Dance Made
13 #13- A última luz se apaga.
Notas iniciais

***POV: Jane***
—Vou te mostrar.
Essas foram as últimas palavras que ouvi de Jake antes de ele segurar minha mão e me levar para um local do campo um pouco mais iluminado, em que as árvores não atrapalhavam a vista do céu. Começamos a admirar o novo ambiente, até nossos olhares se encontrarem. Ele estava com um sorriso lindo no rosto.... Um dos mais sinceros que já vi.... Aquilo me passava uma sensação de que ele também sentia algo por mim, e, assim que pensei nisso, senti meu coração bater mais forte.
Olhei para nossas mãos, que seguravam umas às outras de um modo carinhoso e protetor. Eu me sentia segura ali, faria de tudo com o Jake.
Ele ergueu minha mão direita e a beijou, suavemente, sem tirar seu olhar do meu. Sinceramente, não acreditava que aquilo estava acontecendo. Mas.... Não era necessário pensar, era só sentir. Jake colocou minhas mãos em volta de seu pescoço e, com um de seus braços, me puxou, levemente, para mais perto. Acabei mordendo meu lábio inferior, com um pouco de vergonha daquilo, mas, mesmo assim, eu não pararia por nada. Isso o fez abrir um sorrisinho malicioso, mas ainda inocente.
Ao notar que eu estava mais tranquila com a nova posição, Jake tocou meu queixo com sua mão livre, já que a outra estava em meu quadril, e foi o trazendo, devagar, para perto de seus lábios. Quando eles estavam quase tocando os meus, Jake deu um sorriso envergonhado, como se não entendesse direito como havíamos chegado àquele ponto. Ele ergueu seu olhar, como se perguntasse se era aquilo que eu queria.
—Jake.... —Minha voz soou rouca e envergonhada, mas, de alguma forma, respondeu sua pergunta.
Ele faria de tudo por mim. Mas aquilo era para nós dois. Eu sabia que sim. Não demorou muito para Jake fazer nossos lábios se tocarem. E, quando ocorreu, eles se encaixaram perfeitamente.
Quente.
Jake tinha lábios quentes e firmes contra a minha boca. Senti meu corpo inteiro se aquecendo, algo que não sentia há muito tempo. Mas não era apenas eu, o calor de seu corpo também era notável. De alguma forma, uma lágrima escorreu em meu rosto. Talvez fosse porque havia chorado há pouco tempo, ou porque alguém iluminou minha noite.
Jake notou a lágrima e, vagarosamente, descolou nossos lábios. Olhei em seus olhos e corei rapidamente, desviando meu olhar para uma das flores do campo. Ele notou minha vergonha e decidiu ajudar, do seu jeito:
—Você escolheria essa?
—Hm? —Disse, me virando para Jake, ainda envergonhada.
—Se você quisesse alguma flor nesse campo, você escolheria essa?
—Eh.... Acho que sim....
Jake notou minha vergonha. Mas apenas a ignorou, dando um sorriso e pegando a flor, prendendo-a entre meu cabelo e minha orelha. Arrepiei ao seu toque, então tentei desviar o foco:
—Você escolheria qual, Jake?
—Eu? Bom.... To olhando pra ela.
Seu olhar estava fixado ao meu, o que fez o calor em nossos corpos aumentar novamente. Nos aproximamos vagarosamente um do outro, lassando nossos corpos de uma forma que minhas mãos ficaram em sua nuca, e as dele em minha cintura. Jake deu um sorriso malicioso, mas, dessa vez, não teve inocência no olhar.
—Algum problema, Jake? —Perguntei, tentando decifrá-lo.
—Você tem certeza de que é isso o que você quer?
Concordei com a cabeça, desviando o olhar.
—É porque.... Se eu me apaixonar por você, não tem mais volta. —Ele disse, fazendo meu olhar se voltar ao seu.
—Tem medo de se apaixonar por mim?
—Jane, Jane.... —Jake deu uma risadinha. —Acho que é mais o contrário.
