Dama da Noite
3 Capitulo 3 Neve
Notas iniciais
Os anos passaram-se e com eles minhas habilidades se desenvolveram, alguns dias depois do liquido dourado estar correndo em minhas veias já me sentia mais forte, minha velocidade e reflexos aumentaram e com a ajuda de Michela me tornei verdadeiramente uma arma.
Após dois anos todos começaram a utilizar-se daquele novo medicamento, as gêmeas foram a que mais demoraram ate atingir aquele estagio, mas quando atingiram não duraram muito. Depois de tomarem suas injeções pela primeira vez, Sarah sucumbiu seguida dias depois pela Sofia que não consegui viver sem sua outra metade.
A morte de Sarah foi uma das mais marcantes para mim, não por que eu era próxima dela, mas sim pela expressão no rosto de Sofia que nunca esquecerei, foi à primeira vez que a vi chorar, com o nariz vermelho e os olhos inchados, ela olhava para o nada, não piscava, estava vazia, sem esperança, ela não existia mais, por isso dias depois nos deixou.
Michela me ajudou com meu desenvolvimento como prometeu, os dias se passavam e mais forte eu ficava, logo já estava controlando os elementos e os objetos a minha volta. Meus poder aumentava conforme mais velha eu ficava.
Na ocasião que completei onze anos Michela começou a falar que deveria me dedicar mais, treinar mais, eu não entendia, eu já era uma perfeita arma, conseguia derrotar meus oponentes vendada, apenas um leve suspiro era o suficiente para eu detectá-los e dar fim a mais um treino, mas isso não era o suficiente e com o decorrer dos dias ela ficava mais desesperada exigindo cada vez mais.
Meses depois estávamos os cincos reunidos para um treino em conjunto quando ouvimos um alarme apitar seguido de um cheiro de gás e carne queimada, gritos agudos foram ouvidos, o pânico se instalou, homens vestidos de preto invadiram a sala derrubando as paredes e arrebentando a porta. Ouvíamos gritos de nossos instrutores, “agrupem-se, protejam um aos outros. Saiam daqui, fujam para longe, vocês são nossa única esperança”.
Havia chamas na sala e muita fumaça, estava tudo desordenado.
Encontrei Davi no meio da confusão, ele crescera por conta dos anos que se passaram e criara alguns músculos pelos os treinamentos intensivos, Michela veio correndo ate nós, ela pegou-me pelos os braços e sacudiu.
“Lily fuja para longe, leve os outros com você, tu és a mais forte e deve protegê-los, enfrentaram perigos mais para isso que foram treinados, cumpram seus destinos” disse ela com um ar louco e os olhos nublosos.
“Qual o nosso destino?” perguntei-lhe em desespero com isso a lucidez voltou um pouco aos seus olhos, mas não totalmente.
“Trazer a esperança, vocês mudaram o mundo, trarão dias melhores” respondeu-me antes de ser puxada por trás soltando meus braços e se perdendo em uma confusão de fumaça e cinzas.
Com suas palavras em minha cabeça chamei meu poder, e assim como de costume ele me respondeu, controlei as chamas ao meu redor e empurrei-as para longe. Observei Davi logo atrás de mim, ele parecia concentrado, segui seu olhar e notei que ele tentava impedir com a telecinese a queda de um dos grandes alto-falantes que ficava no canto da sala em cima de Sabrina que estava ocupada tentando manter-se viva , ela estava lutando com dois homens altos e musculosos de preto.
“Davi”, chamei-o, “Temos que nos agruparmos e sairmos daqui juntos, vamos primeiro ate a Sabrina”
Avançamos entre as chamas correndo, quando estávamos a um metro dela me lancei sobre um de seus adversários, derrubando-o no chão e quebrando seu pescoço, vi a vida esvaziar seus olhos, mas não senti nada nem pena, medo e remorso. Virei- me para Sabrina, ela já tinha finalizado seus adversário.
Tudo estava confuso, e eu só queria sair de lá, espiei Davi, ele apontou um amontoado de entulhos observei com atenção e notei q algo se movia debaixo daquelas pedras, Thomas estava sob aquilo tudo enquanto Lucas tentava o ajudar a sair, chamei a Sabrina e seguimos cautelosos ate lá, com a telecinese tiramos as rochas de cima de Thomas, sua perna estava machucada, ele mal conseguia ficar em pé, estávamos virados para Thomas quando ouvimos uma voz nos chamando.
“Ei criancinhas, só faltam vocês”, disse um dos homens vestido de preto na frente dos demais. Olhei a nosso volta, a fumaça se dissipara um pouco, nossos instrutores estavam caídos no chão sem indícios de estarem vivos, em suas bocas havia sangue e seus olhos estavam opacos, a sala estava com buracos na parede e um deles se via uma paisagem do lado de fora, e havia algo que não enxergava desde meus seis anos, neve, nos sairíamos daquele lugar, iríamos para um lugar seguro, mas primeiro tínhamos um pouco lixo para cuidar.
Viramos-nos lentamente para aqueles homens, deixando Thomas em nossas costas, protegendo-o, todos sorriram, fiz uma contagem rápida e restava 13 deles, alguns pegariam três outros dois, ia ser divertido.
“Hahahahaha”, gargalhe loucamente, “Acho que você quis dizer, tchau tchau”
“Tchau Tchau?” repetiu ele confuso.
“Sim, diga adeus a sua vida” e com essa frase nos os atacamos, não foi difícil, não foi demorado, em segundos eles foram dizimados a pó.
Depois da pequena festa recolhemos os corpos de nossos instrutores, revistamo-los e pegamos suas armas, quando chegou à vez de Michela encontramos em um de seus diversos bolsos um mapa e no verso um recado.
Lily eu sei que você vai conseguir você é especial, e é a nossa esperança, encontre o X, ache o tesouro, desvende o mistério e de um ponto final nisso tudo
Ps : Eu acredito em você, em todos vocês, tragam de volta ao mundo o que um dia já existiu.
Abrimos o mapa, havia uma marca nele, iríamos ate ela, iríamos chegar ao fim disso tudo
Lucas o menino desajeitado se mostrou muito útil quando curou a perna de Thomas com um movimento.
Juntos saímos pelo buraco da parede da parede, pela primeira vez estávamos juntos e sozinhos ao mesmo tempo, agora não havia mais porta nem paredes para nos impedir, descobriríamos o motivo de tudo isso e responderíamos as nossas perguntas.
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