Notas iniciais
Oiee! Tudo bem, amores? Antes de começar o cap, eu tenho umas coisinhas para falar (que eu tive que reescrever porque eu apertei sem querer o f4, o que seria engraçado se não fosse trágico) Tudo bem, tudo bem, me desculpem! Eu mudei o nome da história de novo e eu não me orgulho disso! Perdoem essa crise existencial, por favor auhsauhis. É que assim, eu amava muito o nome em inglês, mas eu pensei um pouco e minha mente concluiu que seria melhor um título em português, já que a história acontece no br e tals... Maaass eu simplesmente não me acostumava!! Então eu mudei o nome definitivamente (até que enfim) para Dancing Souls - Almas que Dançam e eu simplesmente amei! Tem inglês (que eu amava) e português (que eu aprendi a amar shuahsuh). Então é isso... Obrigada e desculpe o transtorno (se eu causei algum shuha). Boa leitura! ♥

Caleb

Eu não sei o que aconteceu.

Num segundo, eu estava ensinando Amália a dançar e ser mais flexível, no outro eu estava olhando para o visor do meu celular e me assustando com o horário. Havíamos passado meia hora do tempo combinado, e isso fez com que minha mente entrasse em combustão. Não por estar preocupado com o que a mãe dela acharia disso ou qualquer outra coisa, mas sim porque parecia que eu tinha apenas ficado cinco minutos fazendo tudo aquilo. Os minutos simplesmente pareciam ter congelado durante aquelas duas horas, não quero me envolver demais, não posso me envolver demais.

Dei uma desculpa qualquer para a menina e saí de lá o mais rápido que eu pude, deixando-a sozinha. Encontrei seu motorista do lado de fora e ele perguntou se estava tudo bem, acho que eu estava parecendo alarmado demais e como tínhamos passado meia hora do tempo combinado, também ficaria preocupado. Falei algo para o senhor que eu nem sequer ouvi, mas ele pareceu entender e assentiu com a cabeça.

Corri para o hotel em que eu estava hospedado, que ficava perto do salão. Meu quarto estava localizado no décimo andar e era muito luxuoso. Havia uma parede completamente de vidro, que dava uma ótima vista para a cidade e me deixa totalmente envolvido. Ainda estava meio confuso com tudo o que havia acontecido naquelas últimas duas horas, então apenas deixei minhas coisas em cima da mesa de jantar do quarto, me sentei na poltrona perto da parede de vidro e fiquei observado a cidade lá fora, sem realmente ver alguma coisa.

Meu objetivo antes de vê-la entrar por aquela porta era totalmente diferente do que eu fiz. Talvez não tão diferente assim, mas de uma hora para outra, as coisas tomaram rumos diferentes do que eu planejei e eu não consegui controlar, talvez eu nem quisesse controlar.

Eu me senti completamente magnetizado naquele momento. Como se algo estivesse me prendendo, estivesse me fazendo atropelar as palavras, desligar a parte racional da minha mente e me fazendo agir daquele jeito, sem nenhum consentimento meu. Eu não tenho ideia do que e de como possa ter acontecido tudo aquilo e isso me deixa assustado.

Naquelas duas horas inteiras, eu apenas senti. Senti que precisava dizer aquelas palavras, que saiam com uma facilidade surpreendente de minha boca, como se eu nem precisasse pensa-las, elas simplesmente vinham e eu simplesmente as deixava ir. Senti sua aproximação delicada e ao mesmo tempo confiante, como se ela realmente confiasse em mim, mesmo que inconscientemente. Era como se nossos corpos e mentes estivessem entrado em um acordo silencioso.

Eu me senti totalmente envolvido e isso não pode ser bom. Continuo não gostando nem um pouco da menina, não, longe de mim, mas não posso negar que ela demonstrou uma conexão com a dança e, como o fundo do meu subconsciente insiste dizer, uma conexão comigo.

Quando eu a dizia o que fazer, ela realizava com uma facilidade surpreendente e quando eu a soltei ela conseguiu se movimentar com uma leveza assustadora, como se estivesse flutuando. Não dava para acreditar que era a mesma menina desengonçada que entrara naquele salão cinco dias antes. Ela havia mudado, ou finalmente se achado.

Acordo do meu transe repentino com o meu celular vibrando na mesa, acho que fiquei muito tempo sem reação alguma, porque o celular parecia estar tocando há horas. Saio apressado em direção a ele e faço uma careta com o nome estampado no visor. Isso não é nada bom.

