Agatha conseguira um pouco de distancia entrando no meio da multidão que ia para o castelo, como ela odiava ver aquela uma, jovens, velhos, mulheres, crianças, todos indo naquela direção se afastando do amontoado de casas que formava aquela parte de cidade, todos com pressa para pelo menos por algum momento esquecer a pobreza e a miséria que os cercava, ansiosos para fazer parte da riqueza, da qual só ouviram falar, todos esperando contemplar a face do futuro rei. Qual seria a reação deles ao saber que a coroa do seu príncipe tinha sido roubada.

O desejo fez seu ninho na noite anterior, ela estava em um ambiente mal iluminado, sujo, com muito cheiro de suor, isso devia ser pelos trabalhadores que se amontoavam nas mesas, bebia a terceira dose quando ficou sabendo da desta planejada para a coroação, a raiva dominou-lhe os , para todos sentidos, raiva da pobreza ao seu redor, da injustiça que afligia as pessoas daquele pais, mesmo não pertencendo a população local, ela conhecia a fama dos reis, dizia-se por toda parte:

- Os reis da terra do sol tem, a pele negra, mas esta nem se compara a escuridão de seu coração. O sol perde o brilho quando comparado ás toneladas de ouro que eles possuem e sua população, esta tás perto deste ouro como nós do sol.

Por isso decidira ficar, era impossível ver as condições da população local e não fazer nada, o amanhã iria lhe trazer a oportunidade perfeita. Ao se aproximar do castelo, parou para observar sua beleza, seu tamanho era continental, suas torres pareciam fazer parte das nuvens e junto com elas acariciar o céu, para todo lado que se olhava, somente o branco era visível, as portas, os muros, as paredes, tudo era tão alvo quanto o coração dos seus reis era negro.

A pele de Agatha é escura, seus cabelos encaracolados, mas em seu coração não há lugar para as trevas habitarem. Encontrou uma parte do moro que não estava sendo vigiada, jogou a escada por cima dele e começou a escalar, cinco metros não eram nada, ela crescera subindo em coisas de altura muito mais elevada. Estava dentro, agora a diversão iria realmente começar, podia sentir a adrenalina correr pelo seu corpo, não tinha palavras para expressar o quanto amava aquilo, o perigo era seu amante e a justiça o seu grande amor. Um guarda se aproximava, ela conseguia ouvir seus passos, ficou esperando-o encostada na parede, silenciosa como uma sombra, quando ele estava próximo, ela encostou a adaga em seu pescoço e disse-lhe:

- Só quero saber onde está a coroa.

O soldado tinha um sorriso idiota no rosto, com toda certeza ele pensava que por ela ser mulher com toda certeza estava livre de perigo, Agatha tirou o sorriso de seu rosto desenhando um grande A na sua bochecha, os dentes que antes sorriam, agora estavam manchados de vermelho, o olhar que antes achava engraçado, agora olhava para ela com ira, o guarda inutilmente tentou se soltar, quando percebeu que não iria conseguir, tentou gritar, mas a mão dela cobriu-lhe a boca, ele mordeu a mão e a chamou de vadia, ela estava com pressa queria respostas, ele não lhe dera, então simplesmente cortou o seu pescoço. Caminhou durante uns 5 minutos, quando viu a igreja, as paredes e as duas torres eram brancas a porta era preta com detalhes dourados, entre as duas torres, uma grande cruz de ouro brilhava ao sol forte. Dois guardas protegiam a igreja, um na frente de cada porta, cheia de confiança começou a andar na direção deles, parou na frente do que estava do lado direito, passou a mão pelo seu rosto, eles começaram a dar risada, foi descendo a mão até chegar na sua espada, puxou com uma velocidade impressionante, o primeiro nem percebeu qual objeto perfurava suas entranhas, o segundo investiu contra ela, com muita destreza aparou seu golpe e furou o coração. Entrou na igreja, tudo era branco, as paredes, os bancos, o altar, em cima dele ela viu aquilo que procurava, a coroa, um rei sem coroa, não é um rei. Subiu os degraus que levavam ao altar, pegou o saco que trazia na cintura, tirou dele um pedaço de carvão, escreveu na parede por trás do altar, Agatha. Guardou a coroa no saco e saiu correndo, o estardalhaço chegava até os seus ouvidos com toda certeza, alguém encontrara os mortos, a porta da igreja se abriu enquanto ela se aproximava. O Rei apareceu, estarrecido olhava para ela, sem reação alguma, só conseguiu sentir o empurrão dela, podia observar seus homens correndo atrás dela, todos aqueles que tentaram barrar o seu caminho, estavam no chão mortos, sendo ele a única exceção. Agatha sorria conseguira fugir dos guardas a coroa era sua e nada se comparava a reação do Rei quando percebeu, que era uma mulher que estava ameaçando o seu poder, em um mundo onde os homens mandavam com mãos de ferro, ela era a única que se rebelava e estava decidida a quebrar todas essas mãos.

Notas finais
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Postarei o próximo capitulo em breve.