—Oi? Por que eu deveria ter medo de me apaixonar por você?
—Até agora eu só to brincando. Se for pra valer, aí nossa conversa vai ser meio diferente.
Acabei dando uma risadinha maliciosa. Ele não sabia nada sobre mim.
—Você não me conhece, Jake Baden.
Ele ergueu as sobrancelhas, parecendo surpreso.
—Então se apresente, Jane Dolabella.
—Quem sabe um dia....
Dei uma piscadinha e abri um sorriso, me afastando lentamente de Jake, que fez uma expressão de interesse para a minha fala, e começou a me acompanhar até nosso quarto. A Noite de Luzes já iria acabar, e todos os hóspedes deveriam estar com lanterna, caso contrário, só seriam iluminados pela luz da lua.
Não sei qual dia seria esse que eu mencionei, mas, quando acontecer, vai ser de verdade.
Nós dois sabemos muito bem disso.
***POV: Elin***
A conversa com Jake foi bem séria, mas eu precisava dizer aquelas coisas. Caso contrário, ele nunca encontraria a garota certa. Eu e Breno havíamos combinado de nos encontrar em nosso quarto para pegar as lanternas e aproveitar o fim da noite.
O corredor do nosso andar estava totalmente vazio, afinal, todos estavam curtindo a noite. Provavelmente meu parceiro já estava no quarto, pelo menos é o que eu espero, porque minha chave está com a Bea, que, por sinal, não vai voltar tão cedo. Bati na porta, e encostei na parede, esperando alguém atender.
—Quem é? —Não sei expressar o quão feliz eu fiquei ao ouvir a voz do Breno.
—Elin. —Disse, me aproximando novamente da porta.
—Hm.... Elin? Foi mal, não conheço. —Esquece o que eu disse sobre a voz dele.
—Breno, abre logo.
—Tá, então qual é a senha?
—O quarto do Yan é o 1603, né....?
—Apelona. To abrindo.
E, finamente, meu amiguinho de 8 anos, preso no corpo de um adolescente de 16, abriu a porta. Fui em direção ao meu quarto, eu precisava urgente de um casaco, a blusa que a Bea escolheu deixou meu corpo com uns três graus negativos. Fechei a porta para me trocar, mas, só por garantia, troquei de roupa no banheiro. Nunca se sabe o que passa na mente de um garoto. Tirei a blusa que a Bea escolheu e coloquei o casaco por cima do sutiã, tem gente que acha isso meio perigoso, mas não é como se alguém fosse tirar o casaco do meu corpo.... Certo? Tá. Vou colocar uma blusa.
Depois de me trocar, peguei a lanterna e fui chamar meu parceiro para sairmos.
—Breno....
Só agora fui notar a roupa do meu parceiro. Breno estava deitado no sofá, com a mesma calça jeans e tênis de antes. Mas, digamos que ele tenha dispensado o terno e a gravata, ficando apenas com sua blusa social, que, por sinal, havia dispensado alguns botões também, deixando uma parte de seu peitoral aparecer. Acabei prestando mais atenção do que deveria em seu corpo, e aquele frio que eu estava sentindo foi embora imediatamente.
Obviamente Breno notou, e deu duas batidinhas no sofá, me convidando para sentar ali.
—Breno.... —Disse, me sentando ao seu lado. —Sobre antes.... Eu não sou assim.... Acho que só te beijei pela tensão do momento.... Na verdade—
—Elin. Você se arrepende?
—Não né.... Mas—
—Então por que ficar se questionando?
—É só porque....
—Fala, Elin. Eu não vou te julgar.
—Não quero que você pense que eu saio beijando qualquer cara que eu encontro.
Breno revirou os olhos.
—Até parece, Elin. E penso muitas coisas de você, mas.... Essa não é uma delas.
Ele deu sua clássica piscadinha e pegou sua lanterna, encerrando nossa conversa. Decidi ignorar o duplo sentido dessa frase, afinal, não queremos nenhum aluno morto na viagem, certo? Bom, há controvérsias.
