Dama-da-noite

3 Capítulo 3 - Fim


– Procurem o Dylan, urgentemente! – Falei.

Enquanto eu ia para o carro, tive a sensação de estar sendo seguida, olhei para os lados e não havia nada, fui para casa, tomei alguns remédios e fui dormir. No dia seguinte ao abrir meus olhos vi Leila sentada na poltrona em frente da minha cama:

– Que susto! O que você está fazendo aqui? – Perguntei apavorada.

– Não acharam o Dylan ainda, eu sei que começamos errado, mas preciso da sua ajuda, achei essa mala na minha casa – Leila falou jogando uma mala.

Levantei da cama, e abri a mala, estava cheia de dinheiro, muito dinheiro:

– O que é isso? – Perguntei.

– É o dinheiro dos Bensons, cada centavo, eu não peguei isso, estão tentando me incriminar, você tem que me ajudar – Ela falou.

– Certo, eu quero acreditar em você, mas não confio, você me ameaçou, deixa essa mala na minha casa, até pegarmos o suspeito, então saberei que você não irá fugir e no final você devolve para o Paul e explica, certo? – Falei.

– Certo, obrigada Jenna, sinto muito mesmo por tudo – Ela falou.

– Que horas são? – Perguntei desesperada.

– 10:20, algum problema? – Leila falou

– Vou me arrumar, me encontra no carro, temos que correr – Falei.

Quando desci o carro já estava ligado, e Leila me esperando:

– Para aonde vamos? – Ela falou.

– Banco – Falei.

– Por que? – Ela perguntou.

– O banco abre 11:00, se Dylan matou o seu irmão a herança fica para ele – Respondi.

– Mas Steve já estava morto – Leila falou.

– Mas foi noticiado no jornal apenas ontem, e Dylan não podia provar que Steve estava morto sem parecer o assassino, ACELERA! – Falei.

Chegando no banco eu e Leila avisamos Paul e nos sentamos no banco:

– Não sei muito sobre você, qual sua história? – Ela perguntou olhando para entrada.

– Minha mãe morreu no meu parto, meu pai morreu há pouco tempo, e não tenho irmãos e a sua? – Falei.

– Nossa, que tragédia, não conheci minha mãe, e meu pai me criou, só isso – Ela falou.

Um cara de capuz entrou, segurando uma mala prata e foi direto ao caixa do cofre, eu e Leila nos aproximamos:

– Qual seu nome? – Perguntei.

– Harry – Ele respondeu.

– Harry é? E essa identidade que diz Dylan? – Leila falou pegando a carteira de Dylan.

Dylan tentou correr mas já era tarde, Paul estava na porta apontando uma arma e o levaram para delegacia.

– Eu sei, que parece que eu matei o Steve, mas não foi eu – Dylan falou

– Não só o Steve, como a família Benson e os Laurences, e o que fez com Robert, você é um monstro – Paul gritou.

– Preciso falar com você – Leila falou abrindo a porta.

– O que foi? – Paul falou.

– Jenna sumiu! – Leila falou.

Paul e Leila estavam me procurando quando eu os achei no andar de baixo da delegacia:

– Aonde você estava? – Paul gritou.

– Calma, eu fui almoçar – Falei.

– Chefe? – Um policial falou.

– Que foi? – Paul falou.

– Dylan está morto – O policial falou.

Corremos para a sala de interrogatório, havia damas-da-noite em toda sala, e todas as fitas incluindo dos Laurences estavam pretas:

– É alguém da delegacia – Paul falou.

– É a Jenna! – Leila falou.

– O que??? – Falei.

– Jenna sumiu no mesmo momento que saímos da sala, ela voltou e o corpo estava assim, aposto que tem provas na casa dela – Leila falou.

– Quero uma viatura na casa de Jenna, procurem tudo – Paul ordenou.

– Isso é loucura! – Falei olhando para o Paul.

– Leva a Jenna para a outra sala de interrogatório – Paul falou.

– Paul? Acharam uma bolsa que cabe o dinheiro dos Bensons vazia, e uma flor dama-da-noite em baixo da cama de Jenna – Leila falou.

– Vazia? Você pegou o dinheiro sua... – Falei.

– Não sei do que você está falando, mas sempre soube que não devia confiar em você – Leila falou sorrindo.

– Jenna, como você pôde? – Paul falou.

– Leila é a culpada, ela me deu a bolsa, acuse ela – Tentei falar.

– Eu te visito na prisão Jenna – Leila falou.

– Espera, espera, Riven Falls, nunca falei o nome da cidade em que trabalhei e Robert pode confirmar, Leila estava viajando certo? Eu aposto que foi para Riven Falls, por favor Paul, por mim, confirma isso e olha a casa dela – Falei.

– Sua insensível, fui para Riven Falls, sim, para cuidar da minha mãe doente – Leila respondeu gritando.

– Mas você disse que não conheceu sua mãe – Falei.

Depois de muita conversa e investigação, me libertaram:

– Achamos a flor dama-da-noite na casa de Leila, e havia digitais dela na mala na sua casa, Leila foi presa, e logo irá nos dizer aonde está o dinheiro para reduzir sua pena, obrigado Jenna, você vai ir embora mesmo? – Paul falou.

– Sim, irei me despedir das pessoas aqui e já vou – Falei abraçando Paul.

Meu celular começou a tocar, Paul foi embora, era Beth:

– Jenna!! Ryan está morto, e eu estava no hotel, parece que foi a bebida que o matou, Jenna! Eu estou livre, sem dinheiro pois descobri que ele pegou tudo, mas livre – Beth falou.

– Você merece, Beth. Vá para minha casa, atrás do armário tem dinheiro, pegue tudo e seja feliz, até algum dia Beth – Falei.

Fui ao banco pegar o dinheiro dos Blake, deixei a mala no carro e voltei a delegacia, Leila estava numa cela sozinha, e desesperada:

– Eu sou inocente! – Leila gritou.

– Eu sei – Falei sorrindo.

– Você matou aquelas pessoas né? – Leila falou.

– Sim, e você não descobriu isso, agora é tarde – Falei.

– Por que? – Leila falou confusa.

– Sabia q os irmãos Blake estavam na cidade, precisava acusa-los de alguma forma – Falei.

– Por que? – Leila falou chorando.

– Você não é a melhor detetive aqui? Pense! – Falei saindo.

– Chefe, você sabia que Jenna não se chamava Jenna? Ela foi internada pois estava louca, depois de ser maltratada pelo pai, ela toma remédios para manter a sanidade, achamos o frasco no lixo na casa dela – Falou o policial para Paul.

Voltei para o carro e deixei a cidade, única pessoa que sentiria saudades era de Beth, mas sei que ela aproveitara bem o dinheiro dos Bensons, existe apenas três coisas que vocês precisam saber:

1. Monstros são reais sim, porém são os próprios humanos.

2. Se você ver uma dama-da-noite em algum lugar estranho corra.

3. E eu sou Anne Blake.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!