— Alô?

— Caleb, onde você está? – ele fala com uma voz carregada de raiva e eu hesito.

— Em São Paulo.

— Como assim em São Paulo? – ele berra e eu afasto o celular da orelha.

— Olha Jean, eu recebi uma ótima oportunidade de emprego, que oferece uma boa quantia em dinheiro, então eu vim pra cá para ficar por uns três meses e depois eu volto.

— Como assim uma oportunidade de emprego? Eu preciso de você aqui e sabe disso. – ele fala com uma voz visivelmente irritada.

— Cara, eu sei, mas a proposta é de três mil reais e eu só tenho que dançar com uma menina pra festa de dezoito anos dela...

— Três mil reais não adiantam porcaria nenhuma!

— Como sabe? Já falou com alguém?

— Não é isso que eles estão pedindo. – ele faz uma pausa e bufa. – Não dá mais para manter, Caleb.

— Como assim não dá? Claro que dá, você tem que fazer um pouco mais de esforço! – falo indignado.

— Mais do que eu já fiz? Você está falido, Caleb, sinto muito. – eu começo a andar de um lado para o outro no quarto. – E agora mais ainda já que não está aqui. Sabe a burrada que você fez?

— Mas tem grana em jogo, Jean.

— É, uma grana que não dá para pagar nada do que precisa.

— Que tal assim, eu tento conseguir mais dinheiro com os pais da garota. Os caras são podres de ricos, não vai fazer falta alguma.

— E como acha que vai fazer isso?

— Eu dou meu jeito, até parece que não me conhece. – digo com humor e ele dá uma risada anasalada.

— É o que veremos.

— Consegue segurar as pontas aí por mais um tempo? Você sabe que é importante para mim.

— Eu sei, cara. Eu vou tentar, mas eu não prometo nada. Aqui ‘tá cada vez mais difícil.

— Tudo bem, valeu de novo, não sei o que faria sem você.

— Nem eu... – rio com esse ego enorme.

— Tudo bem, e vou desligar e pensar em alguma coisa.

— Ok, tchau.

— Tchau. – encerro a chamada.

Minha mente ainda está um pouco alarmada com tudo o que aconteceu essa manhã no salão, e agora mais ainda com essa ligação do Jean. Dinheiro. Eu preciso de mais dinheiro. Mas como? Uma ideia brilhante passa através dos meus olhos. Talvez eu possa ser mais útil nessa festa do que simplesmente dançar com a menina. Pego meu celular e disco o número da Sra. Altenburg. Se tudo der certo, o dinheiro que eu preciso vai vir direto para meu bolso, sem grandes esforços. Na terceira chamada ela atende.

— Olá, Caleb, posso ajudar em alguma coisa?

— Olá Senhora Altenburg. Eu estive pensando, a senhora precisa de algo para o aniversário da Amália? Quer que eu faça alguma coisa?

— Como?

— Não sei, precisa de ajuda para planejar alguma coisa?

— Não lembro de nada que eu esteja precisando agora, mas porque quer saber? – eu hesito. Por que eu quero saber?

— É que eu pensei que como eu não conheço nada nem ninguém na cidade, eu poderia ajuda-la em algo, sabe? Para eu não morrer de tédio. – solto uma risada nervosa. – E além do mais, eu posso conhecer mais a Amália e ver seus gostos para montar a coreografia perfeita e adaptar ao seu modo de aprender. – falei e ela pareceu ponderar. Ponto para Caleb.

— Hum, eu acho que tudo bem. Eu vou com ela ver algumas coisas amanhã, se quiser ir conosco.

— Claro que sim! Obrigado, Senhora Altenburg.

— Me chame de Lídia, querido, não precisamos de toda essa formalidade.

— Tudo bem. – sorrio mesmo sabendo que ela não pode ver.

— Fico muito feliz em saber que se interessa tanto pela festa e pela Amália assim, é muito gentil da sua parte.

— Que isso, Dona Lídia, é um prazer para mim.

— Que graça. – ela diz admirada. – Então nos encontre no salão amanhã as onze.

— Estarei lá! – desligo.

Notas finais
Então é isso! Vocês tem algum palpite do porquê Caleb precisa de dinheiro? Obrigada por ler, você é um brigadeiro com um morango enorme dentro