—Vem, ainda temos um lugar pra ir. —Ele disse abrindo a porta.
Levantei e peguei minha lanterna, indo em direção ao meu parceiro.
Saímos do quarto e, dessa vez, a chave ficou comigo. Fomos andando em direção ao elevador, quando ouvimos algumas vozes se aproximando, porém, Breno as reconheceu, e, provavelmente, queria descobrir algo sobre os donos das vozes.
—Se abaixa.
—Que? —
Mal pude terminar a pergunta, quando Breno tapou minha boca e me puxou pela cintura para trás de uma das caixas de acessórios, que, por sorte, eram grandes.
Ao notar a posição em que havíamos caído, corei imediatamente. Breno estava encostado na caixa, e eu estava sentada entre suas pernas, como nossos corpos colados. Era quase impossível não sentir certas partes de seu corpo, mas não era hora para isso. Claro que não foi proposital, mas ele também não fez muito esforço para sair dali. Tirei sua mão da minha boca e perguntei, sussurrando, o motivo de estarmos ali.
—Breno, o que você tá fazendo da sua vida?
—Shhh. Só escuta. —Ele respondeu, também sussurrando.
—Tá, eu escuto. Mas, pode desgrudar de mim?
—Tem alguém te segurando? —Senti uma mistura de malícia e ironia nessa pergunta, mesmo sem ver seu rosto.
Fiz uma poker face, e sentei ao seu lado, ignorando minha burrice. Breno parecia realmente interessado na conversa das vozes, então também decidi prestar atenção.
—Ah.... Eu acho que eu nunca gostei de mais ninguém da dança. —Era uma voz feminina, mas eu ainda não sabia identificar.
—É, gostar pra valer assim acho que não. —Espera, essa voz eu conhecia.... Jake.
Depois tudo ficou bem claro, as vozes eram Jake e Jane. Mas, por que o Breno se interessaria tanto por essa conversa?
—Jake.... Essa noite foi muito especial pra mim. Obrigada. Sério. —Ela continuou.
—Eu que te agradeço.... Na verdade, acho que sem você aqui tudo poderia terminar de um jeito ruim.
—Eu digo o mesmo....
Véi. Que meloso. Gente, para.
Olhei para Breno com uma expressão confusa, mas ele parecia entender muito bem a conversa.
—Jake.... —Ela prosseguiu. —Promete nunca terminar nossa amizade? É que.... As pessoas se afastam muito fácil.... E eu não queria que—
—Jane. Eu não vou me afastar.
—Obrigada.... Eu não sei o que eu faria sem você.
Vou vomitar.
—Vem, vamos pegar as lanternas e descer, essa é a melhor parte da noite.
—Verdade! Tava quase esquecendo.
Ouvimos o barulho de uma porta se fechando, que, provavelmente, era a de seus quartos. Breno esperou um pouco e se levantou, estendendo a mão para me ajudar a levantar. Eu ainda estava confusa, mas ele claramente sabia o que pensava.
—E então.... Vai me explicar o que foi isso? —Perguntei, olhando-o.
—Primeiro, educação. —Breno estendeu o braço para que eu apoiasse minha mão. Cavalheiro? Até parece. —Bom, eu e o Henrique—Um dos melhores amigos do Breno. —Achamos que tem algo entre o Jake e a Jane. Na verdade, agora eu tenho certeza.
—Como assim...? —Disse, o acompanhando até o elevador.
—Elin, não tá na cara que eles se pegaram?
—Não...? Tipo, é normal amigos serem melosos às vezes.
—Pensa um pouco. Você e ele discutiram. Depois, ele foi consolar a Jane. Agora, os dois estão completamente melosos. E, vamos combinar, não é a primeira vez que o Jake pega uma garota por ter consolado ela.
Breno estava se referindo à festa da Letícia. Não sei qual era seu objetivo em mencionar aquilo, mas o elevador nunca demorou tanto para chegar no térreo. Mas, chegou. Fomos andando em direção à praça, mas sem terminar o assunto.
