Damage

5 Tony, a new partner?


Notas iniciais
Acho que fui bem rápida para postar dessa vez. Espero que gostem!

Sabe, eu não gosto de brigar com as pessoas, muito menos com Nick. Mas eu estava frustrada! Fechei e tranquei a porta do meu quarto, virei de costas e escorreguei até o chão, meu pai como sempre quase não fazia diferença. Afinal, ele é meio desaparecido, não me dá a atenção que mereço. Sempre fui uma aluna exemplar, melhores notas da turma, melhor no balé, a mais responsável o possível e mesmo assim nem um “Parabéns”.

E o que eu faço para ver se tenho a atenção dele? Cagadas, da última vez coloquei esse maldito piercing no nariz, e o que ele falou? “Piercing legal”, só. Não dessa vez, vai ser uma mudança e tanto. Entrei no banheiro do meu quarto e procurei uma tesoura pelas gavetas.

Joguei praticamente metade do meu cabelo para frente e os cortei, eu só via as mechas grossas de meus cabelos castanhos caindo na pia. Vi meu reflexo no espelho, eu estava agora com uma franja desajeitada e torta. Joguei a tesoura em um canto qualquer e me ajoelhei no chão do banheiro, por quê nos momentos que eu mais preciso dele ele não está?

Lembrei de minha mãe, os olhos castanhos e dóceis dela falando pra mim que tudo iria ficar bem, a mão macia dela acariciando meus cabelos. Ah, mamãe, você não faz ideia de como faz falta. Eu queria chorar realmente queria, mas alguns anos atrás eu convenci a mim mesma de que apenas os fracos choram e nunca mais chorei. Eu queria sentir as lágrimas tomando conta de meus olhos, mas nada.

“Tão fria, nem sequer consegue mais chorar”, dizia meus pensamentos. Gritei de raiva, ninguém poderia ouvir. Saí do banheiro e me joguei na cama, adormeci daquele jeito mesmo, não queria saber de mais nada.

* * *

Acordei com o barulho do meu despertador tocando com a música de sempre, Brick by Boring Brick. “Oh, she lives in a fairy tale. Somewhere too far for us to find. Forgotten the taste and smell…” a voz da Hayley ecoava pelo quarto. Estressada joguei o despertador no chão.

Quase caí da cama de desespero quando lembrei que o despertador também era meu celular. Tomei um banho correndo e vesti alguma coisa simples, meus cabelos eram lisos rebeldes e como sempre estava um caos, e a minha franja não estava ajudando muito. Peguei meus óculos e desci correndo, só pra variar estava atrasada. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=87382729&.locale=pt-br )

Corri o caminho da escola, que por sorte não era longe. Meu estomago roncou, eu havia esquecido de comer. Peguei o papel amassado dentro do meu bolso e dei uma espiada no horário de aulas, Sociologia. Que saco.

Fui diretamente pra aula de sociologia, lá as cadeiras eram separadas em duplas, que lindo isso! ( Sentiu a ironia? ) , sentei na primeira cadeira da fileira ao lado da porta, só pra variar. Eu estava sentada ao lado de uma garota de cabelos e olhos escuros. Mas a professora, como todos, deve me odiar e disse:

– Como sabemos, provavelmente vocês vão sentar com alguém que é seu amigo ou que você gosta então todos os alunos que estão sentados do lado esquerdo sentem na cadeira da frente, e os que estão na primeira cadeira, vão para a última. Entenderam? – A garota sentada ao meu lado juntou os materiais e foi para a ultima cadeira contra a vontade.

E adivinha quem sentou do meu lado? O destino só pode estar zoando com a minha cara, Tony. Corei, eu não sabia o que fazer depois do que aconteceu ontem. Me encolhi da cadeira desconfortável com a situação.

A professora passou um “trabalho”, que era para conhecermos melhor o nosso novo parceiro valendo pontos. Eu claro, nunca faço nada por boa vontade, apenas pelos benefícios.

–É parece que vamos ser parceiros... – Pensei alto.

–É. Cabelo legal. – Falou me lembrando de meu novo corte. –Nome completo?

–Obrigada, Juliet Silver Williams, e o seu...?

–Anthony Smith Johnson. Dorme nua?

–O quê? Acho que você seria a última pessoa a quem eu contaria isso. Mora com quem?

–Nossa, valeu, mas não dói imaginar. Minha mãe.

– Pais separados?

– É. E você? Mora com quem?

–Meu pai.

– Pais separados?

–Não, minha mãe morreu ano passado com câncer.

–Sinto muito. Faz alguma atividade fora da escola?

– artes marciais e balé. E você?

– Aulas de francês e basquete.

– Bom turma parece que nosso horário acabou, não se esqueçam de terminar o trabalho. Estão liberados. – Falou a professora, catei meus materiais e fui em direção aos armários, onde encontrei Jim, Lola e Aly conversando.

* * *

No final da aula quando fui guardar minhas coisas no armário, adivinha quem eu vejo? Emily, e ela olhava fixamente para um lugar, na verdade, para duas pessoas. Tony e Rose, que estavam em baixo de uma luminária, gigante, tipo, bem grande mesmo. Emily desviou o olhar dos dois para a luminária que começou a tremer.

– Não... – Sussurrei quando percebi o que ela iria fazer, Tony ainda não havia notado. Rose parou de conversar com ele e se afastou indo para o grupinho de amigas dela, mas Tony continuou ali sorrindo feito um idiota.

A luminária estava quase caindo, sério mesmo, como ele não percebeu? Olhei para Emily que tinha um sorriso maroto no rosto. Não tive tempo de raciocinar direito, só sei que corri na direção dele. O empurrei com toda a força que tinha e a luminária caiu nessa hora. Milhares de cacos apareceram no chão quando ela caiu e bem, com o susto Tony caiu e eu também cai. Em cima dele, que trágico.

O casaco que lã que ele usava estava cheio de cacos de vidro, e o meu cabelo também. Todos olhavam espantados a cena, o quê? Não se pode mais salvar um cara popular de sua namorada morta que quase esmagou sua cabeça com uma luminária?

Levantei-me com dificuldade e ele também, o diretor chegou empurrando os alunos que formavam uma rodinha de curiosos em volta da gente. Ele olhou para mim e depois para Tony, e nos arrastou até a enfermaria, onde ligou para os nossos pais.

Notas finais
se o link do novo cabelo dela não aparecer, é esse: http://carosello.com.br/wp-content/uploads/2012/12/make-para-%C3%B3culos-de-grau1.jpg
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.