Dama De Preto

2 A voz da Dama.


Notas iniciais
A história real pode ser encontrada no site do Canal Bio.
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No dia seguinte fui até a faculdade para conferir quando começaria a ter aulas. Fiquei feliz ao descobrir que teria mais uma semana de folga para conhecer NY. Saindo de lá, encontrei uma mulher consideravelmente bonita. Tinha cabelo pouco acima dos ombros, pretos. A pele era levemente bronzeada, os olhos verdes e um corpo modelado. Para minha surpresa, ela veio em minha direção.

— Olá, estou procurando a secretaria. Sabe onde é? — A voz era doce e o sorriso angelical.

— Acabei de voltar de lá, é só seguir nesse corredor — apontei o corredor de onde havia saído — e terá a uma sala onde a recepcionista te ajudará.

— Obrigada. A propósito, sou Erika Delavanzi. Você estuda aqui?

— Brett Martinez. — Apertei a mão que ela estendia em minha direção. — A partir de semana que vem, estudo.

— Então somos dois. Eu já vi você em algum lugar?

— Creio que não, cheguei ontem à Nova York.

— Você está hospedado em algum hotel?

— Sim, no Castle.

— Ah, sim. Deve ser isso. Eu moro na mesma rua.

— Que coincidência. — Sorri.

— Bom, eu vou indo. Te vejo qualquer dia desses.

— Claro. Até mais.

— Até.

Comecei a andar em direção a saída, não acreditando na hipótese dela ter gostado de mim. Mas continuei meu caminho até o hotel e me deparei novamente com Mike, agora atrás do balcão da recepção.

— Ei, como vai? — Disse animado. Ele estava calmo, sorria livremente enquanto mexia em alguns papéis.

— Bem, obrigado. E ai, que mulher era aquela no corredor ontem? — Perguntei com curiosidade.

— Ah, é uma hóspede antiga. Não quer sair do hotel e ninguém quer tirá-la. — respondeu com indiferença.

— Hum. Por que estava chorando?

— Não sei, ela não fala. — agora ele havia pego um pano e passava no balcão para limpá-lo. — Bom, não sei nada dela.

— Entendo. Ela mora naquele andar?

— Sim, no último quarto. Mas não vá até lá, não a incomode.

— Tudo bem, eu não iria de qualquer modo.

Ao anoitecer, desci para jantar em algum lugar e a mulher loira estava ali novamente. Ela me olhou e seus olhos azuis e rosto estavam brilhando por causa das lágrimas. Ela se levantou ao me ver e deslizou até seu quarto, usava um vestido preto comprido, parecia estar de luto. Me virei e comecei a andar, pouco perturbado pela imagem de seu rosto triste. Me senti mal, uma tristeza enorme me tomou e senti vontade de chorar. Olhei para trás, mas ela já não estava mais ali, devia ter entrado no quarto.

Durante o jantar em um restaurante meia-boca a um quarteirão de distancia do hotel, fiquei pensando sobre o que fiz o dia inteiro: nada. Depois que cheguei da faculdade as 13h , eu li, toquei violão, tomei um banho demorado na banheira. Estava em Nova York, pelo amor de Deus... Por que não vou conhecer o lugar? Então decidi que amanhã faria um pequeno tour. Quem sabe até chamaria... como ela disse que se chamava? Ah, sim. Erika.

Paguei a conta e voltei para o hotel e, dessa vez, não havia Mike para me parar. Fui direto ao elevador e apertei o botão do 4º andar. A porta se abriu e estava claro lá, calmo. Será que tirando eu e a loira, os outros 4 quartos estavam ocupados? Enquanto abria a porta do meu quarto, ouvi um suspiro choroso. Olhei para o lado e vi a mulher de preto, com os cabelos longos e loiros, olhos azuis me encarando com lagrimas caindo.

— Você está bem? — minha voz falhou graças a tristeza que me invadiu de novo.

— Você sabe onde ele está? — me assustei com a fraqueza e o som triste de suas palavras.

— Ele quem?

— Ryan. Ryan. — ela caiu de joelhos — Ryan... — voltou a chorar.

— Eu não sei quem é, me desculpe. — Me aproximei dela, mas ela se levantou e correu. Um pequeno barulho me fez olhar na direção oposta e vi o elevador se abrindo. Quando olhei de novo, ela já não estava no corredor.

- Ah, nem vem! Eu disse pra você que... — duas garotas saiam do elevador conversando, mas pararam ao me ver.

Eu devia estar muito branco, pois uma delas se aproximou com cuidado e perguntou.

— O que foi? Não está se sentindo bem?

— Estou... ahn... Obrigado. — Continuei a abrir a porta um pouco perplexo. Quando a escancarei, olhei para as garotas que pareciam preocupadas e sorri. Elas sorriram de volta e abriram a porta em frente à minha.

Caí na cama, pensativo. Como ela conseguia sumir tão rapidamente?

.:xX ~ Xx:.

Notas finais
E assim continuamos...
UreshiiDangoKisu ;*