—E então...? Faz sentido pra você? —Ele queria uma resposta.
—Faz.... Mas, Jake e Jane? Tem certeza?
—A conversa deles não foi o suficiente pra você?
—Então.... Acha que foi por isso que o Jake não me fez companhia na Noite de Luzes?
—Provável.
Parei um pouco e Breno me olhou com uma expressão confusa.
—Eu não acredito. —Disse, me estressando. —Deixa eu ver se eu entendi, o Jake deixou de presenciar um momento muito importante pra mim, só porque ele queria pegar a amiguinha dele?
—Ei.... Não foi o que eu disse.
—Eu sei que não. Mas tá bem claro pra mim.
—Elin, não se estressa com isso.
—Como não, Breno?
—Relaxa, daqui a pouco você vai estar com seu pensamento em outro lugar.
Respirei fundo e continuei andando com meu parceiro até a praça. Chegando lá, encontramos praticamente todos os hóspedes do hotel, mas ainda era difícil procurar Bea e Diego. Um tempo depois, um apresentador subiu no palco central, e começou a dar as instruções.
—Bem-vindos! Seguinte, peço que sentem em uma cadeira aleatória. Em baixo dela, terá um local do hotel que você deverá se direcionar. Em cada local, terá um monitor que vai controlar a brincadeira. Eles têm um apito, e, ao som do primeiro sinal, você pode apagar quantas velas conseguir na região selecionada. Vocês ficarão no escuro durante um minuto, e, nesse tempo, vocês devem procurar a saída do local. Ao som do segundo apito, todos acendem as lanternas para o alto, quem estiver mais próximo à saída receberá um prêmio do monitor do local.
Todos pareciam muito animados para a brincadeira e, realmente, parecia bem divertida. Olhei para Breno, como se não acreditasse no que estava acontecendo, e ele me devolveu um sorriso. Quem precisa se preocupar com Jake e Jane agora?
Meus pensamentos mudaram o foco assim que ouvimos o apresentador dizendo “Valendo! ”. Todos retiraram seus papéis, eu fiquei com a piscina. Se isso era um bom sinal? Com certeza não.
—O que eu faço agora, Breno?
—Vai pra piscina, ué. Mas assim, é em volta da piscina, não dentro dela.
—Eu sei.
—Será que sabe?
—Ai, cansei da conversa. Tchau.
Ele apenas deu uma risadinha e foi para seu local. Ok.... Vamos para a piscina então.
Chegando lá, o grupo de pessoas havia reduzido, provavelmente teriam umas trinta ali. Mas eu conhecia uma em especial. A Jane também ficou com a piscina. De certa forma eu estava triste com ela.... Sabe, ela é minha amiga, e eu acabei de “terminar” com o Jake. Não dava para esperar um pouco não?
Ela notou que eu estava confusa, então decidiu conversar enquanto os outros chegavam. Essa não era uma boa hora.
—Elin...?
—Oi, Jane.
—Eu fiz alguma coisa...? Você tá meio estranha comigo hoje.
—Não se faz de boba, Jane.
—Elin, se for sobre o Jake, a gente ficou treinando até tarde! E, assim que terminamos, fomos procurar vocês!
Que fofinho, eles combinaram as histórias.
—Você sabe muito bem que não é isso, Jane.
—Elin, eu não sei do que você tá falando.
—Olha, Jane. Pelo menos pra mim, é um pouco errado você ficar com o garoto que sua amiga acabou de terminar.
—Que...?
—Você sabe.
—Não, eu não sei.
—Você e o Jake ficaram hoje. Tá óbvio.
Acho que peguei um pouco pesado, ela ficou com muita vergonha, mas, ainda sim, parecia não entender.
—Sim, Elin. Eu e o Jake nos beijamos, e só. Mesmo assim, o que tem de errado nisso? Que eu saiba o Jake não ficou com ninguém nesses últimos meses.
—Ainda se fazendo de boba.
—Elin! É sério! Espera.... Vocês dois já...?
