificar a sua felicidade? – perguntei, dando de ombros. – Aceito seu sacrifício... Muito obrigada. – dei risada, indo até a porta.

- EI! – ele segurava meu braço, impedindo minha passagem, enquanto colocava-se diante da porta. – Você... VOCÊ ESTAVA FINGINDO?! – ele disparava, boquiaberto.

- Sai da minha frente. – debati, empurrando-o.

- NÃO FAZ ISSO, NÃO! – ele segurava meus braços, encarando-me dentro dos olhos. – Você estava tentando me enganar?!

- SAI DA MINHA FRENTE, JÁ DISSE! – insisti mais uma vez.

- Não acredito... – sua face ficava vermelha como um pimentão, parecia que ele iria explodir e eu realmente temia essa tal explosão. – COMO ASSIM VOCÊ MENTIU PARA MIM?!

Encolhi-me, sem entender aquela perplexidade dele. Olhava-me realmente incrédulo, como se nunca tivesse sido enganado com tanta facilidade.

- Como pode fazer isso? – ele dizia, abaixando o tom de voz.

- Você quis jogar, não é? – cruzei os braços. – Não é por que você me desgastou mentalmente que eu não iria ter a capacidade de perceber o quanto você é mentiroso. – destilei. – Eis aqui a sua adversária! Só estou jogando o mesmo jogo que você.

- Ah é? Então o que você acha do meu xeque-mate? – ele perguntava com a voz mais grave do que o normal, encarando-me com seus olhos vermelhos como se sentisse ódio.

- Ah, posso saber qual é? – cruzei os braços, não me importando mais com as ameaças dele.

- Amanhã a banda toda está indo para a América do Sul. – ele disparava com um sorriso de escárnio nos lábios, como se tivesse prazer em ver meu rosto se transfigurar em desespero. – E essa foi sua última chance de sair daqui antes dos shows.

- O-o que você está querendo dizer com isso? – gaguejei, sentindo minhas pernas bambearem.

- Que você vai ficar aí... DURANTE UM MÊS INTEIRO! HÁ HÁ HÁ! Está vendo só? Quem ri por último... Ri melhor! – ele dizia sorridente.

- N-não! Você não pode fazer isso! Não pode me deixar trancada aqui tudo isso de tempo!!

- Quem disse que eu não posso? – ele gargalhava. – ADEUS, LUCY!

- Não! – gritei.

Logo ele saía, batendo a porta de uma maneira da qual eu nunca havia visto antes.

Meu coração disparou, minhas pernas tremeram e meu estômago começou a revirar. O medo tomou conta de todos meus músculos, pois eu sabia que apesar de tudo, ele era inconsequente e faria sempre o que ele quisesse... E eu ficaria aqui... Presa... Sabe-se lá por quanto tempo.

Nem Arin poderia me salvar.

Notas finais
Bom, é isso aí. o Espero que tenham gostado desse Syn do mal. *-*
Beeeijos pra todas e mais uma vez, desculpe pela demora. D:
Reviiews? *-*