—Ficamos? Sim. E terminamos hoje mesmo.
A expressão de Jane mudou totalmente. Ela parecia preocupada, arrependida. Não sei dizer exatamente, mas ela estava muito mal.
—Nossa.... Elin, eu te juro por tudo que eu não sabia! É sério! Eu nunca faria isso! Nunca mesmo! Por favor, você tem que acreditar em mim!
—Olha, Jane.... —
—Atenção! —Fomos interrompidas pela monitora, que decidiu começar o jogo. —Valendo! —Ela disse, apitando.
Começamos a apagar as velas, e, confesso, isso foi realmente muito divertido. Os alunos acabavam competindo pela mesma vela, o que fazia o jogo mais emocionante. Quando apagamos as velas, o que demorou um pouco porque eram muitas, a monitora disse:
—Todas as velas foram apagadas?
—Não, falta eu. Mas eu sou uma vela que nunca se apaga porque meus amigos são horríveis. —Disse um garoto meio depressivo que estava em algum lugar na escuridão.
—Tá.... —Prosseguiu a monitora. —Então.... Procurem a saída!
Começamos a procurar, com muito cuidado para não morrer e tals, essas coisas básicas. Até ouvirmos um “splash”. Ok. Alguém conseguiu cair na piscina. Foi acidental, certo? Errado. Logo depois ouvimos mais um “splash” e um grito feminino. Ou seja, alguém estava empurrando as pessoas na piscina. Fui me afastando dela, porque não queria voltar à temperatura de menos três graus. Mas, não fui a única que pensei nisso.
Digamos que eu tenha tropeçado em uma pessoa. Era menina, porque também gritou. Não se exatamente o que aconteceu, mas sabia que eu estava em cima de alguém. Para ser mais específica, meus seios estavam nos seios de outra garota.
—Acendam as luzes! —Disse a monitora. Ótima hora, queridona. Parabéns aí.
Quando ligamos as lanternas, haviam umas cinco pessoas saindo da piscina, um garoto mexendo no celular e não se importando muito, uma galera em árvore, umas pessoas em lugares aleatórios, e eu, em cima de Jane. Ambas coramos, porque ficamos meio envergonhadas, mas depois começamos a rir da situação que estávamos, e ignoramos os dois garotos que observavam nós duas, provavelmente esperando que alguma coisa acontecesse. Não. Apenas não.
Nos ajudamos a levantar e esperamos o resultado da monitora.
—Quem ganhou o desafio noturno foi.... O Josh.
Quem é Josh? —Essa foi a pergunta de todos que estavam na piscina.
—Josh é aquele garoto sentado mexendo no celular, desculpem, mas, mesmo não participando, ele está mais perto da saída.
Todos ficaram com uma cara de decepção e dúvida ao mesmo tempo, mas enfim.... Parabéns pro Josh.
Eu e Jane fomos conversando durante o caminho até nossos quartos, ela me explicou que realmente não sabia, e eu entendi perfeitamente. Ela disse que se eu quiser ela para de falar com o Jake, porque se sentiu horrível pelo que fez. Mas eu não sou idiota de deixar isso. Se eles se fazem felizes, é assim que deve ser. Nos despedimos e fomos para nossos respectivos quartos.
Quando entrei no apartamento, meu parceiro nem o Diego haviam chegado. Mas a Bea já estava lá. É agora.
Abri a porta do nosso quarto e encontrei Bea sentada em sua cama arrumando seu pijama.
—Beatriz.
—Elin! Oi, amiga! Como foi sua noite?
—Nem vem com essa. Pode me contar tudo que aconteceu entre você e o Diego.
—Amiga, não aconteceu nada entre mim e o Diego.
—Uhum.
—É sério!
—É sim.
Ela me olhou séria, mas eu não desistiria.
—Quanto mais rápido você falar, é melhor, Beatriz.
Ela revirou os olhos, mas sabia que eu estava certa.
—Tá bom. Eu falo.
Que os jogos comecem.
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